Suspeito de balear filho do presidente do TJPI é membro do Comando Vermelho

Meinorte.com obteve acesso à identidade do indivíduo suspeito de balear o advogado André de Almeida Sousa e Silva, filho do presidente do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), Hilo de Almeida, na madrugada de ontem (22) em Parnaíba. Trata-se de Jefferson da Silva Cruz, vulgo ‘Anjo da Morte’. 

A reportagem colheu que ainda que o indivíduo é integrante da facção Comando Vermelho e a suspeita é que ele fugiu para o Estado do Ceará. O crime ocorreu após uma discussão entre os dois no banheiro de um quiosque na Avenida São Sebastião, em Parnaíba, por motivos ainda desconhecidos. O elemento sacou a arma e baleou com um tiro o advogado na região do rosto.

Suspeito de balear filho do presidente do TJPI é membro do Comando Vermelho (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

André de Almeida Sousa e Silva foi transferido para o Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), onde foi submetido a cirurgias e segue internado com um quadro clínico exige cuidados de terapia intensiva. Segundo o último boletim divulgado, André apresentou evolução clínica satisfatória.

“Múltiplas fraturas”

O diretor do HU, Dr. Paulo Márcio, afirmou em entrevista para a Rede Meio Nirte, que André de Almeida sofreu múltiplas fraturas na face e o acometimento da região frontal do crânio. 

“Ele foi muito bem tratado no hospital de Parnaíba, lá fizeram todo procedimento correto, ele chegou com um quadro estável, mas com uma lesão muito grave, a energia envolvida nesse episódio foi muito grande, múltiplas fraturas na face e o acometimento da região frontal do crânio de maneira bem evidente”, detalhou o médico.

O caso 

Segundo o delegado João Rodrigo de Luna, da Central de Flagrantes de Parnaíba, o disparo ocorreu durante a madrugada de ontem, momento em que o advogado André de Almeida estava em um quiosque na Avenida São Sebastião, quando se envolveu em uma discussão com um homem e acabou sendo baleado com um tiro na região do rosto. “O disparo ocorreu após uma discussão durante a madrugada quando o advogado estava em um quiosque bastante frequentado em frente a Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar)”, declarou.

O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada e Homicídios, Tráfico de Drogas e Latrocínio (DHTL) de Parnaíba. 

Suspeito de balear filho do presidente do TJPI é membro do Comando Vermelho (Foto: Reprodução)

Dupla é presa por suspeita de falsificar documentos para aplicação de golpes em São Luís

Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) — Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) prendeu em flagrante, em São Luís, duas pessoas suspeita de envolvimento na comercialização de documentos falsos para aplicar golpes. A prisão aconteceu na quarta-feira (22).

Os suspeitos foram presos no momento em que transacionavam documentos falsos, próximo à uma universidade no bairro Anil, na capital maranhense. De acordo com a Polícia Civil, a venda do documento de identidade falsa custou R$ 400.

Com a dupla, a polícia apreendeu alguns documentos falsificados, além de R$ 1 mil em dinheiro, um veículo usado no crime e outros elementos que incriminavam os suspeitos.

A operação, chamada de ‘Fake ID’, foi deflagrada com o objetivo de reprimir crimes praticados por meio de fraudes digitais. O nome, de origem inglesa, significa ‘falsa identidade, fazendo alusão ao crime praticado pelos suspeitos.

g1ma

MPF divulga edital de processo seletivo de estágio em quatro cidades do Maranhão

Sede do Ministério Público Federal no Maranhão (MPF-MA) — Foto: Divulgação / MPF

Sede do Ministério Público Federal no Maranhão (MPF-MA) — Foto: Divulgação / MPF

O Ministério Público do Maranhão (MPF-MA) anunciou a abertura de inscrições para um processo seletivo de estágio para formação de cadastro de reserva nas cidades de São LuísBacabalCaxias e Imperatriz. As inscrições podem ser feitas, pela internet, entre 27 de março a 3 de abril.

Podem participar alunos dos cursos de Administração, Biblioteconomia, Comunicação Social (Jornalismo), Direito e Informática. O estágio é de 20 horas semanais, distribuídas em quatro horas diárias.

O valor da bolsa mensal é de R$ 976 e o estagiário tem direito à auxílio-transporte de R$ 11 por dia efetivamente estagiado.

O candidato deve estar matriculado em uma instituição de Ensino conveniadas com o Ministério Público Federal, conforme lista disponível no edital. No momento da contratação, o candidato deve ter concluído, pelo menos:

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Maranhão registra aumento de casos de dengue, chikungunya e zika nos primeiros meses do ano, diz secretaria

O Maranhão registrou, nos três primeiros meses do ano, um aumento no número de casos de dengue, chikungunya e zika, de acordo com um levantamento feito pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Até o momento, o Estado obteve 967 notificações de casos das doenças provocadas pelos mosquito Aedes aegypti.

Os dados são referentes dos meses de janeiro à março deste ano. Segundo a secretaria, até 11 de março, o Estado havia registrado 712 casos de dengue, 241 de Chikungunya e 14 com Zika vírus.

Quando comparados com o mesmo período do ano passado, os dados mostram que o Maranhão teve um aumento. Em 2022, foram registrados 612 casos de dengue, 175 casos de Chikungunya e sete de zika.

O boletim é divulgado semanalmente pela Secretaria de Estado de Saúde. As doenças, chamadas de arboviroses, consistem em um grupo de doenças virais transmitidas, em áreas urbanas ou rurais pelo mosquito Aedes aegypti e outros mosquitos.

As doenças podem se manifestar com casos leves, moderados e ainda, provocarem quadros com complicações e gravidades, como síndrome neurológicas, problemas articulares limitantes, síndromes hemorrágicas e, inclusive, levar a óbito.

G1ma

O que aconteceu com Sérgio Moro? Entenda detalhes da operação da PF

A Polícia Federal (PF) prendeu, ontem, nove integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), que planejavam atacar servidores e autoridades públicas. Entre os alvos estavam o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya.

De acordo com a corporação os atos criminosos poderiam ocorrer simultaneamente, em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Paraná e Distrito Federal.

Conforme a PF, o PCC planejava homicídios e extorsão por meio de sequestro. Na ação, batizada de Operação Sequaz, 120 agentes cumpriram 24 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão — sete preventivas e quatro temporárias. Foram retidos pela corporação joias, carro de luxo e maços de dinheiro.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que soube do plano da facção há 45 dias, por meio do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e informou ao chefe da PF, Andrei Rodrigues.

As investidas da organização criminosa tinham como alvos, também, autoridades do sistema penitenciário e da polícia de diversos estados.
Segundo a investigação, os criminosos tinham imóveis alugados na mesma rua onde mora Sergio Moro, em Curitiba. Eles seguiam a família do senador desde, pelo menos, janeiro deste ano.

O parlamentar, a mulher dele, a deputada federal Rosângela Moro, e os dois filhos vinham sendo escoltados pela Polícia Militar do Paraná.

O plano da organização criminosa teria sido motivado por mudanças nas regras para visitas a detentos. Moro proibiu as visitas íntimas em presídios federais quando era ministro da Justiça no governo Bolsonaro.

Como titular da pasta, ele também coordenou a transferência e o isolamento dos líderes da facção nos presídios de segurança máxima.

Os atentados contra autoridades tinham também como alvo o promotor Lincoln Gakiya, que investiga o grupo criminoso há cerca de 20 anos, além de agentes penitenciários e policiais de Mato Grosso e de Rondônia.
A facção estabeleceu como Plano A — o objetivo principal dos bandidos — o resgate de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do grupo, preso desde julho de 1999.

O ataque às autoridades estava pronto para ser executado quando Gakiya e Sarrubbo chegaram a Brasília. Além de informar à cúpula da PF sobre o caso, os dois avisaram a Polícia Legislativa.

Monitoramento

Os criminosos comandados por Janeferson Aparecido Mariano, conhecido como Nefo ou NF, receberam, há seis meses, a ordem para monitorar o alvo. Alugaram chácaras na região de Curitiba.

Segundo Dino, em uma das chácaras “havia compartimentos sendo preparados”.

“Compartimentos falsos, paredes falsas. E eles poderiam ser desde para armazenar armamento, droga, como para guardar pessoas”, destacou.

Nefo também alugou uma casa perto da residência dos Moro e uma sala comercial ao lado do escritório político do senador, em Curitiba. Os integrantes do PCC fotografaram o cotidiano do casal e dos filhos. Escola, academia, compras e reuniões: tudo foi acompanhado pelos bandidos.

A facção tinha entre seus integrantes, ainda, Reginaldo Oliveira de Sousa, o Rê, da “Sintonia Final dos 14” — grupo responsável pelas ordens dirigidas aos membros do PCC que estão em liberdade.

Eles teriam providenciado carros blindados para a ação. Investigadores desconfiam que toda a vigilância sobre a família Moro tinha como provável objetivo o sequestro do senador, da deputada e dos filhos, que seriam mantidos reféns em uma das chácaras, para obrigar o Estado a negociar a libertação de Marcola.

Moro soube em janeiro que era um dos alvos do PCC. Isso aconteceu quando Gakiya e o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mário Luiz Sarrubbo, levaram a Brasília as informações de uma testemunha protegida ouvida pelo Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco): o senador e sua família estavam sendo seguidos pela “Sintonia Restrita”, o setor de operações especiais do PCC.

Oposição e governo travam disputa de narrativas sobre caso

A Operação Sequaz, deflagrada pela Polícia Federal, se transformou em embate entre oposição e integrantes do governo Lula. O plano do PCC que tinha como alvo o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya resultou em uma disputa de narrativas.

Na véspera da operação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante entrevista, que, enquanto esteve preso em Curitiba, pensava: “Só vou ficar bem quando f* com o Moro”. A proximidade entre a declaração do petista e a operação da PF mobilizou o Planalto.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, convocou às pressas uma coletiva de imprensa e afirmou que as tentativas de associar o presidente às ações de grupos criminosos eram “perversas” e “fora de propósito”.

Mais cedo, Flávio Dino, ministro da Justiça, também veio a público refutar a vinculação do presidente com o caso. “É vil, leviano e descabido”, disse. “É mau-caratismo tentar politizar uma investigação séria. Investigação essa que é tão séria que foi feita em defesa da vida e da integridade de um senador de oposição ao nosso governo.”

Segundo Dino, “não se pode pegar isoladamente uma declaração de ontem, literalmente, e vincular a uma investigação de meses”. Ele ressaltou que, desde janeiro, autoridades tinham conhecimento do plano contra Moro e vinham acompanhando os movimentos do grupo criminoso.

Parte da oposição, porém, atacou Lula. O líder do bloco, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse que o presidente revelou ter como motivação no cargo “se vingar de pessoas”.

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o governo de disseminar ódio e ser leniente com o crime organizado “Política não se resolve com tiro e facada. O que a gente sente na prática é que nos acusam de termos um perfil, mas na verdade somos vítimas do ódio”, sustentou.

Apesar dos esforços do governo, a associação entre Lula e o plano do PCC tomou as redes sociais. A hashtag “impeachment” atingiu a marca de 34,4 mil publicações no Twitter até a tarde de ontem. Alguns parlamentares, como os deputados Luiz Philippe Bragança (PL-SP) e Carlos Jordy (PL-RJ), usaram a plataforma para pedir o impedimento do presidente.

Dos Estados Unidos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comparou o plano do PCC à execução de Celso Daniel, em 2002, e ao atentado de que foi vítima em 2018. “Tudo não pode ser só coincidência. O poder absoluto a qualquer preço sempre foi o objetivo da esquerda”, escreveu.

O Imparcial

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Presidente da Petrobras diz que pode reduzir preço da gasolina

Um dia após a Petrobras anunciar a redução do preço do diesel, o presidente da companhia, Jean Paul Prates, disse, nesta quinta-feira (23), no Rio de Janeiro, que a estatal pode diminuir o preço da gasolina. “Sempre que a gente puder vender mais barato para o consumidor brasileiro, a gente vai fazê-lo”, afirmou ao ser perguntado se a empresa deve baixar o preço da gasolina este mês.

Após participar do lançamento do “Caderno FGV [Fundação Getúlio Vargas] Energia de Gás Natural”, Prates destacou que a empresa adota o Preço de Paridade de Importação (PPI) como uma referência e não como um “dogma”.

“Não aceito o dogma do PPI. Aceito a referência internacional. Trabalhamos com a referência internacional com o preço de mercado de acordo com o nosso cliente. [A] cliente bom você dá desconto. É a política de empresa”, explicou.

Referência internacional

Acrescentou que o melhor preço para a empresa é o preço próximo da referência internacional. “Não quer dizer que eu tenho que andar exatamente em cima da linha do preço do importador. É bem diferente. Não quer dizer que eu vá me afastar, me isolar e virar uma bolha no mundo. Temos que seguir a referência internacional. Se lá fora o preço do petróleo diminuiu e reduziu em insumos para refinarias, eu tenho que corresponder para o consumidor final. Mas eu não preciso estar necessariamente amarrado ao preço do importador, que é meu principal concorrente. Paridade de importação não é o preço que a Petrobras deve praticar”.
Durante o evento, o presidente da Petrobras ressaltou que a companhia vai investir na infraestrutura para transporte, escoamento e distribuição do gás natural, que ele apontou como entraves para o mercado do gás.

Agência Brasil

Vereadora assassinada no CE sofreu ‘mata leão’ de namorado, conclui laudo

A vereadora Yanny Brena Alencar, encontrada morta em Juazeiro do Norte, no Ceará, no dia 03 de março, sofreu um golpe conhecido como “mata leão” do namorado, Rickson Pinto, o qual se suicidou logo em seguida. É o que aponta o laudo da Polícia Civil apresentado nesta quinta-feira (23).

Segundo as investigações, Rickson Pinto Lucena aplicou o mata leão — que consiste em se posicionar nas costas da vítima e sufocá-la com os braços em volta do pescoço — e levou a vereadora para a sala do imóvel, onde ela foi colocada em “suspensão incompleta”.

A vítima ficou pendurada e amarrada por um objeto. O objetivo de pendurar o corpo de Yanny, segundo Márcio Gutiérrez, chefe da Polícia Civil do Ceará, era simular um duplo suicídio.

“Ela tinha agressões no rosto, no queixo, marca de violência nos braços, lesões de arrasto, indicando que ela foi puxada por ele. A própria Pefoce [Perícia Forense do Ceará] deixou isso no laudo de que ele empregou muita violência, compatível até com um acidente de veículo”, detalhou Márcio Gutiérrez.

As investigações descartaram a presença de uma terceira pessoa na casa. A polícia afirma que Rickson Pinto desligou as câmeras de segurança do interior do imóvel.

Em depoimento à polícia, uma das amigas de Yanny Brena afirmou que ela já tinha expressado que não queria continuar pagando as despesas de Rickson Pinto.

A reportagem da TV Verdes Mares Cariri, afiliada da TV Globo, teve acesso ao depoimento de uma das 17 pessoas ouvidas pela polícia para elucidar o caso. A polícia também investigou se Yanny havia tentado terminar o relacionamento com Rickson dias antes das mortes.

“Yanny relatou que não queria mais ficar pagando as contas de Rickson; que nunca dividia as despesas do casal, ela sempre arcava com tudo”, disse a amiga em depoimento à polícia.

Yanny era médica, vereadora pelo PL e presidente da câmara municipal. Rickson se intitulava como atleta de vaquejada, mas não possuía uma ocupação fixa, conforme as investigações. Ela sofreu ferimentos no pescoço, no abdômen e também teve unhas quebradas, indícios de que houve luta corporal antes do assassinato.  O casal estava junto desde de 2020.

MN