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Saiba quem são os envolvidos na operação que investiga suposto esquema de desvio de verbas do orçamento secreto em cidades do Maranhão — Foto: Divulgação/Plícia Federal
Uma operação da Polícia Federal (PF) prendeu na sexta-feira (14) dois irmãos suspeitos de integrarem um suposto esquema para desvio de verbas do orçamento secreto em cidades do Maranhão.
Além deles, outras seis pessoas estão sendo investigadas: empresários do ramo de distribuição de medicamentos, um ex-secretário de Saúde, a secretária de Saúde de Igarapé Grande e um empresário eleito deputado federal pelo estado do Piauí. A PF investiga os crimes de peculato (apropriação de bem público), inserção de dados falsos em sistema de informações, fraude em licitação e lavagem de capitais.
O g1 teve acesso ao documento da Polícia Federal sobre a investigação e identificou os oito investigados. São eles:
- Domingos Vinícius de Araújo Santos – ex-secretário municipal de Saúde de Igarapé Grande;
- Jadyel Silva Alencar – empresário e deputado federal eleito pelo Piauí em 2022;
- José de Jesus Santos Barbosa – empresário;
- Junno Pinheiro Campos de Sousa – empresário;
- Paulo Roberto Pereira Gomes – empresário;
- Raquel Inácia Evangelista – secretária municipal de Saúde de Igarapé Grande;
- Renato Rodrigues de Lima – empresário (está preso);
- Roberto Rodrigues de Lima – empresário (está preso).
O g1 tentou contato com os oito investigados, mas não obteve resposta. Saiba mais sobre os envolvidos:
Empresas investigadas
Quatro empresas, administradas por alvos da operação, também constam na lista de investigados. São elas:
- Central de Laudos e Serviços Ltda (o g1 não encontrou nenhum e-mail e/ou telefone da empresa para contato);
- Dimensão Distribuidora de Medicamentos Eireli (o g1 não encontrou nenhum e-mail e/ou telefone da empresa para contato);
- Omega Distribuidora de Medicamentos Eireli (o g1 entrou em contato por meio de e-mail às 8h23 e aguarda um posicionamento);
- RR de Lima Ltda (g1 entrou em contato por meio de e-mail às 8h25 e aguarda um posicionamento).
Operação Quebra-Ossos
A Polícia Federal cumpriu, na manhã de sexta-feira (14), 16 mandados de busca e apreensão contra os oito suspeitos e as empresas investigadas por fraudes em contratos que supostamente serviriam para desviar dinheiro de emendas. Os mandados da operação batizada de Quebra-Ossos foram cumpridos em Igarapé Grande, Lago do Junco, Lago dos Rodrigues, Caxias e Timon, no Maranhão; e em Parnaíba e Teresina, no Piauí.
Se as suspeitas forem confirmadas, os investigados poderão responder por inserção de dados falsos, fraude à licitação, superfaturamento contratual, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
O esquema criminoso
De acordo com a investigação, que começou há três meses, o suposto esquema fraudulento começou com a inserção de dados falsos a respeito dos procedimentos médicos realizados em municípios maranhenses nos sistemas de dados do Sistema Único de Saúde (SUS), como o Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) e o Sistema de Informações Hospitalares (SIH).
Com isso, o limite para o recebimento de repasses foi repentinamente aumentado por conta dos dados indevidos, possibilitando que os recursos fossem repassados muito acima do valor realmente devido. A suspeita é que esses valores a mais fosse posteriormente desviados de sua destinação legal, por meio de fraudes em contratos com empresas.
Em análise preliminar da Controladoria Geral da União (CGU), foi constatado que a produção ambulatorial informada pelos municípios maranhenses cresceu 78% nos últimos 5 anos, mas não houve aumento na quantidade de instalações e contratação de médicos e demais profissionais de saúde.
Com os indícios de irregularidades, a Justiça do Maranhão determinou, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), o bloqueio de R$ 78 milhões das contas dos Fundos de Saúde de 20 municípios maranhenses por suspeitas de recebimento fraudulento de repasses federais oriundos de emendas parlamentares, incluindo valores das emendas de relator (o chamado orçamento secreto).
G1ma
