Ambientalista natural da Baixada Maranhense entra para a lista Forbes entre os jovens mais influentes do Brasil

A ambientalista maranhense Karina Penha, nascida em Viana e com familiares no município de Penalva, na Baixada Maranhense, foi reconhecida pela revista Forbes Brasil como uma das jovens mais influentes do país, ao integrar a lista Forbes Under 30 de 2025. Ela foi destaque na categoria Empreendedorismo Social e Terceiro Setor, em reconhecimento à sua atuação na defesa da Amazônia e na luta por Justiça climática.

Desde criança, Karina sonhava em ser uma defensora do meio ambiente. Neta de pescadores e quebradeiras de coco-babaçu, cresceu entre os campos alagados da Baixada Maranhense, em Viana, e a periferia da Região Metropolitana de São Luís, no município de São José de Ribamar. A convivência com esses territórios despertou, ainda cedo, uma forte consciência ambiental, que hoje a coloca como uma das principais vozes da juventude brasileira na luta pela justiça climática.

Bióloga formada pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Karina integrou o programa Study of the U.S. Institutes (SUSI) para Líderes Estudantis, com foco em empreendedorismo social, realizado pela Faculdade de Amherst e pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. Socioambientalista e ativista há mais de dez anos, ela compreendeu na prática os impactos das mudanças climáticas a partir da observação do território onde sua família vive na Baixada Maranhense.

Nesse contexto, presenciou de perto os efeitos da seca e da estiagem, que se intensificaram ao longo dos anos, afetando diretamente seu avô e seus tios, ao mesmo tempo em que vivenciava as contradições da periferia urbana, outro extremo da desigualdade socioambiental. Essas experiências moldaram sua atuação política e fortaleceram seu compromisso com a defesa do território e das populações mais vulneráveis.

Atualmente, aos 29 anos, Karina é cofundadora e coordenadora de mobilização do Movimento Amazônia de Pé, iniciativa nacional que reúne pessoas de todo o Brasil e mais de 350 organizações, com o objetivo de proteger as florestas públicas e os povos da Amazônia. O movimento defende que a proteção da floresta deve estar no centro da política climática brasileira e tem como lema: “Nós somos a última geração que pode salvar a Amazônia”.

Karina também integra o Perifa Connection, plataforma que promove a conexão entre periferias de todo o país para articular e formar lideranças da juventude negra. Para ela, esses territórios precisam ser vistos como parte da solução. “A gente tem um olhar diferente, entendendo as periferias como tecnologia, como solução, como territórios que têm muito a ensinar”, afirmou em entrevista.
Ao longo de cerca de uma década, a ambientalista atuou na ONG Engajamundo, organização voltada para a formação de lideranças jovens em temas ambientais e sociais no Brasil e no mundo. Desde 2016, Karina participa das Conferências das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COPs), seja como integrante da delegação oficial brasileira ou coordenando delegações de jovens.

Blog do Jailson Mendes

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