Incêndio de grandes proporções atinge pavilhão da COP30

Um incêndio atingiu, nesta quinta-feira (20), um dos pavilhões onde ocorre a Conferência do Clima, a COP30, em Belém. Pessoas que estavam no local foram retiradas por ordem da segurança. Os primeiros relatos de fogo aconteceram no início da tarde, por volta das 14h. As labaredas foram controladas pelas equipes de segurança e, segundo o ministro do Turismo, Celso Sabino, não há feridos.

O governador Helder Barbalho afirmou que as equipes trabalham com duas hipóteses para o incidente ocorrido nesta quinta-feira (20) na COP30: falha em um gerador ou um curto-circuito em um stand. No entanto, as autoridades ainda não confirmaram a informação.

As chamas atingiram a zona azul, na área chamada de Pavilhão dos Países. A energia elétrica precisou ser cortada.

A zona azul é o espaço onde se reúnem os negociadores e ministros. Celso Sabino, ministro do turismo, estava na Blue Zone e saiu às pressas. Ele afirmou que as equipes de segurança estavam tomando as medidas necessárias para controlar as chamas e aconselhou que a imprensa se retirasse do local.

* Fonte: Correio Braziliense

UEMA abre inscrições para vagas de professor substituto no campus de Timon; saiba mais

A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) anunciou a abertura de inscrições para o preenchimento de quatro vagas de professor substituto no campus de Timon, destinadas ao Departamento de Administração. A remuneração para as vagas variam entre R$ 2.500 e R$ 3.600.

Uma vaga para Direito, destinada a candidatos graduados em Bacharelado em Direito e com especialização na área.

Uma vaga para Matemática, voltada a profissionais com graduação em Matemática e especialização em Matemática, Análise Numérica ou Equações Diferenciais Ordinárias.

Duas vagas para Economia, para candidatos com graduação em Economia e especialização em Economia, Teoria Econômica ou Métodos Quantitativos em Economia.

As inscrições estarão abertas entre os dias 18 e 26 de novembro, e devem ser realizadas exclusivamente por meio do site oficial de concursos e seletivos da UEMA. Para confirmar a participação, o candidato deve preencher o cadastro online e efetuar o pagamento da taxa de R$ 100.

A seleção visa atender às demandas acadêmicas do campus e reforçar o quadro docente. Os contratos terão validade de 12 meses, com carga horária semanal de 20 horas. A remuneração será definida de acordo com a titulação apresentada pelo candidato aprovado, variando entre R$ 2.508,74 e R$ 3.624,64.

Com supervisão de Nathalia Amaral

É hoje! Festival do Maquinista no Locomotiva

É hoje Codó, O Festival do Maquinista vem aí!

Um sonho que começou lá em 2022 finalmente vai ganhar vida!

Desde o início, a ideia sempre foi clara: trazer um festival de rock com grandes bandas e, pelo menos, um nome de peso no cenário nacional.

E na primeira edição, já começamos com tudo: @bandazimbra, direto de Santos/SP, está confirmada!

Data: 20 de novembro

Identidade visual e mascote: @stef_ilustrando / @stefanyrochoaa_

Prepare-se para viver a história do primeiro Festival do Maquinista.

Prefeitura de Codó publica Instrução Normativa que regulamenta liberação de professores para Pós-Graduação da UFMA

A Prefeitura de Codó, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEMECTI), publicou a Instrução Normativa nº 001/2025-GAB/SEMECTI, que regulamenta os procedimentos para a liberação de professores da Rede Municipal de Ensino aprovados no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu – Mestrado em Educação, ofertado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Campus Codó.

A medida garante organização, transparência e continuidade da jornada profissional dos docentes, assegurando que a formação acadêmica aconteça sem prejuízo ao calendário escolar.

De acordo com a normativa, a liberação será concedida mediante apresentação do comprovante de matrícula e do cronograma acadêmico atualizado, emitido pela instituição de ensino superior. O documento também define os períodos e horários liberados para frequência às atividades do curso:

• Novembro e dezembro de 2025: liberação às sextas-feiras à tarde e aos sábados pela manhã e à tarde;

• Janeiro e fevereiro de 2026: liberação conforme os dias e horários definidos pela UFMA, de acordo com o cronograma de atividades acadêmicas;

• Segundo período do curso: liberação de três dias no turno vespertino, conforme programação da instituição e compatibilidade com o horário escolar do docente.

A direção de cada unidade escolar ficará responsável por acompanhar o cumprimento da carga horária e informar à SEMECTI qualquer alteração no cronograma ou eventual descumprimento das condições estabelecidas.

O secretário municipal de Educação, Ricardo Araújo Torres, destacou que a normativa reforça o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais da educação:

“Estamos garantindo condições reais para que nossos professores avancem na formação acadêmica, ampliem seus conhecimentos e contribuam ainda mais para a qualidade do ensino em Codó.”

A Aula Inaugural da Turma do Programa de Pós-Graduação em Ensino na Educação Básica (PPEEB), ocorrerá no dia 24 de novembro de 2025, às 8h, no Auditório do Centro de Ciências de Codó – UFMA, e contará com a participação do Prof. Dr. João Batista Bottentuit Júnior. O evento marca o início oficial das atividades do programa ofertado em parceria com o município de Codó.

Assessoria de Comunicação

Prefeitura Municipal de Codó

Deputados do MA divergem em votação sobre crime organizado

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (18), o projeto que aumenta as penas para participação em organização criminosa ou milícia e autoriza a apreensão prévia de bens dos investigados em determinadas situações. O texto, relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), recebeu 370 votos favoráveis, 110 contrários e 3 abstenções. A proposta segue agora para o Senado.

Entre os parlamentares maranhenses, apenas dois votaram contra:
– Rubens Júnior (PT)
– Márcio Jerry (PCdoB)

Votaram a favor do projeto:
– Allan Garcês (PP)
– Aluisio Mendes (PL)
– Amanda Gentil (PP)
– Cléber Verde (MDB)
– Detinha (PL)
– Josimar de Maranhãozinho (PL)
– Hildo Rocha (MDB)
– Pedro Lucas Fernandes (União Brasil)
– Duarte Jr. (PSB)
– Josivaldo JP (PSD)
– Junior Lourenço (PL)
– Márcio Honaiser (PDT)
– Juscelino Filho (União Brasil)
– Marreca Filho (Patriota)
– Pastor Gil (PL)

Não registrou presença:
– Fábio Macedo (Podemos)

O projeto aprovado endurece as punições, que passam a variar entre 20 e 40 anos, podendo chegar a 65 anos no caso de líderes de organizações com agravantes. Além disso, todos os crimes previstos passam a ser classificados como hediondos.

CNB

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Só existe justiça climática se houver justiça de gênero, diz ministra

Nesta quarta-feira (19), as mulheres levaram o debate sobre clima e gênero para o centro das negociações na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém. A agenda de ação do Dia de Gênero na COP30 reuniu vozes de milhares delas nos corredores da conferência.

Para a ministra da Mulher, Márcia Lopes, já está claro que só é possível haver justiça climática se houver justiça de gênero.

“A ciência, os dados e os territórios mostram para nós, todos os dias, que as mulheres são as mais atingidas pela falta de água, pela insegurança alimentar, pela pobreza do tempo, pela perda de renda e pelo aumento da violência durante os desastres. E esses impactos têm cor e território”, disse Márcia Lopes.

Mesmo em um recorte que as desfavorece, são as mulheres as guardiãs das soluções de enfrentamento aos desafios climáticos, afirmou a ministra. “Elas cuidam das sementes, da água, dos quintais produtivos, mantêm as cozinhas comunitárias, solidárias e as hortas, preservam saberes ancestrais, lideram redes de solidariedade. Os estudos mostram que, quando as mulheres participam da gestão ambiental, os resultados podem ser até sete vezes mais eficazes.”

Na avaliação da representante da ONU Mulheres no Brasil, Ana Carolina Querino, é importante trazer a perspectiva de como esses efeitos diferenciados ocorrem e se concretizam na vida das mulheres, para que as soluções não sejam universais, mas sim específicas. “Porque, se as mulheres vêm sofrendo esses efeitos, elas também vêm desenvolvendo, pela sua resiliência, soluções que podem estruturar esses espaços mais formais”, reforçou.

Metas desagregadas e debates que trabalhem com números reais sobre o recorte de gênero precisam fazer parte da construção das ações climáticas, defende Ana Carolina. “Temos dados que indicam que mais de 250 milhões de mulheres serão empurradas para uma situação de pobreza e de insegurança alimentar. Enquanto a gente olha para os homens, esse número é de 130 milhões.”

>> Veja a galeria de fotos:

Dia de Gênero da COP 30
Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Dia de Gênero na COP 30
Além de serem mais atingidas em desastres, sofrerem impactos sociais e econômicos mais severos, as mulheres acabam sobrecarregadas em decorrência das mudanças climáticas, por serem, muitas vezes, as principais responsáveis pelos cuidados de grupos mais vulneráveis.

“O aquecimento, o aumento das temperaturas, leva a situações onde as pessoas que precisam de cuidados, como as pessoas com deficiência, os idosos, acabam sofrendo mais, e aí gerando uma carga de cuidados aumentado para as mulheres, como as principais responsáveis”, diz a representante da ONU.

Belém (PA), 19/11/2025 – A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participa do Evento de Alto Nível. Desenhando o futuro: mulheres, clima e justiça, no Pavilhão Brasil, na Blue Zone. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Evento de alto nível Desenhando o Futuro: Mulheres, Clima e justiça, na COP30 – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O Dia de Gênero nas COPs é complementar ao Programa de Trabalho de Lima sobre Gênero (PTGL), criado em 2014 para promover o equilíbrio de gênero e integrar o tema no trabalho dos países e do secretariado da Convenção do Clima. Com duração de dez anos, foi prorrogado em decisão da COP29, em Baku, no Azerbaijão, até que seja construído um novo plano.

“A gente sabe que um plano específico de ação não necessariamente é suficiente se não vier acompanhado de medidas de prestação de contas, se não vier acompanhado de um compromisso político forte, se não vier acompanhado de medidas para garantir o poder de agência, a liderança das mulheres e o financiamento”, concluiu Ana Carolina.

Agência Brasil

Mais da metade dos negros diz não saber como denunciar caso de racismo

Pouco mais da metade (52,2%) das pessoas pretas e pardas não sabe quais caminhos seguir para denunciar casos de racismo ou injúria racial. O desconhecimento é acompanhado por outro dado: apenas 47,5% dos pretos e pardos conhecem legislações antidiscriminatórias.

A constatação está em uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (19), véspera do feriado nacional pelo Dia da Consciência Negra.

O levantamento revela ainda que apenas 20,3% dos entrevistados acreditam que a denúncia será encaminhada para os devidos fins legais e que providências cabíveis serão tomadas.

A pesquisa ouviu uma amostra de 423 pessoas de todas as regiões do país ─ 310 pretas e 113 pardas ─ por meio de um formulário online de julho a setembro deste ano.

O estudo foi realizado pelos institutos Orire e Sumaúma, organizações da sociedade civil sem fins lucrativos. O trabalho, que também buscou informações sobre percepção de racismo e injúria racial em meios de transporte, foi apoiado pela Uber.

Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30

De cada dez entrevistados, seis (59,3%) relatam já terem sido vítimas de racismo ou injúria racial ao se deslocar pela cidade. Apesar dessa parcela, 83,9% nunca registraram boletim de ocorrência.

De acordo com o Censo 2022, pretos e pardos formam 55,5% da população brasileira.

“Abismo informacional”
A fundadora do Instituto Orire, Thais Bernardes, considera que o resultado da pesquisa revela um “abismo informacional”.

“Uma estrutura que faz com que o caminho da denúncia seja confuso, seja pouco acessível e, muitas vezes, até desencorajador”, disse à Agência Brasil.

Para ela, o fato de mais da metade dos entrevistados não saber como denunciar, e apenas 1,7% dos que denunciam terem algum retorno, mostra que o problema não é individual.

“É estrutural, um sistema que não se comunica com quem mais precisa dele”, afirma Thais, responsável pelo portal Notícia Preta, dedicado à comunicação antirracista.

A jornalista acrescenta que a desinformação e a falta de resposta institucional fazem parte da lógica “que mantém a impunidade e permite que o racismo siga operando livremente nos espaços públicos”.

“O desconhecimento é também uma forma de violência”, constata.

O levantamento do Orire identificou que 77,1% dos entrevistados afirmam saber a diferença entre racismo e injúria racial. O racismo é entendido como um crime contra a coletividade, a injúria é direcionada ao indivíduo.

Combate ao racismo
Thais indica que, além de priorizar o aumento do conhecimento sobre formas de lidar com o racismo, são necessárias outras ações para combater a discriminação racial. Para ela é preciso mais informação, políticas públicas, formação das equipes que atendem as vítimas e sistemas que consigam investigar e punir os casos.

“O conhecimento empodera, mas são as ações estruturais que interrompem o ciclo de violência”, diz.

“Se quando a pessoa chega na delegacia é desencorajada, desrespeitada ou até mesmo ridicularizada, então, o sistema de Justiça também precisa ser educado em antirracismo e atendimento humanizado”, cobra.

Guia prático
Além da pesquisa, o projeto Percepções sobre Racismo e os Caminhos para a Justiça preparou um guia com orientações sobre formas de denunciar discriminação racial e conhecimento sobre leis.

As orientações jurídicas do guia foram desenvolvidas pela Black Sisters in Law, uma rede global de advogadas negras.

Uma orientação é a não obrigatoriedade de ter um advogado para registrar uma ocorrência de racismo, injúria racial ou discriminação racial. Outra dica é que o registro pode ser feito de forma presencial ou online em delegacia comum ou especializada.

Há ainda menções à legislação, como a Lei Caó, de 1989, que trata o racismo como crime imprescritível e inafiançável. O nome é referência ao militante e político negro Carlos Alberto Oliveira dos Santos, o Caó.

Outra legislação de destaque é o Estatuto da Igualdade Racial, de 2010.

Canal de denúncia
Thais Bernardes defende para uma forma de denúncia de agressões racistas ser eficaz, é preciso unir dois elementos: gerar algum tipo de consequência real e “não destruir emocionalmente a pessoa no processo”.

Ela orienta que vítimas procurem delegacias de polícia, instituições como Ministério Público e Defensoria Pública, além de ouvidorias e canais digitais oficiais.

O governo disponibiliza o Disque 100, serviço telefônico gratuito para denúncias de violações de direitos humanos.

Agência Brasil