Sabemos que o ser humano é um eterno insatisfeito. É da sua própria natureza. Aliás, se não fosse essa eterna insatisfação, talvez não existisse o telefone, o fogão a gás, o rádio etc.
Mas, o que eu não consigo entender, em épocas como a que estamos vivendo, com pandemia, uma campanha eleitoral para elegermos prefeito e vereadores é, nesse contexto, você ouvir apoiadores de candidatos e, o que é pior, o próprio candidato reclamar e criticar o prefeito, que não é candidato a nada e tem obrigação de trabalhar até o último dia do seu mandato (31 de dezembro de 2020), sendo criticado por estar honrando o mandato que o povo lhe deu até o final.

O pior é que combatem com críticas vorazes e maldosas as obras e aquisições importantes para atender às necessidades do povo em geral, como, por exemplo, a UTI, cujos equipamentos têm um custo elevadíssimo, sem falar no custeio do funcionamento. Mesmo assim, tem candidato e apoiadores que acham que o prefeito não deveria ter recebido, em nome do povo codoense, os equipamentos que o governador Flávio Dino doou para que o município de Codó finalmente pudesse dar um passo adiante rumo à estruturação da sua Unidade de Terapia Intensiva, há muito desejada por todos nós.
É bom que se diga que, em todos os estados em que a pandemia foi controlada, os governos estaduais têm adotado essa prática de doar os equipamentos aos municípios que tenham espaço físico, demanda e condições de montar a sua unidade.

Então amigas e amigos, o que me parece é que essas pessoas preferem que Codó continue carente desses benefícios, somente porque eles desejavam usar a falta desse importante equipamento de saúde como bandeira da sua campanha e, o prefeito tendo montado a UTI eles não poderão gritar do palanque: “votem em mim, porque eu vou montar a tão sonhada UTI”.
Em outro momento você se depara com um fracassado (politicamente falando), digo isso porque teve oportunidade dada pelo povo e, por ambição tentou dar um passo maior do que a perna e se lascou, agora ele está classificando como falta de compromisso com o povo codoense da região da Trizidela, a construção de um bueiro, antes da chegada do inverno.

Pasmem senhoras e senhores, para esse pessoal sedento de poder a qualquer custo, principalmente, à custa do sofrimento dos mais necessitados, o prefeito não deveria fazer mais nada no ano da eleição, a não ser, que fosse do seu grupelho! Tenha dó! O prefeito tem obrigação de fazer o que for possível fazer até o último dia do seu mandato, em respeito à confiança que o povo lhe emprestou.
A pergunta que não quer calar é: será que esse candidato que combate algo tão importante para a estrutura de saúde de Codó é digno de sua confiança? Será que ele realmente quer o bem do povo codoense ou, quer apenas resolver os seus problemas e os problemas do grupelho que lhe acompanha?
Interessante notar que temos cidade na região dos cocais, bem perto de nós, em que os políticos são adversários entre si, mas não do povo! Se o adversário que está no poder está fazendo um bom trabalho, os adversários se organizam para as eleições e as bandeiras defendidas são as que ainda não foram conquistadas para beneficiar a cidade, a população e não tentar desqualificar as conquistas já alcançadas, talvez por isso, nós codoenses estamos sempre a reclamar da nossa eterna dependência de Caxias em muitas situações, mas é por causa dessa política rasteira e de grande covardia contra o povo codoense.

Quem ama sua cidade, o seu povo, respeita o eleitor, não faz campanha atacando o trabalho, as conquistas que vão beneficiar a população. Ao contrário, se eu, candidato, tiver conhecimento técnico que me credencie para discutir a melhor configuração de uma UTI, ao invés de pretender desfazer a conquista do povo através do prefeito que está no poder e não é candidato, eu iria discursar me comprometendo a conseguir recursos para fazer da UTI de Codó, a melhor UTI da região, porque eu iria lutar em São Luis, em Brasília, em Codó através da arrecadação municipal, cobrando os impostos de quem deve e pode pagar, não apenas dos adversários e, lógico, inclusive da minha própria casa ou empresa se eu fosse empresário e tivesse dívida com a receita do meu município, afinal, a justiça para ser boa começa em casa.
