Alexandre Benedek, dono da Sestini, é vítima de sequestro-relâmpago

Empresário israelense Alexandre Benedek sofre sequestro-relâmpago em SP 

Empresário israelense Alexandre Benedek sofre sequestro-relâmpago em SP 

O empresário israelense Alexandre Benedek, fundador e diretor-comercial da marca de malas de viagem Sestini, foi vítima de um sequestro-relâmpago em Guarulhos, na Grande São Paulo , nesta quinta-feira (21).

Natural de São Paulo, Benedek foi liberado no final da manhã desta sexta-feira (22) em Taipas, na Zona Norte da capital, após serem feitas transferências bancárias exigidas pelo grupo.

O delegado Artur José Dian, diretor do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), informou que o empresário de 53 anos estava deixando a empresa  quando foi abordado pelos criminosos.

Benedek foi levado para um primeiro cativeiro e, depois, transferido para outro local. No final da madrugada, familiares do empresário acionaram a polícia, e a Divisão Antissequestro do DOPE começou a investigar o caso.

Do celular do empresário foi enviada uma mensagem para a empresa dele dizendo que ele chegaria em alguns minutos, e pedindo a realização de uma transferência de R$ 9 mil, que não foi realizada.

Segundo o delegado do Dope, os bandidos  fizeram três ou quatro transferências bancárias, mas não há informações de que tenham transferido grandes volumes.

Os policiais ainda estão tentando identificar os ladrões, e algumas quadrilhas da região de Osasco e Taipas estão sendo investigadas.

Em nota, o Consulado de Israel em São Paulo afirmou que recebeu, na manhã desta sexta, “a informação do sequestro de um cidadão brasileiro-israelense” e que, desde então, está “em contato com as autoridades brasileiras, a polícia, a família e as entidades israelenses, de modo a acompanhar atentamente o decorrer do caso”.

A representação do país declarou ainda que “o rapaz foi liberado nesta tarde e já se encontra em casa” e também cumprimentou “as autoridades e a polícia de São Paulo pelo excelente trabalho”.

MN

Prefeito Dr. Júnior entrega mais Kits do Programa Mais Renda em Peritoró

Esta semana, a Prefeitura de Peritoró, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, em parceria com o Governo do Maranhão Social, realizou a entrega de mais 50 kits da área da alimentação e beleza para beneficiários do Programa Mais Renda no município. No ato de entrega estavam presentes o Prefeito Dr. Júnior, a secretária de Assistência Social, Rosa Vasconcelos, a presidente da Câmara, vereadora Dona Lourdes, o gestor do Programa Mais Renda, Alessandro Costa, secretários, vereadores e beneficiários.

Estamos na culminância de entrega dos kits do Programa Mais Renda, programa que existe desde 2015. E o nosso prefeito, com sua força política conseguiu junto ao Estado que o programa chegasse para contemplar os micro empreendedores de Peritoró. Parabéns a todos”, disse a secretária Rosa Vasconcelos.

No início do mês nos estivemos aqui e entregamos 26 equipamentos, e agora completando com a entrega de mais 50 kits para as pessoas que trabalham nesta linda praça de alimentação, recém reformada, possam atuar e gerar renda, garantindo uma autonomia financeira, possibilitando que toda a sua família seja impactada de forma positiva”, explicou o gestor do Programa Mais Renda, Alessandro Costa.

É mais um momento especial para nós, aqui junto com o nosso povo, poder ajudar, gerando renda, gerando benefícios. Temos também a Sala do Empreendedor, os nossos empreendedores de Peritoró receberão toda a assistência e apoio para realizarem suas atividades e levar o sustento de sua família. Agradeço aos nossos parceiros. O programa existe desde 2015, mas com empenho e vontade política conseguimos trazer agora para nossa cidade. Vamos buscar junto ao governo estadual e federal tudo o que for necessário para beneficiar nosso município e nosso povo”, ressaltou o prefeito Dr. Júnior.

Asscom – PMP

Carol Costa é candidata a Deputada Estadual pelo MDB

Em seu discurso, a candidata destacou as principais bandeiras que tem levantado desde a pré-campanha e reafirmou sua trajetória de luta.

Carol Costa oficializou sua candidatura a Deputada Estadual na Convenção do MDB nesta quinta-feira (21), no bairro do Calhau, em São Luís. Em um emocionante discurso, Carol Costa fez questão de destacar as principais bandeiras que tem levantado desde a pré-campanha: Combate à Violência contra a Mulher, Empreendedorismo, Segurança Pública e Justiça Social.

“Meu histórico é de luta. É por isso que eu e o MDB acreditamos que a minha candidatura vai continuar crescendo”, destaca.

Antes de concorrer a um mandato eletivo, Carol atuou por mais de cinco anos no projeto Somos Todos Marianas, sempre em parceria com instituições que trabalham no enfrentamento da violência contra a mulher no Maranhão.

“Vi meu luto se transformar em luta nas comunidades, escolas, praças, igrejas e casas. Conheci de perto os reais impactos provocados pela desigualdade social, cuja parcela mais afetada são mulheres. Temos muitos resultados positivos e eu quero fazer muito mais!”, reafirma.

Carol é formada em Direito pela Universidade Ceuma. Depois de 18 anos no Tribunal de Justiça do Maranhão, a candidata agora se dedica exclusivamente à campanha que, como ela mesma faz questão de reafirmar, não é dela, mas do povo.

“Eu encaro o que já fiz até aqui como um forte trabalho político pela sociedade, embora seja a primeira vez que disputo um mandato. Meu trabalho pela proteção das mulheres me conectou com as necessidades reais do povo do Maranhão e é pelo povo que vou continuar trabalhando na Assembleia Legislativa”, finaliza.

Mais de 1 milhão de maranhenses dependem do Auxílio Brasil, aponta Caged

Mais de 1 milhão de maranhenses dependem do Auxílio Brasil  — Foto: Reprodução/TV Mirante

O Maranhão é o Estado com a maior diferença entre o número de pessoas que recebem o Auxílio Brasil e as que têm carteira assinada, segundo um levantamento feito pelo g1 com base nos números do programa social fornecidos pelo Ministério da Cidadania e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Isso significa que a renda fixa da maioria das famílias maranhenses vem deste programa social; um dinheiro que ajuda, mas que acaba antes do fim do mês.

Esse é o caso de Jocileni Abreu, que está desempregada e o dinheiro que entra todo mês por meio do auxílio mal dá para comprar comida. Sem emprego há cinco anos, o desafio dela é dar condições de sobrevivência para os filhos.

“Eu me viro porque eu sou manicure. Eu faço meus bicos em casa como manicure e estou aí em busca de alguma oportunidade na área de limpeza, qualquer coisa. Eu estou disposta a tudo. Eu quero um emprego porque as coisas estão difíceis. Eu tenho criança e hoje em dia a cesta básica está muito cara. Tu vai no comércio um dia está um valor e no outro dia tu vai e já está outro”, revelou Jocileni Abreu.

Em casa, a única renda fixa é o do Auxílio Brasil, programa do Governo que paga R$ 400 para famílias em situação de extrema pobreza. Sem emprego formal, a Jocilene precisa driblar a inflação com a quantia que recebe.

Quase sempre, esse dinheiro acaba antes do final do mês. A lista de pessoas no Maranhão que estão na mesma situação que ela, dependendo só do Auxílio Brasil, é extensa. Cerca de 1.107,306 pessoas dependem do programa, enquanto nem metade desse número trabalha com carteira assinada.

Em 13 Estados do Brasil, o número de famílias que vivem do dinheiro do Auxílio Brasil é maior que o das que vivem da renda do trabalho formal, com vínculo na CLT. De acordo com o sociólogo Bruno Rogens, essa situação de desigualdade social e de dependência de benefícios estatais é resultado do modelo de desenvolvimento do país.

“Os impactos deste cenário para o Maranhão é a permanência de uma situação de vulnerabilidade social muito grande, de dependência da sociedade em relação a benefícios estatais, a benefícios de programas assistenciais. Isso coloca uma situação de fragilidade muito grande da sociedade e que tem, inclusive, consequências econômicas e políticas” conclui Bruno.

GIMA

Veja como foi a operação com 18 mortos no complexo do Alemão no Rio de Janeiro

A Polícia Militar confirmou, no início da noite desta quinta-feira (21), que a operação conjunta das polícias Militar e Civil no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, deixou 18 mortos, sendo 16 suspeitos, um policial e uma moradora. Representantes das secretarias da PC e PM deram entrevista coletiva no início da noite desta quinta.

As vítimas identificadas são o cabo da PM Bruno de Paula Costa, atingido no pescoço, e Letícia Marinho de Sales, baleada dentro do carro.

A ação tinha como alvo uma quadrilha de roubo de veículos. Durante a coletiva, o subsecretário operacional da Polícia Civil, Ronaldo Oliveira, disse que preferia que “eles não tivessem reagido e a gente ter prendido os 15 ou 14, mas infelizmente eles escolheram atingir os policiais”. Posteriormente, foram confirmados os 16 suspeitos mortos.

O comandante do Batalhão de Operações Policiais (Bope), Uirá Nascimento, afirmou que, entre os homens que entraram em confronto com a polícia, estavam criminosos que usavam fardas similares a de policiais civis e militares.

Durante a coletiva, o coordenador da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, Fabrício Oliveira, reclamou do que chamou de “narcoativistas”, isto é, pessoas, segundo ele, usadas por criminosos para fazer “baderna” durante as ações.

– É evidente que se houver críticas e denúncias em relação a ação da polícia elas serão investigadas, porém o que a gente está falando é que os criminosos estão obrigando parte da população para causar uma desordem durante a ação policial – afirmou.

Representantes das duas corporações também lamentaram as mortes do policial Bruno de Paula Costa – que deixa dois filhos autistas – e da moradora Letícia Marinho de Sales, de 50 anos, moradora baleada dentro do carro – segundo parentes, por um policial. A Delegacia de Homicídios investigará as mortes.

RESUMO DA OPERAÇÃO
4 presos na Favela da Galinha;
Apreensões: metralhadora .50 (capaz de derrubar helicóptero), quatro fuzis e duas pistolas;
400 policiais de Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil;
4 helicópteros e 10 veículos blindados usados na ação;
48 motos apreendidas.

Sales Consultoria – Você Sabia?

Você sabia?

 Toda pessoa tem direito ao atendimento integral, aos procedimentos adequados e em tempo hábil a resolver o seu problema de saúde, de forma ética e humanizada.

 

E o que isso quer dizer?

Este é o segundo direito fundamental e que reconhece a dignidade da pessoa humana dada pela Constituição Federal de 1988 nos seus artigos 196 a 200, a toda e qualquer pessoa que buscar seu tratamento de saúde. Em outras palavras, afirma que você tem o direito a tratamento adequado e que ele seja continuamente humanizado, ou seja, quando você precisar de tratamento de saúde, você deve receber um bom tratamento e ser muito bem informado sobre ele, pelo profissional e pelaequipe da Unidade de Saúde que lhe receber.

Receber um bom tratamento significa recebê-lo com qualidade para evitar o agravamento de sua saúde. O bom tratamento é aquele que: lhe oferece bons profissionais que lhe atendam com respeito e dignidade, que dispõe de bons equipamentos e necessários para o seu tratamento e, que tenha a sua disposição e sempre que precisar, as vacinas, os medicamentos e materiais hospitalares, exames etc.

O segundo elemento e tão importante quanto o primeiro é ser muito bem informado de seu tratamento de saúde. É um direito seu e absolutamente necessário receber informações claras e compreensíveis sobre o seu problema de saúde, tanto para o tratamento quanto para prevenção de outras doenças. Você será bem informado quando os profissionais que lhe atenderem se comunicarem com você de maneira que você entenda a ponto de suas dúvidas sejam tiradas sobre seu problema de saúde. Para receber estas informações sempre faça perguntas simples ao seu médico e a sua equipe como: Qual a minha doença? Qual foi a sua causa? Qual é o risco da minha doença para minha vida? Ela tem cura? Como e de que forma será o meu tratamento de saúde? O meu tratamento vai durar quanto tempo? Onde será realizado o meu tratamento de saúde? Estas informações e outras é um direito de toda e qualquer pessoa que buscar seu tratamento de saúde e em qualquer estabelecimento sendo ele público ou privado.

 Suelson Sales Advogado

Consultor do SUSe Especialista em Direito Sanitário

Membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião – IBDR.

Membro do Instituto de Direito Sanitário Aplicado – IDISA.

Membro da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos – ANAJURE.

Membro da Associação Brasileira de Juristas Conservadores – ABRAJUC.

CEO da Sales Consultoria – Empresa de Consultoria em Saúde Pública

Eleições 2022: Maranhão tem oito cidades com mais eleitores do que a população estimada pelo IBGE

Eleições 2022: Maranhão tem oito cidades com mais eleitores do que a população estimada pelo IBGE — Foto: Divulgação/TSE

O Maranhão tem oito cidades que possuem mais eleitores do que a população atual estimada, é o que aponta um levantamento do g1, divulgado nesta sexta-feira (21), com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2022, os municípios que ocupam essa posição no Estado são: Porto Rico do MaranhãoJunco do MaranhãoSão Raimundo do Doca BezerraAfonso Cunha, Santo Antônio do Lopes, Graça AranhaTufilândia e Sambaíba. Sendo que as quatro primeiras cidades já estavam nessa condição nas eleições de 2020.

Entre as cidades, Porto Rico do Maranhão é a que tem a maior diferença entre o número de eleitores com o da população. De acordo com o TSE, a cidade possui 1.178 eleitores a mais do que o número de habitantes, que é de 5.936.

A menor diferença é em Sambaíba. Com uma população de 5.686 habitantes, o município possui 5.692 eleitores cadastrados. Com isso, a diferença é de apenas 6 eleitores.. Veja os detalhes em cada município:

Cidades do Maranhão com número de eleitores superior ao de habitantes

Cidades Eleitores Biometria População Excesso
Porto Rico do Maranhão 7.114 5.910 5.636 1.178
Junco do Maranhão 5.071 4.730 4.334 737
São Raimundo do Doca Bezerra 5.579 4.551 5.028 551
Afonso Cunha 7.139 5.658 6.631 508
Santo Antônio do Lopes 14.946 12.507 14.516 430
Graça Aranha 6.405 5.182 6.261 144
Tufilândia 5.954 5.456 5.868 86
Sambaíba 5.692 4.798 5.686 6

O levantamento do g1 mostra que o número de cidades com mais eleitores do que a população estimada chegou a 569 neste ano. A quantidade é 15% maior que a de 2020, quando 493 cidades apareceram nessa situação, e representa 10% dos municípios brasileiros.

Segundo especialistas, esse fenômeno é normal e está aumentando devido à falta de atualização dos dados pelo IBGE — o último Censo foi em 2010. Desde então, muitas pessoas mudaram de cidade ou estado e registraram os novos domicílios ao tirar ou atualizar o título de eleitor no TSE. Mas há também outros fatores que explicam a disparidade.

Pesquisadores apontam que essa diferença é normal, até porque o dado populacional do IBGE é uma estimativa de 2021 que tem como base dados produzidos há 12 anos.

O último recenseamento ocorreu em 2010. A contagem populacional, que atualizaria esses dados em 2015, não ocorreu por falta de recursos, bem como o Censo 2020. O novo recenseamento está planejado para começar em agosto deste ano.

Os dados do TSE, portanto, estão mais atualizados, especialmente após a implantação da biometria, que já chegou a 75% dos eleitores.

“Os números do perfil do eleitorado são dados oficiais e exatos, extraídos a partir do cadastro eleitoral, em que é considerado o domicílio eleitoral do cidadão e cidadã”, afirma em nota o TSE. “Domicílio eleitoral esse, importante frisar, que é o local onde efetivamente o eleitor e eleitora vota, não necessariamente onde mora”.

GIMA

Justiça mantém prisão temporária de empresário apontado como líder em esquema de desvios de dinheiro da Codevasf no MA

O empresário Eduardo Costa, conhecido como 'Eduardo Imperador', está preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. — Foto: Divulgação

O empresário Eduardo Costa, conhecido como ‘Eduardo Imperador’, está preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. — Foto: Divulgação

A Justiça Federal manteve, nesta quinta-feira (21), a prisão temporária do empresário Eduardo José Barros Costa, preso nessa quarta-feira (20), em uma operação da Polícia Federal (PF), que investiga suspeita de desvios Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no Maranhão.

A decisão é do juiz Luiz Régis Bomfim Filho, da 1ª Vara Federal Criminal, após uma audiência de custódia realizada nesta quinta-feira, em São Luís, que contou com advogados do empresário, representantes do Ministério Público Federal (MPF) e da Codevasf.

No documento, a Polícia Federal (PF) argumentou, como manutenção para a prisão, que Eduardo Costa foi surpreendido com diversos cartões em nomes de empresas investigadas, o que reforça a tese de lavagem de dinheiro e risco de ocultação do patrimônio.

A Polícia Federal diz, ainda, que foi encontrado mais de R$ 1 milhão em uma das residências do suspeito e que o local era aparentemente protegido por um segurança armado, supostamente um policial militar. Segundo a PF, a quantia apreendida ainda segue sendo contada.

A PF afirmou que, no momento da prisão, pediu um documento pessoal a Eduardo Costa, que afirmou que tinha perdido e só teria no celular. Entretanto, o empresário negou mostrar o documento no aparelho aos policiais federais.

Ministério Público Federal (MPF) também pediu a manutenção da prisão, para seguir com as investigações a respeito do caso. Os detalhes sobre os supostos desvios de recursos públicos ainda estão sob sigilo.

Com a decisão, o empresário Eduardo Costa segue preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

Como esquema é feito

Na prática, o esquema não é novo e é uma cópia do que já era realizado em 2015, na cidade de Dom Pedro (MA), onde a Polícia Civil do Maranhão fez uma grande operação e chegou a prender o empresário Eduardo José Barros Costa, apontado como líder do grupo criminoso.

Segundo as investigações da Polícia Civil, na época foram desviados R$ 100 milhões de 42 prefeituras do Maranhão. A diferença para o esquema de 2015 para o atual é que antes eram de desviados recursos estaduais, e agora são federais.

De acordo com a Polícia Federal, tudo começa com a criação de várias empresas de ramos semelhantes, que são usadas para disputar licitações para a realização de serviços para a Codevasf, como pavimentação de ruas ou avenidas.

No esquema criminoso, todas as empresas que vão participar da licitação são ligadas a uma única pessoa, só que de forma camuflada ou oculta. Tanto no esquema realizado em Dom Pedro, como agora com a Codevasf, a PF afirma que essas empresas eram abertas em nomes de ‘laranjas’, que podem ser amigos ou parentes do líder do esquema.

Porém, além de laranjas, também chamou a atenção a abertura de empresas em nome relacionados ao próprio Eduardo, só que em CPFs falsos. Após serem abertas, a maioria das empresas demonstram ser ‘de fachada’, ou seja, existiam somente no papel, mas não tinham atuação no mercado.

No esquema de desvios na Codevasf, uma das poucas empresas que não eram de fachada era a Construservice, no qual o principal sócio é o Eduardo José Costa, só que não de forma oficial. Nos registros oficiais, quem seriam o ‘donos’ da empresa seriam Adilton da Silva Costa e Rodrigo Gomes Casanova Júnior, só que quem comanda de fato seria Eduardo. Por isso, ele é considerado um ‘sócio oculto’ da empresa.

A Construservice, segundo a Polícia Federal, era a empresa sempre beneficiada nas licitações. Ou seja, várias empresas participavam da ‘competição’ pela licitação, só que antes já havia o combinado de que quem ganharia seria a Construservice.

GIMA