
Dois homens foram presos, nessa quinta-feira (10), suspeitos de praticarem dois homicídios nos bairros Vila Magril e Albino Soeiro, em São Luís.
Os suspeitos, que também são integrantes de facção criminosa, foram presos pela Polícia Civil do Maranhão, através da Superintendência Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (SHPP), em cumprimento de dois mandados de prisão preventiva.
De acordo com as investigações, coordenadas pela Delegacia da Área Leste (DHL), unidade integrante do Departamento de Homicídios da Capital(DHC/SHPP), um dos homicídios foi praticado na noite do dia 6 de junho deste ano, no bairro Albino Soeiro, tendo como vítima Alexandro Costa Dias.
Os levantamentos policiais apontam que a vítima teria saído de sua residência para comprar drogas e foi reconhecida por um dos autores que, de imediato, cometeu o homicídio. O crime teria sido motivado pelo fato de Alexandro Dias morar em uma área controlada por uma facção rival.
Testemunhas ouvidas na SHPP confirmaram a participação dos presos no crime, relatando, inclusive, que um deles teria realizado ligações para familiares da vítima para fazer chacota do crime.
A dupla também é investigada pelo homicídio de Antônio Silva Guterres, que foi assassinado no dia 22 de maio deste ano, na Vila Magril.
As investigações apontam que os presos, acompanhados de outros comparsas, caracterizados com roupas pretas, parecidas com as utilizadas pelas forças de segurança, invadiram residências de antigos desafetos para a prática de homicídios, até que encontram Antônio. A vítima foi morta no meio da rua.
Um dos suspeitos foi preso em flagrante, pela equipe da SHPP, logo após o homicídio. A partir dessa prisão, a Polícia Civil conseguiu identificar os demais suspeitos.
Segundo a polícia, os presos dessa quinta ainda são investigados por outros dois casos semelhantes ocorridos na região, todos decorrentes da mudança de facção criminosa e tentativa de exercer influência sobre a Vila Magril e Albino Soeiro.
Após o cumprimento das formalidades legais, os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário, onde permanecerão à disposição da Justiça.
G1ma
