
A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira (13), um novo reajuste no preço do diesel A vendido às distribuidoras, que passará a vigorar a partir de sábado (14). A decisão é uma resposta direta à volatilidade do mercado internacional causada pelos conflitos no Oriente Médio, que elevaram o barril de petróleo tipo Brent ao patamar de US$ 100 pela primeira vez em quase quatro anos. Com a atualização, o preço médio do combustível nas refinarias da companhia sobe R$ 0,38, atingindo o valor de R$ 3,65 por litro.
Apesar do aumento nominal anunciado pela estatal, o cenário para o consumidor final aponta para uma redução de preços nos postos nos próximos dias. Isso ocorre porque o reajuste coincide com a implementação de um pacote de medidas do governo federal, que inclui a retirada do PIS/Cofins e a criação de um programa de subvenção econômica.
Somados, esses benefícios totalizam um desconto de R$ 0,64 por litro, valor que supera o aumento da Petrobras e deve resultar em um alívio financeiro para o setor de transportes e para a população já no início da próxima semana.
A Petrobras confirmou que seu Conselho de Administração aprovou a adesão ao programa de subvenção definido pela medida provisória assinada ontem (12) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A companhia avaliou que a participação no programa é compatível com seus interesses financeiros e institucionais.
Em nota, a empresa ressaltou que este é o primeiro aumento em mais de um ano e lembrou que, desde o início da atual gestão, o preço do diesel acumula uma redução de R$ 0,84 por litro, o que representa uma queda de quase 30% no período.
Para garantir que a desoneração tributária e os subsídios cheguem efetivamente à bomba, o governo federal intensificou o diálogo com as principais distribuidoras do país e reforçou o papel fiscalizador da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A agência terá acesso a dados mais detalhados para monitorar possíveis práticas de preços abusivos ou fraudes. A expectativa das autoridades é que a combinação entre a gestão de preços da estatal e as políticas fiscais do governo consiga mitigar os efeitos da crise externa sobre a inflação interna.
O Imparcial