No Nordeste, 43% das mulheres sustentam sozinhas suas famílias, revela Serasa

As mulheres brasileiras têm assumido papel cada vez mais central na organização financeira das famílias, acumulando responsabilidades econômicas e domésticas. Em comemoração ao Dia das Mulheres, a Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, realizou uma pesquisa sobre o protagonismo financeiro feminino, que revela que 34% das mulheres são as únicas responsáveis pelo sustento financeiro de seus lares. O percentual é ainda maior entre mulheres com mais de 50 anos (36%) e nas classes D e E (45%), chegando a 43% na região Nordeste.

O estudo também aponta mudanças na dinâmica financeira familiar: 85% das entrevistadas afirmam que as mulheres estão conquistando mais espaço nas decisões econômicas da casa e 87% consideram que essa contribuição é subestimada, mesmo sendo vital para o bem-estar familiar. Dentro do ambiente doméstico, porém, já há maior reconhecimento: 67% dizem que seu trabalho é valorizado financeiramente pela própria família.

“Os dados mostram que as mulheres já exercem um papel central no sustento financeiro das famílias brasileiras. Ao mesmo tempo em que assumem mais responsabilidades econômicas, elas ainda enfrentam desafios estruturais que impactam sua autonomia financeira”, afirma Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira.

Mesmo com maior participação econômica, a sobrecarga de responsabilidades continua impactando a independência financeira feminina. Para 91%, equilibrar trabalho e tarefas domésticas é um desafio constante e 76% acreditam que a igualdade de gênero no mercado de trabalho ainda enfrenta obstáculos.

Os dados mostram que as mulheres já exercem um papel central no sustento financeiro das famílias brasileiras. Ao mesmo tempo em que assumem mais responsabilidades econômicas.

O Imparcial

Agroforte Suínos: Qualidade e Confiança em Suínos Vivos e Abatidos; ligue e faça sua encomenda!

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Mulheres que lideram: as múltiplas versões de quem move o Maranhão com energia

_Com talento, visão e coragem, lideranças femininas da Equatorial Maranhão impulsionam o setor elétrico e transformam desafios em oportunidades_

Na semana do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a Equatorial Maranhão lança um olhar sensível para as mulheres que constroem, todos os dias, a história da Distribuidora no estado. Mais do que ocupar cargos de liderança, elas transformam rotinas, impulsionam resultados e inspiram equipes com competência e propósito.

A data convida à celebração de conquistas, à reflexão sobre os desafios ainda existentes e à renovação do compromisso com a equidade de gênero. Na Equatorial Maranhão, essa valorização se traduz na presença feminina em áreas estratégicas, operacionais e de decisão, espaços onde a liderança é exercida com firmeza, escuta ativa e visão de futuro.

*Liderança com propósito*

Na Região Leste do estado, quem representa essa força é Sarah Moura, há quase cinco anos na Equatorial Maranhão, onde atua como Engenheira de Distribuição. À frente de processos operacionais, Sarah contribui com olhar atento, sensibilidade e espírito colaborativo na condução das atividades.

“Ocupar um cargo de liderança representa a possibilidade de construir uma trajetória baseada em esforço, aprendizado e responsabilidade. É desafiador todos os dias, mas, quando olho para trás e vejo de onde comecei, onde estou e tudo o que ainda pretendo alcançar, sinto uma enorme gratidão e um forte senso de propósito”, destacou Sarah.

Fora do ambiente corporativo, Sarah vivencia um dos papéis mais transformadores de sua vida: o de gestar. À espera de sua primeira filha, ela encara este momento como sua missão mais especial.

*Inspiração que se multiplica*

Histórias como essa refletem uma realidade presente em diferentes áreas da Equatorial Maranhão. Mulheres lideram equipes, tomam decisões estratégicas e colaboram diretamente para o fortalecimento da empresa e do setor elétrico no estado.

Promover a equidade de gênero é um compromisso permanente da Distribuidora. A presença feminina em posições de liderança amplia a diversidade de pensamento, impulsiona a inovação e fortalece a construção de um ambiente cada vez mais inclusivo e representativo.

Além disso, a empresa apoia iniciativas que ampliam a participação feminina no setor elétrico, como turmas exclusivas para mulheres na Escola de Eletricistas, que oferecem capacitação técnica e novas oportunidades de carreira, e projetos do Instituto Equatorial, como o Energia Feminina, voltado ao empreendedorismo e ao fortalecimento da autonomia das mulheres.

Neste Dia Internacional da Mulher, a Equatorial Maranhão reafirma seu respeito e reconhecimento a todas as colaboradoras que, com talento e dedicação, evidenciam a força, a competência e o protagonismo da liderança feminina na construção de um setor elétrico mais diverso e inovador. Às clientes, a Distribuidora também dedica um reconhecimento especial, por serem parte essencial dessa trajetória, inspirando conquistas, fortalecendo comunidades e movendo o Maranhão com a força de sua própria energia.

*Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão*

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Senado aprova licença-paternidade de 20 dias com pagamento pelo INSS

O plenário do Senado Federal aprovou, nessa quarta-feira (4), um projeto de lei que amplia a licença-paternidade no Brasil e cria o chamado salário-paternidade, benefício que será pago no período de afastamento do trabalho. O texto agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pela proposta, a licença passará de cinco para até 20 dias, com remuneração integral ao trabalhador. A concessão será válida em casos de nascimento de filho, adoção ou guarda judicial para fins de adoção.

A ampliação, no entanto, não ocorrerá de forma imediata. O projeto estabelece um período de transição de quatro anos a partir da entrada em vigor da lei, prevista para 1º de janeiro de 2027. Nos dois primeiros anos, o prazo será de 10 dias; no terceiro ano, de 15 dias; e apenas a partir do quarto ano chegará a 20 dias.

O texto também condiciona a aplicação completa do benefício ao cumprimento da meta fiscal de 2028. Caso essa meta seja atingida, a licença de 20 dias passará a valer em 2029.

Durante o afastamento, o trabalhador receberá o salário-paternidade, que seguirá regras semelhantes às do salário-maternidade. Para empregados com carteira assinada, a empresa fará o pagamento e depois será compensada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Já para autônomos, segurados individuais e microempreendedores individuais (MEIs), o valor será pago diretamente pelo instituto.

O projeto também permite que o pai emende as férias com a licença-paternidade, desde que manifeste essa intenção ao empregador com pelo menos 30 dias de antecedência da data prevista para o parto ou da emissão do termo de guarda.

Outra novidade é a possibilidade de dividir o período de licença em duas partes. A primeira deverá corresponder a, no mínimo, metade do prazo total e ocorrer logo após o nascimento ou a adoção. O restante poderá ser utilizado em até 180 dias.

A proposta ainda estabelece estabilidade provisória no emprego desde a comunicação da licença ao empregador até um mês após o fim do afastamento, medida que busca evitar demissões ou retaliações contra o trabalhador durante esse período.

Segundo estimativas apresentadas durante a tramitação na Câmara dos Deputados, o impacto fiscal da medida pode chegar a R$ 2,2 bilhões em 2026 e crescer gradualmente até alcançar R$ 5,4 bilhões em 2029. As despesas serão custeadas com recursos da Seguridade Social previstos na Lei Orçamentária Anual.

O Imparcial

SUS passa a oferecer novo tratamento contra malária para crianças com dose única

O Ministério da Saúde iniciou a oferta de um novo tratamento contra a malária para crianças menores de 16 anos no Sistema Único de Saúde (SUS). A novidade é a utilização da tafenoquina na formulação pediátrica de 50 mg, indicada para crianças com peso entre 10 kg e 35 kg.

Até então, o medicamento era disponibilizado apenas para jovens e adultos a partir de 16 anos. Segundo o ministério, a ampliação do tratamento busca atender um público especialmente vulnerável, já que crianças concentram cerca de 50% dos casos da doença registrados no país.

A distribuição do medicamento ocorre de forma gradual, priorizando regiões da Amazônia, onde está concentrada a maior incidência da malária no Brasil. Com a medida, o país se torna o primeiro do mundo a disponibilizar esse tipo de tratamento para crianças.

Inicialmente, serão distribuídos 126.120 comprimidos da tafenoquina pediátrica para ampliar as ações de controle da doença no território nacional.

Tratamento mais simples e eficaz
O medicamento passou a ser indicado para pacientes diagnosticados com malária causada pelo parasita Plasmodium vivax, com peso acima de 10 kg e que não estejam grávidas ou em período de amamentação.

De acordo com o Ministério da Saúde, a principal vantagem da nova formulação é a simplificação do tratamento. Antes, o esquema terapêutico exigia medicação por até 14 dias, o que dificultava a adesão, principalmente entre crianças.

“A nova apresentação do fármaco será administrada em dose única, o que proporciona mais conforto e praticidade para as famílias e profissionais de saúde, maior adesão à terapia, eliminação completa do parasita e a prevenção de recaídas”, informou o ministério.

A pasta também destacou que o medicamento permite ajustar a dose de acordo com o peso da criança, aumentando a eficácia do tratamento e contribuindo para reduzir a transmissão da doença.

Distribuição prioriza áreas indígenas
O governo federal investiu cerca de R$ 970 mil na aquisição do medicamento. Até o momento, 64.800 doses já foram recebidas e começarão a ser distribuídas em regiões de maior incidência da doença.

Entre os territórios prioritários estão os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes. Essas áreas concentram aproximadamente metade dos casos de malária registrados em crianças e adolescentes de até 15 anos.

O primeiro território contemplado foi o DSEI Yanomami, que recebeu 14.550 comprimidos da versão pediátrica. A região já havia sido a primeira do país a receber a tafenoquina na dosagem de 150 mg, voltada para pacientes com mais de 16 anos, em 2024.

Avanços no combate à doença
Segundo o Ministério da Saúde, a malária continua sendo um dos principais desafios de saúde pública na região amazônica, principalmente em áreas remotas e em territórios indígenas, onde fatores geográficos e sociais aumentam a vulnerabilidade da população.

“A malária é um dos principais desafios de saúde pública na região Amazônica, especialmente em áreas de difícil acesso e territórios indígenas, onde fatores geográficos e sociais ampliam a vulnerabilidade à doença”, destacou a pasta.

O ministério informou ainda que mantém ações permanentes de monitoramento, controle do mosquito transmissor, busca ativa de casos e distribuição de testes rápidos.

Entre 2023 e 2025, apenas no território Yanomami, houve aumento de 103,7% na realização de testes e crescimento de 116,6% nos diagnósticos, além de uma redução de 70% no número de mortes causadas pela doença.

Em todo o país, 2025 registrou o menor número de casos de malária desde 1979, com 120.659 ocorrências, representando queda de 15% em relação a 2024. Nas áreas indígenas, a redução foi de 16% no mesmo período.

A região Amazônica segue concentrando a grande maioria das notificações, com cerca de 99% dos casos registrados no Brasil. Somente no último ano, foram contabilizados 117.879 casos na região.

Fonte: Agência Brasil

☕ Meu Café Completo: Confira as delícias da Estação do Café especial para o Dia Internacional da Mulher

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, aproveite o Meu Café Completo, uma proposta encantadora e cheia de sabor: a Estação do Café, pensada especialmente para homenagear as mulheres com um momento acolhedor, elegante e inesquecível.

A ideia é oferecer uma experiência diferenciada, perfeita para empresas, escolas, igrejas e eventos comemorativos que desejam valorizar e reconhecer a importância feminina. A Estação do Café reúne uma seleção especial de delícias cuidadosamente organizadas, proporcionando um ambiente agradável, sofisticado e cheio de carinho em cada detalhe.

Mais do que um simples café, a proposta é criar um momento de conexão, celebração e gratidão. Afinal, cada mulher merece ser lembrada, valorizada e celebrada não apenas nesta data, mas todos os dias.

Para quem deseja tornar o Dia Internacional da Mulher ainda mais especial, o Meu Café Completo surge como uma excelente opção para transformar a comemoração em uma experiência memorável. ✨

Cantinho do Presente apresenta novidades especiais para o Dia Internacional da Mulher

O Cantinho do Presente já está em clima de celebração e preparou novidades encantadoras para o Dia Internacional da Mulher. A data, que simboliza força, delicadeza e conquistas femininas, ganha ainda mais significado com opções pensadas especialmente para emocionar e surpreender.

Com propostas que unem beleza, sofisticação e carinho em cada detalhe, a loja traz sugestões perfeitas para homenagear mães, esposas, filhas, amigas e todas as mulheres que fazem a diferença no nosso dia a dia.

Mais do que um simples presente, a escolha ideal é aquela que transmite reconhecimento e afeto. E no Cantinho do Presente, cada item foi selecionado para transformar a lembrança em uma experiência especial.

Neste Dia Internacional da Mulher, celebre com quem você ama e escolha um presente que represente toda a admiração e gratidão por essas mulheres incríveis. ✨

Conflito no Oriente pode elevar exportações de combustível do Brasil

O agravamento das tensões no Oriente Médio pode trazer efeitos mistos para o comércio exterior brasileiro, com possível aumento nas exportações de combustíveis e impacto temporário negativo nas vendas de alimentos. A avaliação é do diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Herlon Brandão.

Em entrevista nesta quinta-feira (5) para comentar dados da balança comercial, Brandão afirmou que conflitos na região costumam pressionar o preço do petróleo no mercado internacional, o que tende a beneficiar o Brasil, que é exportador líquido do produto.

“O Brasil é um exportador líquido de petróleo e, na medida em que o preço do petróleo suba, o saldo do comércio de combustíveis tende a aumentar”, disse o diretor do Mdic.

Por outro lado, Brandão destacou que países do Oriente Médio são importantes compradores de alimentos brasileiros, como carne de frango, milho, açúcar e produtos halal (produzidos conforme as normas islâmicas).

Segundo o diretor, um eventual impacto negativo nas vendas desses produtos deve ser temporário. “A demanda por alimentos nesses países não vai desaparecer. Os fluxos tendem a se normalizar”, afirmou.

De acordo com dados do Mdic, cerca de 32% das exportações brasileiras de milho têm como destino o Oriente Médio. A participação chega a 30% no caso da carne de aves, 17% para o açúcar e 7% para a carne bovina.

Estados Unidos
Os números da balança comercial também mostram mudanças importantes no comércio do Brasil com os principais parceiros.

As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 2,523 bilhões em fevereiro, queda de 20,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. As importações também recuaram, diminuindo 16,5% e totalizando US$ 2,788 bilhões. Com isso, o saldo comercial com o país foi negativo em US$ 265 milhões.

Esta foi a sétima queda consecutiva nas vendas ao mercado estadunidense, movimento associado à sobretaxa de 50% imposta pelo governo do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros em meados de 2025. No fim de fevereiro, a Corte Suprema dos Estados Unidos derrubou a sobretaxa, mas as repercussões na balança comercial só devem aparecer nos próximos meses.

China
Em direção oposta, as exportações para a China registraram forte crescimento. Em fevereiro, as vendas brasileiras ao país asiático somaram US$ 7,220 bilhões, alta de 38,7% em comparação com os US$ 5,206 bilhões registrados no mesmo mês de 2025.

Já as importações vindas da China caíram 31,3% no período, totalizando US$ 5,494 bilhões. O resultado foi um superávit de US$ 1,73 bilhão na balança comercial com o país asiático.

Segundo Brandão, um dos fatores que influenciaram os números de importação foi a compra de uma plataforma de petróleo no valor de cerca de US$ 2,5 bilhões. O equipamento foi adquirido da Coreia do Sul, o que também impactou as estatísticas regionais de comércio.

União Europeia e Argentina
As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 34,7% em fevereiro, alcançando US$ 4,232 bilhões. As importações do bloco recuaram 10,8%, para US$ 3,301 bilhões, resultando em superávit de US$ 931 milhões.

No comércio com a Argentina, houve retração tanto nas vendas quanto nas compras. As exportações caíram 26,5%, somando US$ 1,057 bilhão, enquanto as importações recuaram 19,2%, para US$ 850 milhões. Ainda assim, o Brasil registrou superávit de US$ 207 milhões na relação comercial com o país vizinho.

China, Estados Unidos, União Europeia e Argentina estão entre os principais parceiros comerciais do Brasil e influenciam diretamente o desempenho da balança comercial do país.

Agência Brasil

Europa apoia guerra dos EUA e Israel contra Irã; Espanha diverge

Com exceção da Espanha, os principais países da Europa têm dado apoio político, ou mesmo de defesa, aos esforços de Israel e dos Estados Unidos (EUA) na guerra de agressão contra o Irã para promover “mudança de regime”.

O Reino Unido, a França e Alemanha não condenaram os ataques contra Teerã, que violam o direito internacional, mas buscaram justificar a guerra atribuindo ao Irã a responsabilidade pela deflagração do conflito. As potências europeias ainda exigem que o país persa aceite as condições impostas por EUA e Israel.

O direito internacional permite o uso da força apenas por meio de autorização do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

O Reino Unido não condenou os ataques contra o Irã, mas condenou as retaliações de Teerã contra bases dos EUA no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, Londres fornece suporte logístico das bases britânicas na região para Washington.

A França, ao mesmo tempo que promete aumentar o próprio estoque de ogivas nucleares, condena o programa nuclear iraniano, que seria para fins pacíficos. O presidente Emmanuel Macron enviou dois navios de guerra para o Oriente Médio, a fim de participar de “operações defensivas” europeias.

A Alemanha disse que não é hora de dar “lições” aos parceiros que agrediram o Irã; que Berlim compartilha dos objetivos dos EUA e de Israel de derrubar o governo de Teerã, se colocando ainda para contribuir com a “recuperação econômica do Irã”.

Em declaração conjunta, a Alemanha, França e o Reino Unido exigiram o fim dos “ataques imprudentes” do Irã e informaram que tomarão as ações “defensivas” necessárias para “destruir a capacidade do Irã de lançar mísseis e drones em sua origem”.

Por sua vez, Portugal deu autorização para os EUA usarem as bases militares dos portugueses no Açores, e a Itália tem costurado apoio de defesa aos países do Golfo, além de criticar a “repressão” do Irã contra a população civil.

Europa assumiu um lado
O historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Francisco Carlos Teixeira da Silva afirmou à Agência Brasil que a Europa, com exceção da Espanha, tomou posição na guerra a favor dos EUA e de Israel.

“No momento em que a Europa denomina o governo e o Estado iranianos como criminosos, em plena guerra, ela já assumiu um lado. Se esse lado é de participação efetiva na guerra, ai é outra coisa”, comentou.

Teixeira acrescenta que, em nenhum momento, França, Alemanha e Reino Unido, que são membros permanentes do Conselho de Segurança, convocaram alguma reunião na ONU.

“Isso atende claramente a posição americana de não trazer a discussão para as Nações Unidas. Não há nem mesmo uma condenação ética da guerra como ela foi travada”, acrescentou.

O especialista destaca que a posição da Europa é preocupante porque o ataque contra o Irã ocorreu em meio às negociações com os Estados Unidos.

“Isso transforma o direito e a legalidade internacionais em algo extremamente frágil porque negociar com o adversário não tem mais nenhum sentido”, completou o historiador.

Em resposta ao apoio europeu à guerra, a Guarda Revolucionária do Irã afirma que navios dos EUA, Israel e de países europeus não devem cruzar o Estreito de Ormuz, por onde passa boa parte do comércio mundial de petróleo.

Barganha com os EUA
Para o professor da UFRJ Chico Texeira, os países europeus tentam barganhar posição junto a Washington, “às custas do Irã”, em meio às ameaças de Trump de tomar um território europeu: a Groenlândia.

Para o especialista, a União Europeia tenta mostrar aos EUA que são aliados valiosos, que vão apoiar Israel, para, em troca, os EUA deixá-los em paz, não tomarem a Groenlândia, nem desmontarem a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“É uma velha política tradicional da Europa. Mas o que a gente viu até agora é que a Europa se tornou dispensável. Os Estados Unidos não precisam da Europa”, ponderou.

Para Teixeira, a posição mais pró-EUA é da Alemanha, onde o premier Friedrich Merz foi à Casa Branca em meio ao conflito.

“Mostrou a subserviência da Alemanha, inclusive com o Merz falando que o governo do Irã é assassino e bárbaro, coisa que ele jamais disse do massacre de Israel em Gaza”, completou.

O “não à guerra” da Espanha
O governo espanhol de Pedro Sánchez teve posição divergentes dos seus parceiros europeus, fazendo duras críticas à guerra movida por Donaldo Trump e Benjamin Netanyahu, alegando que não se trata de apoiar o regime dos aiatolás.

“A questão, no entanto, é se estamos ou não do lado do direito internacional e, portanto, da paz”, disse Sánchez, lembrando dos fracassos da Guerra do Iraque, movida pelos EUA.

“A Guerra do Iraque levou a um aumento dramático do terrorismo jihadista, a uma grave crise migratória no Mediterrâneo Oriental e a uma subida generalizada dos preços da energia e, consequentemente, do custo de vida”, disse.

A posição do primeiro-ministro espanhol fez o jornal britânico The Financial Times destacar que Sanchez disse ao presidente Trump “o que nenhum outro líder europeu se atreve a dizer”.

A posição da Espanha irritou Trump, que ameaçou cortar relações comerciais com Madri. Em seguida, o governo dos EUA recuou, informando que a Espanha teria concordado em cooperar com a guerra. Porém, o governo espanhol negou “categoricamente” que a posição em relação à guerra tenha mudado.

Portugal e Itália
O governo de Portugal, por sua vez, concedeu acesso aos Estados Unidos (EUA) às suas bases militares nos Açores, apesar de destacar que não está envolvido nos ataques e cobra do Irã o fim do programa nuclear.

“Portugal foi formalmente instado a conceder autorização para a utilização da base, tendo o governo dado uma autorização condicionada”, informou o primeiro-ministro português Luís Montenegro.

A Itália também não condenou a agressão contra o Irã, mas sim as retaliações de Teerã que atingiram bases dos EUA no Oriente Médio, fornecendo apoio aos países do Golfo para suas defesas.

O governo italiano ainda prestou solidariedade à “população civil” iraniana que, “corajosamente”, exige o respeito a seus direitos “apesar de sofrer repressão violenta e injustificável”.

Agência Brasil