
Lula é recebido com música pelas lideranças evangélicas em SP (Foto: Mariana Aldano/TV Globo)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu liberdade religiosa e separação entre igreja e Estado em encontro com evangélicos nesta quarta-feira (19) em São Paulo. Entre pastores e lideranças políticas religiosas, foi lida a aguardada “carta aos evangélicos”, com compromissos do petista a este público.
A elaboração da carta contou com a articulação da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), que é da Igreja Assembleia de Deus. Em um dos trechos da carta, o petista afirma que “de nada adianta se dizer defensor da família e ao mesmo tempo destruí-las pela miséria, pelo desemprego, pelo corte das políticas sociais e de moradia popular”. O texto não faz referência ao adversário de Lula na disputa presidencial, Jair Bolsonaro (PL).
BUSCA DO VOTO EVANGÉLICO
Lula chegou ao hotel em que o ato ocorreu e foi recebido pelos religiosos com aplausos e músicas. Um pastor fez uma oração na abertura do encontro. Antes de Lula discursar, um menino orou pelo petista.
Levantamento feito pelo instituto Ipec divulgado na última segunda-feira (17) aponta que o candidato do PL, Jair Bolsonaro, à reeleição tem 60% das intenções de voto no eleitorado evangélico, enquanto Lula tem 32%.
Parlamentares evangélicas acompanharam Lula no encontro com os religiosos. Estavam presentes, por exemplo, a deputada eleita Marina Silva (Rede-SP), a deputada reeleita Benedita da Silva (PT-RJ) e a senadora Eliziane Gama. Geraldo Alckmin (PSB) e o candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, também compareceram à reunião.
Durante a campanha, de olho no voto cristão, Lula afirmou, mais de uma vez, que é contra o aborto. E que cabe ao Congresso o papel de discutir eventuais mudanças na legislação em vigor sobre o tema.
MN
