Julgamento de homem acusado de encomendar a morte de mãe e filha em São Luís é adiado

Geraldo Abade de Souza é acusado de ser o mandante do duplo homicídio de Graça Maria de Oliveira e Talita de Oliveira Frizeiro — Foto: g1/TV Mirante

A Justiça adiou o julgamento de Geraldo Abade de Souza, acusado de ser o mandante do duplo homicídio de Graça Maria de Oliveira e Talita de Oliveira Frizeiro – mãe e filha -, em São Luís. A nova data, porém, ainda não foi estabelecida.

O júri popular de Geraldo estava marcado para esta segunda-feira (30), no Salão Próprio da 3ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Desembargador Sarney Costa. No entanto, o juiz Clésio Coelho Cunha entendeu que restam algumas ações a serem realizadas durante o processo para que o direito à defesa não seja comprometido.

Segundo o juiz, defesa levantou questões cruciais, incluindo a necessidade de juntada de documentos essenciais, como registros criminais do réu e interceptações telefônicas realizadas pela polícia. Disse ainda que a defesa de Geraldo não foi intimada para se manifestar sobre pedidos feitos pelo assistente de acusação.

Por causa disso, segundo o magistrado, é importante que todas essas ações sejam realizadas durante o processo para evitar futuras alegações de cerceamento de defesa, ou nulidade do processo, que poderiam atrasar ainda mais o andamento do caso, que já dura cinco anos.

Relembre o caso

O caso aconteceu no dia 7 de junho de 2020, dentro de uma residência no bairro Quintas do Calhau, em São Luís. Graça era ex-mulher de Geraldo e tinha 57 anos. Já a filha dela, Talita de Oliveira, tinha completado 27 anos e acabado de se formar em Engenharia Civil.

Graça e Talita foram mortas em casa, no bairro Quintas do Calhau, em São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante

Graça e Talita foram mortas em casa, no bairro Quintas do Calhau, em São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante

A motivação do crime, segundo a Polícia Civil, seria uma disputa judicial pela divisão de bens entre Graça e Geraldo. Graça era sócia de uma empresa de locação de contêiner e, segundo a família, já tinha, na Justiça, o direito de metade dos bens. Já Talita era enteada de Geraldo e seria a herdeira legítima por parte da mãe.

Na época do crime, Geraldo viajou para Imperatriz para despistar a participação no crime, mas a polícia prendeu o autor, Jefferson Santos Serpa, que confessou a autoria e afirmou ter sido contratado por Geraldo, recebendo R$ 5 mil pela execução dos crimes.

Geraldo também foi detido, em Imperatriz, e atualmente segue preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

Somente cinco anos após o crime, Geraldo será julgado, por volta das 8h15, no Salão Próprio da 3ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Desembargador Sarney Costa, também em São Luís.

O g1 não conseguiu contato com a defesa de Geraldo Abade para se pronunciar sobre o caso.

g1ma

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