PI: Homem é morto e outros 3 ficam feridos após confronto com a Polícia

Pelo menos um criminoso morreu e outros dois ficaram feridos após serem baleados durante um confronto com a Polícia no final da tarde deste sábado (24), na localidade Cerâmica Cil, na zona rural Sul de Teresina. Um outro homem que estava com o grupo conseguiu fugir sem ferimentos.

De acordo com informações da Polícia Militar, o grupo estaria praticando assaltos na região quando foram abordados. Uma guarnição da PM conseguiu encontrar o grupo, que estava em um veículo, modelo Kwid, e dar voz para parar. Ainda segundo a PM, a ordem não obedecida e os criminosos efetuaram vários disparos de arma de fogo, que foram revidados pelos policiais.

Os outros dois alvejados foram conduzidos ao Hospital de Urgência de Teresina. Somente um dos envolvidos foi identificado, conhecido apenas como “Catita”.

MN

Mutirão inclui quase 16 milhões de brasileiros no Censo 2022

Previsto para ser lançado na próxima quarta-feira (28), o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) esteve a um passo de ser comprometido. A falta de apoio para acesso dos recenseadores a áreas remotas ou carentes e resistência de alguns cidadãos abastecidos por notícias falsas por pouco fizeram o equivalente a quase um estado do Rio de Janeiro deixar de ser contado.

Ao longo dos últimos três meses, sucessivos mutirões do IBGE e do Ministério do Planejamento conseguiram reverter a situação. Uma série de forças-tarefas incluiu, de última hora, 15,9 milhões de brasileiros no censo. Ao todo, foram três operações especiais. A primeira buscou alcançar brasileiros na Terra Indígena Yanomami, que nunca tinham sido recenseados. As outras procuraram reduzir a taxa de não resposta em dois ambientes opostos, mas com resistência a recenseadores: favelas e condomínios de luxo.

“Nesta semana, vamos deixar para trás informações de 13 anos atrás, do Censo de 2010. Para formular políticas públicas, conhecer as demandas da população e atuar em emergências, precisamos de informações atualizadas. O recenseamento é essencial para conhecer quem somos, quantos somos e como somos hoje. Não como éramos”, diz o assessor especial do Ministério do Planejamento, João Villaverde.

Indígenas
Realizado em março, o recenseamento na Terra Indígena Yanomami incluiu 26.854 indígenas no censo, dos quais 16.560 em Roraima e 10.294 no Amazonas. O mutirão foi essencial para atualizar a população indígena no Brasil, estimada em 1,65 milhão de pessoas segundo balanço parcial apresentado em abril. O número completo só será divulgado em julho, quando o IBGE apresentará um balanço específico do Censo 2022 para a população indígena.

A operação na Terra Yanomami foi complexa, mas conseguiu, pela primeira vez na história, recensear 100% da etnia no território. Por envolver dificuldades de acesso a aldeias aonde só se chega de helicóptero, o mutirão foi coordenado por cinco ministérios e reuniu 110 servidores federais dos seguintes órgãos: Polícia Rodoviária Federal, que forneceu os helicópteros; Ministério da Defesa, que forneceu o combustível; guias do Ministério dos Povos Indígenas; servidores da Secretaria de Saúde Indígena da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai); além dos próprios recenseadores do IBGE.

Realizado de 7 a 30 de março, o mutirão foi necessário porque o recenseamento tradicional não conseguia chegar a todas as aldeias yanomami. Por causa das operações para retirar os garimpeiros e do remanejamento de helicópteros para as ações de resgate humanitário, o censo teve de reduzir o ritmo em fevereiro, quando cerca de apenas 50% da população do território havia sido contabilizada.

Favelas
Nas favelas, o censo esbarrava em outras dificuldades. Além da falta de segurança em alguns locais, muitos moradores não queriam abrir a porta para o recenseador porque tinham recebido falsas notícias de que teriam benefícios sociais cancelados. Outro problema, principalmente em áreas mais densas, era a falta de endereços nas comunidades. Muitas vezes, os recenseadores não tinham informação sobre novas moradias surgidas nos últimos anos, como puxadinhos e lajes num mesmo terreno.

“O que impedia a entrada dos recenseadores na favela era a falta de conexão dos recenseadores e do Poder Público com as pessoas que moram lá. Além disso, havia a falta de conscientização das pessoas por falta de uma explicação que alcançasse os moradores das favelas da importância do censo e de respostas sinceras e objetivas”, analisa o Marcus Vinicius Athayde, diretor do Data Favela e da Central Única adas Favelas (Cufa), que auxiliou o IBGE no mutirão.

O mutirão começou no fim de março, com o lançamento de uma campanha na Favela de Heliópolis, em São Paulo, do qual participou a ministra do Planejamento, Simone Tebet. A operação ocorreu em 20 estados e registrou aglomerados subnormais (nomenclatura oficial do IBGE para favelas) em 666 municípios. O número de habitantes só será conhecido em agosto, quando o IBGE divulgará um recorte do Censo 2022 para as favelas.

Segundo Athayde, a Cufa ajudou primeiramente por meio de uma campanha chamada Favela no Mapa, que usou as lideranças estaduais da entidade para conscientizar os moradores de favelas da importância de responder ao censo. Em seguida, a Cufa recrutou moradores de favelas e lideranças locais para atuarem como recenseadores e colherem os dados das comunidades onde moram. Também houve mutirões de respostas em eventos comunitários.

“Responder ao censo traz benefícios de volta para o morador da favela, para seus vizinhos, para sua família, na medida em que o governo e as políticas públicas atuarão de forma mais adequada para essa população”, destaca Athayde.

Condomínios
Por fim, o último flanco de resistência a recenseadores concentrava-se em condomínios de luxo, principalmente em três capitais: São Paulo, Rio de Janeiro e Cuiabá. “Historicamente, a taxa de não resposta, que é o morador que não atende ao recenseador, fica em torno de 5%. Isso em todos os países que fazem censo. Nessas três cidades, a taxa estava em 20% em condomínios de alto padrão”, conta Villaverde, do Ministério do Planejamento.

No Censo 2022, a média nacional de não respostas estava em 2,6% segundo balanço parcial divulgado em janeiro. No estado de São Paulo, alcançava 4,8%, principalmente por causa da recusa de moradores de condomínios de renda elevada.

Para contornar os problemas, o Ministério do Planejamento e o IBGE promoveram uma campanha maciça em redes sociais. Parte das inserções foi direcionada a sensibilizar porteiros, que obedecem a regras restritas para entrada de estranhos. Outra parte esclareceu que síndicos não têm o poder de proibir o morador de receber o IBGE. “Muitas pessoas queriam atender ao censo, mas não sabiam que o recenseador não tinha vindo porque o síndico vetava”, recordou Villaverde. Também houve reportagens de quase 10 minutos em televisões locais sobre o tema.

Segundo o assessor especial do Planejamento, a mobilização foi um sucesso. “Em uma dessas três capitais, conseguimos reduzir a taxa de não resposta para menos de 5% em condomínios de alta renda”, diz. A operação para os condomínios começou em 14 de abril e estendeu-se até 28 de maio, último dia de coleta de dados para o Censo 2022.

Entraves
A realização do Censo 2022 enfrentou diversos entraves. Inicialmente previsto para 2020, o recenseamento foi adiado por causa da pandemia de covid-19. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) obrigou o governo anterior a realizar o censo em 2022.

Na época, o Ministério da Economia autorizou R$ 2,3 bilhões para o censo, mesmo orçamento de 2019 que desconsiderava a inflação acumulada em dois anos. Com a coleta de dados iniciada em 1º de agosto, o Censo 2022 inicialmente estava previsto para encerrar-se em outubro do ano passado. Com dificuldades para a contratação, o pagamento e a manutenção de recenseadores, o fim do censo foi primeiramente adiado para fevereiro deste ano.

Com falta de verba e alta proporção de não recenseados, o governo atual decidiu fazer uma suplementação orçamentária de R$ 259 milhões ao IBGE. O Ministério do Planejamento também decidiu seguir a recomendação do Conselho Consultivo do IBGE, formado por ex-presidentes do órgão, demógrafos e acadêmicos, e estender a coleta de dados até o fim de maio. Em abril, uma série de remanejamentos internos no órgão evitou um novo pedido de verbas pelo IBGE.

Desde 29 de maio, o IBGE está rodando os dados, para a divulgação na próxima quarta-feira. “No início do ano, o ministério tomou a difícil decisão de seguir 100% das recomendações do Conselho Consultivo porque os dados colhidos até então não garantiam a qualidade do censo. Agora, com as operações especiais e o tempo extra de coleta, temos a certeza de que o recenseamento está robusto e em linha com os parâmetros internacionais de qualidade”, diz Villaverde.

Agência Brasil

Ônibus com a cantora Brisa Star e banda cai em ribanceira no Ceará

O ônibus que transportava a cantora de piseiro Brisa Star, de 15 anos, a família dela e a banda sofreu um acidente, na noite desse domingo (25/6), em uma rodovia na altura da cidade de Ipaumirim, no interior do Ceará.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu na BR-116, quando o veículo saiu da pista e desceu uma ribanceira. Ao todo, 15 pessoas ficaram feridas – entre elas, a cantora. Brisa Star precisou ser hospitalizada, mas permanece “estável”.

Em nota, a assessoria informou que o acidente aconteceu enquanto eles voltavam da agenda de shows.

“No momento ela se encontra bem, em observação e seu estado de saúde é estável. Alguns integrantes da banda foram transferidos para melhor acompanhamento. Agradecemos todas as mensagens recebidas de carinho e solidariedade, pedimos orações pela recuperação de todos”, diz o texto.

“Fadinha do piseiro”
A cantora entrou na lista de revelações do piseiro em 2020, após o lançamento do hit “Se Joga no Passinho”, em parceria com o cantor Thiago Jhonathan. O vídeo oficial da música no YouTube ultrapassou 200 milhões de visualizações.

Brisa Star é o nome artístico de Brisa Rocha Ladislau da Conceição. A artista tem 15 anos de idade, nasceu em Ibiai (MG), e começou a cantar aos 8 anos de idade junto com o pai, o músico Lazaro Ladislau Junior, conhecido como Juninho Pirado, vocalista do Trio KassaNikeo.

Metrópoles

Quatro homicídios e uma tentativa de homicídio são registrados neste domingo (25), em São Luís

No fim da madrugada deste domingo (25), houve o registro de quatro homicídios e uma tentativa de homicídio, em São Luís. Os crimes foram praticados nos bairros Cidade Olímpica e Estiva, com todas as vítimas atingidas por arma de fogo.

Três das quatro mortes, aconteceram no mesmo local, em uma lanchonete localizada na rua Nova, no bairro da Estiva.

Homicídio na Cidade Olímpica
O primeiro homicídio registrado foi de Elenilson Garcez do Vale, de 33 anos, que foi morto a tiros no bairro Cidade Olímpica.

Segundo informações da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), o crime aconteceu na rua 18, próximo a um clube, por volta das 5h. A vítima foi baleada na cabeça e não resistiu aos ferimentos, indo a óbito no local.

Elenilson Garcez era morador da Vila Nestor, na região da Cidade Olímpica, e não tinha passagem pela polícia.

Ainda não há informações sobre a motivação e autoria do crime. O caso está sendo investigado pela Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHHP).

Triplo homicídio e tentativa de homicídio na Estiva
O segundo caso foi registrado no bairro da Estiva, onde três pessoas foram mortas e uma quarta foi ferida e está em estado grave.

Segundo a PM-MA, as vítimas estavam em uma lanchonete, na rua Nova, quando chegaram sete pessoas em um carro e uma motocicleta, não identificados, e efetuaram vários tiros de arma de fogo contra as quatro vítimas.

Três delas foram alvejadas na região da cabeça e não resistiram aos ferimentos e foram a óbito ainda no local.

Os três mortos foram identificados como: Thalyson Silva de Andrade, de 20 anos; Cleverto Lima, de 14 anos; e Luís Felipe Morais, que não teve a idade divulgada. De acordo com a PM, os três eram moradores da Estiva e não tinham registro criminal.

Já a quarta vítima, foi identificada como Mateus Marinho de Almeida, de 27 anos. Ele foi alvejado por quatro tiros na região da cabeça e dos braços, sendo socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada para o Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), onde encontra-se em estado grave.

Mateus Marinho também é morador da Estiva e não tem passagem pela polícia.

Após o crime, os suspeitos fugiram do local e ainda não foram presos nem identificados. O caso também está sendo investigado pela SHPP.

G1ma

Bebê de 10 meses morre após se engasgar com o próprio vômito em São Luís

Uma bebê de 10 meses de idade morreu, no fim da noite desse sábado (24), após se engasgar com o próprio vômito. A menina, identificada como Liz Beatriz Pereira Oliveira, morreu após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Itaqui-Bacanga, em São Luís.

Segundo informações da Polícia Militar do Maranhão, a bebê estava dormindo, quando teve uma crise de vômito e se engasgou, após haver a broncoaspiração da secreção.

A criança foi levada até a UPA do Itaqui-Bacanga, onde chegou com quadro de parada cardiorrespiratória. Liz Beatriz ainda chegou a ser reanimada, mas depois foi a óbito.

Esse é o segundo registro de morte de bebê, por engasgo, em menos de uma semana na região do Itaqui-Bacanga, em São Luís.

Na noite da última segunda-feira (19), uma bebê de um ano de idade se engasgou e acabou morrendo após ingerir uma tampinha de um frasco de vitamina, no bairro Vila Embratel, em São Luís.

De acordo com a polícia, a mãe encontrou a filha engasgada e tentou um resgate às pressas. Ela levou a memina até o bairro Jambeiro, onde havia uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os socorristas, no entanto, não conseguiram salvar a vida da bebê.

G1ma

Reajustes das mensalidades deixam estudantes sem opção

Participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 fazem, neste domingo (28), segundo dia de avaliação, provas de matemática e de ciência da natureza.

Os recentes reajustes das mensalidades do ensino superior podem deixar vários estudantes de fora da faculdade, por não terem condições de pagar, de acordo com estudo feito pela Quero Educação. O levantamento mostra que enquanto os futuros alunos buscam mensalidades de cerca de R$ 500, a média cobrada pelas instituições é R$ 722. Isso faz com que 68% daqueles que estão em busca de uma formação superior não encontrem opções viáveis.

O levantamento foi realizado a partir das buscas feitas na plataforma Quero Bolsa, um dos braços da Quero Educação. Pela plataforma, estudantes podem obter bolsas de estudos de 5% a 80% de desconto em instituições privadas. Hoje, as bolsas ofertadas cobrem, de acordo com a Quero, 10% das matrículas nas faculdades. Mais de 1,3 mil instituições ofertam bolsas de estudo pela plataforma.

Segundo a Quero Educação, no início deste ano as maiores instituições do mercado praticavam, na plataforma, um preço médio nas mensalidades de R$ 530, enquanto os alunos buscavam cursos com preço médio de R$ 526. Ao longo do ano, em meio à queda no poder de compra, os estudantes passaram a buscar graduações presenciais com um preço médio de R$ 495, enquanto o valor médio das mensalidades ofertadas na plataforma foi elevado para R$ 722, representando um aumento de 45% em relação a faixa buscada pelos alunos.

Se antes as instituições atendiam a 63% dos estudantes que buscavam vagas, agora essa porcentagem caiu para 32%. “Não houve aumento do poder de compra dos alunos, eles não podem pagar esse preço. É isso que a gente vem alertando. Está ficando muita gente de fora. E o fato é que as instituições não vão conseguir encher as suas salas”, alerta o diretor da Quero Educação, Marcelo Lima.

Para Lima os descontos nas mensalidades e as bolsas de estudos são mais vantajosas que os financiamentos, pois podem garantir a formação dos alunos sem que eles fiquem endividados quando deixam a universidade. “É uma grande oportunidade para as faculdades que quiserem trabalhar nesse mercado num preço mais acessível para os alunos. É uma oportunidade para elas encherem suas salas, porque é muito melhor ter uma sala cheia de alunos pagando R$ 500 do que ter uma sala pela metade, conseguindo captar aqueles alunos que estão dispostos a pagar R$ 720”.

Reajustes necessários
Entidades representativas do ensino superior reconhecem a dificuldade dos estudantes em pagar as mensalidades, mas ressaltam que os reajustes são necessários, uma vez que muitas das instituições, durante a pandemia, não aumentaram as mensalidades. “O preço é formado com base no custo. Houve, pela inflação, aumento real de custos nas universidades, aumento de luz, aluguel, correção de salários”, argumenta o diretor presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Celso Niskier. De acordo com ele, cerca da metade das vagas ofertadas pelas instituições não são preenchidas.

Segundo o diretor executivo do Semesp, que também representa as mantenedoras de ensino superior do Brasil, Rodrigo Capelato, cerca de 30% a 35% dos estudantes têm atualmente algum desconto ou bolsa. “Em 2023, houve pequena recuperação do setor, mas sempre com muito desconto, precisando ajustar valores porque o poder aquisitivo ainda está muito baixo e as famílias estão muito endividadas”, disse.

Capelato ressalta que não é possível oferecer descontos a todos os estudantes. “O valor médio das mensalidades é R$ 800 a R$ 1,5 mil. Senão, não pagamos os custos, principalmente no ensino presencial”.

Ambos defendem o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) como forma de manter os alunos e garantir a formação, já que mesmo com bolsas, eles não têm condições de pagar até o final do curso. Atualmente, o setor privado concentra 77% das matrículas do ensino superior brasileiro, de acordo com o último Censo da Educação Superior. “A gente precisa de uma forma de ingressar via setor privado, senão não consegue dar cobertura. E a melhor forma é ampliar o financiamento estudantil”, defende Capelato.

“As pessoas que buscam ensino superior carecem de financiamento estudantil, um novo Fies até para retomar o caráter social que defendemos, como era da origem. No Brasil, se não tiver financiamento com esse caráter, vai ter mais gente precisando fazer curso superior e não conseguindo”, defende Niskier.

Qualidade
Para os estudantes, é importante que o ensino ofertado seja de qualidade, o que muitas vezes não tem ocorrido, de acordo com a coordenadora de Comunicação da União Nacional dos Estudantes (Une), Manuella Silva.

“A gente precisa, nesse momento, para além de garantir que estudantes tenham acesso ao ensino superior, garantir a qualidade do ensino superior. O que nós vemos é o lucro acima da qualidade”, disse.

Segundo Manuella, a UNE recebe reclamações de estudantes que acabam tendo aulas gravadas há muitos anos, já desatualizadas, que não tem laboratórios para práticas, entre outras reclamações.

Sobre os reajustes, a estudante ressalta que os aumentos estão recaindo não apenas para os estudantes que estão ingressando na universidade, mas para aqueles que já estão matriculados e que acabam não tendo condições para se manter estudando.

De acordo com Manuella, a UNE defende, além de um Fies que consiga assegurar que os estudantes concluam os cursos, uma garantia de emprego, para que possam, assim que formados, quitar suas dívidas com o programa.

“A gente defende o Fies, mas defende que ele consiga garantir o pleno emprego, para que os estudantes consigam ter acesso ao mercado de trabalho. O Fies é importante para garantir entrada na universidade, mas que seja um Fies que os estudantes consigam entrar, permanecer e concluir um curso com qualidade, que não o deixem pela metade”, defende.

Fies
Atualmente, o Fies está sendo discutido em um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Educação. As discussões, em tese, terminam em setembro. A Portaria 390, que oficializou o grupo de trabalho, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 8 de março, com a finalidade de promover estudos técnicos relacionados ao Fundo, como diagnósticos sobre a situação atual do Fies, a reavaliação do limite de financiamento e a desburocratização do programa.

Criado em 1999, o Fies oferece financiamento a estudantes de baixa renda em instituições particulares de ensino a condições mais favoráveis que as de mercado. O programa, que chegou a firmar, em 2014, mais de 732 mil contratos, sofreu, desde 2015, uma série de mudanças e enxugamentos. Em 2019, foram cerca de 67 mil ingressantes no ensino superior pelo Fies.

Um dos principais motivos para as mudanças nas regras do Fies, de acordo com gestões anteriores do Ministério da Educação, foi a alta inadimplência, ou seja, estudantes que contratam o financiamento e não quitam as dívidas após formados. O percentual de inadimplência registrado pelo programa chegou a atingir mais de 40%, de acordo com dados do ministério, de 2018.

Agência Brasil

Novo filho pode paralisar processo de testamento de Gugu, afirma advogada

A especialista em direito de família e sucessão Vanessa Paiva comentou o processo envolvendo a herança de Gugu Liberato afirmou neste domingo (25), em entrevista à CNN, que julgamento do testamento de Gugu Liberato pode ser paralisado com o surgimento de um possível filho não reconhecido do apresentador.

Segundo a advogada, o comerciante Ricardo Rocha, de 48 anos, que se coloca como filho de Augusto Liberato, pode entrar com uma ação investigatória de paternalidade — com o potencial de suspender o inventário e o testamento.

“Isso muda todo o cenário da história porque, se entrar mais um herdeiro, o direito dele pode estar diminuído ou até mesmo extinto, porque não vai restar mais nada da herança se esse testamento continuar sendo válido e se ele continuar sendo regido pelo ato de última vontade do Gugu”, declarou Vanessa.

Ela explicou que, caso os herdeiros de Gugu se recusem a realizar o exame de DNA, a Justiça pode até efetivar a paternidade de forma presumida. “É o que prevê a lei”, afirma.

Entenda o caso
O comerciante Ricardo Rocha, de 48 anos, alega ser filho de Gugu e pede, em uma ação que tramita sob segredo de Justiça, que os irmãos se submetam ao exame de DNA para confirmar a tese.

O caso foi revelado nesta quarta-feira (21) pela coluna da jornalista Mônica Bergamo e confirmado pela CNN. À reportagem, Rocha disse que quer apenas ser reconhecido como filho e que conviveu com essa história durante toda a infância.

“Desde criança eu escuto essa história de ele ser o meu pai”, contou.

O advogado do pedido de reconhecimento de paternidade, Antônio Camilo Brito, orientou que o suposto filho de Gugu não falasse muito, mas Rocha afirma possuir documentos que podem provar o que fala.

A ação pede até a exumação do corpo de Gugu, caso os supostos irmãos não forneçam material genético.

“O que posso falar é que hoje me arrependo de não ter ido atrás do meu pai antes”, disse o comerciante.

Herança bilionária
Desde a morte de Gugu, em novembro de 2019, familiares travam na Justiça uma disputa pelo patrimônio, avaliado em R$ 1 bilhão. Na última terça-feira (20), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) validou o testamento deixado por Gugu, que estipula que 75% bens fique para os filhos e outros 25% a cinco sobrinhos.

Com a última decisão, Rose Miriam Di Matteo, mãe dos três filhos já reconhecidos de Gugu, fica de fora da herança. Ela entrou com um recurso especial no STJ pedindo a revisão do testamento e da distribuição do que consta no testamento.

O processo de reconhecimento de união estável, movido pela viúva, continua normalmente. Nelson Wilians, que representa as filhas de Rose, informou à CNN que não há motivo para que suas clientes se recusem a colaborar com um pedido de exame de DNA e afirma, por nota, que “se ficar comprovada a paternidade, isso invalida o testamento.”

CNN Brasil – Entrevista produzida por Renata Souza; com informações de Maria Clara Alcântara, Marcos Guedes e Bruno Laforé

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