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Maranhão forma 275 novos policiais militares

Nessa quinta-feira (4), o governador Carlos Brandão vistoriou as obras de reforma e ampliação da sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e participou da formatura de 275 novos policiais militares.

A solenidade ocorreu no Comando Geral da PMMA, no Calhau, e marcou o encerramento do Curso de Nivelamento Técnico-Profissional (CNTP). A cerimônia foi conduzida pelo governador Carlos Brandão, ao lado do secretário de Segurança Pública, patrono da turma, Maurício Martins, e do comandante da Polícia Militar, coronel Wallace Amorim.

“Quando assumimos o governo, identificamos que havia 1.600 policiais aprovados no concurso. Viemos convocando todos e, hoje, chamamos a última turma, com 275 policiais. Além disso, anunciamos que vamos abrir novos concursos em 2026 para mais policiais militares, civis, investigadores e Corpo de Bombeiros”, anunciou o governador.

Os novos policiais integram o grupo de 300 candidatos convocados e nomeados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Administração (Sead), para reforçar o quadro da Polícia Militar, zerando o cadastro de reserva do último concurso da corporação. Desse total, 275 tomaram posse e concluíram o curso de formação.

“É com muita satisfação que concluímos com êxito o nosso curso de formação. Foi um processo difícil e extenso, mas formamos 275 policiais, número de grande importância para a segurança pública do Maranhão. É uma honra, e agradecemos muito ao governador”, declarou a soldado Luiza Galiza.

No período da tarde, Carlos Brandão vistoriou as obras de reforma e ampliação da sede da Secretaria de Segurança Pública e assinou a ordem de serviço para a pavimentação da segunda etapa do estacionamento interno do órgão. As intervenções estão sendo executadas pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) e pela Secretaria de Estado de Governo (Segov).

O complexo abriga a sede administrativa, a Inteligência, o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), a Força Estadual de Segurança, a Perícia Oficial e as corregedorias. Já foram concluídos o novo auditório, o estacionamento principal e a pavimentação do espaço.

“Viemos à sede da Secretaria de Segurança inaugurar o prédio completamente reformado, auditório, estacionamento, Ciops, e aproveitar para entregar novos equipamentos, como drones, computadores, coletes à prova de bala e viaturas. Realizamos a solenidade aqui justamente pela importância que essa estrutura tem para a segurança do nosso estado”, afirmou o governador.

Também está em andamento a ampliação do setor de videomonitoramento. O projeto original foi reformulado, dobrando o número de câmeras de 200 para 400 e fortalecendo as ações de vigilância e resposta rápida em todo o estado. O Governo do Estado também entregou novas viaturas, drones, computadores e coletes balísticos, em um investimento de aproximadamente R$ 4 milhões.

“A segurança pública hoje se divide em dois momentos: antes e depois do governador Carlos Brandão. É um gestor comprometido com o Maranhão e com a proteção da sociedade. Ele tem realizado, ao longo dos anos, investimentos fortes e técnicos, cobrando resultados das polícias. São 250 prédios da segurança pública reformados de uma só vez, algo inédito no Brasil; mais de 800 viaturas entre carros e motos; e todos os instrumentos necessários para o bom desempenho da Polícia Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros”, ressaltou o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins.

A perita-geral do Estado, Anne Kelly, destacou a importância dos investimentos para o trabalho da perícia estadual.

“Hoje alcançamos um marco histórico na segurança pública, com a presença do governador e os diversos investimentos em tecnologia e informação. Entre 2020 e 2025, o crescimento da perícia em termos de equipamentos foi exponencial. Tivemos várias aquisições e ainda entregaremos R$ 10 milhões em equipamentos até o fim de dezembro. Esses avanços são imprescindíveis para o sistema de segurança pública”, afirmou.

O Imparcial

Netflix fecha acordo para comprar Warner Bros. por US$ 82,7 bilhões

A Netflix anunciou nesta sexta-feira (5), um acordo definitivo para adquirir a Warner Bros., incluindo seus estúdios de cinema e TV, a HBO e o serviço HBO Max, em uma operação avaliada em US$ 82,7 bilhões. O negócio será concluído após a já prevista separação da divisão de redes globais da Warner Bros. Discovery, que deve ocorrer no terceiro trimestre de 2026.

A transação, em dinheiro e ações, avalia cada papel da WBD em US$ 27,75. Com o acordo, franquias e clássicos como Harry Potter, DC, Game of Thrones e O Mágico de Oz passarão a integrar o ecossistema da Netflix, ao lado de produções como Stranger Things, Bridgerton e La Casa de Papel.

A empresa afirma que manterá as operações atuais da Warner Bros., incluindo os lançamentos nos cinemas.

Para os executivos da Netflix Ted Sarandos e Greg Peters, a união amplia a oferta global da plataforma, reforça a capacidade de produção e cria novas oportunidades para talentos, que poderão trabalhar com propriedades intelectuais consagradas.

* Fonte: Correio Braziliense

Mês do Natal chegou! Promoções e muitas novidades na Mimos Presentes

O clima mais encantador do ano já tomou conta da cidade, e aqui na Mimos Presentes o Natal chegou cheio de luz, ofertas especiais e muitas novidades para você celebrar com quem ama! ✨

Durante todo este mês, nossa loja está preparada para oferecer presentes criativos, delicados e cheios de carinho, perfeitos para surpreender amigos, familiares, colegas de trabalho ou aquela pessoa especial.

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Drogaria Bem-Estar lança promoções especiais neste mês de Natal

O clima de Natal já tomou conta da cidade, e a Drogaria Bem-Estar preparou um mês inteiro de ofertas especiais para você celebrar com mais saúde, cuidado e economia. Dezembro chegou trazendo oportunidades imperdíveis em perfumaria, dermocosméticos, cuidados pessoais, suplementação e presentes que encantam.

Durante todo o mês, os clientes poderão aproveitar descontos exclusivos em produtos selecionados, ideias de presentes para toda a família e novidades pensadas para quem quer caprichar no carinho nesta época tão especial. É a chance perfeita para garantir aquele presente útil e cheio de afeto, sem pesar no bolso.

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Dezembro Chegou! Mês do Natal com Grandes Promoções no Cantinho do Presente

O mês mais mágico do ano começou, e com ele chegam também as melhores oportunidades para presentear quem você ama! No Cantinho do Presente, preparamos uma seleção especial de perfumes, lembrancinhas, kits exclusivos e novidades encantadoras para deixar seu Natal ainda mais especial — tudo com descontos imperdíveis.

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39ª Sessão: vereadores deliberam sobre projetos e importantes Indicações para Codó

Durante a 39ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal os vereadores deliberaram sobre importantes Projetos e Indicações para melhorias em todo o município. Na oportunidade, o vereador Leandro Magalhães teve aprovadas suas Indicações sobre a reforma e melhoria da praça localizada em frente a Academia de Saúde Raimunda Jesus Cantanhede e da Escola Henrique Figueiredo, Bairro São Vicente Pallotti, Trizidela, além da Indicação que solicita a recuperação e melhoria da estrada situada no final da Avenida Pantanal, incluindo especificamente o nivelamento da via, abertura e limpeza das laterais, retirada dos buracos e aplicação de material adequado, e demais ações que garantam melhor trafegabilidade, segurança e acesso à população.

“Apresentamos e tivemos aprovadas pelos colegas vereadores essas duas Indicações: uma para praça localizada em frente a Academia de Saúde Raimunda Jesus Cantanhede e da Escola Henrique Figueiredo, Bairro São Vicente Pallotti e a outra para melhoria da estrada situada no final da Avenida Pantanal, são obras importantes, que são demandas dos moradores e temos a certeza da celeridade da execução pelo prefeito”, comentou o vereador Leandro Magalhães.

O presidente da Casa, vereador Roberto Cobel, destacou o intenso cronograma de obras e atividades do Executivo Municipal e os impactos positivos para as famílias codoenses.

“Hoje realizamos a 39ª Sessão, de muita importância, indicações de grande valia para a nossa população e muita gente falando dos atendimentos que já foram feitos pelo nosso prefeito, como melhorias em várias vias públicas com bloquetes, em diversos bairros, atendimento para ampliar rede de abastecimento de água em comunidades rurais, entre tantos feitos do governo. E ficamos muito felizes por esse debate democrático, tudo em prol do nosso povo, da melhoria da nossa comunidade. Muito obrigado a todos, que Deus abençoe a todos e na próxima semana estaremos aqui para trabalhar de novo pelo nosso povo”, concluiu o presidente.

Estudo mostra que 4 milhões de pessoas estão sob domínio armado no Rio

A Região Metropolitana do Rio de Janeiro tinha, em 2024, cerca de 4 milhões de pessoas vivendo sob controle ou influência de grupos armados, número que corresponde a 34,9% da população e 18,1% da superfície urbanizada habitada.

Os dados são da nova edição do Mapa Histórico dos Grupos Armados, elaborado pelo Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (GENI/UFF) e pelo Instituto Fogo Cruzado.

Entre 2007 e 2024, essa área cresceu 130,4% e a população atingida aumentou 59,4%.

Para os organizadores do estudo, é um sinal de que o domínio armado se organiza como parte estrutural da cidade e responde diretamente às fragilidades do Estado.

Os pesquisadores fazem a distinção entre “controle” – quando há extração de recursos, imposição de normas e sustentação pela força – e “influência”, situação de domínio parcial ou intermitente.

Em 2024, 14% da área urbanizada e 29,7% da população da região metropolitana viviam sob controle direto dos grupos armados. Outros 4,1% do território e 5,3% dos moradores estavam sob influência. O crescimento acumulado desde 2007 é de 98,4% em áreas controladas e 420,1% em áreas sob influência.

A série identifica dois grandes ciclos. A “grande expansão” entre 2016 e 2020 coincidiu com a falência fiscal do Estado, o desmonte das Unidade de Polícia Pacificadoras (UPPs) e a intervenção federal, quando a superfície dominada cresceu 31,6% (acréscimo de 105,36 km²).

A partir de 2020, o estudo registra “retração gradual”, puxada sobretudo pelo enfraquecimento das milícias depois de operações do Ministério Público (MP), disputas internas e perda de lideranças. O recuo, porém, é modesto: 7,1% de redução da superfície sob controle ou influência.

Estratégias de poder
O relatório também analisa duas estratégias distintas: a colonização, que é a ocupação de áreas ainda não dominadas, típica da expansão miliciana; e a conquista, caracterizada pela tomada violenta de territórios já controlados, dinâmica mais frequente entre facções.

Áreas de urbanização recente tendem a ser colonizadas. Regiões densas e consolidadas são locais de disputas.

“Essa é uma virada de chave na segurança pública do Rio. Durante quase duas décadas, a principal forma de os grupos armados crescerem foi a colonização. O Mapa mostra o aumento das disputas que resultam em ‘conquista’. O custo social dessa mudança de ‘colonizar’ para ‘conquistar’ é cobrado diretamente na rotina e na segurança de quem vive nessas áreas mais povoadas. A população passa a conviver com mais tiroteios, mais insegurança e mais medo”, diz a diretora executiva do Instituto Fogo Cruzado, Cecília Olliveira.

Em 2024, as milícias lideravam em extensão territorial, com 49,4% da área sob domínio armado (201 km²), enquanto a facção criminosa Comando Vermelho (CV) dominava mais pessoas: 1,607 milhão, equivalente a 47,2% da população sob controle.

O CV também mantém hegemonia no Leste Fluminense (98%) e avança na capital, sobretudo após conquistas sobre territórios antes controlados pela facção Amigos dos Amigos (ADA), como Rocinha e Vidigal. A Baixada Fluminense registra crescimento acelerado simultâneo de milícias, CV e Terceiro Comando Puro (TCP), tornando-se área de disputa intensa.

A capital sintetiza a “cidade partida”: 31,6% da área urbanizada e 42,4% dos moradores estão sob controle ou influência, com predominância miliciana na Zona Oeste — que concentra cerca de 65% do território urbanizado da cidade. A partir de 2020, porém, o estudo registra perda de território pelas milícias na região, abrindo caminho para CV, TCP e remanescentes do ADA.

Na Zona Norte, milícias e CV alternaram posições na hegemonia territorial, com leve vantagem do CV em termos populacionais. Nos últimos anos, o TCP ganhou força na região e a região é uma das mais disputados da cidade.

“Conseguimos identificar padrões muito mais precisos, definidos e robustos de atuação de cada grupo armado e em diferentes circunscrições geográficas. Isto significa que podemos levantar hipóteses melhores sobre a expansão de cada grupo, no tempo e no espaço, também de como isso foi feito em cada momento e em cada lugar”, diz Daniel Hirata, coordenador do GENI/UFF.

Confira as informações na reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Desigualdades
A desigualdade estrutural aparece como eixo do relatório. A renda média per capita em áreas controladas da região metropolitana é de R$ 1.121, contra R$ 1.658 nas áreas livres. A diferença é maior na capital: renda média de R$ 1.267 nas áreas controladas, contra R$ 3.521 nas áreas livres.

Na região metropolitana, a proporção de moradores não brancos (pretos, pardos e indígenas) chega a 69,1% nos territórios dominados, em comparação com 55,2% nas regiões não controladas. Na Zona Sul e no Centro da capital, contraste ainda maior: 68,3% de não brancos nas áreas sob domínio, contra 25,9% nas demais.

Políticas públicas
O Mapa 2025 sustenta que o domínio armado não é uma anomalia isolada, mas parte do modo de funcionamento e organização da metrópole. A estabilidade do CV e o poder econômico das milícias mostram que operações policiais têm alcance limitado quando não são acompanhadas de políticas contínuas de redução de desigualdades, regulação dos mercados urbanos e fortalecimento institucional.

Segundo os autores, enfrentar o problema exige mais do que ações emergenciais: requer políticas que ataquem simultaneamente renda, território, racismo estrutural, mercados urbanos e as próprias instituições encarregadas de garantir direitos — e que muitas vezes aprofundam, por omissão ou conivência, as desigualdades que sustentam o domínio armado.

Agência Brasil

No Conselhão, Lula pede fim da escala 6×1 e ações contra o feminicídio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS, mais conhecido como Conselhão) que discuta formas de viabilizar a redução da jornada de trabalho no país. Em reunião nesta quinta-feira (4), ele defendeu o fim da jornada 6 por 1, que prevê seis dias de trabalho e um de descanso.

O presidente disse lamentar o fato de as tecnologias estarem aumentando significativamente a produção, mas que isso não esteja se traduzindo na melhora da qualidade do trabalho para os funcionários das empresas.

Ele lembrou que, em seus tempos de sindicalista, a Volkswagen tinha 40 mil trabalhadores e produzia 1,2 mil carros. “Hoje ela tem 12 mil trabalhadores e produz o dobro de carros”, disse o presidente, no encontro realizado no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

“Por que então não reduziu a jornada de trabalho? Para que serviram todos esses avanços tecnológicos, então? O que é reduzir essa jornada, de 44 horas semanais para 40? Qual é o prejuízo que isso tem para o mundo? Nenhum”, argumentou ao lembrar que diversos países já adotaram a redução da jornada de trabalho.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de folga está em análise no Congresso Nacional.

Em meio às entregas de propostas pelo Conselhão, Lula sugeriu que, nas próximas reuniões, o grupo estude “com muito carinho” a possibilidade de acabar com a jornada 6 por 1.

“Não tem mais sentido, com os avanços tecnológicos que tivemos nesse país, a produção aumentar, mas os salários caírem. Se vocês me derem o conselho para reduzir a jornada, eu apresso o fim da jornada 6 por 1, para darmos uma jornada menor para o povo brasileiro”.

O Conselhão é um órgão de assessoramento ao presidente da República, responsável por elaborar estudos e recomendações sobre políticas públicas de diversos temas. O grupo é formado por empresários, sindicalistas, pesquisadores, artistas e representantes de movimentos sociais.

Violência contra a mulher
Lula sugeriu também que o Conselhão proponha nos próximos encontros formas mais eficientes de combate aos crimes de feminicídio e de pedofilia.

“Precisamos de uma proposta mais contundente, para que as pessoas que matam mulher ou praticam pedofilia não sejam tratadas normalmente. Precisa de algo mais duro para essa gente que pratica esse tipo de crime”, disse.

O presidente citou o caso ocorrido em São Paulo, em que uma mulher teve suas pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por um homem.

Brasília (DF), 04/12/2025 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre a 6ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio Itamaraty. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, no Palácio Itamaraty. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Economia
O presidente aproveitou o encontro para reiterar posições relativas a gastos e investimentos públicos.

“Eu fico me perguntando por que tudo que o governo faz para melhorar a saúde, a educação ou o meio ambiente é [considerado] gasto? Por que nesse país não se consegue enxergar que o investimento, inclusive em pessoas, é investimento?”, questionou o presidente.

Segundo ele, tem muita gente que vive de mentiras no Brasil. “Tem gente que ganha fazendo especulação. Começa janeiro e os caras ficam dizendo que vai ter déficit fiscal”, disse. “Quem se queixa de déficit fiscal é a Faria Lima, que só se preocupa em ganhar mais e receber o dela”, acrescentou.

“Vocês acham que essa gente está preocupada com a periferia desse país ou com as pessoas que não conseguem comer três vezes ao dia? Acham que essa gente está preocupada com os indígenas passando necessidades? Quando a gente demarca uma terra, é como se tivéssemos tomando o país”, disse Lula.

“Eles reclamam que os indígenas têm 14% do território brasileiro. Eles tinham 100%. Nós é que roubamos deles 86%. Isso é devolver aquilo que era deles. É isso que estamos fazendo”, complementou.

De acordo com o presidente, não é possível que a oitava economia do mundo tenha suas ações limitadas por conta de retóricas sobre teto de gasto. “Vocês acham que os Estados Unidos e a Alemanha pensam em teto de gasto? Agora mesmo eles aprovaram 800 bilhões de euros para comprar armas. Não seria melhor ter aprovado isso para acabar com a fome no mundo? Há uma inversão de valores”, concluiu.

As cobranças sobre a questão fiscal foram comentadas também pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

“Este é um tema recorrente”, disse o ministro ao enfatizar que o déficit fiscal do atual mandato do presidente Lula será 70% menor do que o do governo anterior e 60% menor do que o governo que o precedeu.

“Estamos dando total transparência para as contas públicas. Voltamos a respeitar os padrões internacionais. Por isso, somos, hoje, o segundo destino de investimento estrangeiro, no mundo”.

Haddad lembrou que a inflação registrada nos quatro anos do atual governo Lula será a menor de toda a história do país.

“A inflação, que é uma preocupação legítima de todo cidadão, em quatro anos, vai ser a menor de toda a história. Será menor do que a do Império; da República; da República Velha; do Estado Novo; do Plano Real. Será a menor de todas”, disse.

“Quando você consegue conciliar queda de inflação com queda de desemprego, você está com menor índice de desconforto de uma sociedade. Estamos conseguindo conciliar o melhor de dois mundos: menor desemprego com menor inflação”, acrescentou.

Licenciamento ambiental
Lula comentou também a rejeição do Congresso Nacional aos 52 vetos presidenciais ao PL que elimina ou flexibiliza regras para o licenciamento ambiental. De acordo com o presidente, as mudanças na legislação brasileira criarão problemas inclusive para os negócios do agro brasileiro com outros países.

Na avaliação do presidente, se a bancada do agro tivesse ouvido as argumentações da equipe econômica, o Congresso não teria derrubado o veto presidencial.

“Nós vetamos esse projeto para proteger o agronegócio, porque essa mesma gente que derrubou meus vetos, quando a China ou a Europa pararem de comprar nossa carne ou nosso algodão, vão vir falar comigo outra vez e pedir para que eu fale com os presidentes da China ou com a União Europeia [para reverter a situação], disse o presidente.

“Eles sabem que estão errados. Sabem que nós queremos que a nossa produção seja cada vez maior. Mas também cada vez mais sustentável e limpa”, acrescentou.

Congresso
Sobre a relação entre o Executivo e o Legislativo, Lula disse não acreditar que eventuais divergências representem, de fato, problemas. “Não temos problema com o Congresso Nacional”, disse ele ao reiterar que algumas discordâncias fazem parte do jogo democrático

“Eu, sinceramente, não concordo com as emendas impositivas. Eu acho que o fato de o Congresso Nacional sequestrar 50% do orçamento da União é um grave erro histórico. Mas só se acaba isso depois de mudar as pessoas que aprovaram isso”, argumentou.

Agência Brasil