Suspeita de tentar matar padrasto a facadas é detida pela PM em Teresina

Uma mulher foi detida, no sábado (5), suspeita de tentar matar o padrasto com golpes de faca no bairro Mafrense, zona norte de Teresina.
Segundo informações do 9º Batalhão da Polícia Militar, o padrasto e a enteada discutiram e a mulher, de posse de uma faca, desferiu três golpes, que atingiram a cabeça, peito e perna.

O padastro foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Ele não corre risco de morte.
A suspeita foi encaminhada para a Central de Flagrantes e deve responder por tentativa de homicídio.

MN

PT quer deixar para 2023 discussão sobre tabela do Imposto de Renda

Promessa de campanha do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a correção da tabela do Imposto de Renda deve ser discutida apenas no próximo ano, defendem integrantes do partido.
A votação do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda ainda neste ano foi sinalizada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), após a vitória de Lula sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante a campanha eleitoral, o petista prometeu isentar do pagamento de IR quem ganha até R$ 5.000.

Passado o segundo turno, a equipe de Lula passou a negociar com o Congresso a apresentação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para autorizar despesas extras acima do teto de gastos em 2023, incluindo o Auxílio Brasil [que deve ser rebatizado de Bolsa Família] de R$ 600 e o aumento real [acima da inflação] do salário mínimo.

A estimativa é que essa PEC tenha um custo de pelo menos R$ 100 bilhões -alguns falam em R$ 200 bilhões.
A proposta de ampliação das faixas do Imposto de Renda, no entanto, não está sendo discutida no âmbito desta PEC.

Por acarretar renúncia fiscal, o projeto precisa estar contemplado no Orçamento de 2023, em tramitação no Legislativo. A estimativa é que o custo da medida seja de R$ 22 bilhões -maior do que a proposta para incluir todas as crianças de até seis anos no benefício social extra de R$ 150, que exigiria R$ 16 bilhões.

Diante do aperto fiscal, parlamentares do PT defendem que a discussão seja feita somente no próximo ano. Nesta sexta-feira (4), durante a visita do PT ao CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde será a sede da transição, o senador Paulo Rocha (PT-PA) disse que a correção da tabela do Imposto de Renda é “outra coisa que vai ficar para depois”.

Adiar para 2023 evitaria uma espécie de incoerência. Isso porque, de um lado, a PEC da transição está sendo discutida sob argumento de que não há espaço no Orçamento para contemplar os gastos sociais. Do outro, o governo eleito estaria abrindo mão de uma receita relevante.
Além disso, há a avaliação de que não haveria por que cumprir todas as promessas de campanha antes de o novo governo tomar posse. A PEC, portanto, contemplaria as principais propostas, e as demais seriam acomodadas no Orçamento ao longo do mandato.

“Para nós, a prioridade é qualquer projeto que volte a tributar lucros e dividendos e que reduza a cobrança de Imposto de Renda sobre os mais pobres”, diz o deputado Enio Verri (PT-PR), coordenador do PT na CMO (Comissão Mista de Orçamento).
“O governo Lula começa no dia 1º de janeiro. Não dá para fazer este tipo de debate no governo Bolsonaro. Então, quando começar o ano, quando nós tomarmos posse é que nós vamos começar o debate da tabela do Imposto de Renda, se possível um pouco mais ampla. Se não for uma grande, pelo menos uma pequena reforma tributária.”

Uma ala da Câmara defende que se vote o projeto de ampliação da tabela ainda neste ano. Autor do texto que estende a isenção do IR para quem ganha até R$ 5.200, o deputado Danilo Forte (União Brasil-CE) afirma que a correção é uma demanda antiga da sociedade.
“Entendo que temos uma ótima janela para avançar no projeto, uma vez que o tema esteve presente como prioridade nas duas campanhas”, disse.

“A Câmara tem demonstrado uma grande determinação em colocar a agenda da redução de impostos, como ficou provado na aprovação do teto do ICMS. Nos colocamos à disposição do governo eleito para tocar este tema e acredito que é possível entrar no próximo ano com essa questão equalizada, já com a medida em vigor.”

Forte defende ainda que não é razoável manter “uma taxação injusta sobre a população, especialmente a mais carente, por mais um ano, se temos a oportunidade de tratar disso agora”. Para ele, a discussão poderia ser feita no âmbito da PEC da transição.
Líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) afirma que a intenção é negociar com o líder da oposição, Wolney Queiroz (PDT-PE), temas que tenham reflexo na gestão Lula -o que incluiria a proposta de Imposto de Renda.

A tabela de cobrança do Imposto de Renda é a mesma há sete anos, quando o salário mínimo era de R$ 788. Se não houver reajuste, brasileiros que ganham 1,5 salário mínimo, atualmente isentos, terão de pagar imposto no próximo ano.
De acordo com uma simulação feita em julho pelo Sindifisco Nacional, que representa os auditores fiscais da Receita Federal, uma pessoa que recebe R$ 5.000, após deduções, paga atualmente R$ 505,64 de IR. Se toda a defasagem da tabela fosse corrigida, esse valor cairia para R$ 24,73.

Foi no segundo ano do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) que a atualização anual deixou de ser feita. A partir da gestão tucana, a correção passou a ser feita de maneira inconstante, como em 2002 e, nos governos do PT, entre 2005 e 2015 –último ano em que houve reajuste.

Para Débora Freire, professora de economia do Cedeplar da UFMG (Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais), uma reforma completa seria o mais adequado.

“Em condições ideais, a gente poderia ter tributação de lucros e dividendos efetiva, que utilizasse alíquotas progressivas, para que a gente conseguisse aumentar a arrecadação via Imposto de Renda, corrigir distorções, como a tendência à pejotização, ao mesmo tempo, dar uma boa isenção como essa que tem sido proposta”, afirmou.

Mas a especialista ressalta o alto custo político de um projeto mais amplo na transição do governo. “Tem a chance de passar algo ruim e é uma reforma. Então, é melhor deixar para o ano que vem a reforma completa”, disse. “Não dá para passar uma correção que seja muito expressiva porque a gente não vai ter como compensar isso agora, mas acredito que há espaço para passar uma correção mais parcimoniosa”.

Freire ressalta que há perda de arrecadação toda vez que a tabela é atualizada, de forma que os governos acabam postergando essa correção para evitar perda de receita.
“O grande problema é que a gente precisa arrecadar para custear bens e serviços públicos, como saúde e educação, e para realizar transferências intergovernamentais para estados e municípios”, afirmou.

Para a economista, a correção precisa ser “muito bem pesada” para não comprometer a oferta de serviços públicos e é necessário encontrar fontes alternativas de compensação,
A especialista afirma que, do ponto de vista econômico, uma correção mais gradual evitaria uma perda de receita expressiva de uma só vez e abriria espaço para o novo governo e aliados costurarem um pacote para uma reforma do IR mais justa.

DANIELLE BRANT E NATHALIA GARCIA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

Show da dupla Henrique e Juliano em Imperatriz é encerrado após PM se envolver em briga e atirar para o alto

O show da dupla Henrique e Juliano, realizado na madrugada deste sábado (5), no Parque de Exposições de Imperatriz, foi encerrado após um soldado da Polícia Militar, identificado Tiago Henrique Cardoso, atirar no local do evento.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram a correria e o tumulto causado pelos disparos de arma de fogo, que foram efetuados na área premium do show.

Tiago Henrique, que é lotado no 30° Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Buriticupu, disse à polícia que uma pessoa embriagada empurrou a sua namorada e ele foi reclamar com o desconhecido, que acabou o agredindo fisicamente. O PM afirmou, ainda, que revidou as agressões e uma luta corporal foi travada com o outro envolvido.

Com medo de ser linchado, Tiago sacou a sua arma e efetuou os disparos para o alto. Ele foi detido ainda no Parque de Exposições de Imperatriz por uma equipe do 3° BPM e liberado após pagar fiança. Após os tiros, as pessoas se dispersaram e começaram a ir embora do show.

A Polícia Militar do Maranhão (PMMA) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estiveram no local, mas não houve registro de feridos. O g1 Maranhão entrou em contato com a empresa contratante do show e aguarda posicionamento sobre o caso.

G1ma

Mulher e filho são libertados de cárcere privado no interior do Piauí

Um homem de 49 anos, identificado pelas iniciais F.C.S.F., manteve a esposa e um filho de 14 anos reféns por cerca de nove horas, no sábado (5), na cidade de Várzea Grande. As vítimas só foram liberadas após a chegada de uma equipe de policiais do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (BOPE).
Foi momentos intensos de negociação. O agressor aparentava estar muito nervoso quando estava com as vítimas sobre seu domínio.

Conforme as informações do Portal Canal 121, o caso teve início por volta do meio-dia. O homem estava armado e muito nervoso. Ele se comunicava somente de forma desconexa.

Inicialmente, vários policiais militares que estava no local tentaram convencê-lo a liberar as vítimas, porém não obtiveram êxito. A mãe do acusado foi chamada para ajudar nas negociações, mas também não logrou êxito.

Mãe e filho só foram libertados após a chegada do BOPE, que assumiu as negociações, conseguindo fazer que eles fossem liberados por volta das 21h. Os dois receberam atendimento médico no local e não apresentavam lesões.

MN

PEC deve propor salário mínimo de cerca de R$ 1.320 para 2023, diz Wellington Dias

O senador eleito Wellington Dias (PT-PI) afirmou que o governo eleito vai sugerir ao Congresso o reajuste do salário mínimo para cerca de R$ 1.320 em 2023, o que representa um índice de 1,4% acima do montante que consta na proposta orçamentária.
O valor que deve ser apresentado na PEC da transição foi antecipado pelo jornal Folha de S.Paulo na sexta-feira (4). Reajuste real do salário mínimo foi uma das principais promessas de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Hoje, a proposta orçamentária para o ano que vem, elaborada pela gestão de Jair Bolsonaro (PL), prevê um reajuste de 7,41%, passando dos atuais R$ 1.212 para R$ 1.302.
À reportagem, Dias disse que a nova regra deve considerar a média de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos últimos cinco anos.

“Como tivemos PIB negativo nos últimos anos, a proposta a ser submetida ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), coordenador da transição, e por ele ao presidente Lula, é um índice de cerca de 1,4% acima do valor proposto na LOA (Lei Orçamentária Anual) para 2023 e, a partir de 2024, segue a regra da média do PIB nos últimos 5 anos”, disse o senador eleito.

A proposta de usar a média de cinco anos de referência do PIB, acrescenta, serve para evitar oscilações bruscas para cima ou para baixo no valor do mínimo.
“Neste caso, sendo aprovado, o salário mínimo deve ficar, em 2023, em cerca de R$ 1.320”, afirmou o senador eleito.

De acordo com ele, esse valor impulsionará a produção e o poder de compra da população.

O gasto para bancar a diferença de R$ 17 no salário mínimo previsto para 2023 seria de aproximadamente R$ 6,4 bilhões. Esse valor deve ser incluído na fatura da PEC (proposta de emenda à Constituição) da transição, em negociação com o Congresso.

O senador eleito conversou neste sábado (5) por telefone com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e com alguns dos principais líderes do Congresso. A ideia é que a PEC seja submetida à análise de Lula e Alckmin até segunda-feira (7) e, em seguida, entregue ao Congresso na terça-feira (8).

A tendência é que a PEC comece a tramitar pelo Senado. Pacheco deve influenciar na decisão sobre quem será o relator, que não deve ser do PT.
A mudança na Constituição é considerada o caminho mais seguro pela equipe do governo eleito para permitir despesas extras sem esbarrar em regras fiscais, principalmente o teto de gastos –que limita o crescimento das despesas à variação da inflação.

Outras ideias, como o uso de uma medida provisória, também estão em análise, mas são consideradas menos prováveis.
O reajuste mais alto do salário mínimo é uma forma de resolver um impasse político. O mínimo também serve como base para o pagamento de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas.
Lula prometeu diversas vezes durante a campanha retomar a política de valorização do salário mínimo.

Com a apresentação da PEC e a necessidade de aprová-la ainda neste ano, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ampliou o poder de barganha junto ao novo governo eleito.
A votação da PEC até meados de dezembro é considerada fundamental para o primeiro ano da gestão Lula –e Lira tem forte influência sobre o ritmo de análise da proposta.

JULIA CHAIB – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

Tentativa de assalto termina com bandido morto por PM na zona sul de THE

Uma troca de tiros entre três suspeitos de assaltos e um policial militar terminou com um bandido morto e o PM baleado, na tarde deste sábado (5), no bairro Tancredo Neves, zona sul de Teresina. A ação aconteceu em frente ao supermercado Carvalho da BR-316.
O tenente Saraiva, do 8º Batalhão da Polícia Militar, informou ao MeioNorte.com que os suspeitos estavam praticando assaltos em duas motocicletas e houve reação por parte do policial, que até o momento não foi identificado.

“Com um deles foi encontrado três aparelhos celulares, ao que tudo indica, estavam praticando assaltos. Eram três, um foi a óbito, o outro foi baleado e capturado e o terceiro conseguiu escapar. Estamos aguardando a perícia e o IML”, disse.

Segundo a Polícia Militar, o policial foi baleado no tórax e na perna. Ele foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Saúde (SAMU) e encaminhado ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Não há informações sobre seu estado de saúde.
A Polícia Militar está realizando diligências na região para tentar localizar o criminoso que conseguiu escapar.

O local foi isolado e a Perícia Criminal acionada para realizar os procedimentos necessários. Em seguida, o corpo será recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML).

MN