26ª Sessão: vereadores entram em consenso sobre deliberação de projetos

Durante a 26ª Sessão Ordinária, a Câmara de Codó aprovou o Projeto de Lei número 08, de autoria da vereadora leda Torres, que Institui o Programa de Valorização de Meninas e Mulheres Negras no município.

“Esse projeto representa mais do que uma política pública: ele simboliza um compromisso com a justiça, a igualdade e o respeito à nossa história. O Programa Municipal de Valorização de Meninas e Mulheres Negras nasce da necessidade urgente de olhar para uma parte fundamental da população codoense que, apesar de sua força, talento e contribuição, ainda enfrenta barreiras impostas pelo racismo e pelo machismo”, justificou a vereadora Leda Torres.

O vereador Araújo Neto apresentou e teve aprovado o Projeto de Lei nº 14, de 08 de agosto de 2025, que institui o nome do poço da Comunidade Alto Novo em homenagem a Maria Raimunda Barbosa Cardoso (In memoriam – ✰ 21/06/1952 † 13/05/2020).

“É a primeira vez que eu faço um Projeto de Lei desse tipo. Foi a maneira que eu achei de homenagear a minha amiga Maria Raimunda, que me foi apresentada pelo companheiro Chico do Moqui, que também já não está entre nós. E a luta dela por esse poço sempre foi muito grande. Esse é o sentimento que está no meu coração e eu tenho certeza de vou ter o apoio de todos os companheiros”, declarou o vereador Araújo Neto.

Devido a necessidade de mais tempo para estudo, os vereadores chegaram a um consenso e preferiram retirar o projeto de Lei número 11 da pauta da ordem do dia. “Vereadores entram em consenso sobre deliberação de nosso projeto. Ouvindo a situação e aos colegas da oposição, chegamos a um acordo para necessidade de mais estudo e avaliação do projeto, discussão com a sociedade antes de uma decisão. Chegamos ao consenso para ampla discussão com as autoridades também e depois retornaremos com o projeto para a Câmara”, explicou o vereador Chiquinho do Sae Júnior.

Prefeito de Timbiras vistoria obras em andamento

Na manhã da terça-feira dia 02, o prefeito Paulo Vinicius e o vice Edmundo, acompanhados de secretários, vereadores e demais colaboradores da gestão, “Timbiras no Caminho Certo”, visitou a obra de construção da unidade básica de saúde tipo II no bairro Anjo da Guarda.

No local a equipe constatou que já foi concluída a parte das fundações e já está em ritmo acelerado o serviço de alvenaria, seguindo rigorosamente a conclusão das etapas de acordo com o planejamento de construção da obra.

Em seguida a equipe se deslocou até a escola de tempo integral Lourdes Coelho, onde está sendo construída uma quadra esportiva para dar suporte a nova modalidade de ensino da unidade escolar. No local, o prefeito e toda a equipe ficaram satisfeitos com o andamento da obra, que já está coberta, banheiros e vestiários construídos e os demais serviços em pleno andamento como fala o prefeito Paulo Vinicius.

“É com muito prazer que hoje estamos aqui juntos e unidos conferindo o andamento da construção dessa obra que depois de pronta será um marco histórico para a saúde dos timbirenses, e que já na sua construção está gerando oportunidades de trabalho e renda para nossa gente, e quanto a quadra aqui da escola Lourde Coelho, pudemos observar que está com os serviços bem adiantados e em breve será concluída e entregue para dar suporte a nova modalidade de ensino da unidade, e posso afirmar, até o último dia da nossa gestão vai ser assim, juntos e unidos buscando melhorias para a qualidade de vida de nossa gente”, disse o prefeito.

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Vereador Teonilo do Garra solicita recuperação e pavimentação de ruas e destaca celeridade das obras do governo municipal

Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Codó realizada na última terça-feira (02), o vereador Teonilo do Garra (MOBILIZA) apresentou a Indicação nº 288/2025, por meio da qual solicita ao Executivo Municipal e à Secretaria de Infraestrutura, Urbanismo e Serviços Públicos, a imediata recuperação e pavimentação de diversas vias, em diferentes bairros da cidade.

O pedido contempla as seguintes ruas: Rua 4, localizada na Vila Eliane, Bairro São Francisco;

Rua 2 – Quadra 2, localizada na Vila Biné, Bairro São Francisco;

Rua 10 – Quadra 2, localizada na Vila Biné, Bairro São Francisco;

Rua 8 – Quadra 9, localizada na Vila Biné, Bairro São Francisco;

Rua do Planalto, localizada no Morro da Televisão, Bairro São Pedro.

A indicação reforça o papel de intermediação do vereador junto às comunidades, buscando garantir melhorias estruturais que impactam diretamente a qualidade de vida dos moradores. De acordo com o parlamentar, as indicações foram resultado das demandas levantadas em encontros com moradores nos bairros: “Essas solicitações surgiram diretamente da população. Durante as reuniões comunitárias, ouvimos as necessidades e registramos as principais reivindicações. Todas as ruas citadas foram apontadas pelos próprios moradores, que pedem a atenção do poder público”, declarou.

Legislativo e Executivo atendendo as demandas com celeridade

Teonilo também destacou o trabalho já realizado pela atual gestão municipal na área de infraestrutura, manifestando confiança de que os pleitos apresentados serão atendidos: “O prefeito tem realizado importantes obras de pavimentação em várias localidades, e acredito que em breve estas ruas também receberão as melhorias necessárias. A população tem reconhecido esse esforço e elogiado muito as ações do Executivo”, concluiu.

Vereador Araújo Neto apresenta projeto em homenagem a líder comunitária e solicita revitalização e CEU da Cultura para Praça do Codó Novo

Na última terça-feira (02), durante a 26ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Codó, o vereador Araújo Neto (PP) apresentou importantes proposições voltadas à preservação da memória e ao bem-estar da população. O parlamentar apresentou e teve aprovado o Projeto de Lei nº 14, de 08 de agosto de 2025, que institui o nome do poço da Comunidade Alto Novo em homenagem a Maria Raimunda Barbosa Cardoso (In memoriam – ✰ 21/06/1952 † 13/05/2020).

É a primeira vez que eu faço um Projeto de Lei desse tipo. Foi a maneira que eu achei de homenagear a minha amiga Maria Raimunda, que me foi apresentada pelo companheiro Chico do Moqui, que também já não está entre nós. E a luta dela por esse poço sempre foi muito grande. De lá para cá já se passaram mais de 10 anos, e agora vai ser uma realidade. O poço já está construído, a base já está montada, os canos já chegaram e o tão sonhado sistema de abastecimento será montado, para que nós possamos realizar o sonho da Maria Raimunda, que é o sonho daquele povo. Esse é o sentimento que está no meu coração e eu tenho certeza de vou ter o apoio de todos os companheiros“, declarou o vereador.

Revitalização e CEU da Cultura para Praça do Codó Novo

Além do Projeto, Araújo Neto apresentou e teve aprovada a Indicação nº 293/2025, solicitando ao Executivo Municipal a revitalização da Praça Bayma Serra (Praça do bairro Codó Novo), incluindo nova iluminação e poda das árvores, visando oferecer mais segurança e qualidade de vida aos moradores. O parlamentar inseriu um aditivo para Indicação, que inclui a solicitação de um CEU da Cultura para o espaço.

O CEU da Cultura do Novo PAC é um programa do Governo Federal, vinculado ao Novo PAC Seleções, que visa a construção de centros culturais comunitários em áreas de vulnerabilidade socioeconômica no Brasil, ampliando o acesso à infraestrutura cultural e promovendo a formação e produção local.

Serão construídos 195 novos CEUs da Cultura, com recursos de R$ 430,9 milhões, para atender a demanda por espaços culturais em municípios, com foco na diversidade e nas necessidades de cada localidade. E nosso município está pleiteando um desses centros. E gostaríamos que viesse para a Praça do Codó Novo. Nosso compromisso é com o povo de Codó. Preservar a memória de pessoas que contribuíram com nossa comunidade e lutar por melhorias em espaços públicos é parte da nossa missão como representante do povo nesta Casa.“, concluiu.

Operação desarticula organização criminosa de lavagem de dinheiro que atua no Maranhão, PI e PB

Nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira, 3, o Ministério Público do Estado do Maranhão, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), deflagrou a terceira fase da Operação Barão Vermelho com a finalidade de dar continuidade à desarticulação de organização criminosa com atuação nos estados do Maranhão, Piauí e Paraíba. As ações foram executadas nas cidades de Timon, Teresina e João Pessoa.

Nesta fase, o Gaeco cumpriu 23 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão e três de interdição de pessoas jurídicas, com a suspensão de atividades das empresas, sendo duas delas de grande porte na capital piauiense.

Além disso, a Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados de São Luís, atendendo a pedidos do Gaeco, determinou o bloqueio e indisponibilidade de bens relacionados aos delitos investigados, incluindo-se imóveis, veículos, embarcações e aeronaves de propriedade ou na posse dos representados, que são pessoas físicas e jurídicas. A justiça também determinou o bloqueio de todas as contas correntes, poupanças e aplicações financeiras dos envolvidos no valor de R$ 197.100.536,91.

A operação contou com o apoio operacional do Instituto de Criminalística do Maranhão (Icrim-MA), Gaeco/MPPI, Gaeco/MPPB e das Polícias Militares do Maranhão e Piauí, bem como das Polícias Civis do Piauí, do Maranhão e da Paraíba. Ao todo foram 190 agentes públicos e integrantes das forças de segurança envolvidos na ação.

Organização Criminosa

Desde a primeira fase da operação, deflagrada no ano de 2023, o Gaeco se deparou com uma organização criminosa bem estruturada e com ações sofisticadas, principalmente no que tange ao esquema de lavagem de capitais. As ações delituosas incluem pessoas físicas e jurídicas que movimentaram quantias vultosas entre si, havendo ainda a ocorrência de saques bancários de quantias elevadas, situações que chamaram a atenção das autoridades.

A investigação apontou também que a organização, além de atuar com tráfico de drogas, opera com falsidade de documentos de veículos, receptação de cargas roubadas ou desviadas, receptação de ouro de origem ilícita e agiotagem, dentre outros.

O Imparcial

Julgamento de Bolsonaro no STF continua nesta quarta (03); veja os destaques do 1° dia

Pela primeira vez na história, um ex-presidente da República e generais de alta patente das Forças Armadas respondem por crimes relacionados a uma tentativa de golpe de Estado. O primeiro dia de julgamento da Ação Penal nº 2.668, que apura a participação de oito réus em crimes contra a democracia durante as eleições de 2022, começou às 9h desta terça-feira (2/9), no Supremo Tribunal Federal (STF).

AO VIVO: começa julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe
O processo está dividido em cinco sessões, distribuídas em 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. Entre as acusações estão associação criminosa, incitação ao crime, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano ao patrimônio.

Os réus são o ex-presidente Jair Bolsonaro, os ex-ministros Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Anderson Torres, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e o tenente-coronel Mauro Cid. Eles são apontados como integrantes do chamado “núcleo crucial” ou “núcleo 1”, formado para desacreditar o sistema eleitoral, incitar ataques a instituições e articular medidas de exceção para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.

Abertura da sessão
Na abertura, o ministro relator Alexandre de Moraes afirmou que o país “só tem a lamentar” que, novamente, se tenha tentado um golpe de Estado. Além disso, também enviou recado a setores que defendem anistia aos envolvidos. “Não se pode confundir a saudável pacificação da sociedade com a covardia do apaziguamento, que significa impunidade e desrespeito à Constituição federal. A História nos ensina que a impunidade, omissão e covardia não são opções para a pacificação”, declarou.

Durante a leitura do relatório, Moraes destacou as alegações finais da Procuradoria-Geral da República (PGR), que revelam a existência do plano batizado de “Punhal Verde e Amarelo”, cujo objetivo seria assassinar o próprio ministro, além do presidente Lula e do vice, Geraldo Alckmin. Segundo a PGR, a execução não ocorreu por “falta de adesão do comando”.

“Existindo provas, acima de qualquer dúvida razoável, às ações penais serão julgadas procedentes e os réus serão condenados. Assim se faz Justiça. Esse é o papel do STF: julgar com imparcialidade e aplicar a Justiça a cada um dos casos concretos, ignorando pressões internas e externas”, disse.

Acusação
Após leitura do relatório feita por Moraes, começou a sustentação da acusação. O procurador-geral da República Paulo Gonet, responsável pela denúncia dos oito réus, utilizou adjetivos como “afrontas acintosas”, “belicistas” e “perversão” para classificar os atos em análise. Afirmou, ainda, que o julgamento representa um marco na defesa da democracia brasileira.

Gonet disse que chegou o momento de uma defesa ativa da democracia diante da violência política e destacou que os atos de 8 de janeiro de 2023 foram “vilanias” contra a Constituição. Segundo ele, Bolsonaro foi o “principal articulador, maior beneficiário e autor dos atos mais graves” da conspiração.

O procurador frisou que a acusação não se baseia em conjecturas, mas em provas robustas que revelam a articulação de um grupo político e militar para fraudar a alternância do poder.

Sustentação da defesa
À tarde, com início às 14h, começaram as sustentações orais das defesas, com tempo de até uma hora para cada acusado.

A primeira foi a do tenente-coronel Mauro Cid, delator da investigação. A defesa rejeitou a tese de nulidade do acordo de colaboração, ressaltando que não houve coação. Segundo a PGR, o depoimento de Cid revelou detalhes do plano articulado entre 2021 e 2023 para impedir a posse de Lula, com Bolsonaro como líder.

Cid confirmou ao Supremo que participou de reuniões sobre o plano, mas negou envolvimento direto. Sua delação é considerada peça-chave para comprovar a participação de Bolsonaro e aliados.

O advogado Jair Alves Pereira defendeu a validade do acordo, homologado pelo STF, e criticou tentativas de deslegitimá-lo. “É normal e legítimo haver críticas a decisões judiciais, mas não se pode enfraquecer um instrumento fundamental para o avanço da apuração.”

Em seguida, foi a vez da defesa do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), representada pelo advogado Paulo Renato Garcia Cintra. Ele contestou a inclusão de provas e alegou que a PGR se equivocou ao associar o então diretor da Abin ao uso do sistema First Mile.

A fala gerou um embate com a ministra Cármen Lúcia, que rebateu a equiparação feita pelo advogado entre voto impresso e processo auditável. “O processo eleitoral é amplamente auditável no Brasil. Uma coisa é voto impresso, outra é a auditoria eletrônica, que existe desde 1986. Não se pode confundir”, afirmou a ministra, em tom firme. Cintra respondeu dizendo que apenas repetiu expressões utilizadas por Bolsonaro, mas reconheceu que os conceitos não são equivalentes.

Na sustentação da defesa do ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, o advogado Demóstenes Torres acusou a PGR de ampliar indevidamente a denúncia ao incluir episódios que não constavam no processo original. Ele citou o desfile da Marinha em agosto de 2021, interpretado como ato simbólico de apoio a uma ruptura institucional, e a ausência de Garnier na cerimônia de passagem do comando da Marinha em 2023.

Para Torres, a medida viola o Código de Processo Penal. “Se tiver que imputar dois outros fatos, tem que fazer o aditamento à denúncia. Ou, se não, o Supremo Tribunal Federal tem que pedir para desconsiderar no julgamento esses dois fatos, que são fatos novos.

A defesa também questionou a credibilidade da delação de Mauro Cid, lembrando que o próprio PGR qualificou o militar como “omisso, contraditório” e faltoso com a lealdade. Torres defendeu que, nessas condições, a colaboração deveria ser rescindida. Levantou ainda, a tese de que os atos de 8 de janeiro não configuraram crime consumado, mas caso de “desistência”.

Na última defesa do dia, o advogado Eumar Novacki, que representa o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres, sustentou que não há provas de sua participação em conspiração.

Segundo o jurista, a viagem de Torres aos Estados Unidos durante os atos de 8 de janeiro de 2023 não foi deliberada nem estratégica. “Toda narrativa do Ministério Público Federal parte da premissa de que ele teria conspirado, participado de uma macabra trama golpista e se ausentado do DF de forma proposital. Mas isso não é a verdade.”

Novacki afirmou que a viagem estava programada e era de conhecimento do então governador Ibaneis Rocha. Outro ponto polêmico foi a chamada “minuta golpista”, encontrada na casa de Torres. O advogado disse que o documento já circulava na internet desde dezembro de 2022 e não é o mesmo identificado nos celulares de militares investigados. A defesa chegou a pedir que o STF identificasse a autoria da postagem original, mas o rastreamento não foi concluído.

Continua nesta quarta-feira
O julgamento será retomado nesta quarta-feira (3/9), com a sequência das sustentações de defesa dos demais réus. A previsão é de que as discussões se estendam até 12 de setembro, quando os ministros deverão proferir seus votos.

Fonte:* Correio Braziliense