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A chegada da pequena Maitê era ansiosamente esperada pelos pais José Lucivaldo Moraes e Larissa de Carvalho, residentes da cidade de Governador Edison Lobão. De acordo com os exames realizados no pré-natal, a mãe e a bebê estavam saudáveis ao longo da gravidez, mas, um dia após o parto, Maitê morreu no Hospital Regional Materno Infantil (HRMII), no município de Imperatriz.
A recém-nascida faleceu no dia 5 deste mês e, na última segunda (8), Lucivaldo registrou um boletim de ocorrência alegando que houve negligência no atendimento médico da esposa. Revoltado e em busca de justiça, ele conta que a data provável para o parto era o dia 10 de agosto, mas, no dia 3, Larissa sentiu contrações e foi ao hospital.
Ainda de acordo com Lucivaldo, a esposa foi internada com 6 cm de dilatação e encaminhada à sala de parto para tentar um parto normal. Durante a madrugada, Larissa sentiu muitas dores e insistiu para que fosse feita uma cesariana. Apesar do pedido dela, somente às 08h55 a cirurgia foi feita.
Assim que Larissa deu à luz, a recém-nascida foi levada às pressas para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e, um dia após a internação, a bebê foi a óbito.
“8h55 foi o horário do nascimento e ele [o médico] procurou um equipamento qualquer para estourar a bolsa. Quando estourou a bolsa o líquido já veio verde. Como ela já tinha passado do nascimento, ela já foi direto para a UTI”, relata José Lucivaldo.
Entre as causas da morte descritas no laudo, foi apontada a Síndrome de Aspiração de Mecônio, que é quando o bebê aspira as fezes antes do parto e o material vai para os pulmões. Desesperado, José relatou o que havia acontecido nas suas redes sociais e também registrou um boletim de ocorrência na delegacia.
“Quando houve a postagem, tiveram vários outros relatos de pessoas que já passaram por isso, porém essas pessoas ficam caladas. A Justiça não vai trazer a vida dela de volta, o mais importante já foi. Agora a gente aguarda somente o retorno das autoridades e que a justiça seja feita”, disse Lucivaldo.
