Corso de Teresina reúne 120 mil pessoas em retorno pós-pandemia, diz PM

Para um retorno triunfal, uma multidão marcou presença, neste sábado (11), no tradicional Corso de Teresina.

Segundo dados do Departamento Geral de Operações (DGO) da PMPI, 120 mil pessoas se reuniram na Avenida Raul Lopes, zona Leste da capital, para acompanhar o desfile de 20 caminhões decorados, carregados de beleza e alegria e muita criatividade nas fantasias dos foliões.

Corso de Teresina Foto: Victor Melo Corso de Teresina Foto: Victor Melo 

A festa que já ganhou o status de maior do mundo ao entrar para o Guinness Book, em 2012, trouxe este ano 16 atrações musicais em palcos distribuídos ao longo da avenida.

Foram dois anos sem carnaval de rua devido à pandemia da Covid-19 e o retorno do Corso aconteceu da forma que o teresinense gosta. Cada ponto da Avenida Raul Lopes foi marcado por um ritmo que se amarrava à energia divertida do público.

Corso de Teresina Foto: Victor Melo Corso de Teresina Foto: Victor Melo 

Foram dois anos sem carnaval de rua devido à pandemia da Covid-19 e o retorno do Corso aconteceu da forma que o teresinense gosta. Cada ponto da Avenida Raul Lopes foi marcado por um ritmo que se amarrava à energia divertida do público.

Desde o início do desfile dos caminhões, às 17h, na Avenida Jóquei Clube, a emoção causada pela festa contagiou quem estava no meio da multidão e também quem organizou o evento.

O presidente da Fundação Monsenhor Chaves (FMC), Ênio Portela, afirmou que o evento promoveu alegria e colocou à disposição da população uma grande produção cultural baseada no gosto do teresinense.

Apresentamos várias inovações no Corso deste ano. A gente ouviu a população, atendemos ao pedido do trio elétrico, por exemplo, mas mantivemos a essência tradicional do Corso, que não podemos perder nunca”, falou.

O prefeito Dr Pessoa ressaltou que preservar a tradição centenária do Corso representa a valorização da cultura brasileira.

“Está muito bonito e vamos aperfeiçoar cada vez mais. O Carnaval é a festa mais popular do nosso país e teremos que dar cada vez mais apoio à cultura. Quero agradecer ao governador do Piauí, Rafael Fonteles, que está dando todo apoio na segurança, e também ao folião que confiou no nosso trabalho”, falou.

A valorização pôde ser sentida por todos, inclusive por quem é de fora. O maranhense Ítalo França levou a esposa e os dois filhos para curtir o Corso e elogiou a tradição do carnaval teresinense. “São muitas atrações e as crianças adoraram as fantasias. Tiramos muitas fotos e vamos voltar na próxima edição”, afirmou.

Na edição deste ano, foram cadastrados 20 caminhões decorados com diversas temáticas, entre elas Safari, Economia e Caminhão do Reggae, além do famoso carro Acessibilidade.

Corso de Teresina Foto: Victor Melo Corso de Teresina Foto: Victor Melo 

Os veículos se concentraram na avenida Jóquei Clube, e depois saíram em desfile pela avenida Raul Lopes com uma multidão eufórica durante todo o percurso de mais de 1 quilômetro.

Folião foi fantasiado de Chiquinha Foto: Victor Melo Folião foi fantasiado de Chiquinha Foto: Victor Melo 

Participantes com fantasias super produzidas cumpriram o percurso munidos de bom humor e disposição. O tatuador Francisco Magalhães “coringou” e investiu no famoso vilão DC Comics para fazer sua terceira participação como folião no Corso.

Em entrevista ao meionorte.com, ele confessou que se fantasiar de Joker foi como passear como uma celebridade, devido a quantidade de pessoas que imploravam por fotos e vídeos.

“Está insano, foi um investimento muito bom para a nossa diversão. O Coringa chama muita atenção do público, escolhi para chamar atenção mesmo”, falou.

Foto: Victor Melo Foto: Victor Melo 

A foliã Wilziane Correia também conquistou muita gente e atraiu olhares. Em menos de uma semana do evento, ela decidiu homenagear Chica da Silva, uma mulher negra alforriada que se tornou uma das mulheres mais importantes da sociedade colonial de Minas Gerais no século XVIII.

Foto: Victor Melo Foto: Victor Melo 

“Eu mesma fiz a minha fantasia para inspirar a grande Chica da Silva. Está sendo maravilhoso atender todas as pessoas para as fotos”, comentou.

Para quem achava que só existia Wandinha na família Addams, o Corso revelou uma verdadeira legião da sarcástica personagem. Os irmãos Carlos Trindade e Sérgio Trindade colocaram as trancinhas para jogo e se divertiram com as fantasias combinadas.

As 16 atrações musicais balançaram os palcos Professor Zé Reis, My Brother e Peinha do Cavaco. Teve variedade de axé, forró, funk, brega funk, sertanejo e, claro, muita marchinha ao longo do percurso na avenida Raul Lopes.

O grupo Melhor de Três tinha a receita do “folião pipoca” e levou canções carnavalescas que representam a riqueza da cultura piauiense.

O mistério da atração supresa foi revelado e o público foi presenteado com um espetáculo musical do cantor Rubynho, ex-integrante da banda Oz Bambaz.

Rubynho, ex-Os Bambaz, comandou a festa Foto: Victor Melo Rubynho, ex-Os Bambaz, comandou a festa Foto: Victor Melo 

Vendedores de Teresina também aproveitaram o Corso para comercializar mercadorias e aquecer os negócios. O evento gerou diretamente 250 oportunidades de emprego para os ambulantes que se cadastraram previamente junto à Superintendência das Ações Administrativas Descentralizadas Leste (Saad Leste).

O pipoqueiro Jorginho Heitor Silva vendeu pipocas e distribuiu alegria. Para não ficar de fora da diversão, ele pintou o corpo de verde para incorporar o “Hulk de Fraldas”.

“É bom entrar na brincadeira para deixar o expediente mais leve. Senti muita falta dessa festa maravilhosa”, falou.

MN

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