Moraes dá 24 h para ex-ministro Braga Netto dar detalhes sobre viagem a Brasília

A defesa do ex-ministro Walter Braga Netto tem 24 horas para fornecer todos os detalhes da viagem que ele fará do Rio de Janeiro e Brasília. A ordem é do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A exigência inclui horários, número dos voos e o itinerário completo para participar da acareação com o tenente-coronel Mauro Cid.

Informações
⚖️Em despacho anterior, Moraes já havia solicitado o endereço do local onde Braga Netto ficará hospedado na capital federal. No entanto, neste domingo (22), o ministro reforçou a necessidade de mais informações para garantir a segurança do ex-ministro e evitar sua exposição. Por isso, as informações devem ser enviadas por e-mail diretamente ao gabinete do ministro, e não anexadas ao processo.

Preso
Braga Netto está preso preventivamente desde dezembro de 2024, acusado de tentar obter ilegalmente informações da delação de Mauro Cid e de tentar obstruir investigações. A acareação entre ele e Cid foi solicitada por sua própria defesa e foi aceita por Moraes.

Agenda
O procedimento está marcado para terça-feira (24), será conduzido pessoalmente por Alexandre de Moraes e ocorrerá sem transmissão ao vivo ou acesso da imprensa. O ministro também determinou que Braga Netto compareça presencialmente ao ato, reforçando a importância do encontro para o andamento do inquérito.

Finalidade
A acareação tem como objetivo esclarecer contradições entre os depoimentos de Braga Netto e de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). Os pontos centrais das divergências envolvem o envolvimento do general no plano chamado “Punhal Verde e Amarelo” e na suposta arrecadação de recursos para sustentar acampamentos golpistas em frente ao Quartel-General do Exército.

Investigação
O caso faz parte das investigações em curso no STF sobre a tentativa de golpe após as eleições de 2022. As autoridades buscam identificar a responsabilidade de integrantes do alto escalão militar e político na articulação de atos antidemocráticos.

(Fonte: CNN)

Estados Unidos detalham ataque ao Irã: 14 bombas de artilharia pesada usadas nos alvos

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior, Dan Caine, detalharam neste domingo (22), em coletiva no Pentágono, a operação “Martelo da Meia-Noite”, que atacou alvos no Irã durante a madrugada.

Caine informou que 14 granadas de artilharia pesada foram lançadas por volta das 2h10 (horário local), sendo seguidas por mísseis que atingiram instalações nucleares iranianas. A ofensiva contou com mais de 125 aeronaves e incluiu uma manobra de dissimulação, com bombardeiros sendo enviados ao Pacífico como isca.

A ação sem precedentes envolveu sete bombardeiros B2 furtivos (aeronave militar projetada para atacar alvos terrestres). Segundo Caine, os bombardeiros lançaram mais de uma dúzia de bombas Massive Ordnance Penetrator, de 13.660 kg cada, contra as instalações nucleares de Fordow e Natanz. Já a base de Isfahan foi alvo de mísseis Tomahawk.

Foto: Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump
Foto: Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump
Mais de 125 aeronaves participaram da operação, incluindo bombardeiros B-2, caças, aviões-tanque e de reconhecimento. Segundo Caine, os bombardeios em Fordow, Natanz e Isfahan começaram às 3h10 e os aviões já haviam deixado o espaço aéreo iraniano às 3h30 (horário local).

Partindo do Missouri, a missão foi a mais longa já feita com B-2. Também foram lançados dezenas de mísseis Tomahawk contra alvos no Irã.

MN

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Atos contra ataque dos EUA, pró-Irã e pró-Israel tomam ruas no mundo

O domingo foi marcado por uma série de protestos em diversas cidades do mundo. Nos Estados Unidos, Nova York e Los Angeles, os atos reuniram milhares de pessoas para repudiar o ataque às usinas nucleares iranianas, ocorrido no último sábado.

A agência de notícias Reuters entrevistou Natália Marquez, de 27 anos, uma das organizadoras da mobilização em Nova York. Na opinião dela, o ataque dos EUA foi uma desculpa para saquear recursos.

“Uma guerra que causará milhões de mortes, assim como nosso envolvimento no Iraque, uma guerra de agressão perpetuada por duas potências nucleares, os Estados Unidos e Israel, que afirmam, com profunda ironia, que o Irã é o agressor na região por causa de um programa nuclear civil, quando, na realidade, os Estados Unidos são o único país que já usou armas nucleares em uma guerra”, destacou Natália.

People attend a protest against the U.S attack on nuclear sites, amid the Iran-Israel conflict, in Tehran, Iran, June 22, 2025. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS ATTENTION EDITORS – THIS PICTURE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY
Protesto em Teerã, no Irã, repudia ataques norte-americanos a usinas nucleares. Reuters/Majid Asgaripour/Proibida reprodução
Atos contra o bombardeio norte-americano também foram registrados em Teerã, capital do Irã, e em cidades da Grécia, Iraque e Paquistão.

Em Paris, ocorreram manifestações pró-Irã e pró-Israel. Iranianos se reuniram na capital francesa para pedir um cessar-fogo no Oriente Médio, incluindo a Faixa de Gaza.

Iranians in Paris demonstrate following U.S attack on Iran’s nuclear sites and against Iran-Israel conflict, but also call for more freedom and rights especially for women, in Paris, France, June 22, 2025. REUTERS/Benoit Tessier
Iranianos fazem ato em Paris e pedem cessar fogo. REUTERS/Benoit Tessier/Proibida reprodução
Em outra parte da cidade, foi realizado nas proximidades da Torre Eiffel um festival de música em apoio a Israel, marcado antes do ataque norte-americano ao Irã.

“Devemos viver em paz com os iranianos, devemos estender a mão, mas não a Khamenei e sua comitiva”, disse o organizador do festival, Richard Seban, em entrevista à Reuters.

Agência Brasil

O dia que o Brasil fechou um acordo nuclear com o Irã

A suspeita de que o Irã estaria perto de produzir armas nucleares foi a justificativa de Israel para iniciar ataques contra o país em 12 de junho, dando início a uma nova guerra entre ambos — que ganhou um novo capítulo com o ataque dos Estados Unidos às instalações nucleares iranianas.

A preocupação internacional sobre as intenções nucleares do país persa é antiga, embora Teerã sempre tenha afirmado que busca o desenvolvimento da tecnologia apenas com fins pacíficos.

Há quinze anos, o Brasil assumiu protagonismo internacional inédito ao mediar, junto com a Turquia, um acordo nuclear com o Irã.

Anunciado em 17 de maio de 2010, após muito ceticismo, o acordo foi celebrado como um sucesso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então no último ano de seu segundo mandato.

Na época, o petista se projetava como uma liderança internacional respeitada e já havia sido chamado de “o cara” pelo então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no ano anterior.

No entanto, apesar de Obama ter enviado uma carta aos chefes de Estado de Brasil (Lula) e Turquia (premiê Recep Tayyip Erdogan), em 2009, pedindo ajuda para mediar uma solução com o Irã, o acordo obtido pelos dois países foi imediatamente atacado por grandes potências mundiais, inclusive a Casa Branca, e acabou fracassando.

Naquele momento, o Irã havia aumentado a sua capacidade de enriquecimento de urânio, insumo usado em armas nucleares. As potências ocidentais queriam que o país aceitasse enviar 1,2 tonelada do seu urânio para ser enriquecido no exterior. Desta forma, o país não teria o domínio completo do ciclo de produção nuclear.

O acordo obtido pelo Brasil previa a entrega da 1,2 tonelada de urânio de baixo enriquecimento (3,5%) para a Turquia em troca de combustível para um reator nuclear a ser usado em pesquisas médicas em Teerã.

A previsão era que o urânio iraniano ficaria guardado na Turquia sob vigilância turca e iraniana. Após um ano, o Irã receberia 120 quilos de material enriquecido a 20%.

O entendimento tinha como base uma proposta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, órgão da ONU).

No dia da assinatura do acordo, a Casa Branca reconheceu, em nota, os esforços de Brasil e Turquia, mas levantou desconfianças sobre o real compromisso do Irã em não desenvolver armas nucleares. Não havia informações claras sobre quanto urânio o país tinha, para além da quantidade que aceitou entregar à Turquia.

“Dadas as repetidas vezes em que o Irã falhou em manter seus próprios compromissos e a necessidade de abordar questões fundamentais relacionadas ao programa nuclear do Irã, os Estados Unidos e a comunidade internacional continuam a ter sérias preocupações”, dizia a nota publicada no mesmo dia em que o acordo foi assinado.

“O Irã disse hoje que vai continuar seu enriquecimento a 20%, o que é uma violação direta das resoluções do Conselho de Segurança da ONU”, afirmava ainda o comunicado.

Naquele momento, Brasil e Turquia eram membros não-permanentes do Conselho de Segurança da ONU e queriam evitar a aprovação de novas sanções contra o Irã.

A expectativa era que o acordo evitasse essas punições, mas isso não ocorreu. Novas sanções contra Teerã foram aprovadas em junho de 2010 no Conselho de Segurança, com votos contrários de Brasil e Turquia.

Lula cumprimenta Obama em reunião em 2009
Crédito,Presidência da República
Legenda da foto,Obama chegou a chamar Lula de “o cara” em 2009, mas depois rejeitou acordo alcançado por Brasil
‘Estados Unidos subestimaram diplomacia brasileira’
Após o fracasso no acordo, o então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, acusou os Estados Unidos de não aceitar um “sim” do Irã para as negociações.

À BBC News Brasil, Amorim, agora conselheiro da Presidência no atual governo Lula, comentou os bastidores da negociação.

Segundo ele, o Brasil quase desistiu da empreitada, mas foi encorajado na época pelo próprio Obama a continuar, antes que a Casa Branca criticasse o resultado.

“Ao longo de dez meses mantivemos contato constante com o governo dos EUA a respeito do tema. Depois de uma reunião trilateral Lula-Obama-Erdogan, em abril de 2010 em Washington, no contexto de uma cúpula sobre segurança nuclear, bastante negativa, cogitamos efetivamente abandonar a empreitada”, disse Amorim.

“Para nossa (minha, em particular) surpresa, dois ou três dias depois do regresso, recebemos a carta de Obama para Lula, reafirmando a disposição de aceitar [a negociação] como um gesto de criação de confiança”, seguiu o ex-chanceler.

De acordo com o conselheiro de Lula, na carta, o então presidente dos EUA elencava três condições para a negociação vingar: quantidade de urânio enriquecido a ser enviado ao exterior pelo Irã (1,2 kg), local em que seria depositado (Turquia) e o tempo em que isso ocorreria (imediatamente).

Amorim diz que as três estavam no acordo final, ainda assim nao foi aceito.

“Queimamos os nossos dedos ao fazer coisas que todo mundo disse que eram úteis e no fim concluímos que algumas pessoas simplesmente não aceitam um ‘sim’ como resposta”, disse Amorim, em junho de 2010, ao jornal britânico Financial Times.

Leitura semelhante foi feita pelo analista americano de origem iraniana Trita Parsi, no livro A Single Roll of the Dice (“Uma Única Jogada do Dado”, em tradução livre), publicado em 2012, sobre a política do governo Barack Obama em relação ao Irã.

Segundo ele, a Casa Branca subestimou a capacidade diplomática do Brasil e da Turquia e contava com o fracasso da missão diplomática de Lula e do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, a Teerã.

“Contra todas as previsões, Turquia e Brasil conseguiram em poucos meses, através de intensa diplomacia, o que as potências ocidentais não haviam conseguido em anos”, escreveu, em um capítulo dedicado apenas ao episódio envolvendo Brasil e Turquia.

O autor argumenta que, paralelamente ao esforços brasileiro e turco, Washington estava costurando uma aliança internacional para impor novas sanções contra o Irã, assim que Teerã recusasse o acordo.

Surpreendidos pelo resultado positivo da missão diplomática, nota Parsi, os Estados Unidos teriam lançado uma campanha na mídia contra Lula e Erdogan, para desautorizar o acordo firmado com Teerã.

O governo americano acusou o Irã de assinar o acordo apenas para ganhar mais tempo e evitar sanções. Já o Brasil e a Turquia foram acusados de serem ingênuos ao acreditarem na boa vontade de Teerã. O acordo também foi rechaçado por outros países, como França e Grã-Bretanha.

“Infelizmente, acho que os EUA nunca levaram a sério esse acordo. Isso está claro hoje, olhando para trás. Eles esperavam que o Brasil fracassasse, e como resultado disso, que eles [americanos] pudessem gerar uma pressão por novas sanções. Quando Brasil e Turquia foram bem-sucedidos, isto atordoou os americanos e eles não estavam preparados para aceitar o acordo”, disse Parsi, em entrevista à BBC News Brasil, em 2012.

O que parecia um grande feito da diplomacia de Lula, virou combustível para ataques internacionais.

“A desautorização imediata e dura da Declaração de Teerã enfureceu o Brasil e a Turquia. O investimento pessoal feito por Erdogan e Lula em obter a Declaração de Teerã fez com que a sua desautorização fosse nada mais do que uma rejeição da liderança de ambos. E veio acompanhada de uma campanha agressiva na mídia americana, acusando os dois chefes de Estado de vaidade, megalomania e sentimentos anti-americanos e anti-Israel”, escreveu Parsi, no livro.

Trita Parsi é analista de relações internacionais e especializado em Oriente Médio. Para escrever A Single Roll of the Dice, ele entrevistou autoridades de quase todos os governos envolvidos na questão nuclear iraniana — como Irã, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Israel, Turquia e Brasil, inclusive o então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad (à direita) e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva apertam as mãos durante um encontro no Palácio do Itamaraty, em Brasília, em 23 de novembro de 2009.

‘Acerto diplomático, mas erro de cálculo político’
A atuação de Lula na questão iraniana foi uma tentativa de afirmar o Brasil como ator global capaz de contribuir para a paz e a solução de grandes impasses internacionais, afirma Karina Calandrin, professora de relações internacionais do Ibmec.

“Essa iniciativa se alinhava à estratégia da política externa brasileira do período, que valorizava o multilateralismo, o fortalecimento do diálogo Sul-Sul e a diversificação das parcerias, além de reforçar a aspiração do Brasil a um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU”, disse à BBC News Brasil.

“A parceria com a Turquia — um país muçulmano e membro da Otan — conferia maior legitimidade à tentativa de mediação e mostrava o compromisso brasileiro com uma solução diplomática para evitar novas sanções ao Irã e reduzir tensões na região”, continuou.

Na sua avaliação, a decisão brasileira pode ser considerada acertada do ponto de vista dos princípios e da ambição diplomática, pois a iniciativa “projetou o Brasil como defensor do diálogo e da paz, reforçando sua imagem internacional”.

Por outro lado, ressalta, a decisão revelou-se problemática do ponto de vista do cálculo político e da sua eficácia.

“O governo brasileiro subestimou a desconfiança das grandes potências em relação ao Irã e o grau de tensão do momento, especialmente após o fracasso de negociações anteriores e a eleição contestada de Mahmoud Ahmadinejad [como presidente do Irã] em 2009”.

“Além disso, o timing foi desfavorável: os Estados Unidos já articulavam novas sanções no Conselho de Segurança e enxergaram o acordo como um obstáculo à estratégia de pressão sobre Teerã”.

Amorim rebate a visão de Caladrin, de que o governo brasileiro na época errou no cálculo político ou foi “ingênuo” ao ignorar a posição real dos EUA, citando a carta de Obama para Lula dias antes da declaração em Teerã: “Não procede. Nós simplesmente confiamos nas palavras escritas do presidente dos EUA”.

A professora também considera que o acordo fracassou porque as potências ocidentais consideraram o entendimento insuficiente, por não interromper o enriquecimento de urânio no Irã, nem abordar outros pontos sensíveis do programa nuclear. Além disso, afirma, “questões de geopolítica pesaram”.

“Estados Unidos, França e Reino Unido não estavam dispostos a conceder protagonismo ao Brasil e à Turquia em um tema central da segurança internacional e da estabilidade do Oriente Médio”, observa.

“Assim, embora o Acordo de Teerã tenha simbolizado uma diplomacia ativa e ambiciosa, expôs os limites da influência brasileira em questões sensíveis às grandes potências e não conseguiu alterar a trajetória dos acontecimentos.”

BBC

Secretária de Projetos Especiais e Inovação de São Luís retorna ao Brasil após 12 dias em Israel

A secretária de Projetos Especiais e Inovação de São Luís, Verônica Pires, retornou ao Brasil neste sábado (21), após passar 12 dias em Israel, período em que o conflito entre Israel e Irã se intensificou.

Ela desembarcou na capital maranhense em segurança e compartilhou um vídeo com a TV Mirante relatando os momentos da viagem e o alívio por estar de volta ao país.Em suas falas no vídeo, Verônica agradeceu pela chegada tranquila e mostrou expectativa para rever familiares:

“Chegamos em Guarulhos, gente, graças a Deus chegamos aqui, tá tudo certo. Agora tá todo mundo buscando suas conexões domésticas. O grupo já se dissipou e eu tô aqui aguardando o meu voo para chegar em São Luís. A gente chega ainda hoje. Beijo pra todo mundo’’, disse a secretária.
Ao desembarcar em São Luís, ela ainda reforçou o sentimento de alívio: “pronto gente, cheguei, cheguei Brasil. Desembarcando aqui em São Luís, tudo certo. Quero ir pra casa, quero ver a minha família. Obrigada aí todo mundo que me ajudou’’, completou a secretária.

A secretária estava no exterior justamente quando o conflito entre Israel e Irã ganhou força, gerando tensão internacional. Durante sua estadia, Verônica acompanhou atentamente os desdobramentos da crise antes de retornar ao Maranhão.

Relembre o caso

A maranhense Verônica Pires, secretária de Inovação e Projetos Especiais Municipais de São Luís, deixou Israel na quinta-feira (19), junto com outros 28 brasileiros que estavam no país. O grupo seguiu para a Jordânia em um ônibus fretado pela Embaixada de Israel no Brasil e já se encontram em segurança no país.

Verônica Pires e os integrantes da comitiva brasileira estão hospedados no Arena Space Hotel em Amã, capital da Jordânia. A maranhense deve embarcar de volta ao Brasil nessa sexta (20) com previsão de chegada no sábado (21).

Os voos devem sair de Amã, na Jordânia em direção à Doha, no Catar e em seguida, ela sai de Doha para São Paulo. Todos os custos com voos e hospedagens estão sendo feitos pela Embaixada de Israel e a logística acontece de acordo com o destino final de cada passageiro.

Ao g1, a maranhense agradeceu as mensagens de apoio que recebeu durante o período em que esteve em Israel. Verônica Pires estava em Israel participando do programa “Viagem de Estudos a Israel”, promovido pela Agência Israelense de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento – MASHAV, com apoio do Instituto Internacional de Liderança – Histadrut.

A agenda incluiu capacitações, visitas técnicas e participação na feira internacional Muni Expo Israel 2025. Todas as despesas da missão – incluindo curso, passagens aéreas internacionais, hospedagem em quarto individual com pensão completa, seguro médico, transporte terrestre e visitas técnicas – são integralmente custeadas pelo governo de Israel, por meio da MASHAV.

Desde a noite de quinta-feira (12), Verônica e outras autoridades tiveram que buscar abrigo em áreas protegidas após alertas de segurança, por conta de ataques vindos do Irã. O espaço aéreo israelense foi fechado, incluindo para voos comerciais.

Na sexta-feira (13), a Embaixada de Israel no Brasil afirmou, em nota, que as delegações de políticos brasileiros que cumpriam viagem oficial ao país estão seguras e que o governo israelense trabalha para viabilizar o retorno ao Brasil.

Em meio ao conflito, alguns brasileiros que estavam em Israel decidiram deixar o país por conta própria, de ônibus. Entretanto, a maranhense achou a ideia muito arriscada e preferiu aguardar a embaixada israelense garantir as condições ideais de volta ao Brasil.

“Eu vim com todos os recursos pagos pelo governo israelense e só acho justo sair quando a embaixada deles me der todas as garantias de um retorno seguro. Aguardamos até vir outro alerta dizendo que podemos sair”, declarou Verônica, ao g1.
Israel x Irã: como o conflito evoluiu até o ponto mais tenso
Israel e Irã trocaram ataques desde o dia 12 e 13 de junho, trazendo o conflito entre os países para um nível sem precedentes.

Os eventos começaram em abril de 2024, quando Israel bombardeou a embaixada do Irã na Síria. Depois disso, Israel executou o líder do Hezbollah, provocando uma resposta do regime iraniano que, em outubro do ano passado, lançou mais de 200 mísseis sobre o território de Israel.

A escalada da tensão volta a acontecer, dessa vez motivada pelo fortalecimento do arsenal nuclear por parte do Irã, segundo Israel. O país prometeu aumentar “significativamente” sua produção de urânio enriquecido.

O anúncio aconteceu logo após um conselho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão regulador de energia nuclear da ONU, adotar uma resolução que condena o Irã e o acusa de violar obrigações de não proliferação nuclear pela primeira vez em quase 20 anos.

O ataque de Israel, como retaliação às movimentações nucleares, já era iminente.

O conflito entre Irã e Israel chega ao sexto dia nesta quarta-feira (18). Desde sexta-feira (13), as trocas de ataques deixaram 248 mortos nos dois países, segundo autoridades locais. Após saída antecipada da reunião do G7 e exigência de “rendição incondicional”, a expectativa é que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha alguma ação no conflito.

Nesta terça (17), os dois países do Oriente Médio lançaram mais ataques um contra o outro. O exército israelense afirmou que dois lançamentos de mísseis iranianos foram disparados contra Israel. Explosões foram ouvidas sobre Tel Aviv.

Segundo a Reuters, as Forças Armadas de Israel orientaram os moradores da região de Teerã a evacuar para que sua força aérea pudesse atacar instalações militares iranianas. Sites de notícias iranianos informaram que explosões foram ouvidas em Teerã e na cidade de Karaj, a oeste da capital.

G1ma

Ansiedade logo ao acordar? Entenda por que isso acontece e como melhorar

A ansiedade matinal tem se tornado uma queixa cada vez mais frequente entre pessoas que acordam já dominadas por uma sensação de inquietação, medo e desconforto.

É como se o cérebro, antes mesmo de despertar completamente, ativasse um estado de alerta, antecipando situações que, muitas vezes, nem chegaram a acontecer.

Esse tipo de ansiedade não surge do nada, ela costuma ser resultado de um acúmulo de preocupações e da falta de estratégias para lidar com o estresse cotidiano.

Embora não seja uma condição clínica reconhecida como diagnóstico específico, a ansiedade matinal é um sinal claro de que o organismo está reagindo de forma desproporcional a fatores emocionais, físicos e comportamentais.

A elevação do cortisol, um hormônio natural que auxilia na preparação do corpo para começar o dia, costuma ser maior em quem sofre desse problema.

Entretanto, ao contrário do que muitos imaginam, o cortisol não é a causa do quadro, mas sim uma consequência do estado interno de desregulação emocional.

Por que acordamos ansiosos?
O fenômeno da ansiedade matinal tem origem multifatorial. Na prática, isso significa que ela não surge de um único motivo isolado, mas sim de uma combinação de fatores.

Entre eles estão o excesso de responsabilidades, as preocupações com trabalho, questões financeiras ou relacionamentos e, principalmente, padrões de pensamento ansioso que se perpetuam dia após dia. Ao longo do tempo, esse acúmulo gera um estado em que o cérebro se condiciona a acordar já em alerta.

Além disso, existe uma questão biológica por trás desse comportamento. O ciclo circadiano, nosso relógio biológico interno, regula a produção de hormônios como o cortisol, que atinge seu pico justamente nas primeiras horas da manhã.

Para quem já vive em estado de tensão, esse aumento natural pode acabar funcionando como um gatilho, contribuindo para o surgimento da ansiedade assim que se acorda.

Sono ruim intensifica os sintomas
Uma das principais causas associadas à ansiedade matinal é a má qualidade do sono. Dormir pouco, ter um sono fragmentado ou não atingir as fases mais profundas do descanso prejudica diretamente a capacidade do cérebro de processar emoções e se recuperar dos estressores.

Isso faz com que o corpo inicie o dia já sobrecarregado, sem ter conseguido se restaurar adequadamente durante a noite.

Por isso, estabelecer uma boa rotina noturna é essencial. Diminuir o uso de telas, manter o ambiente escuro e silencioso, evitar estimulantes como cafeína e álcool no período da noite e criar um ritual de relaxamento antes de dormir são práticas que ajudam a reduzir significativamente o risco de acordar ansioso.

Quanto mais reparador for o sono, menores as chances de enfrentar esse desconforto logo ao amanhecer.

Estratégias práticas para começar o dia melhor
Se você costuma acordar com ansiedade matinal, uma das recomendações mais eficazes é levantar assim que perceber os primeiros sinais de desconforto.

Permanecer na cama ruminando pensamentos negativos tende a fortalecer a associação do espaço do quarto com sensações de ansiedade. Levantar, abrir as janelas, movimentar o corpo e realizar atividades simples ajuda a quebrar esse ciclo.

Outra estratégia muito eficaz envolve a prática de respiração consciente. Técnicas que envolvem inspirar lentamente, segurar o ar por alguns segundos e expirar de forma prolongada ativam o sistema nervoso parassimpático, responsável pela sensação de relaxamento.

Esses exercícios ajudam o corpo a sair do estado de alerta e proporcionam um início de dia mais leve e equilibrado.

A importância da curiosidade sobre os próprios sentimentos
Segundo o psiquiatra Judson Brewer, é possível interromper o ciclo da ansiedade matinal adotando uma postura de curiosidade sobre os próprios sentimentos.

Isso significa observar a própria mente de forma atenta e sem julgamento, reconhecendo quando a ansiedade aparece e questionando: “O que estou ganhando com esse padrão de pensamento?”

Ao fazer esse exercício de auto-observação, cria-se um distanciamento saudável entre quem você é e o que você sente. Isso permite que o cérebro entenda que aquele estado emocional não precisa se transformar em um ciclo interminável de preocupações.

Aos poucos, essa prática de presença e curiosidade ajuda a reduzir a intensidade dos pensamentos ansiosos e melhora a forma como se inicia cada manhã.

Quando a ajuda profissional se torna necessária
Apesar de existirem muitas ferramentas que podem ser aplicadas individualmente, é fundamental estar atento aos sinais de que a ansiedade matinal está passando dos limites do controle.

Quando os episódios se tornam muito frequentes, prolongados e começam a comprometer o desempenho no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos, é hora de buscar apoio especializado.

A terapia, especialmente a abordagem cognitivo-comportamental, é extremamente eficaz no tratamento desse tipo de ansiedade. Além disso, em alguns casos, o acompanhamento com um psiquiatra pode ser necessário, seja para avaliação do quadro, seja para indicação de medicações que ajudem no controle dos sintomas.

O mais importante é entender que procurar ajuda não é sinal de fraqueza, mas sim de autocuidado e responsabilidade com a própria saúde mental.

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