Disney vai deixar a TV paga e encerrará canais no Brasil em 2025

A Disney vai encerrar a maior parte de seus canais de TV por assinatura. A decisão foi divulgada nesta 2ª feira (2.dez.2024) e confirmada pela empresa. A exceção é o canal fechado ESPN. Todos os outros serão encerrados a partir de fevereiro de 2025.

Vão sair do ar os canais Star Channel, Cinecanal, FX, Nat Geo, Disney Channel e Baby TV. As operadoras Claro e Sky foram notificadas sobre a mudança. Uma das justificativas é o baixo número de audiência. A ESPN vai seguir pela sua relevância com eventos ao vivo. As informações são do portal F5.

A plataforma de streaming Disney +, que agora conta com conteúdo de esportes ao vivo, ainda vai continuar com o material dos canais. A Disney confirmou a mudança em nota e afirmou estar seguindo o mercado e modernizando o seu conteúdo conforme a demanda do público.

“Em resposta as transformações no cenário local de mídia e entretenimento, e para garantir que continuemos a evoluir e atender as necessidades de nossas consumidores com agilidade e inovação, decidimos descontinuar a operação de alguns canais lineares no Brasil a partir de 28 de fevereiro de 2025”, afirma a Disney em nota.

“Essa decisão inclui o encerramento dos canais Star Channel, Cinercanal, FX, National Geographic, Disney Channel e Baby TV, sem impactar nossos canais esportivos”, completa.

Poder 360

Garrafa com mensagem lançada no oceano na costa do Brasil chega à Austrália 16 anos depois

Lançado ao mar no Brasil há 16 anos, uma garrafa com uma carta dentro foi encontrada na praia de Peterborough, na Austrália, por um morador local. Escrita por um americano, a mensagem fazia parte de um experimento para estudar as correntes marítimas e ver até onde objetos jogados ao mar poderiam chegar.

A carta, datada de 30 de novembro de 2008, informava que a garrafa havia sido lançada no Oceano Atlântico, aproximadamente 129 quilômetros a leste de Salvador, no Brasil, com a esperança de que alguém a encontrasse e retornasse a mensagem. “Sua curiosidade valeu a pena. Obrigado por recuperar essa garrafa e tirar um tempo para ver o que tem dentro”, diz o bilhete.

O objetivo do experimento de Joe Johnson, morador de Towson, no estado de Marylad, que estava fazendo viagens de cruzeiro na época, era estudar as correntes oceânicas e acompanhar a trajetória de objetos no mar. A garrafa percorreu mais de 13 mil quilômetros durante 16 anos, surpreendendo o autor ao chegar à Oceania.

Em entrevista à ABC Radio Melbourne, o autor da mensagem estava surpreso com a distância percorrida pela garrafa. Ele contou que, durante suas viagens, lançou dezenas de garrafas semelhantes ao mar em diferentes pontos do planeta, mas essa foi apenas a segunda vez que alguma foi encontrada.

No bilhete, Johnson também oferecia US$ 20 como recompensa para quem respondesse à mensagem, solicitando o nome e endereço da pessoa que encontrasse o objeto. A história da garrafa foi compartilhada em um grupo local e rendeu diversos comentários dos moradores da região.

Jornal Opção

Selic a 15% ao ano, inflação e fantasma fiscal: por que a Kinea está vendida na bolsa brasileira?

A recente deterioração do cenário macroeconômico doméstico alimentou a falta de apetite pela bolsa brasileira entre os grandes tubarões do mercado — e a Kinea Investimentos é uma das gestoras atualmente pessimistas com as ações locais.

A casa controlada pelo Itaú, responsável por mais de R$ 132 bilhões em ativos sob gestão, encontra-se com posição vendida na bolsa brasileira e afirma que “existem melhores oportunidades no exterior”.

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“Na atual precificação da curva de juros, preferimos manter apenas pequenas posições táticas, reconhecendo as incertezas atuais”, escreveu a gestora, em carta a investidores.

Se alguém ainda apostava em um rali de fim de ano para o Ibovespa, o fechamento de novembro veio como um balde de água fria. O principal índice de ações da B3 recuou 3,12% no acumulado do mês, pressionado pelas ações de construtoras, varejistas e outros segmentos ligados ao consumo.

Por trás do pessimismo da Kinea sobre a bolsa brasileira
Na avaliação da Kinea, o Brasil “dependerá principalmente das suas próprias ações” daqui para frente — e as respostas que temos até o momento para o desafio que está por vir são insuficientes.

“Embora as medidas do pacote sejam na direção correta de cumprir o arcabouço fiscal, mais uma vez o governo falha em ancorar as expectativas”, escreveu a gestora.

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Nas projeções da casa, como o pacote de corte de gastos anunciado pelo governo federal na semana passada esteve “mais pautado em pente-fino, e com poucas medidas estruturais”, o ajuste deve gerar, na prática, uma economia bem menor do que o previsto.

Relembrando, o plano fiscal lançado pelo Ministério da Fazenda prevê a economia de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos.

Junto com o pacote, o governo ainda aprovou a isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês, promessa de campanha de Lula que tira R$ 40 bilhões dos cofres públicos em arrecadação.

Se, por um lado, os desembolsos fiscais dos últimos anos impulsionaram o Brasil para uma economia sobreaquecida, com crescimentos do PIB (Produto Interno Bruto) em cerca de 3%, a expectativa da Kinea é que o impulso fiscal perca tração nos próximos meses.

“O fato de o governo não estar mais com os dois pés no acelerador contribui para a atividade voltar a rodar em um ritmo mais fraco”, disse a gestora.

Leia também: Questão fiscal não é o único problema: esses são os 6 motivos que inibem retorno dos investidores gringos para o Brasil, segundo o BTG Pactual
Economia, fiscal e juros
A desaceleração da economia brasileira deve bater diretamente em outra variável macroeconômica: os juros. A tendência é que a política monetária do país se torne cada vez mais contracionista.

“Em nosso cenário base, a desaceleração não será intensa o suficiente para tirar pressão sobre nosso hiato do produto, dificultando o processo de desinflação. No cenário negativo, podemos ter um ambiente de estag-inflação, com os choques de condição financeira e aumento da incerteza pesando sobre a atividade, enquanto a depreciação do real eleva a inflação”, projetou a gestora, que prevê os núcleos de inflação próximos a 6% no primeiro semestre de 2025.

Para a Kinea, a resultante de uma atividade resiliente com inflação acima da meta é uma constante pressão sobre o Banco Central para elevar a taxa básica de juros (Selic).

LEIA MAIS: Após a despencada do Ibovespa com o pacote fiscal, analista aponta fator que pode recuperar a bolsa a longo prazo; entenda.
Se considerada a “regra de Taylor” — equação que relaciona a taxa de juros de curto prazo à inflação real, à meta de inflação, ao PIB e taxa de desemprego —, a Selic precisaria chegar ao patamar de 15% ao ano para ser capaz de trazer a inflação de volta à meta.

No início de novembro, o Copom (Comitê de Política Monetária) elevou a taxa básica de juros brasileira em 0,5 ponto percentual, para 11,25% ao ano. Atualmente, o mercado já precifica uma Selic terminal na casa de 14% a.a.

“Uma taxa Selic a esses níveis pode trazer novamente o fantasma do problema fiscal estrutural brasileiro, em que um primário com déficit em torno de 1% e o elevado nível de juros reais pressionam o crescimento da relação dívida/PIB, fazendo com que a política monetária perca potência.”

O “Risco Trump” para a bolsa
Para além dos fatores domésticos, há ainda uma questão externa que deve atrapalhar uma retomada da bolsa brasileira, segundo a Kinea.

Com a volta de Donald Trump à Casa Branca e a adoção das novas políticas protecionistas e de estímulos a empresas norte-americanas prometidas pelo republicano, a tendência é que haja um constante fluxo de capital para os Estados Unidos.

Isso tende a drenar o fluxo de investimentos para a Eurásia e mercados emergentes, como o Brasil.

“Em um ambiente onde o capital é atraído para os Estados Unidos, não nos sentimos compelidos a manter posições compradas em países emergentes”, afirmou a Kinea.

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Se não na bolsa brasileira, onde a Kinea investe hoje?
Ainda que a bolsa brasileira faça gestores brasileiros como a Kinea torcerem o nariz, a renda variável no exterior chama a atenção da gestora ligada ao Itaú.

A gestora tem posição comprada na bolsa norte-americana, com apetite maior por setores que devem se beneficiar das políticas defendidas por Donald Trump, como os bancos e pequenas empresas.

Veja algumas das apostas da Kinea em ações nos EUA:

Setor industrial: Eaton e Parker Hannifin;
Bancos: Bank of America, Wells Fargo e posições em bancos regionais;
A gestora também se desfez das posições tomadas em juros na parte longa da curva norte-americana (que se beneficiariam da subida dos juros longos).

Na parte curta da curva de juros dos EUA, o portfólio continuou posicionado para uma abertura do diferencial de juros norte-americanos em relação às demais economias desenvolvidas.

A chegada de Trump e da nova política de tarifas também deve continuar a dar tração ao fortalecimento do dólar, a partir da desvalorização de moedas que exportam para os Estados Unidos.

A Kinea se manteve comprada na moeda norte-americana e no iene japonês, e com posição vendida no yuan e em uma cesta de moedas europeias.

Do lado das commodities, a cesta comprada da Kinea inclui café, ouro e boi gordo. Já a ponta vendida conta com petróleo, açúcar, soja, trigo e cobre.

Seu dinheiro

Nívea Stelmann relata ataque contra filho nos EUA: “Não vou ter pena”

Nívea Stelmann revelou, nas redes sociais, que o carro de seu filho Miguel, de 20 anos, foi alvo de vandalismo em Windermere, nos Estados Unidos, onde a família reside.

O veículo, que estava estacionado na porta de casa, foi riscado e teve ovos e farinha atirados contra ele. Segundo a atriz, o ataque ocorreu após a vitória do Botafogo sobre o Palmeiras por 3 a 1 no Campeonato Brasileiro, e o carro exibia um adesivo do time carioca.

“Inveja e maldade existem em qualquer lugar do mundo. Depois do jogo do Palmeiras contra o Botafogo, o carro do meu filho, que é botafoguense e tinha um adesivo do time, foi atacado. Jogaram ovo, farinha e, pior, riscaram a pintura”, contou Nívea Stelmann.

A artista revelou que vai mandar as imagens das câmeras de segurança para a polícia. “Só que esqueceram que temos câmeras e que eu sou cidadã americana. Vou mandar as imagens para a polícia”, desabafou.

Visivelmente irritada, a atriz ainda deixou um recado direto: “Se foi algum engraçadinho brasileiro que fez isso, corra para me pedir perdão. Vocês vão se ferrar. Não importa se está legal ou ilegal. Não vou ter pena. Vou acionar a polícia e meu advogado”, disparou.

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Nívea Stelmann mora nos Estados Unidos desde 2017 com a família. Além de Miguel, fruto de seu relacionamento com o ator Mario Frias, ela é mãe de Bruna, de 10 anos, do casamento com o empresário Marcus Rocha.

Metrópoles

Wall Street se curva ao império financeiro saudita

As reservas da Arábia Saudita em Títulos do Tesouro dos EUA, como parte dos ativos estrangeiros mantidos pelo seu banco central, subiram em outubro para o nível mais alto em quatro anos. De acordo com dados compilados pela Bloomberg, os Títulos do Tesouro dos EUA representaram quase 35% do total de ativos estrangeiros mantidos pelo SAMA, o Banco Central Saudita, no mês passado. Isso coloca essa participação no nível mais alto desde fevereiro de 2020, quando teve início a pandemia de coronavírus.

Os investimentos do país em títulos do governo dos EUA têm aumentado neste ano, e o SAMA agora possui US$ 144 bilhões em Títulos do Tesouro dos EUA, apesar da queda de seus ativos estrangeiros totais, que atingiram o nível mais baixo desde fevereiro.

Embora o aumento mais recente tenha ocorrido antes das eleições dos EUA em novembro, um volume maior de títulos do governo dos EUA nas mãos da Arábia Saudita pode ajudar a estreitar a relação do reino com a administração do presidente Donald Trump.

O governante de fato da Arábia Saudita, o príncipe herdeiro Mohammed Bin Salman, teve uma relação próxima com Trump durante o primeiro mandato do presidente americano, algo que deve continuar quando o bilionário retornar à Casa Branca.

Como sinal de como a Arábia Saudita já está se posicionando para se aproximar da nova administração dos EUA, Yasir Al Rumayyan, chefe do fundo soberano da Arábia Saudita e aliado próximo do príncipe Mohammed, sentou-se ao lado do presidente eleito em uma luta do UFC em Nova York no início deste mês.

O SAMA se recusou a comentar sobre o pedido da Bloomberg.

Em fevereiro de 2020, os Títulos do Tesouro dos EUA do SAMA chegaram a representar mais de 37% dos ativos estrangeiros, antes de cair rapidamente, à medida que o governo saudita utilizava suas reservas para financiar uma transferência de US$ 40 bilhões para seu fundo soberano, a fim de comprar ações que haviam sido afetadas pelo pânico dos investidores quanto ao impacto da pandemia de coronavírus.

Os ativos estrangeiros da Arábia Saudita caíram de quase US$ 500 bilhões no início de 2020 para cerca de US$ 411 bilhões no final de outubro, em parte devido à transferência para o PIF, mas também devido ao uso das reservas para financiar os gastos do governo.

Com informações da Bloomberg

Como ganhar com investimentos em um 2025 difícil? Veja algumas recomendações

Os gestores dos fundos de investimentos da Kinea, uma das maiores gestoras do Brasil, com R$ 147 bilhões sob gestão, estão cautelosos com a bolsa brasileira no ano que vem. Com a expectativa de inflação e juros altos, eles aconselham aproveitar as oportunidades na renda fixa que estão mais claras, como os títulos atrelados à inflação no Tesouro Direto (leia-se os papéis Tesouro IPCA+), e as alternativas menos óbvias também, como os fundos imobiliários de papel e de infraestrutura, que contam com papéis de renda fixa na carteira. Ainda, o conselho é dolarizar uma fatia do patrimônio, investindo no exterior.

Apesar do anúncio de corte de gastos pelo governo, os brasileiros conviverão com inflação e juros altos por mais tempo do que se imaginava e esse ambiente não é bom para a bolsa brasileira, na análise de Marco Freire, sócio e gestor de fundos de ações, multimercados e renda fixa da Kinea. “No Brasil, o cenário é desafiador. O governo precisa fazer o dever de casa de diminuir os gastos para a inflação ficar sob controle, mas o que está sendo discutido é insuficiente. Por isso, estamos cautelosos”, afirma.

Na contramão, a bolsa americana e o dólar tendem a se valorizar, na sua avaliação. Ele diz que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ganhou de forma “contundente” e que boa parte do que ele anda dizendo que fará será de fato realizado.

Valor investe

Em qual classe social se encaixa quem ganha R$ 10 mil no Brasil?

No Brasil, o tema da classificação social é repleto de nuances e discussões. Uma questão frequente é sobre a posição de quem ganha R$ 10 mil por mês na pirâmide social nacional. Vários elementos, como custo de vida e desigualdade, influenciam essa análise.

As classificações de classes sociais no país dependem de estudos de instituições como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Um método popular distingue a população em seis grupos de acordo com a renda domiciliar per capita.

Segundo o portal do C6 Bank, a renda mensal define a classe social em categorias que variam de A a D-E. Com isso, compreender onde uma renda específica se encaixa ajuda a esclarecer as diferenças socioeconômicas existentes.

Classificação de renda no Brasil
Conforme citado acima, a divisão de classes no Brasil se dá por faixas de renda. Em um exercício simples, podemos listar assim:

Classe A: renda de R$ 28.240/mês ou mais;
Classe B1: renda de R$ 12.683,34/mês ou mais;
Classe B2: renda de R$ 7.017,64/mês ou mais;
Classe C1: renda de R$ 3.980,38/mês ou mais;
Classe C2: renda de R$ 2.403,04/mês ou mais;
Classe D-E: renda de R$ 1.087,77/mês ou mais.
Como vimos, o valor de R$ 10 mil coloca o indivíduo próximo à classe B1, que é considerada média-alta. No entanto, fatores como o número de pessoas na família influenciam essa classificação.

Impacto do local de residência e estilo de vida
O custo de vida varia significativamente entre regiões. Em metrópoles como São Paulo, o custo elevado diminui o poder de compra dessa renda. Já em cidades menores, o valor pode oferecer maior conforto financeiro diante de menores despesas.

Além da localização, o estilo de vida e as obrigações financeiras moldam a realidade de quem ganha R$ 10 mil. Solteiros sem filhos podem ter mais conforto comparado a quem sustenta uma família, considerando gastos com educação e saúde, por exemplo.

Portanto, ganhar R$ 10 mil pode significar pertencer à classe B, mas o padrão de vida derivado dessa renda é influenciado por vários fatores, desde o local de residência até o tamanho da família e as despesas envolvidas.

Edital Concursos Brasil

É melhor assinar união estável ou casar?

Na hora de oficializar a relação, o casal pode decidir se casar no civil ou assinar um documento que prove a união estável. Apesar de as duas formas serem reconhecidas por lei, há algumas diferenças significativas entre elas, especialmente na maneira como são firmadas.

Enquanto o casamento exige que os noivos celebrem um contrato formal no cartório, com a assinatura de testemunhas e do juiz de paz, para a união estável ser reconhecida basta que o casal tenha uma relação, comprovada, com o objetivo de constituir família. De acordo com a lei, não existe um período mínimo para determinar se há ou não união estável.

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Outra diferença importante é que ao optar pelo casamento, os cônjuges podem escolher o regime de bens que melhor se enquadra às suas necessidades, podendo ser: comunhão universal de bens, comunhão parcial de bens, separação de bens ou participação final nos aquestos.

Já na união estável, caso não haja nenhum contrato estabelecendo um regime específico, aplica-se automaticamente a comunhão parcial de bens, aquele em que apenas os bens adquiridos após o casamento são considerados patrimônio comum do casal.

Principais diferenças entre casamento e união estável
Algumas outras diferenças que devem ser levadas em conta na hora de escolher o modelo de união. Veja:

Dissolução
Para encerrar um casamento, é preciso realizar um divórcio, seja ele amigável (quando as duas partes concordam) ou litigioso (quando uma delas discorda). A união estável, por sua vez, acaba quando o casal se separa e deixa de morar junto.

Reconhecimento dos filhos
No regime de casamento, a lei presume a paternidade e a maternidade dos filhos concebidos durante a união, dispensando a necessidade de reconhecimento formal. Já na união estável, a filiação precisa ser comprovada por meio do reconhecimento voluntário dos pais. Isto pode ser feito por meio de escritura pública ou ação de investigação de paternidade (exame de DNA).

Direitos à herança e obrigações legais
De modo geral, a união estável confere aos companheiros os mesmos direitos e obrigações inerentes ao casamento civil. Essa decisão foi atualizada em 2017 quando o Plenário do STF declarou inconstitucional o artigo 1.790 do Código Civil, que estabelecia diferenças entre a participação do companheiro e do cônjuge na sucessão dos bens.

Sendo assim, agora, a pessoa viúva que está em união estável tem direito a uma parte da herança do seu cônjuge, dependendo do regime de bens adotado pelo casal e também da existência de outros herdeiros, como filhos ou ascendentes.

Em 2024, o Projeto de Lei 2199/24 visa atualizar a sucessão de companheiros quanto a bens adquiridos onerosamente durante união estável. O objetivo é que, nestes casos, seja aplicado o artigo 1.829 que garante que a partilha da herança acontecerá nesta ordem:

aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal ou no da separação obrigatória de bens; ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares;
aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge;
ao cônjuge sobrevivente;
aos colaterais.
Até o momento desta reportagem, o projeto tramita em caráter conclusivo, devendo ainda ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá que ser aprovado pelo Senado.

É mais barato casar ou fazer união estável?(pergunta do Google)
Apesar dos dois modelos terem similaridades, a união estável é menos burocrática e, por isso, mais barata. Em média, o valor para solicitar a escritura pública de união estável varia de R$ 100 a R$ 300, a depender do cartório escolhido.

Outros fatores que podem influenciar o preço final são a necessidade de documentação extra ou a inclusão de cláusulas específicas no contrato.Para casais de baixa renda, existe a possibilidade de solicitar a união estável gratuitamente por meio da Defensoria Pública.

Para solicitá-la, é preciso levar:

RG e CPF dos noivos;
Certidão de nascimento dos noivos;
Comprovante de residência;
Certidão de casamento com o registro de divórcio (caso você seja divorciado).
O casamento, por sua vez, custa em média R$ 600. Já se for em diligência, ou seja, fora do cartório, o valor será de R$ 1.660,14.

Para converter uma união estável em casamento, o valor a ser desembolsado é de R$ 570,15. Lembrando que esses valores podem variar de acordo com cada cartório.

Para o casamento é necessário levar:
Certidão de Nascimento: atualizada para todos os solteiros. Este documento prova a idade e a situação civil anterior dos noivos

Carteira de Identidade;
CPF;
Comprovante de Residência;
Declaração de Estado Civil;
Testemunhas: geralmente, são necessárias pelo menos duas.
Também é possível casar gratuitamente por meio de casamentos coletivos realizados pela Prefeitura ou com a declaração de pobreza.

Qual a desvantagem da união estável?
Ao optar pela união estável, o mais indicado é formalizá-la de alguma forma. Caso contrário, o cônjuge pode enfrentar algumas dificuldades burocráticas, como não conseguir entrar no plano de saúde do parceiro ou ter acesso ao seguro de vida do mesmo.

Caso isso ocorra, o mais indicado é procurar um advogado especializado em direito de família.

Exame