Após 3 condenações, conheça os próximos passos de julgamentos do 8/1 no STF

Após uma longa sessão, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) encerraram na noite de quinta-feira, 14 de setembro, o segundo dia de julgamento dos quatro primeiros indivíduos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília, ocorridos em 8 de janeiro. Três dos réus foram condenados, enquanto o último ainda aguarda julgamento.

Thiago de Assis Mathar, o segundo réu, foi declarado culpado e recebeu uma sentença de 14 anos de prisão, por decisão majoritária. Matheus Lima de Carvalho Lazaro, o terceiro a ser julgado, foi condenado a 17 anos de prisão por cinco crimes, recebendo a mesma pena de Aécio Lúcio Costa Pereira, o primeiro réu.

A presidente do STF, ministra Rosa Weber, encerrou a sessão de quarta-feira, 13 de setembro, antes que o quarto réu, Moacir José dos Santos, tivesse seu caso analisado. A data para a retomada dos julgamentos ainda não foi definida e depende da marcação feita por Weber.

A expectativa é que a ministra agende a continuação da sessão para concluir o primeiro bloco de julgamentos ainda neste mês, uma vez que sua aposentadoria está prevista até o final de setembro. A posse de Luís Roberto Barroso como presidente do STF está programada para 28 de outubro.

No entanto, devido à pauta do STF na próxima semana incluir o marco temporal das terras indígenas, não é certo que a conclusão dos primeiros julgamentos ocorra até lá. No entanto, é enfatizado que o voto nessas primeiras ações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro é uma questão de honra para Rosa Weber.

Após a conclusão desta primeira etapa, ainda não está claro como o futuro presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, planeja pautar os próximos julgamentos dos réus envolvidos nos eventos de 8/1. Rosa Weber, por exemplo, agendou sessões presenciais para analisar as primeiras quatro ações desde o início da manhã. Não é possível prever se Barroso seguirá a mesma abordagem.

No total, o Plenário do STF deverá analisar 232 ações penais contra réus acusados dos crimes mais graves cometidos em 8 de janeiro.

Quanto ao julgamento do quarto réu, quando a sessão for retomada, a ação contra Moacir José dos Santos será abordada. A Procuradoria-Geral da República (PGR) fará a apresentação do caso, que envolve acusações de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado pela violência e grave ameaça, com uso de substância inflamável, contra o patrimônio da União, causando consideráveis prejuízos e danificando patrimônio histórico.

Após a apresentação da PGR, a defesa terá a oportunidade de apresentar seus argumentos e provas sobre o réu, com ambas as partes tendo direito a até uma hora de tempo de fala.

Em seguida, o ministro-relator, Alexandre de Moraes, apresentará seu voto, seguido pelo ministro-revisor, Nunes Marques. Posteriormente, ocorrerá a votação, começando pelo ministro mais recente do STF, Cristiano Zanin, e avançando até o mais antigo na Corte, o decano Gilmar Mendes. O último voto será proferido pela presidente do Supremo, Rosa Weber.

Moacir, o único do primeiro grupo de réus a responder em liberdade até o momento, é acusado de depredação contra o Palácio do Planalto, onde salas e obras de arte foram danificadas. A defesa alega que ele entrou no edifício para se proteger de bombas de gás.

MN

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Ministros do STF avaliam discussão entre Alexandre de Moraes e André Mendonça

Na quinta-feira, dia 14, ocorreu um debate intenso no plenário do Supremo Tribunal Federal entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, provocando uma reflexão sobre as discussões internas na corte mais alta do país. Apesar de ter causado controvérsias, muitos juízes consideraram a troca de argumentos como algo esperado, enfatizando, no entanto, a importância de evitar que essas discussões se tornem habituais para manter um ambiente de trabalho saudável.

O evento se desenrolou durante o julgamento dos réus bolsonaristas envolvidos na invasão dos Palácios dos Três Poderes em 8 de janeiro. André Mendonça, ministro nomeado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), surpreendeu o plenário ao argumentar que não existia justificativa para condenar o réu por “golpe de Estado”. Essa afirmação desencadeou uma resposta imediata do ministro Alexandre de Moraes.

Moraes questionou de forma enfática o efetivo da Força Nacional e a segurança do Palácio do Planalto, insinuando uma possível omissão. Em resposta, Mendonça ficou visivelmente irritado e retrucou: “Não sou advogado de ninguém. Nem de A nem de B. Não coloque palavras na minha boca. Tenha dó, Vossa Excelência.”

Após esse desentendimento, os dois ministros apresentaram desculpas, e o julgamento continuou. A Corte condenou o primeiro réu envolvido nas invasões, Aécio Lúcio Pereira Costa. A intensidade da reação durante o debate ilustra a complexidade das questões discutidas no STF, assim como a variedade de opiniões entre seus membros. Para muitos magistrados, é compreensível que haja divergências e debates apaixonados em um cenário onde questões jurídicas fundamentais estão em pauta para deliberação.

No entanto, os ministros estão unidos em sua opinião de que é crucial evitar que tais discussões se tornem habituais, a ponto de gerar um clima de desconforto permanente no plenário.

(Com informações do Portal iG)

Polícia procura homem suspeito de estupro que fugiu por igarapé no MA

A polícia procura por um homem, reconhecido como Raimundo Nonato Carvalho Campos, suspeito de ter estuprado uma mulher de 28 anos, na cidade de Santa Luzia, a 294 km de São Luís, que fugiu por um igarapé após o crime.

Segundo a Polícia Militar (PM), o estupro aconteceu na madrugada de terça-feira (12) logo após o suspeito ter invadido a casa e atacado a vítima, que estava dormindo no momento do crime.

De acordo com a PM, além de cometer o abuso sexual, o suspeito ainda feriu a mulher no rosto. Após ter abusado a vítima, o suspeito fugiu rumo a zona rural de Santa Luzia. A mulher, que estava ensanguentada na cama, foi encontrada pela sua filha mais velha, de 11 anos, logo ao amanhecer.

Um lavrador chegou a ser conduzido à delegacia por facilitar a fuga do suspeito, mas ele foi liberado depois de alegar que sabia sobre o crime. O lavrador relatou em depoimento que tinha deixado Raimundo Nonato em um igarapé dentro de uma mata, localizado no povoado Cajá, em Santa Luzia, após ele dizer que iria pescar.

A polícia diz que informações sobre o paradeiro de Raimundo Nonato Carvalho Campos podem ser enviadas à polícia por meio do número (98) 98125 8908.

G1ma

Barroso determina retorno de Luanna Rezende para a Prefeitura de Vitorino Freire

A prefeita de Vitorino Freire, Luanna Rezende (União Brasil), vai retornar ao cargo de prefeita nas próximas horas, após decisão do Supremo Tribunal Federal.

A decisão de retornar Luanna Rezende ao cargo é do próprio ministro Luís Roberto Barroso, que havia afastado a prefeita no início de setembro, após a Operação Benesse da Polícia Federal.

Barroso, percebeu o equívoco, e reconsiderou sua decisão, bem como deu um prazo de 48 horas para a Procuradoria Geral da República se manifestar sobre bloqueio de bens solicitado durante o processo, uma vez que nenhum fato novo efetivamente foi apresentado.

Gilberto Léda