Musicoterapia ganha adeptos pelo mundo com abordagem personalizada e sensível

Provérbio popular que comparece no histórico livro “Dom Quixote de La Mancha”, escrito por Miguel de Cervantes, a expressão “quem canta seus males espanta” revela mais sobre a Humanidade do que tende a supor a nossa vã filosofia. Em outro exemplo literário, o uruguaio Eduardo Galeano captou uma singela cena com seu olhar afiado de contista na coletânea “Dias e Noites de Amor e Guerra”, publicada em 1978: “– Esta moça está com a alma toda esparramada. E receitou: – É preciso música para juntar”.

O trecho talvez seja o que melhor explique a essência da musicoterapia, que vem ganhando adeptos pelo mundo. Um estudo apresentado no Congresso da ASCO 2025 (American Society of Clinical Oncology), em Nova York, avaliou 300 pacientes com câncer em sessões de musicoterapia, e o resultado foi que todos apresentaram menos ansiedade, melhor sono e sensação de bem-estar. Na Alemanha, já existem 37 diretrizes médicas nacionais que recomendam o uso da especialidade, incluindo o tratamento da demência, justamente por reduzir a ansiedade, apatia e até inquietação.

Aqui no Brasil a musicoterapia foi reconhecida pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e agora é regulamentada pela Lei nº 14.842/2024. Além disso, tramita na Câmara um projeto de lei que pretende ampliar seu uso em hospitais e escolas públicas. A ideia é simples: menos burocracia para um tratamento que é barato, não tem efeito colateral e traz benefícios gigantescos.

Psicóloga, musicoterapeuta e escritora, Simone Presotti esclarece que a musicoterapia “é uma profissão da área da saúde que requer formação através de graduação com duração de quatro anos, realizada em instituições de ensino superior reconhecidas pelo MEC”. “A profissão foi regulamentada e atualmente os profissionais que se capacitaram através da pós-graduação também foram aceitos dentro do rol daqueles que podem atuar como musicoterapeutas. Mas, a partir de agora, a formação só acontece através da graduação de quatro anos”, aponta.

Ela afirma que os benefícios que a musicoterapia pode trazer vão muito além dos aspectos emocionais, “embora estes possam ser percebidos logo nas primeiras sessões”. “As atividades que envolvem a música e seus elementos, por serem prazerosas e motivadoras, elevam os níveis de neurotransmissores que favorecem o bem estar. Mas estes aspectos são acrescidos dos ganhos nas áreas motoras, cognitivas e interpessoais. A musicoterapia pode trazer inúmeros benefícios, e estes são traçados a partir de uma avaliação clínica que norteia os objetivos terapêuticos, a partir do diagnóstico apresentado pelo paciente”, salienta.

Memória
Um dos pontos destacados pela musicoterapeuta é a questão da memória. “Talvez uma das capacidades de estimular o sistema cognitivo mais conhecidas pelo senso comum sejam as habilidades da música em favorecer a memorização. Quem não se lembra de usar uma música para decorar uma fórmula ou mesmo os afluentes das margens do Amazonas? Por recrutar várias áreas neurológicas ao mesmo tempo, a música é uma forma eficiente de estimular a cognição também nas pessoas que apresentam algum tipo de comprometimento das funções executivas das habilidades de memória e de conexão de ideias”, detalha.

Nesse sentido, Simone afiança que “a música atinge todo o nosso sistema sensorial, principalmente a audição, mas também a visão e até outras funções, a partir, por exemplo, da execução de instrumentos musicais, o que sabemos hoje que estimula e favorece o sistema neurológico e melhora a capacidade de compreensão, mesmo quando existe alguma deficiência intelectual”. “A musicoterapia pode ser aplicada em vários contextos. Na saúde, a sua aplicação acontece tanto na prevenção quanto na reversão de quadros neurológicos e comportamentais. Mas ela pode também ser utilizada no contexto escolar, empresarial, hospitalar e todas aquelas atividades que envolvam o ser humano e suas relações interpessoais”.

Prática
Segundo a entrevistada, nas sessões individuais o tema pode ser abordado “por meio de uma composição, uma música que leve à percepção de como são as relações entre as pessoas, e, a partir da experiência musical, construir insights que vão ser trabalhados tanto através do fazer musical, tocando e cantando a canção, como até mesmo modificando a letra para ampliar as perspectivas ali tratadas”.

Já nas sessões em grupo, geralmente organizadas pela faixa etária, ou mesmo com o quadro geral apresentado pelo paciente, o próprio ato de tocar promove a interação. “Cada pessoa tem o seu ritmo interno, e, para trocar em grupo, algumas pessoas precisam acelerar o seu ritmo, enquanto outras precisam diminuir seu andamento natural. Esse ajuste leva a uma autopercepção que amplia o conhecimento sobre si mesmo”, assinala Simone.

Ela conta que os grupos de idosos com os quais trabalha são “um exemplo muito rico desta convivência sonora”. “Mesmo estando na mesma faixa etária, as pessoas percebem como suas origens, suas raízes e todo seu sistema de memória pregresso constrói um repertório que é próprio e que traz boas memórias. Ao ser compartilhado nas canções em grupo, este material sonoro traz lembranças, promove epifanias e define novas rotas, novas escolhas. Com música tudo fica mais fácil”, garante.

Remédio
Simone, no entanto, afirma que “é sempre bom lembrar que na musicoterapia não trabalhamos com uma farmacopeia musical”. “Não existe uma música especificamente boa para um determinado objetivo. Para realizarmos o trabalho de musicoterapia com cada indivíduo realizamos uma pesquisa musical a partir de uma entrevista detalhada que pode ser concedida pelo próprio paciente ou por seu responsável. A partir disso e de outros recursos terapêuticos, descobrimos qual é o background sonoro do paciente, e só então utilizamos as músicas de forma mais adequada e personalizada”, informa.

Dentre os casos clínicos que teve a oportunidade de vivenciar ao longo de 30 anos na área, Simone compartilha uma história que a marcou profundamente. “Uma paciente que estava sem qualquer tipo de conexão com o ambiente teve seus primeiros sinais de interação após ouvir o som de uma caixinha de música. Na entrevista havia sido perguntado quais eram as canções e demais experiências sonoras que marcaram a vida da paciente. Um dos familiares se lembrou desta caixinha de música que ela havia ganhado do pai quando era adolescente. Descobrimos a música que a caixinha tocava e a reproduzimos com instrumentos de musicalidade doce e delicada, e foi nesta sessão que a paciente teve seus primeiros sinais de interação, piscando os olhos e movimentando a boca como se quisesse cantar. A partir daí, novos ganhos foram alcançados, o que foi muito importante para aquela família”, recorda.

O timbre da risada
A musicoterapeuta Simone Presotti oferece uma prova incontestável do poder transformador dessa prática. “O senso comum já sabe que rir ainda é o melhor remédio. Você já parou para pensar que a risada nada mais é do que a emissão de uma sequência sonora ritmada e totalmente personalizada? Cada pessoa tem a sua forma de rir, e, mesmo quando são parecidas, as risadas guardam diferenças. Quando pensamos nisso, percebemos o quanto a musicalidade humana faz parte do nosso estado de saúde”, argumenta. A perspicácia da observação, todavia, ainda enfrenta resistências, por exemplo, de setores tradicionais da indústria de medicamentos, o que se converte em preconceito difundido no seio da sociedade.

“É uma pena que a indústria farmacológica traga tanto lucro e que, na mesma proporção que descobre novas fórmulas para a cura, traga também tantos efeitos colaterais e patológicos, na mesma proporção que fomenta pesquisas e amplia diagnósticos, transforma a necessidade de aprimoramento em doença. Como a musicoterapia não traz lucro para as empresas farmacêuticas, poucas pesquisas são fomentadas. A ciência é uma grande aliada do aprimoramento da humanidade, mas na medida em que se aparta da arte do espiritual, perde a parte mais bela de seu potencial”, critica Simone, que “mesmo caminhando em passos lentos”, segue esperançosa em um futuro promissor, “onde a musicoterapia terá cada dia mais espaço e reconhecimento”, arremata.

O Tempo

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Bianca Andrade dá detalhes picantes de novo namoro: “Estou amando fazer sexo”

Bianca Andrade compartilhou detalhes sobre a nova etapa de sua vida ao lado do namorado, o ator Diego Cruz. O casal assumiu o relacionamento em maio deste ano, e desde então a influenciadora e empresária afirma estar vivendo uma experiência diferente em relação ao amor.

O QUE ELA DISSE?
“É um relacionamento muito saudável. No começo, até estranhei. Estava acostumada a procurar o caos como lugar de relacionamento, porque foi muito do que eu vi e vivi. Com ele, é muito leve e gostoso”, disse em entrevista ao Terra.

A mudança, segundo Bianca, também se refletiu em sua vida íntima. Em março, ela contou ao mesmo veículo que falava muito sobre o tema, mas vivia pouco na prática. Hoje, afirma que a realidade é outra. “Estou amando fazer sexo. Minha mãe sempre foi mais safadinha que eu. Eu adoro falar, só que aquela, quem muito fala nem sempre faz. (…) Agora, estava conversando com a minha mãe pelo telefone e falei: ‘Mãe, você não vai acreditar, estou amando fazer sexo’. Não fazia sexo de manhã, agora faço.”

Bianca relaciona essa transformação tanto ao processo de autoconhecimento e autocuidado quanto ao apoio do companheiro. “Esse ano tem sido muito importante para a minha saúde mental. Tenho cuidado bastante dela, senão ia pifar com tudo. E achei uma pessoa que também me deixa muito segura. Então, a gente fica feliz e com vontade de viver o ápice da vida.”

Ela destacou ainda a compreensão de Diego em relação à sua rotina. “Ele tem toda a paciência com a minha vida, sabe que sou mãe e empresária. Achei um cara que não me admira apenas falando, mas está ali do meu lado”, concluiu.

MN

‘Ex-viciada em sexo’ se casa com homem virgem de 30 anos

Emily Robbie se descreve como uma “ex-viciada em sexo”. A moradora de Los Angeles, de 31 anos, disse ter se envolvido numa série de relacionamentos de sexo casual após o término do seu primeiro namoro, aos 21 anos.

“Eu me sentia viciada em sexo. Era tudo casual e eu sempre estava tão excitada. Eu era uma pessoa sexual”, contou ela, de acordo com reportagem no site “Unilad”.

Porém, destacou Emily, o seu comportamento acabou a deixando ignorada pelos homens, que “não queriam se comprometer com ela”.

A americana iniciou, então, o que ela chama de uma “longa jornada de cura”. Ela resolveu se dedicar à espiritualidade e se abster de sexo.

“Quando me tornei celibatária, comecei realmente a reestruturar minha mente sobre sexo. Comecei uma longa jornada de cura. Acredito que quando você faz sexo com alguém, você se conecta intimamente e se apega. Tive que me desconstruir”, contou ela.
Em setembro de 2020, no meio da pandemia de Covid-19, ela conheceu Tyler Stone, de 30 anos, e viveu um história completamente diferente de tudo pelo qual havia passado.

“Tivemos uma química instantânea. Sabe, se você é sexualmente compatível com alguém? Você não precisa transar com a pessoa agora. Há desejo e atração”, explicou.

O namoro ficou sério. Emily disse a Tyler que esperaria até o casamento para fazer sexo com ele, mas ficou preocupada com a sua reação. Mas ela foi surpreendida positivamente:

“Eu disse: Vou esperar até o casamento, o que você acha? Ele disse a mesma coisa e que era virgem. Eu pensei: ‘Sério, ele é muito atraente!'”

Emily e Tyler se casaram em 2023. Tyler disse que se sentiu tentado a fazer sexo algumas vezes, mas acabou decidindo esperar. “Se tivéssemos feito sexo antes do casamento, teria sido desregulado”, celebrou Emily.

“Eu queria esperar até estar em um lugar seguro. Não queria fazer isso com ninguém além da minha esposa. Ela [Emily] esperou novamente. Foi difícil para ela esperar novamente. Sexo é o maior bônus, mas não o motivo pelo qual estou com ela”, finalizou o marido.

MN

Deputado Nagib anuncia liberação de R$ 4,7 milhões para reconstrução do Canal da Água Fria no Mercado Central de Codó

O deputado estadual Francisco Nagib anunciou, durante entrevista ao jornalista Alberto Barros na rádio FCFM na manhã deste sábado (20), a liberação de R$ 4.785.361,20 para a revitalização emergencial do Canal da Água Fria em Codó. A obra visa reparar os graves danos causados pela forte erosão durante o último período chuvoso, que resultou na destruição de diversas estruturas comerciais e deixou muitos trabalhadores sem local para operar seus negócios.

​De acordo com o deputado, os recursos foram liberados de forma emergencial para que o município possa iniciar o trabalho de recuperação o mais rápido possível. A intervenção é vista como crucial para a segurança e a economia da área, especialmente para os feirantes que perderam seus pontos de trabalho.

Solução para os Comerciantes

​Nagib detalhou que a obra não se limitará apenas à recuperação do canal. A ponte localizada na área conhecida como “Troca-Troca” também será reconstruída, pois, segundo o deputado, apresenta risco de desabamento.

​Além disso, o parlamentar informou que será construída uma nova estrutura para abrigar os comerciantes. “O canal não poderá mais ser obstruído,” explicou Nagib. Ele ressaltou que o prefeito de Codó, por sua vez, conversará novamente com o Ministério para avaliar a possibilidade de construir uma praça de alimentação ou um galpão ao lado do canal. O objetivo é realocar de forma segura todos os feirantes afetados.

Apoio de Juscelino Filho

​O deputado fez questão de destacar o papel fundamental do deputado federal Juscelino Filho na conquista dos recursos. Nagib reconheceu o esforço de Juscelino, que trabalhou junto ao Ministério das Cidades e à Defesa Civil do governo do presidente Lula para garantir a liberação da verba. “É importante destacar também a força do deputado federal Juscelino Filho que nos levou lá e fez esse trabalho,” disse Nagib, enfatizando a articulação política que tornou a obra uma realidade.​

Blog do Sampaio

SUS completa 35 anos e é exaltado por Lula: “Motivo de muito orgulho”

Nesta sexta-feira, 19 de setembro, o Sistema Único de Saúde (SUS) completa 35 anos, se consolidando como um dos maiores sistemas públicos, gratuitos e universais de saúde do mundo. O SUS é resultado do movimento da 8ª Conferência Nacional de Saúde (1986) e foi oficializado pela Constituição de 1988, que estabeleceu a saúde como um direito de todos e um dever do Estado. Em 1990, a Lei nº 8.080 regulamentou o sistema em todo o país.

Em uma postagem nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou a data e sintetizou a importância do SUS para o Brasil. “Nenhum outro país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes tem um sistema universal, capaz de oferecer atendimento gratuito a todos, independente de poder ou não pagar uma consulta ou plano de saúde”, escreveu.

Na publicação, o presidente listou uma série de investimentos do Governo Federal para fortalecer o sistema de saúde desde o início de 2023. Entre as ações citadas estão:

Mais Médicos: o programa dobrou de tamanho e conta atualmente com 26,8 mil profissionais.
Brasil Sorridente: o programa de saúde bucal foi retomado e conta com 34 mil equipes, com o reforço de 400 Unidades Odontológicas Móveis.
Farmácia Popular: o programa beneficiou 22 milhões de pessoas neste ano, com a disponibilidade gratuita de 41 medicamentos e itens.
Agora Tem Especialistas: o programa foi lançado para garantir atendimento, exames e tratamentos a todos os brasileiros.
Lula concluiu sua mensagem afirmando: “O SUS nasceu da luta de nosso povo pelos seus direitos. Cresceu, se aprimorou. Sobreviveu aos ataques daqueles que tentaram sucateá-lo. Agora, tem de volta a atenção que merece e está batendo recordes atrás de recordes.”

O Imparcial

Cantinho do Presente: Perfumes que Marcam Presença

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Caio Bonfim é campeão mundial dos 20 km da marcha atlética em Tóquio

Caio Bonfim é o campeão mundial dos 20 km da marcha atlética. A conquista foi confirmada no início da madrugada deste sábado (20), no horário de Brasília, em prova disputada em Tóquio. Caio Bonfim venceu a prova com o tempo de 1:18:35, seguido pelo chinês Zhaozhao Wang (1:18:43) e pelo espanhol Paul McGrath (1:18:45). Matheus Corrêa (AABLU-SC) terminou a prova em 17º (1:21:04) e Max Batista, em 42º (1:27:34).

Na prova feminina, Viviane Lyra foi a 12ª colocada, com o tempo de 1:29:02, e Gabriele Muniz (CASO-DF) terminou em 32º (1:34:28). Érica Sena (Pinheiros-SP) abandonou a prova após o terceiro quilômetro.

A conquista transformou o atleta no maior medalhista do país em mundiais. São quatro medalhas em oito edições disputadas: bronze em Londres-2017 e Budapeste-2023 no 20 km, e a prata nos 35 km conquistada no primeiro dia do Mundial (12/9).

O Brasil soma 19 pódios em Mundiais. São três ouros: a conquista marchador brasiliense em 2025, Alison dos Santos, nos 400 metros com barreiras, em Eugene-2022, e Fabiana Murer, no salto com vara, em Pequim-2015. Esta também é a melhor campanha do Brasil em Mundiais, com um ouro e duas pratas: além das duas medalhas de Caio Bonfim, Alison dos Santos sagrou-se vice-campeão dos 400 metros com barreiras.

“Ainda não caiu a ficha. Eu não sabia que era ouro. Eu passei o chinês e o espanhol na última volta, fiz a vinda para o estádio (marchando) rápido, porque eu pensei: ‘eles vão lutar e eu posso perder a medalha, são caras velozes’. Quando chego no estádio, vejo a faixa e penso: ‘ué, nos 35 km eu fui segundo e não tinha faixa’. E aí pensei: ‘meu Deus, eu vou ser campeão do mundo!'”, disse o atleta à assessoria da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

Agência Brasil