Prefeitura de Peritoró realiza grande festa para celebrar o Dia do Servidor Público Municipal

Em comemoração ao Dia do Servidor Público Municipal, a Prefeitura de Peritoró realizou nesta última quinta-feira, dia 27 de outubro, a 2ª grande festa em homenagem aos servidores da gestão O Progresso Chegou. O Evento, que lotou as instalações da cerâmica Mayara, contou com música ao vivo de Tony Guerra e Forró Sacode e as presenças do Prefeito Dr. Júnior, da primeira-dama, Samira Raquel, secretários de governo, vereadores, servidores do município e familiares.

Durante a confraternização foi realizado sorteio de prêmios para os servidores, como fogões, geladeiras, eletrodomésticos, bicicleta e uma motocicleta Factor zero km. Cerca de 4 mil pessoas participaram do encontro. Para o prefeito Dr. Júnior, a valorização do servidor público é um dos pilares para uma gestão mais humana, eficiente e que atenda os munícipes com a dignidade merecida.

“Esta é uma forma de demonstrar o nosso carinho com quem trabalha todos os dias para o desenvolvimento de nosso município, por isso, nada mais justo oferecer uma grande confraternização a todos, que são com certeza, merecedores de nossa homenagem. Um momento em que refletimos o que temos feito e oferecido de bom ao nosso município. Quero com muita satisfação parabenizar a todos pela passagem dessa data tão festejada e reafirmar minha confiança em cada um de vocês para fazermos Peritoró crescer mais e mais e avançando sempre, se tornando referência no Maranhão. Obrigado”, agradeceu o gestor.

Asscom – PMP

É hora de restabelecer a paz’, diz Lula após ser eleito presidente

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o seu primeiro discurso após ser eleito presidente do Brasil na noite deste domingo (30). Ele afirmou que o momento é de “restabelecer a paz entre os divergentes”.

Lula faz pronunciamento após ser eleito presidente do Brasil 

Lula faz pronunciamento após ser eleito presidente do Brasil 

Lula afirmou que vai governar para todos os brasileiros, e não só para os que votaram nele. Para o presidente eleito, “não existem dois Brasis”.

“Meus amigos e minhas amigas. A partir de 1º de janeiro de 2023, vou governar para 215 milhões de brasileiros e brasileiras, e não apenas para aqueles que votaram em mim. Não existem dois Brasis, somos um único país, um único povo, uma grande nação”, afirmou Lula.

“Estou aqui para governar esse país numa situação muito difícil. Mas tenho fé que com a ajuda do povo, nós vamos encontrar uma saída para que esse país volte a viver democraticamente, harmonicamente. E a gente possa inclusive restabelecer a paz entre as famílias, os divergentes, para que a gente possa construir o mundo que nós precisamos, e o Brasil”, completou.

Ele disse que não interessa a ninguém viver em um país em eterno estado de guerra. Lula disse ainda que o ódio foi propagado de forma criminosa no Brasil.

“Não interessa a ninguém viver numa família onde reina a discórdia. É hora de reunir de novo as famílias, refazer os laços de amizade rompidos pela propagação criminosa do ódio. A ninguém interessa viver em um país dividido, em permanente estado de guerra”, argumentou.

Combate à miséria

No discurso, Lula afirmou que o combate à fome e à miséria é o “compromisso número 1” do governo eleito.

“Nosso compromisso mais urgente é acabar outra vez com a fome. Não podemos aceitar como normal que milhões de homens, mulheres e crianças neste país não tenham o que comer, ou que consumam menos calorias e proteínas do que o necessário”, disse Lula.

“Se somos o terceiro maior produtor mundial de alimentos e o primeiro de proteína animal, se temos tecnologia e uma imensidão de terras agricultáveis, se somos capazes de exportar para o mundo inteiro, temos o dever de garantir que todo brasileiro possa tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias”, prosseguiu o petista.

“Este será, novamente, o compromisso número 1 do nosso governo.”

Lula também repetiu a promessa, já anunciada durante a campanha, de retomar o Minha Casa, Minha Vida. Durante o governo Jair Bolsonaro, a iniciativa foi substituída pelo programa Casa Verde Amarela, com formato diferente.

“Não podemos aceitar como normal que famílias inteiras sejam obrigadas a dormir nas ruas, expostas ao frio, à chuva e à violência. Por isso, vamos retomar o Minha Casa Minha Vida, com prioridade para as famílias de baixa renda, e trazer de volta os programas de inclusão que tiraram 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza.”

Relação com o mundo político

No discurso da vitória, Lula disse que a história reservou a ele uma missão de “magnitude” e que, para cumpri-la, precisará de “todos os partidos políticos, trabalhadores, empresários, parlamentares, governadores, prefeitos e gente de todas as religiões”.

“O Brasil tem jeito, todos juntos seremos capazes de consertar este país e construir um Brasil do tamanho dos nossos sonhos, com oportunidade para transformar em realidade”, afirmou.

Lula também agradeceu ao antigo rival Geraldo Alckmin, eleito próximo vice-presidente do Brasil, que, segundo o petista, deu uma “contribuição extraordinária” à campanha.

Amazônia

Outro tema que Lula destacou em seu discurso foi a proteção da Amazônia. Ele afirmou que o novo governo terá meta de desmatamento zero.

Leia a íntegra do pronunciamento do presidente eleito

Meus amigos e minhas amigas.

Chegamos ao final de uma das mais importantes eleições da nossa história. Uma eleição que colocou frente a frente dois projetos opostos de país, e que hoje tem um único e grande vencedor: o povo brasileiro.

Esta não é uma vitória minha, nem do PT, nem dos partidos que me apoiaram nessa campanha. É a vitória de um imenso movimento democrático que se formou, acima dos partidos políticos, dos interesses pessoais e das ideologias, para que a democracia saísse vencedora.

Neste 30 de outubro histórico, a maioria do povo brasileiro deixou bem claro que deseja mais – e não menos democracia.

Deseja mais – e não menos inclusão social e oportunidades para todos. Deseja mais – e não menos respeito e entendimento entre os brasileiros. Em suma, deseja mais – e não menos liberdade, igualdade e fraternidade em nosso país.

O povo brasileiro mostrou hoje que deseja mais do que exercer o direito sagrado de escolher quem vai governar a sua vida. Ele quer participar ativamente das decisões do governo.

O povo brasileiro mostrou hoje que deseja mais do que o direito de apenas protestar que está com fome, que não há emprego, que o seu salário é insuficiente para viver com dignidade, que não tem acesso a saúde e educação, que lhe falta um teto para viver e criar seus filhos em segurança, que não há nenhuma perspectiva de futuro.

O povo brasileiro quer viver bem, comer bem, morar bem. Quer um bom emprego, um salário reajustado sempre acima da inflação, quer ter saúde e educação públicas de qualidade.

Quer liberdade religiosa. Quer livros em vez de armas. Quer ir ao teatro, ver cinema, ter acesso a todos os bens culturais, porque a cultura alimenta nossa alma.

O povo brasileiro quer ter de volta a esperança.

É assim que eu entendo a democracia. Não apenas como uma palavra bonita inscrita na Lei, mas como algo palpável, que sentimos na pele, e que podemos construir no dia-dia.

Foi essa democracia, no sentido mais amplo do termo, que o povo brasileiro escolheu hoje nas urnas. Foi com essa democracia – real, concreta – que nós assumimos o compromisso ao longo de toda a nossa campanha.

E é essa democracia que nós vamos buscar construir a cada dia do nosso governo. Com crescimento econômico repartido entre toda a população, porque é assim que a economia deve funcionar – como instrumento para melhorar a vida de todos, e não para perpetuar desigualdades.

A roda da economia vai voltar a girar, com geração de empregos, valorização dos salários e renegociação das dívidas das famílias que perderam seu poder de compra.

A roda da economia vai voltar a girar com os pobres fazendo parte do orçamento. Com apoio aos pequenos e médios produtores rurais, responsáveis por 70% dos alimentos que chegam às nossas mesas.

Com todos os incentivos possíveis aos micros e pequenos empreendedores, para que eles possam colocar seu extraordinário potencial criativo a serviço do desenvolvimento do país.

É preciso ir além. Fortalecer as políticas de combate à violência contra as mulheres, e garantir que elas ganhem o mesmo salários que os homens no exercício de igual função.

Enfrentar sem tréguas o racismo, o preconceito e a discriminação, para que brancos, negros e indígenas tenham os mesmos direitos e oportunidades.

Só assim seremos capazes de construir um país de todos. Um Brasil igualitário, cuja prioridade sejam as pessoas que mais precisam.

Um Brasil com paz, democracia e oportunidades.

Minhas amigas e meus amigos.

A partir de 1º de janeiro de 2023 vou governar para 215 milhões de brasileiros, e não apenas para aqueles que votaram em mim. Não existem dois Brasis. Somo um único país, um único povo, uma grande nação.

Não interessa a ninguém viver numa família onde reina a discórdia. É hora de reunir de novo as famílias, refazer os laços de amizade rompidos pela propagação criminosa do ódio.

A ninguém interessa viver num país dividido, em permanente estado de guerra.

Este país precisa de paz e de união. Esse povo não quer mais brigar. Esse povo está cansado de enxergar no outro um inimigo a ser temido ou destruído.

É hora de baixar as armas, que jamais deveriam ter sido empunhadas. Armas matam. E nós escolhemos a vida.

O desafio é imenso. É preciso reconstruir este país em todas as suas dimensões. Na política, na economia, na gestão pública, na harmonia institucional, nas relações internacionais e, sobretudo, no cuidado com os mais necessitados.

É preciso reconstruir a própria alma deste país. Recuperar a generosidade, a solidariedade, o respeito às diferenças e o amor ao próximo.

Trazer de volta a alegria de sermos brasileiros, e o orgulho que sempre tivemos do verde-amarelo e da bandeira do nosso país. Esse verde-amarelo e essa bandeira que não pertencem a ninguém, a não ser ao povo brasileiro.

MN

Lula é eleito presidente do Brasil pela terceira vez

 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente do Brasil pela terceira vez neste domingo (30). Após 12 anos, o líder da esquerda retorna ao comando do Executivo Nacional com o desafio de reconstruir um país marcado pela forte polarização.

Esta é a quinta eleição do PT para a chefia do país —sempre em segundo turno— e a primeira vez que um presidente no exercício do mandato perde a reeleição.
Lula teve numericamente a maior votação da história —o recorde anterior era dele mesmo, em 2006, com 58.295.042 votos.

O ex-presidente construiu em torno da sua candidatura uma frente ampla com dez partidos capitalizando no segundo turno o apoio dos candidatos derrotados Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT), respectivamente terceira e quarto colocados na disputa inicial.

O ex-presidente obteve no primeiro e segundo turnos a maior votação percentual no Piauí. No Estado, ele é aliado do ex-governador Wellington Dias (PT) e cumpriu agenda no mês de agosto durante a pré-campanha.

Biografia
Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em 27 de outubro de 1945 na cidade de Garanhuns, interior de Pernambuco. Casado com Marisa Letícia, desde 1974, tem cinco filhos. Lula, por sua vez, é o sétimo dos oito filhos de Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Mello. Em dezembro de 1952, a família de Lula migrou para o litoral paulista, viajando 13 dias num caminhão “pau de arara”. Foi morar em Vicente de Carvalho, bairro pobre do Guarujá.

Foi alfabetizado no Grupo Escolar Marcílio Dias. Em 1956, a família mudou-se para São Paulo, passando a morar num único cômodo, nos fundos de um bar, no bairro de Ipiranga. Aos 12 anos de idade, Lula conseguiu seu primeiro emprego numa tinturaria. Também foi engraxate e office-boy.

Com 14 anos, começou a trabalhar nos Armazéns Gerais Columbia, onde teve a Carteira de Trabalho assinada pela primeira vez. Lula transferiu-se depois para a Fábrica de Parafusos Marte e obteve uma vaga no curso de torneiro mecânico do Senai – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. O curso durou 3 anos e Lula tornou-se metalúrgico.

A crise após o golpe militar de 1964 levou Lula a mudar de emprego, passando por várias fábricas, até ingressar nas Indústrias Villares, uma das principais metalúrgicas do país, localizada em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Trabalhando na Villares, Lula começou a ter contato com o movimento sindical, através de seu irmão José Ferreira da Silva, mais conhecido por Frei Chico.

Em 1969, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema fez eleição para escolher uma nova diretoria e Lula foi eleito suplente. Na eleição seguinte, em 1972, tornou-se primeiro-secretário. Em 1975, foi eleito presidente do sindicato com 92 por cento dos votos, passando a representar 100 mil trabalhadores.

Lula deu então uma nova direção ao movimento sindical brasileiro. Em 78, Lula foi reeleito presidente do sindicato e, após 10 anos sem greves operárias, ocorreram no país as primeiras paralisações. Em março de 79, 170 mil metalúrgicos pararam o ABC paulista. A repressão policial ao movimento grevista e a quase inexistência de políticos que representassem os interesses dos trabalhadores no Congresso Nacional fez com que Lula pensasse pela primeira vez em criar um Partido dos Trabalhadores.

O Brasil atravessava, então, um processo de abertura política lenta e gradual comandada pelos militares ainda no poder. Em 10 de fevereiro de 1980, Lula fundou o PT, juntamente com outros sindicalistas, intelectuais, políticos e representantes de movimentos sociais, como lideranças rurais e religiosas. Em 1980, nova greve dos metalúrgicos provocou a intervenção do Governo Federal no sindicato e a prisão de Lula e outros dirigentes sindicais, com base na Lei de Segurança Nacional. Foram 31 dias de prisão.

Em 1982 o PT já estava implantado em quase todo o território nacional. Lula liderou a organização do partido e disputou naquele ano o Governo de São Paulo. Em agosto de 83, participou da fundação da CUT – Central Única dos Trabalhadores. Em 84 participou, como uma das principais lideranças, da campanha das “diretas-já” para a Presidência da República. Em 1986, foi eleito o deputado federal mais votado do país, para a Assembléia Constituinte.

O PT lançou Lula para disputar a Presidência da República em 1989, após 29 anos sem eleição direta para o cargo. Perdeu a disputa, no segundo turno, por pequena diferença de votos, mas dois anos depois liderou uma mobilização nacional contra a corrupção que acabou no “impeachment” do presidente Fernando Collor de Mello. Em 1994 e 1998, Lula voltou a se candidatar a presidente da República e foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso.

Desde 1992, Lula atua como conselheiro do Instituto Cidadania, organização não-governamental criada após a experiência do Governo Paralelo, voltado para estudos, pesquisas, debates, publicações e principalmente formulação de propostas de políticas públicas nacionais, bem como de campanhas de mobilização da sociedade civil rumo à conquista dos direitos de cidadania para todo o povo brasileiro.

Na última semana de junho de 2002, a Convenção Nacional do PT aprovou uma ampla aliança política (PT, PL, PCdoB, PCB e PMN) que teve por base um programa de governo para resgatar as dívidas sociais fundamentais que o país tem com a grande maioria do povo brasileiro. O candidato a vice-presidente na chapa é o senador José Alencar, do PL de Minas Gerais.

Em 27 de outubro de 2002, aos 57 anos de idade, com quase 53 milhões de votos, Luiz Inácio Lula da Silva é eleito Presidente da República Federativa do Brasil.
O primeiro mandato do presidente Lula colocou o Brasil em ordem e preparou o país para o crescimento econômico, com importantes avanços sociais e significativa melhoria na distribuição de renda, sobretudo, graças à política de valorização do salário mínimo e a programas como o Bolsa Família.

A redução das desigualdades foi uma das marcas dos quatro primeiros anos de governo, e nada menos que 7 milhões de brasileiros e brasileiras ascenderam à classe média. Lula terminou o primeiro mandato com a aprovação histórica de 57%.
No dia 29 de outubro de 2006, Luiz Inácio Lula da Silva, novamente na companhia do vice José Alencar, foi reeleito presidente da República com mais de 58 milhões de votos, a maior votação da história do Brasil.

Meio Norte

Polícia Federal prende Sargento por fazer boca de urna em Lago da Pedra no Maranhão

Um policial militar conhecido por Xavier, foi conduzido até a delegacia do município de Lago da Pedra, após ser flagrado pela Polícia Federal cometendo crime eleitoral.
O policial, cujo histórico de desobediência a boa conduta que lhe cabe já é conhecido na cidade, estava usando boné, adesivos e camisa em apoio ao ex-presidente Lula, mesmo estando como fiscal eleitoral, o que é crime.

A Polícia Federal foi acionada e conduziu o PM imediatamente para a delegacia.
O comportamento de Xavier destoa do excelente trabalho exercido pela corporação que o mesmo integra. Manchando a imagem da polícia militar e comprometendo sua imparcialidade no exercício de suas funções em Lago da Pedra.

Priscila Petrus

Vice-prefeito no Maranhão é preso em flagrante por compra de votos

O vice-prefeito do município de Buriti Bravo, Welson Amorim (PP) foi preso na manhã deste domingo (30) sob suspeita de compra de votos em favor do candidato Jair Messias Bolsonaro.
Welson Amorim já estava sendo monitorado desde que divulgou um áudio em grupos de whatsapp no qual prometia vantagens para população se o candidato Bolsonaro tivesse mais votos que o candidato Lula no município. Dentro das vantagens, foi prometido um churrasco com seis bois e 220 grades de cerveja.

“Meus amigos e minhas amigas, aqui quem está falando é o Amorim, tudo bem?! Deixa eu dizer uma coisa: junto o Amorim, o Vitor Hugo, os empresários aqui em Buriti Bravo o pessoal do agronegócio e muitos amigos nossos, nós combinamos o seguinte, se o Bolsonaro domingo [dia 30] tiver mais voto que o Lula em Butiri Bravo, nós vamos dar seis bois e 220 grades de cerveja”, promete o político bolsonarista.
Após recebimento de uma denúncia de compra de votos e distribuição de santinhos, o juiz eleitoral Jorge Leite acionou apoio da Polícia Militar para realizar a prisão do político. No momento da abordagem, Welson foi flagrado coagindo eleitores e recebeu voz de prisão em flagrante.

Priscila Petrus

Moraes diz que operações da PRF não impediram eleitores de votar e descarta prorrogação da votação.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, descartou extensão do horário de votação neste domingo (30/10), data do segundo turno das eleições 2022.
Em coletiva de imprensa, o ministro comentou sobre ações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em algumas cidades, especialmente da região Nordeste.

Segundo ele, as operações foram deflagradas com base no Código de Trânsito Brasileiro e vistoriavam, por exemplo, veículos que estariam com irregularidades, como “ônibus com pneu careca, ônibus sem condições de rodar”. No entanto, ele reforçou – mais de uma vez – que “nenhum caso impediu os eleitores de chegassem as suas seções eleitorais” e, por isso, a ampliação do tempo de votação está descartado. “Em alguns casos retardou a chegada dos eleitores, mas em nenhum caso impediu que eleitores chegassem as suas seções eleitorais. Esses ônibus não retornaram a sua origem, eles prosseguiram até o destino final e os eleitores votaram. O prejuízo que causou aos eleitores foi o atraso, mas volto a dizer que nenhum voltou a origem. Não houve prejuízo no exercício do direito ao voto. E, logicamente, não haverá adiamento. A eleição termina às 17h como programado, porque não há necessidade de superlativar a questão”, afirmou.

Moraes intimou o diretor da PRF, Silvinei Vasques, a suspender de forma imediata todas as operações do órgão em relação ao transporte público de eleitores, com o entendimento de que as ações poderiam gerar atrasos ou prejuízos aos eleitores.
O Tribunal foi acionado pela comitiva do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que recebeu relatos de que as operações estariam dificultando a locomoção do eleitorado. “A coligação recebeu diversas denúncias, principalmente no Nordeste, de que agentes da PRF estão realizando operações para evitar o trânsito de ônibus e, com isso, aumentar a abstenção de eleitores”, informaram representantes da campanha de Lula em nota, que ainda solicitaram uma multa de R$ 500 mil por hora de descumprimento da decisão judicial. No Nordeste, Lula possui a maior parte do eleitorado e, caso eleitores não conseguissem votar, o atual presidência conseguiria uma margem maior de vantagem para chegar à reeleição.

Em despacho, o presidente do TSE estipulou prazo de quatro horas e solicitou explicações sobre as denúncias, citando publicação que acusa a PRF de fazer uma blitz em Cuité (PB) que estaria impedindo os eleitores de votar. Como a Jovem Pan mostrou, o Prefeito da Cuité (PB), Charles Camarense afirmou ter recebido diversos relatos de blitz que estariam impedindo os eleitores de votar e alegou que atos parecem “orquestrados”. O Tribunal Superior Eleitoral já havia proibido ações da Polícia Rodoviária Federal em relação ao transporte público durante segundo turno das eleições. O descumprimento da imposição pode levar à responsabilização criminal do diretor-geral da PRF, por desobediência e crime-eleitoral.

Balanço da votação

Em coletiva de imprensa, Alexandre de Moraes também passou panorama atualizado do pleito. Segundo ele, apenas 0,55% das 472.075 urnas eletrônicas foram substituídas neste segundo turno. “Tudo funcionou extremamente bem. Já encerramos de mais de 73 países as eleições, a questão das filas muito bem equacionado no território e muito pequenas, tudo bem tranquilo para o eleitor votar de forma tranquila”, afirmou.
De acordo com ele, nas últimas 36 horas, o Tribunal determinou a exclusão de 354 posts impulsionados; sete sites foram desmonetizados, 701 URLs removidas; 15 perfis de “propagadores de fake news” excluídos e 15 grupos do Telegram, com cerca de 580 mil integrantes, foram banidos. “Nessa reta final continuamos verificando, vistoriando as redes para evitar o que ocorreu às véspera do primeiro turno, que foi uma inundação de notícias fraudulentas”, encerrou Moraes.

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