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Gerente do Armazém Paraíba é encontrado morto no rio Pericumã, em Pinheiro

Um homem, identificado como Lourenço Pinheiro, de 47 anos, foi encontrado morto, na manhã desta segunda-feira (17), dentro do rio Pericumã, na cidade de Pinheiro, na Baixada Maranhense.

Gerente do Armazém Paraíba na cidade, Lourenço estava desaparecido desde a noite do último sábado (15), após pedir ajuda para empurrar um carro, que estava atolado em uma rua sem saída, em um loteamento, nas margens do Pericumā. Parte do loteamento fica dentro do campo inundável.

Câmeras de segurança registraram o gerente andando pelas ruas da cidade, no mesmo dia em que desapareceu. O Corpo de Bombeiros realizou buscas no rio Pericumã e encontrou o corpo da vítima, nas proximidades do empreendimento Açaí Clube.

O Armazém Paraíba de Pinheiro divulgou uma nota lamentando o ocorrido e oferecendo apoio aos familiares.

O carro do gerente foi encontrado no mesmo local em que havia atolado. Oficialmente, ainda não foi divulgada a causa da morte.

Maylson Reis

Tire férias com segurança e economia de energia

O período de férias pode levar a um aumento no consumo de energia elétrica, pois a tendência é que as pessoas fiquem mais tempo em casa e utilizem mais equipamentos. Medidas simples podem ajudar a curtir o mês de julho com mais tranquilidade, por isso, a Equatorial Maranhão reuniu algumas dicas que vão fazer a diferença quando o assunto é economia, e de quebra, evitar acidentes domésticos que colocam em risco a segurança das famílias maranhenses.

Para quem vai viajar – Se a família vai viajar e a casa vai ficar vazia, a dica é retirar os equipamentos eletrônicos da tomada. Além de oferecer mais segurança, desconectar os aparelhos das tomadas resulta em economia de energia. Os cabos de telefone, de antenas de televisão e de provedores de internet devem ser desconectados, pois também podem propagar sobretensões, que são provocadas por incidências de raios, mesmo que esses aparelhos estejam em modo stand by.

Para quem vive conectado – Durante as férias as crianças, os adolescentes e até mesmo os adultos ficam muito mais tempo conectados, sempre com o celular em mãos, ou mesmo jogando no notebook ou computador. Estabelecer horários para uso destes aparelhos evita desperdício e economiza a bateria dos aparelhos, não havendo necessidade de nova carga com tanta frequência. E atenção: jamais manuseie qualquer equipamento elétrico com o corpo molhado e os pés descalços.

A Executiva de Segurança da Equatorial Maranhão, Leiziane Carvalho, alerta para o uso de celulares enquanto estiverem carregando. “Utilizar o celular conectado à tomada tem provocado inúmeros acidentes em todo o mundo. Evite usar equipamentos como celulares e notebooks durante o carregamento e não os deixe conectados à tomada após a carga completar 100%. Também não utilize fones de ouvido enquanto estes tipos de aparelhos estiverem ligados à eletricidade, pois há um grande risco de choque elétrico”, pontua.

Para aproveitar com a criançada – Se você vai levar as crianças para brincar ao ar livre, oriente-as a soltar pipa em parques, campos abertos ou outras áreas afastadas da rede elétrica. Uma pipa enroscada na fiação da rede elétrica não deve ser puxada, pois os fios podem se tocar e provocar um curto¬-circuito. Lembrando que além de proibido, o uso de cerol na linha da pipa pode danificar cabos da rede elétrica e provocar acidentes graves com ciclistas e motociclistas.

Para aproveitar com as visitas – É importante ficar atento ao aumento do número de pessoas em casa, característico no período de férias, quando é comum receber vistas. Com mais pessoas em casa, aumenta o uso da máquina de lavar e ferro de passar, o número de banhos com chuveiro elétrico, o uso da chapinha e secador de cabelo e outros eletrodomésticos. Nestes casos, a Equatorial Maranhão orienta acumular o máximo de roupas para lavar e depois passar de uma só vez, reduzir o tempo de banho e colocar o chuveiro no modo “Verão” que proporciona uma redução no consumo. Outro aparelho que se deve ter atenção é a geladeira, que consome muita energia elétrica devido ao “abre e fecha” ao longo do dia. A dica é deixar um litro de água com gelo fora da geladeira. Assim, você evita abrir a geladeira toda hora para beber água, economiza energia e ainda conserva a borracha de vedação por mais tempo. É importante observar também uso do ar condicionado e ventiladores de forma desnecessária ou excessiva.

Leiziane também orienta as pessoas que gostam de transformar um “almocinho de família” em grandes encontros. “Caso pretenda reunir amigos e/ou familiares em casa, atenção com as extensões e filtros de linha que não devem ficar em contato com água, pois há risco de choque elétrico e curto circuito nestes casos. A eletricidade nos traz conforto e diversão, mas se mal utilizada pode causar acidentes”, finaliza.

O uso do ar condicionado, ventiladores, maior número de banhos, festas, mais eletroeletrônicos conectados, tudo isso significa consumo extra de energia elétrica no período de férias. É importante ficar de olho para não haver desperdício de energia elétrica. E lembre-se: bons hábitos devem ser mantidos durante todo o ano.

Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão

Justiça do Maranhão concede mais de 9.300 medidas protetivas a mulheres em 2023; 20% foram pedidas on-line

No primeiro semestre de 2023, a Justiça do Maranhão concedeu 9.322 medidas protetivas de urgência a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Desse total, 20% foram concedidas por meio de pedidos on-line.

Os dados são da Coordenadoria Estadual da Mulher (Cemulher) do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), divulgados nesta segunda-feira (17).

As medidas protetivas são ordens judiciais concedidas com a finalidade de proteger mulheres que estejam em situação de risco, perigo ou vulnerabilidade.

Segundo Arthur Darub, coordenador administrativo da Cemulher, o crescimento na concessão de medidas protetivas é resultado de um maior conhecimento das mulheres sobre a violência de gênero.

“Quanto maior a consciência, maior é a procura desta mulher pelo amparo legal, institucional. Ademais, considerando a complexidade das relações de violência, o amparo pelos órgãos da Rede de Enfrentamento revela-se essencial”, pontua.

Ainda de acordo com Darub, as medidas protetivas de urgência (MPUs) – instituídas pela Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) – contribuem para a luta contra a violência de gênero ao possibilitar que as mulheres solicitem proteção nos primeiros sinais de violência, que podem ser psicológica, sexual, moral, patrimonial e física.

“Da mesma forma, com as MPUs on-line, a mulher pode realizar o requerimento onde quer que esteja. Basta preencher o formulário e juntar as provas que tiver. Isso resulta, inegavelmente, na segurança e no bem-estar dessas mulheres”, afirma.

Rede de Enfrentamento
No Maranhão, as mulheres contam a Rede de Enfrentamento, a qual oferece uma série de serviços especializados e não especializados, integram a rede os seguintes órgão:

Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM)
Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS)
Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).
Como pedir medida protetiva
No Maranhão, as medidas protetivas podem ser solicitadas, presencialmente, nas delegacias da Mulher e na 2ª Vara Especial de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher em São Luís, instalada na Casa da Mulher Brasileira (Avenida Carlos Cunha, 572, bairro Jaracaty).

A vítima também pode pedir a medida protetiva on-line, basta preencher um formulário eletrônico em cinco etapas:

qualificação da vítima
qualificação do agressor
local do fato
questionário e anexos.
Para acessar a ferramenta é só clicar no perfil Cidadão e, em seguida, no botão Medida Protetiva.

Finalizado o preenchimento, o Sistema do Processo Judicial eletrônico (PJe) recebe o pedido de medida protetiva que é automaticamente direcionado a uma Vara Especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

A partir do recebimento do pedido, o magistrado ou magistrada tem até 48h para fazer o deferimento ou não.

G1ma

Travesti reforça envolvimento e desafia André Valadão a fazer exame

A travesti Talita Oliveira reagiu em suas redes sociais recentemente ao processo movido pelo pastor evangélico André Valadão, após sua fala que detalhava um suposto envolvimento sexual entre os dois no passado. Como é sabido, o líder da Igreja Batista da Lagoinha não gostou nenhum pouco da atitude da mulher trans que vive na França e entrou como uma ação processual.

No vídeo, a travesti revelou que André Valadão teria feito pelo menos dois programas com ela há algum tempo e teria sido “passivo” no suposto encontro sexual. André Valadão entrou com uma representação no Ministério Público da Europa. A advogada do cantor evangélico, Vanessa Souza falou sobre a medida:

“É importante ressaltar que a conduta atribuída a Talita Oliveira pode configurar um crime de injúria e difamação e ela responderá por seus crimes. Nenhuma punição será evitada para essa pessoa que tem a audácia de se esconder atrás de fronteiras internacionais, achando que pode agir impunemente”.

Em seu perfil no Instagram, Talita Oliveira se pronunciou sobre a ação de André Valadão e negou que esteja se “escondendo” do pastor evangélico, confirmando que mora na França e que possui dupla cidadania. Logo em seguida, a influenciadora trans revelou que não teria como “provar” a sua relação sexual com o pastor evangélico, pois o encontro teria acontecido há mais de dez anos.

No entanto, a travesti desafiou André Valadão a fazer um exame de conjunção carnal: “Valadão você tem a oportunidade de provar sua ingenuidade, de provar que você é uma pessoa correta, existe um exame que se chama conjunção carnal. Esse exame vai provar se realmente eu tive relações sexuais com você ou não”.

“Por que se o exame der positivo vamos aí falar com o juiz como que eu era tão certa disso, não é? Agora se der negativo eu vou responder para Justiça com aquilo que for necessário tá Valadão? Eu vou exigir [o exame] de conjunção carnal. Você não quer prova? Agora quem quer que você prove sou eu!” .

Entenda:
Após as declarações polêmicas dadas pelo pastor André Valadão contra a comunidade LGBTQIAPN+, a travesti Talita Oliveira compartilhou vídeo em suas redes sociais afirmando já ter tido dois encontros sexuais como líder cristão. De acordo com a mulher trans, o pastor teria contratado seus serviços e teria sido o passivo na relação.

Talita declarou ainda, que o pastor André Valadão teria pagado programa com outras travestis e que o cantor evangélico é uma “maricona revoltada que não tem coragem de se assumir”.

MN

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Caso Fufuca vire ministro, Allan Garcês assume vaga na Câmara

Caso o deputado federal André Fufuca (PP) assuma ministério no governo Lula (PT), o médico e professor da Universidade federal do Maranhão, Allan Garcês, deverá assumir a vaga do colega maranhense na Câmara Federal. Ele foi o terceiro candidato mais votado na chapa do Progressistas que elegeu Fufuca e Amanda Gentil. A primeira suplência foi alcançada com 18.114 votos.

Além de Garcês, também já assumiu o cargo de suplente Dr Benjamin de Oliveira, que entrou no lugar do deputado federal Juscelino Filho, licenciado para assumir o Ministério das Telecomunicações. Ambos são do União Brasil.

Caso Fufuca seja conduzido ao cargo de ministro, Garcês pode se tornar o primeiro bolsonarista assumido a ocupar cargo no legislativo federal na bancada maranhense.

FALSA POLÊMICA

Após o anúncio da possibilidade de que Fufuca pudesse deixar a Câmara para assumir vaga no governo, a ascensão de Garcês ao cargo foi colocada sob suspeita. Pela legislação eleitoral, apenas candidatos que atinjam o mínimo de 10% do quociente eleitoral podem assumir a vaga. E este número equivale a 22 mil votos. Quatro mil a mais do alcançado por Garcês nas eleições de outubro do ano passado.

Ocorre que, responde a questionamento do PSC, o Supremo Tribunal federal (STF) decidiu que a regra não se aplica aos suplentes, em conformidade ao parágrafo único do artigo 112 do Código Eleitoral.

O relator do caso foi o ministro Luís Roberto Barroso, que foi acompanhado por todos os demais votantes. O julgamento decidiu que a regra do art. 112, parágrafo único, do Código Eleitoral, não ofende a Constituição.

Imirante

Mais conta para pagar: Lula quer cobrar imposto de todo mundo que acessar internet, ‘vai ser igual conta de água e luz’ para bancar agência

O GSI (Gabinete de Segurança Institucional) elaborou uma proposta de Política Nacional de Segurança Cibernética, que prevê a criação de uma agência para melhorar a governança da atividade.

Para financiar o projeto, com custo anual de quase R$ 600 milhões quando plenamente implementado, o órgão ligado à Presidência quer cobrar dos usuários uma taxa pelo uso da internet.

“Esta política já vem sendo estudada há algum tempo. Estamos, logicamente, refinando. Esperamos que, neste ano, ainda seja apresentado ao Congresso”, disse à Folha o ministro do GSI, general Marco Antonio Amaro dos Santos.

“Quando se apresenta um projeto de lei que gera despesa, tem de apresentar uma fonte para cobertura dessa despesa. Razão pela qual também estão sendo indicadas algumas possibilidades que o Congresso terá de estudar, avaliar se é conveniente, se existem outras fontes para serem utilizadas para sustentar a criação dessa agência”, acrescentou.

O texto já foi apresentado aos ministérios da Justiça, da Fazenda, do Planejamento, de Ciência e Tecnologia e de Gestão. Agora, passará pelo crivo jurídico da Casa Civil e, depois, do presidente Lula (PT).

Por se tratar da criação de uma política nacional, terá de ser aprovada pelo Congresso, por meio de um projeto de lei. Há ainda o prazo de um ano para ser instalada a agência, após a nova regra entrar em vigor.

De acordo com a proposta, a taxa de cibersegurança -chamada de TCiber no projeto em estudo- corresponderá a 1,5% do valor pago pelos internautas para ter acesso à rede, em conceito similar à taxa de iluminação pública, cobrada diretamente na fatura da conta de luz.

Segundo os cálculos do órgão, no caso de um usuário que gasta R$ 70 por mês com internet, por exemplo, a taxa sairia ao custo de R$ 1,05.

O GSI argumenta que o percentual corresponde à soma do que é arrecadado com o Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) -1%- e com o Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) -0,5%. Nesse novo desenho, contudo, não está prevista a criação de um fundo.

A cobrança da tarifa renderia R$ 581,9 milhões por ano aos cofres públicos, segundo estimativa do órgão. Para chegar a esse montante, o GSI considera que o Brasil conta hoje com 157,7 milhões de usuários da internet, que gastam em média R$ 25 por mês com o serviço.

Além de taxar o acesso à internet, a proposta também inclui uma cobrança de 10% sobre o registro de domínios, ou seja, o nome que será registrado para que um site possa ser encontrado na internet. O pagamento seria feito no momento de renovação desses registros, que têm custo médio anual de R$ 35.

Nessa modalidade, o governo prevê arrecadar aproximadamente R$ 12,6 milhões, que também seriam destinados para bancar o funcionamento da agência.

Em ambos os casos, não haverá distinção entre pessoas físicas e jurídicas. “Nós teríamos alguma dificuldade para calcular isso. O Congresso talvez tenha mecanismos e interesse em debater coisas diferentes”, diz o assessor especial do GSI, Marcelo Malagutti.

Há também, segundo ele, o temor de perder já neste momento o apoio de entidades como, por exemplo, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estados de São Paulo).

“Infelizmente, tudo que o governo faz, o cidadão tem que pagar. Nesse caso, a nossa percepção é de que nós estamos cobrando relativamente pouco por um serviço relevante para os usuários da internet”, diz Malagutti.

Segundo os membros do GSI, apesar da impopularidade da medida, a recepção ao projeto tem sido positiva entre os parlamentares. Já foi realizada uma audiência no Senado Federal, assim como uma outra audiência pública para tratar do tema.

“Ninguém em sã consciência pode ser contra a cibersegurança, contra uma iniciativa que visa a dar segurança no ambiente digital para todo o cidadão e para toda empresa”, diz o secretário de Segurança da Informação e Cibernética do GSI, brigadeiro Luiz Fernando Moraes da Silva.

“O que cria resistência é criar uma estrutura com cargos e não ter arrecadação. O Congresso não vai dar carta branca para ninguém sem que tenhamos uma fórmula, sem que mostremos de onde que os recursos vão sair”, acrescenta.

De acordo com o relato dos integrantes do governo, os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) também não mostraram resistência ao tema. A equipe econômica apenas ponderou a necessidade de apontar uma fonte de receita para a sustentação do projeto.

A verba cobrada de cidadãos e empresas será usada para financiar o custo estimado em R$ 594,1 milhões da agência quando ela estiver plenamente instalada (em seu quinto ano de existência). O orçamento será destinado para gastos com pessoal e custeio.

Agência seria uma autarquia como o BC

Inspirada em um modelo de uma agência reguladora, a ANCiber (Agência Nacional de Cibersegurança) foi desenhada para contar com 800 servidores, ao final de cinco anos. Para cada ano de implantação, uma parcela do efetivo será incorporada ao quadro funcional da instituição, sendo 81 funcionários no primeiro ano de atuação.

A primeira leva integraria a agência por requisição, que é quando o órgão de origem não pode negar ceder o funcionário à Presidência, e por contratação de temporários. De acordo com estimativas do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o tempo médio para realização de um concurso e chamamento de aprovados é de, no mínimo, dois anos.

Apesar de estar sob o guarda-chuva do GSI, a agência seria uma autarquia de regime especial, assim como do Banco Central. Ou seja, uma vez que os nomes dos diretores e do presidente tenham sido aprovados pelo Senado e depois nomeados, eles têm mandatos a serem cumpridos e estariam blindados de eventuais alterações políticas.

A agência é uma peça dentro de um plano mais abrangente. O principal objetivo da política é dar um norte preventivo no caso de ciberataques e criar instrumentos práticos para isso. Hoje, de acordo com integrantes do GSI, tanto órgãos do Estado quanto privados têm seus departamentos e suas regras para segurança, mas não há um protocolo comum a todos.

De acordo com o secretário de cibernética do GSI, a agência não atuaria de forma hierarquizada, mas como um ponto focal para padronizar e compartilhar as melhores práticas.

“Não basta haver atividade institucionalizada, é preciso que seja coordenada, porque as ameaças são parecidas e aparecem de todo lado. Um ente detecta alguma coisa e o quanto mais rápido ele passar isso através de uma rede colaborativa, vai prevenir que aquilo se alastre. A palavra-chave para a agência é governança”, disse Silva.

O que motivou a apresentação do projeto de lei neste ano -e com pedido de urgência, segundo o GSI- é o aumento vertiginoso de ciberataques no Brasil, com prejuízos financeiros que podem chegar a US$ 100 bilhões no país em 2023, segundo a consultoria especializada Accenture. Essa cifra tem sido usada como um dos principais argumentos para o estabelecimento da agência.

Malagutti lembra ainda do ciberataque ao sistema do STJ (Superior Tribunal de Justiça) em 2020, que é considerado por especialistas o pior já ocorrido em um sistema público do país. Na ocasião, o diretor do departamento de tecnologia da informação do tribunal acionou o comando de defesa cibernética, ligado ao Ministério da Defesa, e o departamento da Polícia Federal (PF) para crimes desta ordem.

“Preventivamente, não tem ninguém atuando. Essa é uma das situações que levou a aumentar a percepção de urgência na sociedade para criação dessa agência”, disse.

Se a agência já existisse à época, haveria primeiro um nível mínimo de exigência de segurança para sistemas como o do STJ, além de um protocolo e uma cadeia de comando para serem seguidos em casos como esse. A política nacional prevê ainda criação de um gabinete de crise para atuar nessas situações.

Além disso, também há a previsão de um comitê, comandado pelo presidente da agência. Inicialmente, a previsão era de 27 membros. Mas, após audiência pública, outros órgãos manifestaram interesse em ter assento próprio, como a diretoria de combate a crimes cibernéticos da PF, e a previsão passou para 55.

A proposta de criação de uma Política Nacional de Segurança Cibernética existe desde 2014, quando o Senado instaurou CPI para acompanhar espionagem eletrônica, após revelações do caso Snowden -que revelou detalhes de espionagem dos Estados Unidos sobre o Brasil.

Codó Notícias