TJ-MA se manifesta sobre compra de 50 iPhones para magistrados

O Tribunal de Justiça do Maranhão divulgou nota sobre a compra de 50 iPhones 16 Pro Max para desembargadores ao custo total de R$ 573.399,50. O caso repercutiu negativamente para o Judiciário maranhense.

Segundo a nota, o objetivo da compra é suprir as necessidades de comunicação e trabalho dos desembargadores, além de assegurar a reposição nos casos de novos integrantes ou substituições devido a defeitos. “A aquisição dos dispositivos não se configura em benefício pessoal, mas uma ferramenta de trabalho avançada, essencial para necessidades de serviço no âmbito do Judiciário”, diz a nota.

Quanto a escolha do modelo (iPhone 16 Pro Max) foi “baseada em critérios técnicos que garantem a continuidade e a padronização da infraestrutura tecnológica do Judiciário”, diz outro trecho da nota.

Confira a nota na íntegra:

Em resposta às solicitações de esclarecimento acerca da tramitação do Processo Administrativo nº 675422024, que trata do Registro de Preços para a aquisição de até 50 smartphones modelo iPhone 16 Pro Max ou equivalente, o Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão (TJMA) presta os seguintes esclarecimentos:

– Por se tratar de um Registro de Preços, a compra não é obrigatória e não é imediata. O Tribunal apenas assegura a possibilidade de aquisição futura pelo menor preço registrado, caso haja necessidade dentro do período de vigência da ATA.

– A escolha do modelo de referência foi baseada em critérios técnicos que garantem a continuidade e a padronização da infraestrutura tecnológica do Judiciário, visando compatibilidade, integração e suporte técnico unificado, possibilitando a participação on-line em reuniões, sessões e audiências e acesso rápido aos sistemas institucionais, especialmente o Processo Judicial Eletrônico (PJe).

A previsão de aquisição dos dispositivos não se configura em benefício pessoal, mas uma ferramenta de trabalho avançada, essencial para necessidades de serviço no âmbito do Judiciário, como:

– Baixar e visualizar vídeos de audiências e memoriais com mais rapidez e qualidade;
Realizar sessões e audiências virtuais ou híbridas sem interrupções e com melhor desempenho de áudio e vídeo;
– Acessar os sistemas processuais eletrônicos com mais fluidez, velocidade e maior visibilidade;
– Garantir mobilidade e produtividade, permitindo que magistrados e servidores possam atuar de qualquer local com segurança e eficiência;
– Permitir a realização de filmagens e coberturas para redes sociais do Poder Judiciário pelas Assessorias de Comunicação, que atualmente não dispõem de aparelhos e cujos servidores enfrentam dificuldades ao utilizar seus smartphones pessoais.

Critério Técnico: iPhone 16 Pro Max e sua capacidade tecnológica

A indicação iPhone 16 Pro Max foi baseada estritamente em critérios técnicos e operacionais. O aparelho é referência mundial em desempenho, confiabilidade e integração entre hardware e software, garantindo:

Ausência de travamentos, assegurando fluidez e resposta rápida durante o uso intensivo dos sistemas judiciais;
Segurança avançada, essencial para a proteção de dados sensíveis e sigilosos;
Durabilidade e suporte prolongado, reduzindo a necessidade de reposição a curto prazo, o que representa economia para o erário;
Alto desempenho para transmissões ao vivo e videoconferências, fundamentais na realização de audiências e sessões híbridas.
– A contratação está devidamente planejada e prevista no orçamento anual do Poder Judiciário, não representando impacto adicional às despesas já previstas. Os recursos são provenientes do Fundo do Judiciário (FERJ), destinados à modernização e suporte à infraestrutura do Tribunal.

– O procedimento de contratação segue rigorosamente os dispositivos da Lei nº 14.133/2021, que regula licitações e contratos administrativos, e prevê a modalidade de Pregão Eletrônico, assegurando ampla concorrência e obtenção da melhor proposta em termos de custo-benefício para a Administração Pública.

Com o rápido avanço das tecnologias, o Judiciário acompanha essa evolução, assegurando que sua estrutura atenda às necessidades da sociedade moderna, onde tempo, espaço e localização são cada vez mais relativizados.

O TJMA reafirma seu compromisso com a transparência e a legalidade na gestão dos recursos públicos, buscando modernização e investimento em tecnologia de ponta, seja em infraestrutura, sistemas processuais eletrônicos ou equipamentos que otimizam a prestação jurisdicional e asseguram seus serviços de forma mais célere, acessível e eficiente ao jurisdicionado do Estado.

Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão

CNB

Maranhão estreia com estande próprio na Bolsa de Turismo de Lisboa 2025

Pela primeira vez, o Maranhão terá um estande próprio na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) 2025, marcando uma presença histórica no maior evento de turismo de Portugal. A participação, organizada pela Secretaria de Estado do Turismo (Setur-MA), acontecerá de 12 a 16 de março na FIL – Parque das Nações, em Lisboa. A edição anterior da BTL reuniu mais de 1.500 expositores de 70 países e atraiu cerca de 79 mil visitantes, incluindo profissionais do setor e turistas em busca de novos destinos.

A presença do Maranhão na BTL 2025 é parte de uma estratégia de internacionalização do destino, visando promover suas belezas naturais e culturais para um público global. O evento coincide com o bicentenário das relações diplomáticas entre Brasil e Portugal, o que pode fortalecer ainda mais o intercâmbio turístico entre os dois países.

O estande do Maranhão foi projetado para destacar experiências imersivas, como as dunas e piscinas naturais dos Lençóis Maranhenses, recentemente reconhecidos como Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO. Além disso, será promovida a herança portuguesa do Centro Histórico de São Luís, também Patrimônio da Humanidade.

Durante a BTL, os visitantes poderão conhecer outras atrações do Maranhão, como o Bumba Meu Boi e a vibrante cena de reggae que rendeu à capital o apelido de “Jamaica Brasileira”. Haverá também degustação de pratos típicos, como arroz de cuxá, guaraná Jesus e a tradicional tiquira.

O estande irá apresentar roteiros turísticos estruturados nos polos de São Luís, Chapada das Mesas, Lençóis Maranhenses e Delta das Américas. Empresas e municípios parceiros também estarão presentes como co-expositores, reforçando a diversidade e riqueza do turismo maranhense.

CNB

Prefeitura de Aldeias Altas realiza vistoria em ônibus escolares para garantir segurança dos alunos

A Prefeitura de Aldeias Altas realizou a vistoria nos ônibus escolares da rede municipal de ensino, reforçando o compromisso com a segurança e o conforto dos estudantes. A inspeção abrangeu itens essenciais, como freios, pneus, iluminação, cintos de segurança e condições gerais dos veículos, garantindo que estejam em perfeitas condições para o transporte escolar.

A iniciativa visa proporcionar um deslocamento seguro e tranquilo para os alunos, assegurando que os veículos atendam aos padrões exigidos. A Prefeitura segue investindo na qualidade do transporte escolar, contribuindo para a educação e o bem-estar dos estudantes da rede municipal.

Mais de 40% dos negócios ativos no Maranhão são liderados por mulheres

Atualmente, 41,2% dos negócios ativos no Maranhão são liderados por mulheres. Além disso, elas são 43,5% dos Microempreendedores Individuais (MEIs), o que representa 52.866 mulheres de um total de 121.454 MEIs formalizados, é o que aponta o levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Os dados mostram uma presença crescente das mulheres no mercado formal de trabalho, refletindo o potencial transformador delas no cenário maranhense. O empreendedorismo feminino no Maranhão tem se consolidado como uma força crescente e essencial para a economia do estado.

No entanto, apesar desses avanços, as mulheres ainda enfrentam desafios significativos, dentre eles, a sobrecarga de responsabilidades familiares e a desigualdade de gênero, especialmente em setores estratégicos da economia.

“Apesar dessas dificuldades, as mulheres têm mostrado sua força e capacidade. O acesso à capacitação e ao apoio de instituições como o Sebrae tem sido fundamental para que elas superem obstáculos e se tornem líderes em seus negócios”, afirma Édila Neves, Diretora Administrativo Financeiro do Sebrae Maranhão.

Um excelente exemplo dessa superação é Cigana Albuquerque, uma Microempreendedora Individual (MEI), de São José de Ribamar, na Grande Ilha de São Luís, que construiu sua história de sucesso através da gastronomia e do apoio que recebeu ao longo do caminho.

Cigana Albuquerque: da venda de bolos à empreendedora de sucesso
Cigana Albuquerque, exemplo de superação no ramo da gastronomia, transformou sua paixão em um negócio próspero — Foto: Divulgação/Sebrae-MA.
Cigana Albuquerque, exemplo de superação no ramo da gastronomia, transformou sua paixão em um negócio próspero — Foto: Divulgação/Sebrae-MA.

Soraya Albuquerque, conhecida como Cigana Albuquerque, tem 58 anos e uma história inspiradora de superação. Desde os 9 anos de idade, Cigana começou a desenvolver o espírito empreendedor quando abriu uma oficina de doces e salgados. A partir daí, ela e sua família começaram a produzir bolos, salgados e doces em casa, uma atividade que mobilizou todos os membros da família Albuquerque.

“Sempre trabalhei com a gastronomia. Já fiz de tudo, mas nunca tivemos controle de finanças. Sempre fui vendedora, e o conceito de empreendedor estava distante de mim. A minha veia empreendedora veio muito antes de eu entender o que era ser uma empreendedora de fato”, contou Cigana Albuquerque.

Por muitos anos, Cigana trabalhou como vendedora e não tinha conhecimento sobre gestão financeira, mas sua paixão pela gastronomia nunca deixou de ser o motor do seu trabalho. No entanto, foi apenas em 2020, durante a pandemia, que ela decidiu investir no próprio desenvolvimento e começou a fazer cursos de empreendedorismo. Nesse momento, ela conheceu o Sebrae e foi através de seu apoio que ela aprendeu a controlar o fluxo de caixa e a separação das finanças pessoais das empresas.

“Em 2020, comecei a fazer cursos e ter capacitações pelo no Sebrae. Aprendi a controlar o fluxo de caixa, algo que nunca tinha feito antes. Isso me deu confiança para abrir minha empresa como MEI e aumentar minha renda. O primeiro passo foi separar o dinheiro da empresa, do dinheiro das despesas de casa”, lembrou a empreendedora.
A Força da Mulher Empreendedora
Com a capacitação, Cigana se sentiu mais segura para formalizar seu negócio e transformá-lo em uma fonte de prosperidade. Hoje, ela não é apenas uma empreendedora de sucesso no ramo da gastronomia, mas também uma instrutora especializada em doces e salgados, ajudando a capacitar outras pessoas e espalhar seu conhecimento. Um projeto social do qual Cigana se orgulha muito.

“Eu me identifico como uma empreendedora de sucesso hoje, e sou instrutora de culinária especializada em doces e salgados. Meu projeto a qual ajudo outras mulheres a ser erguerem ou reerguerem” conta.
“Olho para trás e não posso deixar de me orgulhar da minha trajetória. Comecei muito cedo, com minha família, vendendo bolos e salgados, sem saber o que realmente era ser uma empreendedora. Hoje, ver o meu trabalho reconhecido, não só pelo meu município, mas também pelo Sebrae, como um exemplo de mulher de negócios, me enche de orgulho. A cada conquista, sinto que não estou apenas realizando um sonho pessoal, mas também abrindo caminho para outras mulheres que, como eu, têm a vontade de transformar suas vidas e suas comunidades por meio do empreendedorismo. A minha jornada foi construída com muita luta e, com o apoio certo, como o do Sebrae, sei que posso continuar crescendo e inspirando outras mulheres a fazerem o mesmo”, comenta orgulhosa de si, a empreendedora.

A trajetória de Cigana Albuquerque ilustra a força da mulher empreendedora no Maranhão. Com sensibilidade, determinação e muita dedicação, ela não só superou os desafios, mas também se tornou um exemplo de resiliência e sucesso. Sua história é um reflexo daquilo que muitas mulheres no Maranhão estão vivendo: superando as dificuldades, se capacitando e, com o apoio certo, conquistando seu espaço no mercado.

Mulheres Empreendedoras no Maranhão
O Sebrae tem desempenhado um papel fundamental no fortalecimento do empreendedorismo feminino no Maranhão, oferecendo capacitação, consultoria e apoio a mulheres como Cigana Albuquerque, que transformam suas ideias em negócios de sucesso. Ao longo dos últimos anos, o Sebrae tem promovido diversas ações externas para o apoio à mulher empreendedora, como programas de capacitação, eventos de networking e workshops sobre gestão financeira e marketing.

Um dos destaques foi o Programa Delas, criado para fomentar o empreendedorismo feminino em diversas regiões do Maranhão. Desde sua criação, o programa tem oferecido um suporte contínuo às mulheres, auxiliando no desenvolvimento de habilidades de gestão e inovação e promovendo a troca de experiências entre empreendedoras. Essas iniciativas têm sido essenciais para que as mulheres possam superar os desafios enfrentados e conquistar seu espaço no mercado.

“O Sebrae tem se dedicado a apoiar o empreendedorismo feminino, oferecendo ferramentas e capacitação para que as mulheres possam transformar seus sonhos em realidade. Sabemos que a jornada não é fácil, mas com o apoio necessário, muitas mulheres, têm mostrado que é possível alcançar o sucesso e inspirar outras pessoas a seguirem o mesmo caminho. Estamos comprometidos em continuar apoiando as empreendedoras, oferecendo recursos para que elas possam crescer, se capacitar e se tornarem protagonistas em seus negócios”, finalizou Édila Neves, Diretora do Sebrae Maranhão.

G1ma

Volta às Aulas Instituto Maná! Matrículas abertas! – 2025.1

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Período de matrículas: 10 e 11 de março de 2025
Local: Rua Professor Fernando de Carvalho, 1586 – Centro (Próx. à Clínica Sublime)
Mais informações: (99) 98269-3591

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São Luís deve ser a capital mais chuvosa do Nordeste nos próximos três meses, aponta boletim da UEMA

São Luís deve ser a capital mais chuvosa do Nordeste nos próximos três meses segundo o boletim divulgado pelo Núcleo Geoambiental da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). A expectativa é que, de março a maio, a capital registre 1.192,2 milímetros de chuva.

Atrás de São Luís, no ranking das capitais mais chuvosas da região Nordeste, fica a cidade de Fortaleza (CE), que deve registrar 950,5 milímetros.

Segundo a UEMA, o período de maio é crucial para a região e deve contribuir com mais de 50% da precipitação anual em áreas que se estendem ao norte do Maranhão, ao centro-oeste do Rio Grande do Norte e ao noroeste da Paraíba.

Chuvas acima da média
De acordo com o boletim, a região Norte do Maranhão deve registrar nos próximos três meses, chuvas acima da média histórica para o período. O acumulado de chuva pode ultrapassar os 1200 milímetros.

A previsão foi realizada a partir de modelos climáticos avançados fornecidos pelo CPTEC/INPE, INMET, FUNCEME e outros centros de pesquisa meteorológica. Em áreas que vão da região central do Maranhão até o recôncavo Baiano, incluindo os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, a chuva deve ficar dentro da faixa normal.

G1ma

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Quatro frutas que não existem mais ou que vão sumir do planeta em breve

A destruição ambiental e as mudanças climáticas estão impactando não apenas a fauna e a flora, mas também a segurança alimentar global. De acordo com especialistas em biodiversidade, diversas frutas correm o risco de desaparecer completamente nos próximos anos, devido a fatores como desmatamento, monocultura e alterações no clima.

Neste cenário, algumas espécies já são consideradas extintas na natureza, enquanto outras estão à beira do desaparecimento. Conheça quatro frutas que podem sumir do planeta em breve.

Lista de frutas que estão prestes a sumir
Ameixa Murray (Prunus Murrayana): Esta é uma fruta pouco conhecida, descoberta em 1928 no Texas, Estados Unidos. Esse arbusto espinhoso, de folhas brancas e peludas, produz pequenos frutos vermelhos pontilhados. Desde sua identificação, os registros da espécie são escassos, o que leva os cientistas a acreditarem que ela pode já estar extinta na natureza.

As principais ameaças à Ameixa Murray incluem a perda de habitat devido ao desmatamento e às mudanças ambientais que comprometem sua reprodução.

Banana de Madagascar (Ensete perrieri): Esta é uma espécie rara e ameaçada, encontrada apenas no oeste da ilha africana. Diferente da banana comum, essa variedade tem potencial genético para combater a doença do Panamá, um fungo que afeta as lavouras de banana em todo o mundo.

Apesar de sua importância para a biodiversidade e a segurança alimentar, a Banana de Madagascar está em risco crítico de extinção, principalmente devido à degradação do seu habitat natural.

Goiaba Jamaicana (Psidium dumetorum): ela pertence à família das Myrtaceae e era nativa de uma pequena região da Jamaica. Embora fosse uma espécie resiliente, os últimos registros confirmados de sua existência datam de 1976.

A destruição de florestas tropicais, somada à falta de iniciativas para sua conservação, levou a Goiaba Jamaicana à extinção. O desaparecimento de espécies como essa reduz a diversidade genética das frutas, tornando as variedades cultivadas mais vulneráveis a pragas e doenças.

Tamareira da Judeia: já esta era amplamente cultivada nas margens do Mar Morto, do Mar da Galileia e no Vale de Hula, em Israel. Seu fruto foi essencial na alimentação das civilizações antigas, mas a espécie entrou em colapso devido às condições climáticas extremas da região.

O aumento da aridez e a escassez de recursos hídricos inviabilizaram o cultivo da Tamareira da Judeia, levando-a à extinção. Tentativas de ressuscitar a espécie a partir de sementes antigas foram realizadas, mas a planta original já desapareceu da natureza.

Tribuna de Minas

Mulheres são responsáveis por 33% dos lares

Separada há 5 anos, e com dois filhos, um de 7 e outro de 6 anos, a representante comercial Ana C. Luz se desdobra para sustentar a casa e a família. O ex-companheiro sumiu após a separação. E sobrou para ela todas as responsabilidades. “Ainda bem que conto com a minha família para me dar suporte com os meus filhos, mas a parte financeira é só comigo mesmo. Só posso contar comigo mesmo. Infelizmente essa é uma realidade de muitas mulheres”, disse.

Ana tem razão. Essa é a luta de muitas mulheres Brasil afora. Trabalhar, cuidar dos filhos, da casa, cuidar de si. Tarefa árdua, mas que se impõe, conforme aponta um levantamento realizado pelo Instituto Opinion Box entre 14 e 24 de fevereiro de 2025, com 1.383 entrevistas com mulheres de todo o país, para marcar o Dia Internacional da Mulher.

Em um mundo onde as mulheres são cada vez mais protagonistas de suas histórias, elas assumiram de vez a liderança no controle financeiro das famílias, em especial as de menor renda. Isso, muito em função da necessidade, mas em outros casos, por uma questão de independência financeira mesmo.

“Sempre vi a luta da minha mãe dentro de casa, sendo mãe, dona de casa, cuidado de tudo, trabalhando dentro de casa e sofrendo privações porque não tinha renda. Então, mesmo com todas as dificuldades me empenhei em trabalhar desde cedo para não passar pelo que ela passou. É muito bom, embora que seja pouco, você ter a sua independência financeira, e de alguma forma poder prover dentro de casa”, disse a autônoma Maria Clarice Sousa.

De acordo com o levantamento, 93% das mulheres contribuem financeiramente para o sustento do lar, sendo que, em 33% das famílias, elas são as únicas responsáveis pela geração de renda. Em 2023, o índice de mulheres que participavam das finanças das casas era de 88%.

Desafio maior para mulheres das classes D e E
O desafio é maior para as mulheres das classes D e E, que são as únicas responsáveis financeiras em 43% dos lares. Há uma grande diferença social ao comparar com as classes A e B, quando a responsabilidade feminina pelo sustento familiar cai para 18%. O destaque delas se reforça em relação ao planejamento econômico: 64% das entrevistadas pelo Instituto Opinion Box afirmam liderar a organização financeira da família.

Dados do Nordeste

No recorte específico do Nordeste, a liderança feminina no sustento da casa também é expressiva. 33,2% das entrevistadas na região informam que bancam sozinhas todas as despesas, enquanto 17,9% se dizem as principais provedoras, porém com alguma colaboração. Quando o assunto é dificuldade de acesso a crédito 54,7% das mulheres apontam esse fator como um dos maiores entraves para organizar suas finanças — porcentual superior à média nacional de 46,8%. Por outro lado, o endividamento afeta 26,31% das mulheres nordestinas, ligeiramente abaixo dos 30,9% verificados no país.

Dupla jornada

O protagonismo, porém, traz impactos preocupantes, como revelam 90% das entrevistadas em nível nacional: além do trabalho profissional de gerar renda fora de casa, as mulheres não têm a opção de renunciar às responsabilidades domésticas, tendo de equilibrar as duas frentes ao mesmo tempo. Mesmo assim, 85% delas celebram o fato de conquistarem espaços no mundo das finanças, um terreno predominantemente masculino por décadas.

Chama a atenção, negativamente, o fato de que somente 66% das entrevistadas percebem que o trabalho externo de geração de renda é valorizado dentro da própria casa, um percentual que melhora conforme a renda (83% para alta renda e 73% para média renda) e cai nas famílias de baixa renda (60% para classe D e 53% entre a classe E).

“Felizmente percebemos o crescimento do papel das mulheres na gestão financeira dos lares, tomando esse papel de garantia de um orçamento familiar sob controle”, afirma Patrícia Camillo, gerente da Serasa. “Acostumadas a gerenciar a rotina e até situações de escassez, elas conseguem equilibrar as reais necessidades à renda disponível e se mostram mais preocupadas em evitar o endividamento familiar”, confirma a especialista em educação financeira.

Felizmente percebemos o crescimento do papel das mulheres na gestão financeira dos lares

Outros dados da pesquisa
A dificuldade de obter crédito (47%) e o endividamento (31%) são os principais desafios enfrentados pelas mulheres no Brasil. No NE, os percentuais são 54,79% e 26,31%, respectivamente.
Quanto mais jovens, mais dificuldades as mulheres têm de conseguir crédito: são 62% das mulheres da Geração Z, 48% entre Millennials, 40% entre a Geração X e 16% entre as Baby Boomers.
8 em cada 10 mulheres pediram crédito nos últimos 12 meses: pagar uma despesa inesperada (26%), pagar dívidas de cartão (22%) e limpar o nome (21%) são os principais motivos da solicitação.
85% das mulheres entrevistadas já tiveram algum pedido de crédito negado.
As redes sociais são a maior fonte de aprendizado sobre finanças entre as mulheres (33%), seguido pelas informações em site/app de banco (28%) e buscadores na internet (26%).
3 em cada 4 mulheres se sentem representadas e mais confiantes quando escutam mulheres falando sobre economia.

O Imparcial