Governo Lula terá 37 ministérios, diz futuro ministro da Casa Civil

MATEUS VARGAS E DANIELLE BRANT
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Futuro ministro da Casa Civil e governador da Bahia, Rui Costa (PT) disse neste sábado (17) que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá 37 ministérios.

A lista dos ministérios ainda não foi divulgada. Costa confirmou à imprensa que será criada uma pasta para a pesca. A Economia ainda será fatiada em Fazenda, Indústria e Comércio, além de Planejamento e uma pasta específica para gestão.
Já o atual Ministério da Infraestrutura será transformado em duas pastas, uma para tratar de transporte e outra sobre portos e aeroportos.

O futuro chefe da Casa Civil disse que a escolha dos ministros não será afetada pela votação na Câmara da PEC da Transição.
O presidente Arthur Lira (PP-AL) teria sinalizado a aliados que pode facilitar a aprovação da proposta se emplacar aliados em cargos do primeiro escalão do governo Lula.
O futuro chefe da Casa Civil disse que Lula tem afirmado que não irá vincular a aprovação da PEC com a escolha dos ministros.

Rui Costa disse que a futura gestão também terá o Ministério dos Povos Originários, outro para esportes e uma pasta para as mulheres. Ele ainda citou a criação do Ministério das Cidades, a partir do desdobramento do Desenvolvimento Regional.
Segundo o futuro ministro, não haverá aumento de despesas do governo para ampliar o número de ministérios. Isso porque os cargos atuais serão reformulados para acomodar o plano de Lula. Além disso, segundo Rui Costa, alguns ministérios vão compartilhar setores como de assuntos jurídicos.

“A ideia central é repetir o que a gente está chamando de Lula 2, a estrutura do segundo governo de Lula, que se encerrou em 2010”, disse ele.

MN

Tribunal Regional Eleitoral diploma candidatos eleitos no Maranhão

Neste sábado (17), o governador e o vice-governador reeleitos do Maranhão, Carlos Brandão (PSB) e Felipe Camarão (PT), foram diplomados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA). A cerimônia foi realizada no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, em São Luís.

A desembargadora Angela Salazar foi a responsável em conduzir a solenidade. Os diplomas entregues habilitam os candidatos eleitos a tomarem posse no dia 1º de janeiro de 2023.
O governador reeleito Carlos Brandão afirmou que está preparado para retribuir com dedicação e respeito ao bem público, a confiança depositada pelos maranhenses em seu projeto de governo.

“Hoje é um dia especial na vida de todos nós que aqui estão sendo diplomados. Nossa presença é resultado de muito esforço e muita dedicação. Nossas mensagens foram ouvidas, entendidas e se transformarão em muito trabalho pelo bem do Maranhão. Um estado que se preza a segurança jurídica e a democracia baseada na harmonia entre os poderes e é assim que governaremos”, disse Brandão.
Foram diplomados também os 18 deputados federais, os 42 deputados estaduais e 12 suplentes de cada partido dos cargos proporcionais.

Flávio Dino

O ex-governador do Maranhão, Flávio Dino, também foi diplomado o senador eleito pelo Maranhão durante a sessão solene. Dino tomará posse a partir de janeiro de 2023, entretanto ele não permanecerá no cargo, já que foi anunciado como o novo ministro da Justiça e Segurança Pública do governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O Imparcial

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‘Tem que ter coragem’,diz Margareth Menezes em 1º show como futura ministra

CLEO GUIMARÃES
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Margareth Menezes fez seu primeiro show, em Salvador, três dias após aceitar o convite do presidente eleito Lula para ser a ministra da Cultura em sua gestão.

Em casa, ela foi recebida com festa pelo seu público, que gritava “Ministra! Ministra!”. Margareth não chegou a fazer nada que se assemelhasse a um discurso, mas um breve comentário: “Vamos precisar fazer uma corrente para conseguir realizar um bom trabalho no nosso ministério. Tem que ter coragem.”

primeira denúncia veio antes mesmo de assumir a pasta. De acordo com reportagem publicada na revista Veja nesta sexta-feira (16), Margareth é acusada de dever mais de R$ 1 milhão a cofres públicos. Sua assessoria nega valores, mas admite que a empresa da artista tem dívida com a Receita Federal.
A apresentação da cantora aconteceu durante a festa de lançamento do bloco Os Mascarados 2023, na Ordem Terceira de São Francisco, no Pelourinho, em Salvador. Margareth é uma das fundadoras do grupo, criado no final dos anos 1990 e conhecido pelo protagonismo do público LGBTQIA+.

A cantora, ainda que ocupando o cargo de ministra, seguirá comandando o bloco em 2023, não só no Circuito Barra-Ondina, mas também no calendário que antecipa a festa.

MN

Terceiro lugar, Croácia leva R$ 143 milhões na Copa do Mundo do Catar

A Croácia, vencedora da disputa de terceiro lugar da Copa do Mundo sobre Marrocos conquistou uma premiação de US$ 27 milhões (R$ 143,4 milhões). A seleção africana não ficou muito atrás -a diferença é de US$ 2 milhões (R$ 10,8 milhões).
A edição deste ano é a que mais pagará às seleções vencedoras, com um total estimado de R$ 2 bilhões. Todas as 32 seleções participantes recebem algo, a depender da fase em que são eliminadas no torneio.

Croácia e Marrocos já tinham se enfrentado nesta Copa do Mundo, logo na primeira rodada do Grupo F e ficaram em 0 a 0. A partida parecia ter escancarado fragilidades nas equipes, mas o torneio mostrou o contrário, já que a seleção africana se classificou em primeiro, a europeia em segundo, enquanto Bélgica e Canadá ficaram pelo caminho.
Para chegar à disputa de terceiro lugar, a Croácia passou por Japão e Brasil, nos pênaltis, e perdeu para a Argentina. Marrocos, por outro lado, superou a Espanha, nos pênaltis, e Portugal. A derrota veio para a França.

Na partida deste sábado (17), o jogo se desenhou de forma diferente. A Croácia abriu o placar com Gvardiol aos sete, enquanto Marrocos empatou quase dois minutos depois, com Daric. Orsic, no final do primeiro tempo, garantiu a vitória croata.
AS PREMIAÇÕES
Campeão: US$ 42 milhões (R$ 223,2 milhões)
Vice-campeão: US$ 30 milhões (R$ 159,4 milhões)
3º lugar: US$ 27 milhões (R$ 143,4 milhões)
4º lugar: US$ 25 milhões (R$ 132,8 milhões)
Eliminados nas quartas de finais: US$ 17 milhões (R$ 90,3 milhões)
Eliminados nas oitavas de finais: US$ 13 milhões (R$ 69 milhões)
Eliminados na fase de grupos: US$ 9 milhões (R$ 47,8 milhões)

JOSUÉ SEIXAS
MACEIÓ, AL (FOLHAPRESS)

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STF decide soltar ex-governador Sérgio Cabral, último preso da Lava Jato

ITALO NOGUEIRA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu revogar o último mandado de prisão em vigor contra o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, preso preventivamente há seis anos em razão das investigações da Operação Lava Jato.

Por 3 votos a 2, os ministros consideraram haver excesso de prazo na prisão preventiva do ex-governador, levando à soltura do único acusado ainda em regime fechado em decorrência das apurações da Lava Jato. O voto de desempate foi proferido nesta sexta-feira (16) pelo ministro Gilmar Mendes.
Os magistrados decidiram derrubar o mandado de prisão expedido pelo ex-juiz Sergio Moro em novembro de 2016, quando Cabral foi preso na Operação Calicute. Este era o último ainda em vigor dos cinco que já pesaram contra o ex-governador ao longo desses seis anos.

Cabral terá agora que permanecer em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica em razão de decisão do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) tomada em dezembro de 2021.
Gilmar Mendes acompanhou os votos dos ministros Ricardo Lewandowski e André Mendonça.

Mendonça havia apresentado seu voto na madrugada de sexta-feira (9), após pedir vista no julgamento iniciado em outubro. Para ele, o ex-governador não tem mais a mesma influência política do período em que foi preso. O ministro descreveu a manutenção da medida cautelar como um ilegal “cumprimento antecipado de pena”.
“O que há, a essa altura, é a presunção de que o agravante seguirá a cometer crimes, o que não é admitido pela jurisprudência desta corte como fundamento para a decretação da custódia cautelar.”

O relator do processo, ministro Edson Fachin, já havia votado em junho pela manutenção da medida cautelar. Ele afirmou considerar que Cabral ainda tem influência política, apontando como indício supostas regalias obtidas pelo ex-governador na prisão.

“O exercício de papel de liderança em organização criminosa que teria funcionado durante anos, a concreta capacidade de influência nos poderes públicos, que embora diminuída pelo tempo de segregação, ainda persiste. […] Essa conclusão é corroborada, ainda, por recentes episódios envolvendo supostas ilegalidades e benefícios indevidos que o agravante estaria recebendo no estabelecimento prisional que se encontrava custodiado.”

O magistrado citou ainda a possibilidade de Cabral manter dinheiro de propina escondido. “Considerando a expressiva quantidade de valores que ainda não foi recuperada, o risco de cometimento de possíveis atos de lavagem de dinheiro é concreto e justifica a atualidade da prisão preventiva”, afirma Fachin.
O ministro Kassio Nunes Marques acompanhou o relator.

O mandado de prisão revogado foi expedido por Moro no âmbito da investigação sobre suposto pagamento de R$ 2,7 milhões de propina por executivos da Andrade Gutierrez ao ex-governador pelas obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro). Cabral foi condenado a 14 anos e 2 meses de prisão no caso.

Em outro processo movido por Cabral também julgado nesta sessão virtual, os ministros da Segunda Turma decidiram considerar válidos os atos de Moro no processo, negando o pedido de declaração de incompetência da Justiça Federal de Curitiba para atuar no caso.

Neste habeas corpus, Mendonça acompanhou o entendimento de Fachin para negar o pedido. O ministro escreveu em seu voto que “os contornos fáticos indicam que, no contexto das obras de responsabilidade do consórcio Comperj, de fato a Petrobras suportou financeiramente o pagamento da propina relacionada ao contrato vinculado à Diretoria de Abastecimento da companhia”.

Em junho, Fachin já havia votado pela competência da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba. Para ele, o caso se refere a “condutas voltadas diretamente ao dilapidamento do patrimônio da Petrobras”, tema sob responsabilidade daquele tribunal.
Lewandowski havia divergido do relator, por avaliar que a organização criminosa liderada por Cabral atuava no Rio de Janeiro, não considerando a menção ao Comperj relevante para a definição da competência em Curitiba. A tese, apresentada pela defesa de Cabral, é semelhante à que beneficiou o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nesses seis anos de prisão, Cabral chegou a acumular cinco mandados de prisão, 37 ações penais (sendo duas sem relação com a Lava Jato) e 24 condenações a penas que, somadas, ultrapassaram 400 anos de prisão.
Pela lei, uma pessoa só pode ficar até 30 anos presa, mas o somatório das penas impacta no cálculo para mudança de regime fechado para semiaberto ou aberto durante o cumprimento das sentenças.

A maré de reveses judiciais só começou a mudar em dezembro do ano passado, quando o STF deu uma decisão que levou à anulação de uma de suas condenações e colocou em ameaça outras sentenças de Bretas.
Depois, o TRF-2 revogou os dois mandados de prisão em dezembro de 2021 e março deste ano. Há um mês, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro derrubou outros dois, restando apenas a ordem analisada pelo STF.

Após anulações de condenações pelo STF e revisões das punições decididas pelo TRF-2 , as penas contra Cabral somam 375 anos, 8 meses e 29 dias.
O ex-governador é acusado de cobrar 5% de propina nos grandes contratos de seu mandato à frente do Governo do Rio de Janeiro (2007-2014). As investigações descobriram contas com cerca de R$ 300 milhões no exterior em nome de “laranjas”, além de joias e pedras preciosas usadas, segundo o Ministério Público Federal, para lavagem de dinheiro.

Inicialmente, o ex-governador negava as acusações. Dois anos depois da prisão, Cabral decidiu confessar seus crimes.
No fim de 2019, ele conseguiu fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal, depois anulado pelo STF em maio de 2021. Nos últimos depoimentos à Justiça e em inquéritos, decidiu ficar em silêncio.
Cabral está preso na Unidade Prisional da Polícia Militar em Niterói desde setembro do ano passado.

No mesmo local estava detido preventivamente um de seus cinco filhos, José Eduardo Neves Cabral, sob suspeita de integrar uma organização criminosa de comércio ilegal de cigarros. A defesa dele nega as acusações. Ele foi solto nesta quinta-feira (15).
Ao longo dos seis anos em que esteve preso, Cabral sofreu acusações de receber regalias na prisão. Na Cadeia Pública José Frederico Marques, primeira unidade em que ficou detido, foi acusado de instalar um “home theater” no local, além de receber encomendas de restaurantes de luxo.

Ele também chegou a ser transferido da unidade da PM em Niterói após uma vistoria da Justiça encontrar celulares, anabolizantes, dinheiro e lista de compras em restaurantes.
O ex-governador também teve episódio considerado abusivo durante esse período. Em janeiro de 2018 ele foi algemado nos pés e nas mãos ao ser levado para o IML (Instituto Médico Legal) de Curitiba após transferência determinada pela Justiça.

Em entrevista à Folha de S.Paulo em agosto de 2021, quando estava detido em Bangu 8, Cabral se queixou da duração de sua prisão preventiva. “Eu estou preso podendo responder em casa, sem ameaçar a sociedade. Há sete anos que eu saí do governo. E não me largam”, disse na ocasião.

MN

Bandidos se dão mal ao reagir à voz de prisão da PM em Coelho Neto

A Guarnição de serviço do 44° BPM sediada em Coelho Neto, comandada pelo Cb A. Soares, Cb da Silva e Sd Wilker, após ser informada que uma dupla praticava assaltos nas adjacências, de pronto atendeu ao chamado e de imediato a dupla foi localizada pela GU que iniciou um acompanhamento até o momento em que o piloto da moto perdeu o controle, veio a cair, o garupa empunhando um facão, não atendeu a ordem de parada dos policiais, havendo necessidade de disparos de concentração. Um dos conduzidos foi apresentado na Delegacia e o garupa levado a cidade de Caxias, para atendimento médico.

2° BPM realiza operações durante período de aquecimento comercial no fim de ano

O 2° Batalhão de Polícia Militar deu início às operações de fim de ano, que têm como objetivo reforçar o policiamento durante o período marcado pelo aquecimento do comércio nas cidades.
São realizadas diariamente as operações Saturação e Centro Seguro. A Operação Saturação direciona o policiamento para áreas específicas de Caxias, São João do Sotér e Aldeias Altas, de acordo com a análise da mancha criminal e dados estatísticos. A Operação Centro Seguro tem como objetivo promover o reforço do policiamento na região central de Caxias, onde há uma maior movimentação do comércio e fluxo de pessoas durante o período festivo de fim de ano.
As operações contam com a participação das equipes especializadas do 2° BPM como Força Tática, Grupo de Operações Especiais e Esquadrão Águia.
“Através do Policiamento Ostensivo Preventivo, rondas, abordagens e aproximação com a população, a Polícia Militar está nas ruas para garantir segurança e tranquilidade durante o período de festas do fim de ano”, frisa o comandante do 2º BPM, Major Ricardo Almeida.