Codó: Mutirão de atualização de Cadastro do Bolsa Família

ATENÇÃO, CODÓ!

A Prefeitura de Codó, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Segurança Alimentar, realiza um grande Mutirão de Atualização do Cadastro do Bolsa Família!

Confira as datas e locais: 08 de julho – Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo (Mundico Eventos)
09 de julho – Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo (SUCAM)
10 de julho – CRAS Trizidela

Atendimentos a partir das 08h00.

Leve originais e cópias dos documentos de todos os membros da família.
É obrigatório apresentar comprovante de residência atualizado.
Para as crianças:
✔ Documentação completa
✔ Declaração escolar (obrigatória)

⚠️ Fique atento(a) às datas e não deixe para a última hora!

#BolsaFamília #CadastroÚnico #PrefeituraDeCodó #AçãoSocial #CodóMA #MutirãoSocial

Em entrevista, secretária de Desenvolvimento Social destaca ampliação dos serviços do CadÚnico com descentralização e mutirões em Codó

A secretária municipal de Desenvolvimento Social, Rosa Vasconcelos, concedeu entrevista ao programa Cidade Notícias, da FC FM, nesta sexta-feira (4), para esclarecer as principais dúvidas da população sobre o Cadastro Único (CadÚnico) e os serviços oferecidos pela Secretaria. O objetivo foi desmentir boatos espalhados nas redes sociais que acusam a pasta de provocar bloqueios em benefícios sociais por falhas no atendimento.

“A prefeitura apenas repassa as informações ao governo federal, que é quem decide pelos bloqueios. Se a pessoa não informa mudança de endereço, renda ou composição familiar dentro do prazo de dois anos, o sistema bloqueia automaticamente”, explicou.

A diretora do setor, Bionete Freitas, reforçou que a maioria dos bloqueios atuais se refere a cadastros que não foram atualizados em 2024. Ela destacou que o volume de atendimento aumentou e, por isso, filas têm se formado. Para minimizar esse impacto, a gestão descentralizou os atendimentos, que agora são realizados nos cinco CRAS da cidade, sem necessidade de se deslocar até a sede da secretaria.

Rosa também revelou que há denúncias de venda de lugares em filas e reforçou que a prática será combatida. “Infelizmente, pessoas de má fé têm se aproveitado da situação. Mas a polícia já foi acionada e pedimos que a população denuncie qualquer irregularidade. Nosso trabalho é garantir o direito das famílias, não prejudicá-las”, disse.

Sobre a equipe, Rosa ressaltou que todos os entrevistadores passaram por capacitação exigida pelo novo sistema nacional do Cadastro Único. Ela também anunciou a realização de mutirões de atendimento: o primeiro será dia 8 no Codó Novo, seguido por ações nos bairros São Francisco e Trizidela.

A secretária enfatizou que o CadÚnico dá acesso a diversos programas, como Bolsa Família, BPC, ID Jovem e Carteira do Idoso. “Nosso papel é garantir esses direitos com dignidade. Estamos de portas abertas. Quem tiver dúvidas pode me procurar pessoalmente ou entrar em contato pelo telefone (99) 98110-1724”, afirmou.

Por fim, Rosa agradeceu ao prefeito Chiquinho FC pelo apoio à assistência social e reafirmou o compromisso de sua equipe com um atendimento humano e eficiente. “A Secretaria não bloqueia ninguém. Queremos garantir que cada cidadão receba o que é seu por direito. Vamos continuar trabalhando com responsabilidade e verdade, por Codó.”

Portal do Sampaio

Maranhão reforça aparato policial para resolução de crimes com entrega de equipamentos e novas delegacias

Nesta sexta-feira (4), o governador Carlos Brandão oficializou a implantação de três novas unidades da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que funcionarão nos municípios de Açailândia, Pinheiro e Santa Inês, totalizando 11 unidades da DHPP em todo estado, sendo as demais nos municípios de Imperatriz, Caxias, Timon e Balsas e mais quatro na Grande Ilha.

A solenidade que marcou a instalação das delegacias especializadas foi realizada no Palácio dos Leões, no Centro Histórico de São Luís (MA). Na ocasião, o governador assinou o ato de posse dos delegados titulares e entregou equipamentos para reforçar o trabalho da Polícia Civil. Foram entregues 11 viaturas, computadores e outros equipamentos entre armas e munições. Os investimentos foram realizados com recursos próprios do Estado, além de parceria com o Ministério da Justiça (MJSP) e Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

O governador Carlos Brandão ressaltou que os investimentos públicos estão mudando o Maranhão. Lembrou que ao iniciar a gestão, em 2022, dados do Centro de Liderança Pública (CLP), que utiliza vários indicadores para avaliar as gestões públicas em todo o Brasil, colocava o Maranhão na 14ª posição no quesito segurança e que em 2023 o estado chegou à sétima posição, figurando entre as dez principais avaliações do país e a segunda melhor do Nordeste.

“A segurança no nosso governo é prioridade. Com a criação dessas três novas delegacias especializadas vamos fortalecer as investigações e, consequentemente, a elucidação de casos, principalmente de homicídios. Mas não se faz segurança apenas com a criação de delegacias, fizemos vários investimentos ao longo dos anos e com isso os resultados da segurança melhoraram muito no nosso governo”, declarou Brandão.

O governador também anunciou ações que estão sendo planejadas para ampliar ainda mais as medidas de segurança e combate a crimes no Maranhão. Como exemplo, ele citou os esforços para implantação do serviço de videomonitoramento no interior do estado.

“No nosso governo criamos a Escola de Inteligência [Centro de Ensino e Pesquisa de Inteligência do Estado do Maranhão] para a polícia. Temos que ter inteligência e tecnologia, e estamos articulando uma grande parceria junto ao Governo Federal e até a possibilidade de financiamento para ter videomonitoramento, especialmente nas grandes cidades, com câmeras em locais estratégicos, que é uma ferramenta para a investigação”, comentou.

O secretário de Estado da Segurança Pública, Maurício Martins, ressaltou o trabalho da gestão estadual na promoção da segurança pública nos últimos anos, com ações que vão desde a ampliação do efetivo policial até a implantação e reforma dos espaços de trabalho, como o plano de reestruturação que abrange 140 delegacias, com 50 prédios já entregues e mais 40 prontos para serem inaugurados.

“O governador Carlos Brandão tem feito fortes investimentos em todo o estado e tem compromisso com a segurança pública. Hoje é um dia especial, pois estamos instalando mais três delegacias especializadas no combate a homicídios no interior do estado. A instalação dessas delegacias com novos delegados, investigadores e escrivães, além de viaturas, aumenta ainda mais a efetividade das investigações criminais e do trabalho de inteligência de modo que a segurança pública se fortalece”, frisou o secretário.

Para o delegado-geral da Polícia Civil, Manoel Almeida Neto, os investimentos são fundamentais para tornar cada vez mais eficiente o trabalho policial. Ele destacou que o funcionamento das novas delegacias e os equipamentos entregues reforçam a estrutura da Polícia Civil nas regiões com maior densidade populacional e impactam diretamente na celeridade para elucidação de crimes contra a vida.

“Essa instalação das delegacias com o ato de nomeação dos delegados titulares só foi possível graças ao investimento do Governo do Estado com pessoal no último concurso público, o que nos deu a possibilidade de instalar novas delegacias para o trabalho da Polícia Civil. Isso é fundamental. Agradeço pela sensibilidade do governador em ter nomeado esses novos delegados, o que para a Polícia Civil significa novas unidades implantadas, melhor atendimento para a população e investigações mais céleres”, observou o delegado-geral.

Na ocasião, o governador Carlos Brandão; o secretário de Estado da Segurança Pública, Maurício Martins; e o secretário-chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira, assinaram os termos de posse dos delegados titulares das novas delegacias especializadas. Para a DHPP da cidade de Açailândia tomou posse o delegado Francisco Rodrigues da Silva; em Santa Inês, o delegado Fagno Vieira Silva dos Santos; e em Pinheiro, a delegada Maria Clara Monteiro.

“A implantação dessa nova unidade no município de Pinheiro tem uma conotação estratégica e indispensável para o aprimoramento da investigação criminal, especialmente no combate aos crimes dolosos contra a vida. Então essa delegacia tem como finalidade principal fazer uma investigação mais especializada e célere de forma a garantir a responsabilização do autor dos crimes, bem como prevenir a ocorrência de novos crimes de homicídio na região”, comentou a delegada Maria Clara Monteiro.

Para o prefeito de Pinheiro, André da Ralpnet, o empenho da gestão estadual representa paz para a população e um ambiente favorável ao desenvolvimento dos municípios.

“Essa delegacia é muito bem-vinda para a sociedade de Pinheiro e o governo está de parabéns, não apenas pela Delegacia de Homicídios, mas por todo o apoio da Polícia Civil e do governador Carlos Brandão. Esse é um presente muito bem-vindo que aumenta a sensação de segurança em nossa cidade. Agradeço ao Governo do Maranhão pelo trabalho incansável para dar resposta aos problemas da sociedade”, destacou.

O entusiasmo foi compartilhado pelo prefeito de Açailândia, Dr. Benjamim, que frisou a importância dos investimentos da gestão estadual. “No Brasil, temos índices altíssimos de criminalidade, mas, no Maranhão, temos um governador que investe em infraestrutura, saúde e segurança. E lembro que não estamos recebendo apenas a Delegacia de Homicídios, mas também efetivo da polícia, viaturas e armamento para o trabalho da Polícia Civil”, observou.

Sobre a SHPP
A Superintendência Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (SHPP) foi criada em 2015 e, atualmente, é dotada do Departamento de Homicídios da Capital, que abrange quatro Delegacias de Homicídios em quatro áreas da capital (Norte, Sul, Leste e Oeste); Núcleo de Inteligência; Departamento de Feminicídio; Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP); e o Departamento de Homicídios do Interior que coordena as demais DHPPs, contribuindo para o avanço da produtividade na investigação criminal e na redução dos índices de crimes letais intencionais.

Com a atual estrutura, todos os casos de homicídios consumados tiveram os inquéritos iniciados de imediato no Plantão Central de Homicídios. Este modelo de operação eliminou a possibilidade de casos de homicídios sem a correspondente instauração de inquéritos, estratégia que está sendo levada a todas as regionais do estado.

*Fonte: Governo do Maranhão

Descubra o Melhor Lugar para se Hospedar em Codó: Pousada Renato e Rejane

Se você está de viagem marcada para Codó (MA) e busca conforto, hospitalidade e uma excelente experiência de hospedagem, a melhor escolha é a Pousada Renato e Rejane.

Localizada no Conjunto Residencial Dallas, a pousada oferece quartos aconchegantes, pensados para garantir sua comodidade e bem-estar. O café da manhã está incluso na diária e é servido com carinho, oferecendo uma variedade de sabores para começar bem o seu dia.

No horário do almoço, os hóspedes podem saborear uma culinária regional irresistível, com 19 opções diferentes no cardápio — uma verdadeira celebração dos sabores do Maranhão.

Além disso, a pousada se destaca pelo atendimento acolhedor, preços acessíveis, segurança e um ambiente familiar, onde cada detalhe é pensado para proporcionar a melhor experiência possível.

O casal proprietário, Renato e Rejane, aguarda sua visita com toda a simpatia que já é marca registrada do lugar.
Endereço: Rua Francisco Alves Lisbino, nº 221 – Conjunto Residencial Dallas – Codó/MA.

Venha se sentir em casa! A Pousada Renato e Rejane está pronta para receber você.

Confira as super ofertas da rede Marcelo Rei do Frango

Na rede Marcelo Rei do Frango você encontra carnes de qualidade, atendimento diferenciado e o menor preço da cidade. Seja bem vindo e fique à vontade. E esta semana, no Marcelo Rei do Frango, aqui tem ofertas no precinho que cabe no seu bolso e no seu orçamento.

Frigorífico Marcelo Reio do Frango mais perto de você

A rede de frigorífico Marcelo Reio do Frango já conta com 7 unidades. A mais nova loja será inaugurada neste Sábado de Aleluia, no Mercado Central.

Fique ligado nas ofertas da semana e os preços imbatíveis da rede Marcelo Rei do Frango. Garanta a sua carne de qualidade visitando as nossas unidades em Codó ou faça sua telecompras pelos whatsapps do Marcelo Reio do Frango; (99) 98839-1860 ou (99) 98147-7313 e nós entregamos no conforto da sua residência.

Aqui você pode também comprar com seus cartões de créditos e transferência pix. Simples assim, é só escolher! É o Marcelo Reio do Frango trazendo preço e qualidade pra você, amigo consumidor. Marcelo Reio do Frango trazendo pra você Menor preço, melhor atendimento e máxima qualidade.

Dá para identificar texto gerado por inteligência artificial?

O professor de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Adriano Machado, 47 anos, comemorou, no último 12 de junho, o 29º dia dos namorados com sua esposa, Maira Pereira.

Decidiu, para surpreendê-la, dar uma joia e uma carta de amor.

Na hora de começar a escrever vieram muitas lembranças da trajetória do casal, mas lhe faltaram palavras para elaborar um texto mais romântico, como ele queria.

Ele decidiu, então, entregar parte da tarefa para uma inteligência artificial, como o ChatGPT.

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“Coloquei todo o meu pensamento, com começo, meio e fim. Deu uma página. Mas eu não estava inspirado e queria alguma coisa mais poética, como se estivesse narrando essa história de 28 anos de namoro. E queria terminar com o texto de um autor que eu gosto muito.”

Ele foi ajustando a resposta gerada, pedindo novas versões para alguns trechos, até chegar a um resultado que o agradou. E então mandou imprimir.

Maira adorou o presente e disse que a carta estava “linda”. Mas achou estranho.

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O marido confessou: “Eu escrevi o conteúdo, mas pedi ajuda para uma IA”. Ela respondeu na hora que já tinha percebido algo diferente.

“Me conhecendo, ela sabia. Ou eu tinha estudado e me tornado mais romântico e poético do dia pra noite, ou tinha usado alguma ferramenta.”

Adriano usa essa história pessoal para discutir, na vida profissional, os desafios que ele e outros professores enfrentam para distinguir, de maneira clara, qual conteúdo foi gerado por humanos e qual foi gerado por inteligência artificial — e a necessidade de se fazer uso ético dessas ferramentas, com transparência.

O uso genérico desse tipo de IA pode deixar impressões claras de que o conteúdo foi gerado por uma máquina, como falta de criatividade, frases óbvias, ausência de erros gramaticais e estruturas parecidas, diz Machado.

Mas a evolução dos modelos, inclusive em língua portuguesa, e a facilidade de refinar os resultados iniciais, como no exemplo da carta, tornam praticamente impossível saber o que foi gerado por humanos ou robôs.

Existem diversos tipos de programas no mercado que dizem conseguir identificar a escrita gerada por IA. Alguns prometem acurácia de 99%.

Na prática, não é tão simples. “É possível detectar indícios do uso, mas com uma certeza relativa, não absoluta”, diz o professor.

Para Machado, o maior desafio não é saber se o conteúdo foi ou não gerado por IA, mas se seus alunos estão ou não aprendendo.

“Se eu tenho conhecimento do que eu preciso e souber usar a IA a meu favor, isso pode poupar muito tempo. Mas a maior preocupação hoje é com os alunos, porque tenho de ensiná-los a avançar na linha de conhecimento.”

‘Engenharia de prompt’
O ato de “refinar” as respostas geradas pela IA, como fez Adriano ao escrever sua carta, praticamente inviabiliza a detecção do que foi escrito por um chatbot ou por um humano.

A BBC News Brasil testou uma popular ferramenta do mercado para analisar três textos diferentes, todos escritos por uma IA.

O primeiro foi gerado a partir de uma solicitação genérica: escrever alguns parágrafos (cerca de 100 palavras) sobre o impacto da IA na educação.

O rascunho foi detectado facilmente pelo software, que apontou problemas como “precisão mecânica” e “tom impessoal”.

Pedimos então à IA para refazer o texto, dessa vez escrevendo “como um humano, de forma menos robótica”. Dessa vez o detector apontou apenas 30% de conteúdo gerado por IA.

Desculpe, mas não é possível exibir esta parte da história nesta página de acesso resumido de celular.
Acesse a visão integral da página para visualizar todo o conteúdo.

‘Todo mundo está usando’
“Pelo bem ou pelo mal, é muito difícil hoje alguém dizer se é ou não (gerado por IA) se não tiver um parâmetro anterior”, avalia a professora de sociolinguística da Universidade Federal do Sergipe (UFS) Raquel Freitag.

“É uma região muito nebulosa para tomar uma decisão”, diz.

O motivo, diz, está na própria evolução das ferramentas. Freitag diz que os modelos dessas tecnologias são aprimorados constantemente com a inclusão de amostras de mais variações linguísticas, tornando-os cada vez mais precisos.

“Hoje há um volume de dados em português e as pistas que antes podiam ajudar hoje não são mais suficientes. Quanto mais diversidade de dados linguísticos para treinar o modelo, mais fidedigno ele fica para a sensibilidade humana.”

A especialista defende que a educação precisa se adaptar a essa nova realidade.

“A questão não é mais usar ou não usar. Todo mundo está usando. E sempre esteve usando. O corretor ortográfico do Word, por exemplo, é um tipo de IA, o que não significa que a gente não deva aprender sobre ortografia”, lembra.

“Posso gerar textos pela IA? Sim, mas se eu não for uma leitora proficiente, isso não quer dizer nada.”

Na ausência de diretrizes claras, educadores têm buscado soluções práticas. Freitag lembra que ainda não há regras definidas sobre o uso dessas tecnologias em sala de aula.

“Professores estão adaptando suas práticas. Em um primeiro momento houve a reação de voltar a fazer prova escrita, à mão. Mas isso não faz tanto sentido se depois eu tiver de lidar com a IA em outras esferas da formação profissional.”

O professor da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp Leonardo Tomazeli Duarte, que é coordenador de um centro de referência de IA na mesma instituição, diz que os modelos de linguagem natural têm avançado muito em questões de estilo de escrita, o que também dificulta a identificação.

“Eu já fiz uns testes tentando fazer com que eles usem o meu estilo. E usam muito bem. Eu mesmo tenho dificuldade de descobrir se fui eu que escrevi o texto ou não.”

E o travessão?
Se você usa o LinkedIn com alguma frequência, é possível que já tenha se deparado com alguma das centenas de publicações que discutiam se o uso de travessões é indício de que um texto foi produzido por inteligência artificial, tema que ficou em destaque na plataforma por semanas.

A conversa não se resume ao contexto brasileiro — em abril, o jornal americano The Washington Post tratava do mesmo assunto em uma reportagem.

Uma porta-voz da OpenAI, criadora do ChatGPT admitiu ao jornal que “é possível que a escrita produzida pelo ChatGPT favoreça os travessões (“em dash”, em inglês)”, mas que isso “não é uma regra rígida” e que o resultado é “fortemente influenciado pela forma como os usuários respondem aos resultados (gerados pela ferramenta).”

A professora da Faculdade de Letras da UFMG Adriana Pagano diz que também percebe um uso mais frequente de travessões em textos.

“O texto do modelo de linguagem é quase 100% correto. Tem um uso do travessão que é mais frequente, de fato. A gente imagina que isso seja impacto de um treinamento, provavelmente com língua inglesa”, diz.

Mas a simples presença de um ou outro elemento não é o que vai diferenciar o texto gerado pela IA, afirma ela.

“Detectar se um texto foi feito por modelo de linguagem, não é qualquer um que detecta. Quando se trabalha muito com produção de texto, muito hábito de ler e corrigir, fica mais fácil de perceber isso. Mesmo assim as últimas versões têm avançado muito em formas coloquiais.”

Para Rodrigo Nogueira, fundador e CEO da Maritaca AI, empresa que desenvolve inteligência artificial em português, o avanço do uso desse tipo de tecnologia nos textos é inevitável — e não necessariamente deve ser encarado como problema.

“Se eu escrevo um e-mail informal, cheio de erros, e peço para a IA organizar melhor as ideias, ela vai inserir um pouco da inteligência dela. Vai usar palavras ou estruturas que talvez eu não usasse. No fim, não é mais 100% meu. As IAs já estão presentes nas nossas frases e, consequentemente, nas nossas ações.”

Ele acredita que a distinção entre o que é humano e o que é artificial tende a se dissolver.

“Mesmo com ferramentas precisas para detectar IA, a discussão real é: quem gerou esse pensamento, o humano ou a IA? Vai ficar tudo mesclado. Essa é a beleza da coisa. E se em 2025 já é assim, imagine no futuro.”

Comissão de IA nas universidades
Prédio da UFMG iluminado por postes ao redor
Crédito,UFMG
Legenda da foto,Departamento de Ciência da Computação da UFMG: universidade criou comissão para avaliar uso de inteligência artificial por professores, funcionários administrativos e alunos
Instituições de ensino de todo mundo têm discutido diretrizes de como ferramentas de inteligência artificial podem ser incorporadas, tanto por professores quanto por funcionários da administração e alunos.

Na UFMG está instalada, desde o ano passado, a Comissão Permanente de IA, que debate seu uso ético na universidade, a elaboração de uma política para este tipo de tecnologia, dentre outras ações.

“Percebemos que havia risco em ter uma atitude meramente proibitiva, sobretudo porque as pessoas estão usando IA das formas mais variadas”, disse o presidente da comissão, o professor do Departamento de Ciência Política Ricardo Fabrino Mendonça.

A primeira missão da comissão foi mapear políticas usadas por outras instituições de ensino. Mas o grupo logo percebeu que pouco havia sido publicado sobre o assunto.

O primeiro material produzido foi justamente uma lista de recomendações. Dentre elas, transparência no uso de IA em trabalhos acadêmicos e a inclusão de debates em sala de aula sobre impactos da IA, positivos e negativos, para seu uso no ambiente acadêmico.

Outra recomendação é não usar sistemas de IA para identificar se o conteúdo foi ou não gerado por um humano. Por duas razões, diz Mendonça: a falta de acurácia adequada na detecção e a necessidade de dar privacidade às informações, que podem fazer parte, por exemplo, de uma pesquisa ainda não publicada.

A ‘geração LLM’

Leonardo Tomazeli Duarte, professor da Unicamp, avalia que o desafio dos próximos anos será educar uma geração de “nativos LLM” — jovens que cresceram em meio a grandes modelos de linguagem, como o ChatGPT.

“O uso vai ficando mais natural pela disponibilidade, pela convivência. Não dá pra fechar os olhos ou dizer para não usar.”

“Paradoxalmente, nós, das gerações anteriores, tivemos um aprendizado mais crítico, estruturado na busca por informação.”

Ele já incorpora o uso de IA em alguns exercícios em sala, com a condição de que os alunos expliquem como usaram a ferramenta.

“Quero saber o processo. Se não pedir isso, vão usar do mesmo jeito e não me contar.”

Duarte acredita que, em breve, a IA será integrada ao currículo de diversas áreas, como já ocorre com a estatística.

“Logo vai ter aula de IA em Biologia, como já existe bioestatística. O ganho é aproximar essas técnicas de outras áreas, desmistificar e deixar claro o que a tecnologia pode ou não fazer.”

Um artigo publicado no ano passado por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia (e outras instituições) reforça a preocupação com o aprendizado apoiado por IA.

Em um experimento com cerca de mil alunos do ensino médio, pesquisadores constataram que estudantes que usaram o ChatGPT para resolver exercícios de matemática tiveram desempenho significativamente melhor, mas pioraram nas provas feitas sem ajuda da IA.

A explicação, segundo os autores, é que os alunos passaram a usar a IA como “muleta”, deixando de aprender conceitos fundamentais.

Quando a IA foi programada para apenas dar dicas, em vez de respostas completas, o efeito negativo desapareceu.

“Para manter a produtividade no longo prazo, é preciso cautela ao utilizar IA generativa, garantindo que os humanos continuem a aprender habilidades essenciais”, escreveram os autores.

IAs treinadas em português brasileiro
Imagem de Lula e outras autoridades em evento sobre inteligência artificial
Crédito,MCTI
Legenda da foto,Presidente Lula recebe proposta do primeiro Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA)
Lançado em 2024, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (2024–2028) tem entre suas metas o desenvolvimento de modelos de linguagem em português, com dados nacionais “que abarcam nossa diversidade cultural, social e linguística.”

Rodrigo Nogueira, fundador da Maritaca AI, vê duas razões principais em discussão para apostar nesse caminho.

“A primeira é a soberania. Uma vez que essas IAs estão cada vez mais participando do nosso dia a dia, o que você quer é dominar esse stack (conjunto) de tecnologia para não depender lá de fora. Imagina se você é um órgão de justiça do Brasil, ou uma empresa que toma decisões com ajuda de IA. Não é legal depender 100% de uma inteligência que vem de fora. Você está mandando todo seu conhecimento para uma empresa estrangeira.”

O segundo ponto, destaca, é o conhecimento contextual.

“Se eu treino a IA com base nas leis brasileiras, ela já nasce sabendo de cabeça todas as nossas normas. Como essas IAs estão se atualizando cada vez mais rápido, uma IA feita no Brasil já vai nascer sabendo onde está, quais são as regras, os problemas, as instituições locais. Isso dá uma vantagem enorme em relação a um modelo genérico feito para o mundo todo. Pode até saber de tudo, mas não tão bem quanto a nossa.”

BBC

Quem trabalha na área da saúde poderá aposentar mais cedo com esta nova lei

A audiência pública conjunta das Comissões de Assuntos Sociais e Assuntos Econômicos do Senado, marcada para a próxima terça-feira, dia 8, discutirá a regulamentação da aposentadoria especial para agentes de saúde e de combate às endemias.

O foco é garantir condições mais justas para esses profissionais. O debate busca esclarecer detalhes de um projeto de lei complementar que pode alterar a forma como esses agentes se aposentam.

A proposta, de autoria do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), visa reconhecer as condições laborais enfrentadas pelos agentes de saúde. Se aprovada, a aposentadoria especial incluirá integralidade e paridade, permitindo que os beneficiários recebam o valor total de sua última remuneração e reajustes iguais aos servidores ativos.

Homens poderão se aposentar aos 52 anos e mulheres aos 50, desde que tenham 20 anos de serviço efetivo na função.

Requisitos
A mudança abrange agentes que trabalharam em outras funções públicas, possibilitando aposentadoria após 15 anos de serviço específico, combinados com 10 anos em outras áreas. A proposta almeja ajustar o sistema previdenciário à realidade dos agentes de saúde, que enfrentam ambientes insalubres e riscos contínuos de doenças infecciosas.

A aposentadoria especial, prevista pela Emenda Constitucional 120 de 2022, requer regulamentação em lei complementar para sua efetivação. A emenda estipula a responsabilidade financeira da União, mas é necessária legislação específica para implementação nos estados e municípios.

Debate
A audiência contará com representantes do Ministério da Saúde, Previdência Social e outros órgãos relevantes. O encontro pretende discutir aspectos legais e operacionais da proposta, no intuito de alinhar os direitos trabalhistas dos agentes de saúde com as práticas das diversas regiões do Brasil.

Diário do Comércio

Linha Infantil com Super Ofertas na Drogaria Bem-Estar!

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