Matrículas Abertas no Instituto Maná – Para o Turno Matutino

MATRÍCULAS ABERTAS TURNO MATUTINO – 2025.2

Oportunidade incrível para crianças, a partir dos 9 anos e adolescentes até 17 anos!

O Instituto Mana está com vagas LIMITADAS para aulas de:

Violão | Bateria | Teclado | Flauta | Reforço Escolar

✨ A música e o reforço escolar contribuem para o desenvolvimento emocional, cognitivo e social das crianças — um investimento para a vida toda!

Temos turmas nos turnos matutino e vespertino!
Período de matrículas: 29/07 a 01 de agosto de 2025

Rua Professor Fernando de Carvalho, 1586 – Centro (Próx. à Clínica Sublime)
⏰ Atendimento: Manhã (8h às 11h) | Tarde (14h30 às 17h)

Documentos necessários, informações completas e contato estão no card!
⚠️ Garanta já sua vaga – as turmas são limitadas!

@instituto_mana | (99) 98269-3591

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Prefeitura Municipal de Gonçalves Dias, por meio da Secretaria da Mulher, realizou a I Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres.

A Prefeitura Municipal de Gonçalves Dias, por meio da Secretaria da Mulher, realizou a I Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres.

O evento reuniu autoridades e a comunidade em um espaço de diálogo e construção coletiva de propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas destinadas às mulheres do município.

Estiveram presentes a prefeita Suane Dias, a vice-prefeita Josilda Andrade, o ex-prefeito Vadilson Dias, o presidente da Câmara Municipal, Wellison Ferreira, a secretária da Mulher, Alzirene Barros, a secretária adjunta, Andréia, e a secretária da Mulher de Eugênio Barros, além de diversos secretários municipais, lideranças femininas e a população em geral.

Prefeitura de Gonçalves Dias — cuidando da nossa gente

Prefeitura de Timbiras inicia obras de melhoria na estrada da região da Bacaba dos Frozino

Na manhã desta quinta-feira 14, o prefeito Paulo Vinicius, o vice Edmundo Luiz, secretário de governo Dr. Antonio Borba, demais secretários e vereadores da base, foram conferir o início da obra de melhoramento de 12 km da estrada vicinal que começa no povoado Bacaba e se estende até a Mirindiba dos Bentos.

A obra fica a 42 km da sede do município, e o trabalho vai ser feito com terraplanagem, aterro, construção de bueiros e cobertura de piçarra, para garantir o direito de ir e vir com total tranquilidade das famílias que residem naquela região, como fala o prefeito Paulo Vinicius.

“Essa estrada era muito esperada não só por quem mora nessa região, mas por todo o nosso grupo político. Foi uma promessa nossa de campanha e hoje graças a Deus, ao ex-prefeito Dr. Borba que nunca desistiu de lutar por esse projeto, e principalmente o nosso bravo deputado Federal, Marreca Filho, que conseguiu o recurso para a gente está aqui hoje acompanhando o inicio dessa obra tão importe e necessária para o nosso povo”, disse o prefeito.

Que afirmou ainda, que nessa primeira etapa o recurso vai beneficiar apenas 12 km da estrada, mas que a luta do grupo vai continuar para conseguir mais uma emenda parlamentar para que o serviço chegue até a Conceição do Stenio e beneficie toda a região.

Equatorial Maranhão firma parceria com poder público e promove campanha de conscientização sobre segurança com pipas

_No primeiro semestre de 2025 foram registradas 1.516 ocorrências de pipas na rede elétrica no estado, sendo 516 delas só em São Luís_

Empinar pipas é uma brincadeira divertida, porém, quando praticada de forma inadequada ou em locais inapropriados, como perto da rede elétrica, a diversão se torna perigosa, já que pode causar acidentes graves, além de prejudicar o fornecimento de energia.

Com foco na segurança da população e no comportamento, nesta terça-feira (12), representantes da Equatorial Maranhão se reuniram com o Corpo de Bombeiros, Procon-MA e Guarda Municipal de São Luís, na sede da Distribuidora, na capital, onde foi firmada uma parceria com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre os riscos de empinar pipa perto da rede elétrica. Além disso, foram discutidos os perigos do uso indevido do cerol e da “linha chilena” que, apesar de ser proibido por Lei, é uma prática comum no estado, que tem causado diversos acidentes graves com a população, além de afetar o fornecimento de energia.

Segundo levantamento da Equatorial Maranhão, só no primeiro semestre de 2025, já foram registradas 1.516 ocorrências de pipas em contato com a rede elétrica no estado, que afetaram o fornecimento de energia. No mesmo período de 2024, foram 1.051 ocorrências, o que mostra que 2025 teve um crescimento de 44,24% no número de casos. São Luís lidera o ranking com o maior número de registros, com 516 ocorrências no primeiro semestre de 2025, contra 306 no mesmo período do ano passado, um crescimento de 68,62%.
Durante o evento, o Superintendente Regional da Distribuidora, Sergio Carvalho, apresentou esses números e traçou estratégias para conscientizar a comunidade e mitigar esse tipo de ocorrência. “Fizemos um encontro importante de aproximação entre o poder público e privado, onde juntos vamos promover uma campanha em prol da segurança de todos, para diminuir essas estatísticas e sensibilizar a população, com ações educativas, blitz informativas nos locais de maior incidência de ocorrências, mapeamento e sinalização dos locais seguros para praticar a brincadeira, além de fiscalizações para coibir a comercialização e o uso indevido da ‘linha chilena’ e do cerol”, informou o superintendente.

O Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), Coronel Célio Roberto, apoiou a iniciativa e ratificou a importância da campanha. “Estamos com um problema muito sério no Maranhão, principalmente em São Luís, que é o uso da ‘linha chilena’ e do cerol. A prática é proibida por Lei Estadual e pode causar acidentes graves, como cortes e mutilações, além de choques elétricos, nos casos em que essa linha entra em contato com a rede de energia. Queremos contar com o apoio de todos, para que atendam a esse chamamento da campanha e ajudem a salva vidas”, alertou o comandante.

No mês de julho deste ano, no bairro Forquilha, em São Luís, uma pipa com “linha chilena” quase partiu cabos de alta tensão de 69 mil Volts, o que poderia afetar mais de 30 mil clientes na região. Além de comprometer o fornecimento, caso os cabos tivessem partido e caído ao solo, o risco de acidente seria grande, por se tratar de uma área residencial.

Ainda no mês de julho, um jogador de futebol do time MAC foi ferido no pescoço por uma linha de pipa com material cortante, durante um jogo no Estádio Castelão, em São Luís. O ocorrido reacendeu o alerta para o perigo do uso criminoso desse tipo de linha, que oferece risco à população e já causou diversos acidentes, inclusive fatais, não só no Maranhão, mas em todo o país.

*Uso de cerol e de linhas cortantes é crime*

Ainda muito utilizado nas pipas, o “cerol” — material aplicado na linha — representa um fator de risco por conter raspas de vidro e pó metálico em sua composição. Além de comprometer a segurança da população, ele também se torna um condutor de eletricidade. É importante ressaltar que o uso do cerol é proibido pela Lei Estadual nº 11.344/2020, que veta a comercialização da substância composta por vidro moído e cola.

*Mutirão Pipa Segura*

Como parte das ações da campanha, um mutirão de segurança será realizado ainda este mês, com uma grande mobilização educativa, em São Luís, envolvendo a Distribuidora, o Corpo de Bombeiros do Maranhão, poder público e líderes comunitários, que vão para as comunidades informar sobre as práticas seguras de empinar pipa e alertar sobre os perigos quando a brincadeira é feita de forma inadequada ou em locais inapropriados.

A ação faz parte do movimento “Vc + Seguro” e tem como objetivo levar mais conhecimento à população, com dicas e orientações essenciais para conscientizar sobre os perigos de empinar pipa perto da rede elétrica e sobre os riscos de usar linhas cortantes, reforçando o compromisso da Distribuidora com a segurança de todos.

Mesmo sendo uma brincadeira, é necessário que, ao praticar a atividade, a população esteja atenta aos cuidados necessários para evitar transtornos. Pensando nisso, a Equatorial Maranhão orienta à população quanto aos riscos e reforça dicas importantes para empinar pipas com segurança:

· Não deixe as crianças empinarem pipas perto da rede elétrica. O recomendado é estarem em locais descampados, como praias e campos, e sempre supervisionadas por adultos;
· Se a pipa ficar presa na rede elétrica, jamais tente resgatá-la com varas ou de qualquer outra forma, pois isso representa risco de choque elétrico;
· Atenção à intensidade dos ventos, pois quanto mais fortes, maior a possibilidade da pipa ser lançada contra a rede elétrica;
· Não utilize cerol e “linha chilena”: além de proibidos, esses materiais podem causar acidentes graves;
· Atenção ao clima: dias de chuva, especialmente com raios, são perigosos para essa prática;

A Equatorial Maranhão reforça que, em caso de acidentes envolvendo a rede elétrica, a orientação é que as pessoas não se aproximem de fios e cabos, que não toquem em pessoas ou objetos que estejam em contato com a rede elétrica e chamem o socorro por meio do SAMU (192), Corpo de Bombeiros (193), além de ligar para a Equatorial Maranhão, na Central 116, para que as equipes desliguem a rede elétrica, quando necessário.

*Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão*

Moradores do bairro Santa Terezinha em Codó recebem títulos de propriedade de imóveis

Nesta quarta-feira (13), a Prefeitura Municipal de Codó, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Segurança Alimentar, entregou novos títulos de propriedade por meio do programa “A Casa é Sua”, a maior iniciativa de regularização fundiária da história do município.

O processo de regularização teve início no bairro Santo Antônio, que já está 100% regularizado. Nesta etapa do programa, o bairro Santa Terezinha está sendo contemplado. No mês de julho, foram entregues 200 títulos de propriedade aos moradores e, agora, mais 200 famílias estão sendo beneficiadas neste bairro.

A solenidade aconteceu no CMEI Vera Lúcia Simão Sales, onde estiveram presentes o prefeito Chiquinho FC (PT), o deputado estadual Francisco Nagib (PSB), a coordenadora-geral do programa Ana Lúcia Santos, o tabelião Acy Brandão e membros da Comissão de Regularização Fundiária Urbana (REURB).

Os beneficiários já saíram com os títulos devidamente registrados em cartório, com todos os trâmites burocráticos custeados pela gestão municipal, iniciativa que reafirma o compromisso com a moradia digna e a segurança jurídica dos imóveis das famílias contempladas.

O objetivo do programa é garantir segurança jurídica, dignidade e valorização patrimonial para famílias que vivem em áreas anteriormente não regularizadas. Com a posse do título de propriedade, os moradores tornam-se proprietários legais dos imóveis, podendo ter acesso a crédito, melhorias de infraestrutura e estabilidade.

O prefeito Chiquinho FC destacou a importância do momento para a cidadania e dignidade das famílias do município.

“Esta é uma ação inédita na cidade de Codó que está sendo realizada por meio de um dos melhores programas sociais já executados no município. Essas famílias poderão viver com mais tranquilidade, pois, através da conquista do título, terão a garantia e segurança da propriedade de seus lares.”, afirmou o prefeito.

De acordo com a Comissão de Regularização Fundiária Urbana (REURB), até agora o programa “A Casa é Sua” já entregou 850 escrituras de imóveis no município. A meta da gestão é entregar 20 mil títulos de propriedade até o fim do mandato do prefeito Chiquinho FC (PT), visando garantir moradia popular e segurança jurídica para as famílias codoenses.

Assessoria de Comunicação

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses agora é Patrimônio da Humanidade

Os Lençóis Maranhenses e o Complexo Cultural do Bumba-Meu-Boi recebem esta semana, oficialmente, os títulos de Patrimônio Mundial Natural e de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi reconhecido pela Unesco como um fenômeno natural único do planeta —além de referência global em biodiversidade — em 26 de julho de 2024, na 46ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, em Nova Délhi, na Índia.

Esta foi a primeira vez em 23 anos que o Brasil entrou para a lista dos Patrimônios Naturais, o que elevou o número de títulos do país junto à Unesco para 24. São 15 culturais, oito naturais e um misto.

A entrega oficial da chancela acontecerá na sexta, em Barreirinhas, em cerimônia com a presença da ministra Marina Silva.

Com 155 mil hectares de dunas e lagoas de água doce, os Lençóis se estendem por uma zona de transição entre Cerrado, Caatinga e Amazônia, abrigando ecossistemas raros e frágeis. O título reconheceu sua beleza excepcional e a singularidade de seus fenômenos naturais.

Como parte das comemorações, o governo do estado do Maranhão fez uma parceria com o ICMBio e lançou no início do mês o projeto “Diálogos sobre o Patrimônio Mundial Natural: Lençóis Maranhenses, um tesouro em nossas mãos”, uma reunião de lideranças locais, operadores de turismo e autoridades para discutir ações de preservação e qualificação do destino.

Bumba-Meu-Boi
No caso do Boi Maranhense, sua aprovação para a lista da organização aconteceu em 11 de dezembro de 2019, mas ele será celebrado oficialmente às 15h desta quinta (14) na Casa das Minas, em São Luís.

O Bumba-Meu-Boi do Maranhão é o sexto Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade reconhecido pela Unesco. O ritual cultural que combina música, dança, dramatização e brincadeira tem raízes no século 18, mas registros oficiais no estado desde 1829. Ele é uma forma de expressão da identidade do povo maranhense, além da resistência de seu folclore e origens.

Há cinco formas diferentes de apresentação, chamadas de sotaques. Cada uma delas — matraca, zabumba, orquestra, baixada e costa de mão — tem instrumentos, vestimentas e personagens próprias. O sotaque típico de São Luís é o da matraca, marcado pelo som deste instrumento de madeira, além de pandeirões e a emblemática figura do “caboclo de pena”.

O patrimônio é o legado que herdamos do passado, o que vivenciamos hoje e o que transmitimos às gerações futuras, reconhecendo o caráter excepcional desses sítios para toda a humanidade. Nosso patrimônio cultural e natural são fontes insubstituíveis de vida e inspiração.
Marlova Jovchelovitch Noleto, diretora da Unesco no Brasil.

Uol

Pousada Renato e Rejane: Conforto, Hospitalidade e Momentos Inesquecíveis

Se você procura em Codó um lugar acolhedor para descansar, recarregar as energias e viver experiências únicas, a Pousada Renato e Rejane é o destino perfeito. Com um atendimento atencioso e ambiente familiar, cada detalhe foi pensado para proporcionar conforto e tranquilidade aos hóspedes.

Aqui, você encontra quartos aconchegantes, café da manhã saboroso, áreas de lazer ideais para relaxar e uma localização estratégica que facilita o acesso a qualquer ponto da cidade.

Seja para uma viagem a dois, com a família ou até mesmo para um momento de pausa na rotina, a Pousada Renato e Rejane está pronta para receber você de braços abertos. Sua próxima lembrança especial começa aqui!

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Maranhão no topo: alunos do IEMA garantem 1º e 2º lugar na copa do mundo de robótica

Um feito histórico no cenário internacional para a educação e ciência maranhense. A equipe de robótica do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) garantiu o 1º e o 2º lugar no FIRA RoboWorld Cup 2025, realizado em Daegu, na Coreia do Sul, superando equipes da China, Irã, Japão e Rússia – todas referências mundiais em tecnologia. A disputa foi acirrada e mostrou a força do ensino público maranhense. As competições seguem até o dia 15 de agosto, e o time ainda busca ampliar o número de títulos.

O evento reúne cerca de 900 participantes de aproximadamente 17 países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Canadá, Rússia, China, Malásia, Irã, Brasil e o anfitrião, Coreia do Sul. Além das provas de alto nível técnico, acontece o FIRA World Summit, onde pesquisadores de todo o mundo apresentam avanços e ideias em robótica.

Nos últimos anos, o IEMA e o Maranhão se consolidaram como uma das principais forças da robótica educacional no mundo. Desde 2017, o instituto participa da FIRA, acumulando títulos internacionais e superando países com tradição tecnológica. Em 2024, sediou a etapa brasileira da competição, em São Luís, e conquistou pódios em quase todas as modalidades.

Formado por alunos da rede pública estadual, o time do IEMA chegou à Coreia do Sul após etapas seletivas rigorosas e treinamentos intensivos. Além das vitórias, a participação proporciona um rico intercâmbio cultural, com convivência entre jovens de várias nacionalidades e o desafio da comunicação em um país onde, muitas vezes, o coreano é o único idioma falado.

“Nossos alunos provaram que o Maranhão e o IEMA estão entre as principais equipes de robótica do planeta. Ganhar da China mostra a força do nosso ensino e a qualidade dos nossos jovens. Cada medalha simboliza anos de esforço, oportunidades criadas e portas abertas para o futuro.” – Cricielle Muniz, diretora-geral do IEMA.

Com dois dias de competição pela frente, o IEMA segue como destaque absoluto na FIRA 2025, determinado a trazer ainda mais medalhas e reforçar o papel do Maranhão como referência mundial em robótica educacional.

O Imparcial

‘Alunos estão pedindo dinheiro de volta’, diz representante das autoescolas sobre mudanças na CNH

A proposta do governo de acabar com a obrigatoriedade das aulas de autoescola no processo de emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) gerou “espanto” nas empresas que atuam no setor e já está causando impacto financeiro.

Em entrevista à EXAME, Ygor Valença, presidente da Federação Nacional das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores ( Feneauto ), afirma que as pessoas que se matricularam para iniciar o processo de obtenção da carteira de motorista estão pedindo o cancelamento.

“Já estamos sentindo os impactos dessa proposta, pois muitos alunos que se matricularam, mas não começaram as aulas, estão pedindo o dinheiro de volta, devido à incerteza”, diz.

A proposta do governo torna facultativas as aulas da autoescola. As provas escrita e prática serão mantidas.

A principal justificativa da gestão petista para a medida é a redução de custos e a ampliação do acesso à habilitação para pessoas de baixa renda e mulheres.

O governo diz que o preço pode cair até 80% com a desregulamentação. O custo médio para obter uma habilitação no país é de R$ 3.215,64, segundo dados do Senatran.

Valença diz que as autoescolas não são contra a modernização e o barateamento do processo, mas reclama que as empresas do setor não foram procuradas e que o modelo atual é definido pelo próprio governo.

“O governo está propondo um modelo novo, como se o atual tivesse falhado, e nós estamos preocupados, porque essa mudança pode afetar a estrutura de 15 mil autoescolas no Brasil, que empregam cerca de 300 mil pessoas”, afirma.

O representante do setor diz tenta articular com o Congresso Nacional para a manutenção das autoescolas. A Frente Parlamentar em Defesa da Educação para o Trânsito e da Formação de Condutores de Veículos Automotores foi oficializada nesta quinta-feira.

Uma manifestação reuniu cerca de 400 carros de autoescolas e 1.000 instrutores em Brasília contra a medida na última quarta-feira, 13.

“Estamos organizando uma frente parlamentar com mais de 220 assinaturas e esperamos que, com o retorno das atividades no Congresso, possamos estabelecer esse diálogo. O setor quer desburocratizar e modernizar, mas isso precisa ser feito dentro das regras que o governo estabeleceu”, afirma.

Leia a entrevista completa com Ygor Valença, presidente da Federação Nacional das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores (Feneauto)

O que você pode nos dizer sobre o posicionamento da Feneauto em relação à proposta do governo sobre a CNH?

A gente vê isso com certo espanto. Nosso serviço é público delegado, ou seja, quem dita as regras do processo de habilitação é o Ministério dos Transportes. O ministro também preside o Contran, que é o órgão normativo que estabelece essas regras, como, por exemplo, a resolução de 2018 que define como devemos operar. Ela estabelece a quantidade de veículos e instrutores, a estrutura das salas de aula, os requisitos de segurança, entre outras coisas. Portanto, toda a nossa estrutura é regulada por essa resolução. O que nos causa espanto é que, em nenhum momento, fomos consultados para discutir uma proposta de desburocratização ou modernização do setor.

Vocês foram pegos de surpresa com essa proposta, certo? Quais são as suas preocupações em relação a ela?

Exatamente, fomos pegos de surpresa. O governo está propondo um modelo novo, como se o atual tivesse falhado, e nós estamos preocupados, porque essa mudança pode afetar a estrutura de 15.000 autoescolas no Brasil, que empregam cerca de 300.000 pessoas. Não estamos falando de defesa de mercado, mas de um setor que tem seguido regras por 27 anos. Essa mudança abrupta pode criar insegurança para os trabalhadores e prejudicar a formação dos motoristas, principalmente por questões de segurança no trânsito. E a gente também está preocupado com o impacto que isso pode ter no SUS. Se essa mudança gerar mais acidentes no trânsito, quem vai pagar a conta será o SUS e a população.

A Federação não se opõem à modernização, mas à forma como ela está sendo proposta? Qual seria o meio-termo?

A gente não está buscando um meio-termo, estamos buscando uma solução que seja boa para todos. Não houve um diálogo real com o governo, e isso nos preocupa. Se o governo está propondo flexibilização, como a aula online, por exemplo, que é uma das propostas, precisamos de uma regulamentação clara para isso. Não podemos simplesmente começar a dar aulas online sem uma resolução que diga que isso é permitido. A autoescola é regida por uma resolução, e flexibilizar a estrutura sem um novo regulamento gera insegurança.

E como vocês veem a articulação com o Congresso? Já conseguiram se reunir com o ministro ou o responsável?

Tentamos. Mas durante o recesso, tanto o Senado quanto o Congresso estavam obstruídos, e a gente não conseguiu se aprofundar no diálogo. Porém, estamos organizando uma frente parlamentar com mais de 220 assinaturas, e esperamos que com o retorno das atividades no Congresso, possamos estabelecer esse diálogo. O setor quer desburocratizar e modernizar, mas isso precisa ser feito dentro das regras que o governo estabeleceu.

E em relação à segurança no trânsito, que é uma das principais defesas da Feneauto, o governo fala muito sobre o combate a “máfias” e sobre a importância da segurança. Como o senhor vê isso?

O exame não é responsabilidade das autoescolas, é responsabilidade do Detran. Se existe alguma máfia, o governo deve lidar diretamente com o Detran, e não com as autoescolas. As autoescolas apenas colocam seus veículos para o exame. O que nos preocupa é a falta de responsabilidade e fiscalização com relação a novos modelos de formação de condutores. Se os instrutores se tornarem autônomos, sem regulamentação, como será possível garantir que a formação de motoristas seja segura? A proposta não responde a essas questões e nos deixa bastante apreensivos.

O governo também aponta que 18 milhões de pessoas dirigem sem CNH, e isso justificaria a necessidade de mudança no modelo atual. O que você pensa sobre essa justificativa?

Eu refuto essa justificativa. O fato de uma pessoa ser proprietária de um veículo não significa que ela esteja dirigindo sem habilitação. A falha do sistema é mais uma questão de fiscalização do que da formação em si. Se há 20 milhões de pessoas dirigindo sem CNH, isso é uma falha de fiscalização. O governo precisa investir mais na fiscalização, não na flexibilização das autoescolas, que já seguem regras claras.

E qual é a sua opinião sobre a flexibilização das regras para diminuir os custos das autoescolas, como proposto pelo governo?

Flexibilizar as regras pode ser uma boa ideia, desde que isso seja feito de maneira responsável, para garantir a segurança no trânsito e a qualidade na formação dos motoristas. A questão é que não estamos sendo consultados nesse processo. Estamos sendo substituídos por um modelo que não foi discutido com os envolvidos no setor, o que gera insegurança para todos. Além disso, as autoescolas pequenas em cidades menores já têm dificuldades em se credenciar, devido às exigências mínimas estabelecidas por lei.

Caso a proposta avance, como será o dia seguinte para as autoescolas?

Vejo isso com bastante preocupação. Se o novo modelo for implementado, pode haver uma demissão em massa nas autoescolas. Já estamos sentindo os impactos dessa proposta, pois muitos alunos que se matricularam, mas não começaram as aulas, estão pedindo o dinheiro de volta, devido à incerteza. As autoescolas são, em sua maioria, pequenas empresas, muitas delas familiares. Se isso continuar, teremos um impacto devastador no setor.

Como a Feneauto vê a falta de diálogo com o governo? E o que vocês esperam daqui para frente?

O que mais nos preocupa é a falta de diálogo. Não estamos contra mudanças, mas queremos que essas mudanças sejam discutidas de maneira transparente, com a participação de todos os envolvidos. A Feneauto está mobilizando uma frente parlamentar para tentar abrir esse diálogo no Congresso, porque o que está em jogo não é apenas o futuro das autoescolas, mas a segurança no trânsito e a formação de motoristas. Queremos encontrar uma solução que beneficie a sociedade como um todo, mas para isso, é preciso que o governo ouça as nossas preocupações e se envolva em um debate mais amplo.

Exame