Autocuidado e empoderamento feminino ganham destaque em programação alusiva ao Dia da Mulher na DPE/MA

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, a Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA) realizou, nesta quinta-feira (06), o evento “Defensoria Delas, Edição 2025: Formação e Empreendedorismo”. A programação contou com uma palestra da empreendedora Nelinha do Babaçu e o lançamento do projeto “Defensoria Criativa”.

“O Defensoria Criativa é mais uma iniciativa da DPE/MA voltada ao empreendedorismo feminino e uma importante ferramenta desenvolvida pela 1ª subdefensora-geral do Estado, Cristiane Marques. A ação integra o projeto ‘Te Alui, Mulher’ e busca consolidar uma política de enfrentamento à violência de gênero, promovendo educação e garantindo o acesso aos direitos desse público. Além disso, o projeto inovador fortalece a produção cultural artesanal local e impulsiona a economia criativa no estado, gerando renda com a comercialização de produtos e serviços”, destaca o defensor-geral Gabriel Furtado.

Na ocasião, a sócia-diretora da empresa de sustentabilidade Reflyta, Nelinha do Babaçu, ministra uma palestra sobre o projeto que transforma o babaçu em produtos sustentáveis. A empreendedora ressalta que eventos como esse criam oportunidades para que mulheres possam expor e comercializar seus talentos.

“O Reflyta é um exemplo inspirador de como unir sustentabilidade e humanidade, repensando a forma como cuidamos do meio ambiente e das pessoas. Se sou uma empreendedora bem-sucedida, é porque um dia decidi começar. Meu pai me ensinou algo valioso: ‘Nem todos que tentaram, conseguiram, mas todos que conseguiram foi porque tentaram’. A filha de uma quebradeira de coco, que não sabia ler nem escrever com um lavrador que mal sabia ler só se tornou sócia de Jaime Monjardim Matarazzo porque nunca se desvalorizou. Nunca achei que ninguém era melhor do que eu. Lutei para conquistar o meu espaço”, compartilha a empreendedora.

O evento contou com a presença do público interno da Defensoria, da vice-prefeita Esmênia Miranda, da vereadora Thay Evangelista, da diretora da Casa da Mulher Brasileira, Susan Lucena, além de representantes da Secretaria de Estado da Mulher, da Secretaria de Estado do Trabalho e Economia Solidária, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Seccional Maranhão e da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema).

“Esse é um evento fundamental dentro do projeto ‘Te Alui, Mulher’, da DPE/MA, que fortalece o enfrentamento à violência de gênero por meio da educação, do empreendedorismo e do acesso a direitos. Devemos parabenizar iniciativas que capacitam mulheres para empreender, apesar dos desafios que enfrentamos como mulheres, mães e trabalhadoras”, afirma a vice-prefeita Esmênia Miranda.

Ainda em celebração ao Dia Internacional da Mulher (08), o público feminino da DPE/MA participou de uma tarde de cuidados, resultado de uma parceria da instituição com a Equatorial Energia, o Instituto Embelleze e o Centro de Terapias Orientais. Voltadas para defensoras, servidoras e mulheres assistidas pela Defensoria Pública, como parte do Programa de Qualidade de Vida no Trabalho, as sessões de automaquiagem e massagem proporcionam um verdadeiro banho de autoestima às participantes.

“De maneira muito sensível, trabalhamos o autocuidado dessas mulheres. Como forma de valorização, oferecemos uma pausa nas atividades laborais para que pudessem olhar para si mesmas e se sentirem prestigiadas e acolhidas. São pequenos gestos que transformam o dia de todas nós, e acredito que cumprimos essa missão com êxito”, finaliza a subdefensora-geral Cristiane Marques.

Defensoria.ma.def.br

Campanha dedicada ao Dia Internacional da Mulher tem vários eventos até o fim de março

A Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados promove até o fim do mês uma série de eventos para marcar o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. Neste ano, a Campanha Março Mulher tem o tema “A igualdade não pode esperar” e foi lançada ainda em fevereiro com a realização de uma sessão solene e a abertura da exposição “Pequim+30 e a Igualdade de Gênero no Parlamento Brasileiro”.

Outras atividades estão previstas, como a iluminação da fachada do Congresso Nacional na cor roxa a partir de sexta-feira (7), a realização de seminários e o lançamento de documentários.

A Campanha Março Mulher é realizada em parceria com a Procuradoria Especial da Mulher e a Liderança da Bancada Feminina do Senado Federal, entre outros parceiros institucionais.

Confira a programação:

até 20/3: exposição “Pequim+30 e a Igualdade de Gênero no Parlamento Brasileiro”, no Corredor Tereza de Benguela;
7 a 12/3: iluminação do Congresso Nacional na cor roxo em celebração ao Dia Internacional da Mulher;
11/3 a 4/4: exposição “Arte e Alma Feminina”, no Salão Negro;
25/3: 6º Encontro das Procuradoras da Mulher no Legislativo, no auditório Nereu Ramos;
25/3: Conferência da Mama e lançamento de cartilha sobre os direitos das pessoas com câncer, em local a definir;
26/3: seminário “Elas querem equidade: a força dos coletivos”, no auditório Nereu Ramos;
31/3: lançamento do documentário “Quando Elas se Movimentam”, no Cine Brasília.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Cantinho do Presente: Celebrando a Força, a Beleza e a Sabedoria das Mulheres

Neste dia 8 de março, celebramos o Dia Internacional das Mulheres, uma data que nos convida a reconhecer e valorizar a força, a beleza e a sabedoria de todas as mulheres. Muito além de um momento de homenagem, esse dia é também um símbolo de luta por direitos, respeito e igualdade.

Cada mulher carrega em si uma história única, marcada por desafios e conquistas. Seja no ambiente profissional, familiar ou social, elas são protagonistas de mudanças e inspirações diárias.

Neste dia especial, o Cantinho do Presente convida você a celebrar e reconhecer a importância das mulheres em sua vida, não apenas hoje, mas em todos os dias do ano. Porque cada mulher merece ser valorizada por sua coragem, inteligência e essência.

Parabéns a todas as mulheres! Que a sua força continue transformando o mundo!

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O Dia Internacional da Mulher e a Luta por Igualdade: Reflexões e Compromissos

O Dia Internacional da Mulher, celebrado anualmente em 8 de março, não é apenas uma data comemorativa, mas um símbolo da luta histórica das mulheres por direitos, equidade e respeito. Essa data tem suas raízes em movimentos trabalhistas e feministas do final do século XIX e início do século XX, quando mulheres começaram a se mobilizar para reivindicar melhores condições de trabalho, direito ao voto e igualdade de oportunidades.

Apesar das inúmeras conquistas ao longo das décadas, a luta por igualdade de gênero ainda é um desafio global. Mulheres continuam enfrentando desigualdade salarial, barreiras no mercado de trabalho, sub-representação em cargos de liderança, além de altos índices de violência de gênero.

Neste artigo, exploraremos a origem do Dia Internacional da Mulher, os desafios enfrentados atualmente e as ações necessárias para promover um mundo mais justo e igualitário para todas.

1. A Origem do Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher, celebrado mundialmente em 8 de março, tem suas raízes nos movimentos feministas e trabalhistas do final do século XIX e início do século XX. Sua origem está diretamente relacionada às lutas das mulheres por direitos trabalhistas, igualdade salarial, condições dignas de trabalho e participação política.

1.1. Movimentos Internacionais e Consolidação da Data

Um dos eventos marcantes que impulsionaram a luta das mulheres ocorreu em 1908, quando cerca de 15 mil trabalhadoras marcharam pelas ruas de Nova York, nos Estados Unidos, reivindicando redução da jornada de trabalho, melhores salários e direito ao voto. O impacto dessa mobilização foi tão grande que, no ano seguinte, o Partido Socialista da América instituiu o primeiro Dia Nacional da Mulher, celebrado em 28 de fevereiro de 1909.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, Dinamarca, a ativista Clara Zetkin, uma das grandes vozes do feminismo da época, propôs a criação de um dia internacional para dar visibilidade à luta feminina por direitos. A proposta foi aceita por mais de 100 mulheres de 17 países, embora a data oficial ainda não estivesse definida.

O movimento ganhou força em 1917, quando trabalhadoras russas organizaram uma greve histórica em 8 de março, protestando contra a fome, a Primeira Guerra Mundial e o regime czarista. Esse evento ficou conhecido como a “Marcha das Mulheres de Petrogrado” e marcou o início da Revolução Russa de 1917. Em reconhecimento ao protagonismo feminino, o governo soviético oficializou o 8 de março como feriado nacional em homenagem às mulheres.

A data foi oficialmente reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, quando o ano foi declarado como o Ano Internacional da Mulher. Desde então, o 8 de março passou a ser um marco global de reflexão sobre os direitos das mulheres, celebrando conquistas e reforçando a luta por igualdade de gênero.

1.2. O Dia Internacional da Mulher no Brasil

No Brasil, a luta das mulheres por direitos também tem uma trajetória marcante e está diretamente ligada à conquista de espaços na sociedade. Durante grande parte da história, as mulheres foram excluídas da política, do mercado de trabalho e dos estudos formais, sendo restritas ao papel de donas de casa e cuidadoras.

Um dos primeiros marcos da luta feminina no Brasil ocorreu em 1932, quando as mulheres conquistaram o direito ao voto, durante o governo de Getúlio Vargas. Essa foi uma vitória histórica que garantiu às mulheres o direito de participar ativamente da política nacional.

Outro momento crucial foi a redemocratização do país, com a Constituição de 1988, que trouxe avanços significativos na garantia de direitos trabalhistas e civis para as mulheres, incluindo a igualdade de gênero perante a lei.

Além disso, a luta contra a violência doméstica ganhou força com a criação da Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, que passou a punir com mais rigor os agressores de mulheres e estabelecer medidas protetivas para as vítimas.

Nos últimos anos, o Dia Internacional da Mulher no Brasil tem sido marcado por manifestações, debates e ações voltadas para a promoção da igualdade de gênero. Movimentos como a Marcha das Mulheres e campanhas contra o feminicídio, a desigualdade salarial e o assédio têm ganhado cada vez mais visibilidade.

2. Os Desafios Contemporâneos das Mulheres

Embora o Dia Internacional da Mulher seja uma celebração das conquistas femininas ao longo da história, ele também serve como um momento de reflexão sobre os desafios que ainda persistem. Apesar dos avanços legais e sociais, as mulheres enfrentam desigualdade estrutural em diversas áreas, como no mercado de trabalho, na política, na segurança e na divisão de responsabilidades domésticas.

A seguir, apresentamos os principais desafios enfrentados pelas mulheres na atualidade, com dados e reflexões sobre cada um deles.

2.1. Desigualdade Salarial e Mercado de Trabalho

A disparidade salarial entre homens e mulheres continua sendo uma das maiores barreiras à equidade de gênero. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres ganham, em média, 22% a menos do que os homens no Brasil, mesmo quando ocupam cargos e funções semelhantes.

Essa desigualdade se torna mais grave para mulheres negras e indígenas, que enfrentam um duplo preconceito: racial e de gênero. Além disso, setores como tecnologia, engenharia e ciência ainda têm uma representatividade feminina muito baixa, sendo dominados majoritariamente por homens.

Principais barreiras no mercado de trabalho:

Diferença salarial entre homens e mulheres.
Dificuldade de ascensão a cargos de liderança.
Preconceito em áreas historicamente masculinas.
Falta de políticas de inclusão e equidade de gênero nas empresas.
Soluções possíveis:

Implementação de políticas de igualdade salarial.
Maior incentivo à presença feminina em áreas como STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).
Criação de programas de mentoria e capacitação profissional para mulheres.
2.2. Violência de Gênero e Feminicídio

A violência contra a mulher segue sendo uma das maiores crises sociais do Brasil e do mundo. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é vítima de feminicídio a cada sete horas no país.

A violência de gênero ocorre em diversas formas, incluindo violência doméstica, assédio moral e sexual, estupro, feminicídio e violência psicológica. Muitas mulheres enfrentam dificuldades para denunciar seus agressores devido à falta de apoio institucional e medo de retaliação.

Principais formas de violência de gênero:

Violência doméstica: Agressões físicas, psicológicas e patrimoniais dentro de casa.
Assédio moral e sexual: No trabalho, transporte público e outros espaços.
Feminicídio: O assassinato de mulheres por sua condição de gênero.
Soluções possíveis:

Fortalecimento da Lei Maria da Penha e criação de mais delegacias especializadas.
Campanhas educativas para combater a cultura do machismo e da impunidade.
Ampliar o acesso a centros de acolhimento e apoio psicológico para vítimas.
2.3. Sub-representação Feminina na Política e em Cargos de Liderança

Mesmo representando mais da metade da população brasileira, as mulheres ainda ocupam um número reduzido de cargos políticos e de liderança. No Congresso Nacional, apenas 17,7% das cadeiras são ocupadas por mulheres, um número muito inferior ao ideal para garantir uma representatividade equilibrada.

Nas empresas, a realidade não é diferente: apenas 5% das presidências das 500 maiores empresas do mundo são ocupadas por mulheres. O chamado “teto de vidro” ainda impede muitas mulheres de avançarem na hierarquia corporativa, seja por preconceito ou pela ausência de redes de apoio.

Principais barreiras:

Falta de apoio para mulheres na política.
Menor acesso a cargos de liderança no setor público e privado.
Cultura empresarial que prioriza homens para posições estratégicas.
Soluções possíveis:

Criação de cotas para mulheres na política.
Incentivo a programas de liderança feminina nas empresas.
Construção de redes de apoio para mulheres empreendedoras e gestoras.
2.4. A Duplicidade de Carga de Trabalho: Casa x Carreira

Um dos desafios mais silenciosos e, ao mesmo tempo, mais impactantes para as mulheres é a dupla jornada de trabalho. Mesmo quando trabalham fora, muitas ainda são as principais responsáveis pelas tarefas domésticas e pelo cuidado com os filhos.

Pesquisas do IBGE mostram que as mulheres dedicam, em média, 10 horas semanais a mais do que os homens a atividades domésticas. Essa sobrecarga dificulta o crescimento profissional e compromete sua qualidade de vida.

Principais impactos da dupla jornada:

Menos tempo para investir em educação e capacitação profissional.
Aumento do cansaço físico e emocional.
Dificuldade de conciliar carreira e maternidade.
Soluções possíveis:

Incentivar a divisão equitativa das tarefas domésticas entre homens e mulheres.
Criar políticas de flexibilização do trabalho para mães e cuidadoras.
Promover a licença parental igualitária, permitindo que pais também tenham mais responsabilidades nos cuidados com os filhos.
2.5. Falta de Acesso à Educação e Capacitação Profissional

A educação é um dos pilares mais importantes para a autonomia feminina. No entanto, muitas meninas e mulheres enfrentam dificuldades de acesso à escolaridade e capacitação profissional, especialmente em áreas rurais e comunidades de baixa renda.

A falta de incentivos para que mulheres ingressem em cursos técnicos e universitários contribui para sua menor presença em setores estratégicos da economia. Além disso, mulheres que engravidam cedo ou enfrentam dificuldades financeiras têm maior probabilidade de abandonar os estudos.

Principais barreiras educacionais para mulheres:

Menor acesso a cursos nas áreas de ciência, tecnologia e engenharia.
Desigualdade no acesso à educação de qualidade.
Dificuldade de conciliar maternidade e estudo.
Soluções possíveis:

Criar programas de bolsas de estudo para mulheres em situação de vulnerabilidade.
Ampliar o número de cursos gratuitos e acessíveis para mulheres.
Desenvolver projetos que incentivem meninas a entrarem em carreiras científicas e tecnológicas.
A Importância da Equidade de Gênero no Instituto Benjamin Constant

No Instituto Benjamin Constant (IBC), a valorização das mulheres é um compromisso essencial para a construção de um ambiente mais justo, inclusivo e igualitário. A presença e atuação das mulheres são reconhecidas e incentivadas em diversas áreas da instituição, desde a educação, saúde e pesquisa até arte, cultura, tecnologia e gestão.

A Comissão de Promoção da Igualdade Racial, de Gênero e Diversidade desempenha um papel fundamental na implementação de políticas institucionais voltadas à equidade de gênero, promovendo ações que garantam a participação ativa das mulheres, sua valorização profissional e a criação de oportunidades igualitárias.

O IBC reafirma seu compromisso com a igualdade de gênero, garantindo que todas as mulheres da instituição — alunas, servidoras, pesquisadoras e profissionais — tenham suporte, visibilidade e oportunidades iguais para seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Conclusão

O Dia Internacional da Mulher representa não apenas uma celebração das conquistas femininas, mas também um lembrete da necessidade contínua de transformação social. Ao longo da história, as mulheres lutaram arduamente por direitos fundamentais, como o acesso à educação, ao trabalho, à vida política e à segurança, e ainda enfrentam desafios diários para garantir a igualdade de gênero em todas as esferas da sociedade.

Apesar dos avanços legais e institucionais, a desigualdade salarial, a violência de gênero, a sub-representação em cargos de liderança e a sobrecarga da dupla jornada de trabalho continuam sendo realidades que limitam o desenvolvimento pleno das mulheres. Diante disso, é essencial que políticas públicas, iniciativas institucionais e a sociedade como um todo se mobilizem para garantir um futuro mais justo e equitativo para todas.

No Instituto Benjamin Constant (IBC), a valorização da mulher se reflete em ações que promovem a equidade de gênero em diversas áreas, incentivando a participação feminina no ensino, na ciência, na tecnologia, na literatura e nas artes. Além disso, reconhecer e fortalecer o papel das mães, professoras, pesquisadoras, servidoras e alunas dentro da instituição é um passo essencial para que todas tenham visibilidade, oportunidades e reconhecimento.

A construção de uma sociedade mais igualitária exige um esforço contínuo para quebrar estereótipos, eliminar barreiras estruturais e criar oportunidades reais para as mulheres. O compromisso com a igualdade de gênero não deve ser uma pauta pontual, mas sim um compromisso diário que envolve políticas institucionais, mudanças culturais e o fortalecimento da participação feminina em todos os setores da sociedade.

Que o 8 de março continue sendo um marco de luta, reflexão e avanços, impulsionando ações concretas para garantir que todas as mulheres tenham voz, respeito e igualdade de oportunidades. A transformação social começa com o reconhecimento do papel fundamental das mulheres e a construção de um futuro onde a equidade não seja apenas um ideal, mas uma realidade vivida por todas.

Comissão de Promoção de Igualdade Racial, Gênero e Diversidade.

Referências Bibliográficas

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 20 fev. 2025.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Disponível em: https://www.ibge.gov.br. Acesso em: 20 fev. 2025.

ONU MULHERES. História do Dia Internacional da Mulher. Disponível em: https://www.onumulheres.org.br. Acesso em: 27 fev. 2025.

FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Disponível em: https://www.forumseguranca.org.br. Acesso em: 27 fev. 2025.

Categoria
Educação e Pesquisa

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Dia Internacional das Mulheres: por que a data é comemorada no dia 8 de março?

No dia 8 de março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher, um dos momentos mais importantes do calendário global no mês de março. A data, criada em 1917 para a celebração da luta pelos direitos das mulheres, é um marco essencial para o reconhecimento e fortalecimento do feminismo — e, portanto, da luta por uma sociedade mais justa e igualitária.

O que muita gente não sabe, no entanto, é a história que originou a data e porque ela é celebrada neste dia. Para se ter ideia, o evento só foi oficializado em 1975, mais de 60 anos após sua criação, em uma assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU). E diferente de outras datas comemorativas, esse foi um dos poucos dias que não foi criado pelo comércio.

A luta pela justiça para gênero feminino, apesar de ser oficializada no calendário mundial há menos de 50 anos, já existe há milhares de anos. Desde a Idade Média, com a caça às bruxas, e até antes desse marco, as mulheres lutam para terem seus direitos assegurados e reconhecidos. Ao longo dos séculos, alguns deles foram incluídos na sociedade, se tornaram leis — e até configuraram na Constituição.

O problema é que essas conquistas são, diante de anos de luta, relativamente novas. E é por isso que essa data de celebração é tão importante.

De onde surgiu o Dia Internacional das Mulheres?
O incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist, em 1911 (Reproduççao)

A ideia de encontrar uma data para celebrar a luta feminista tem várias origens. Alguns pesquisadores defendem que a sugestão, no século 19, nas primeiras etapas da Revolução Industrial. Outros defendem que a data nasceu no estopim da Revolução Russa, em 1917, motivada pela luta das mulheres russas por melhores condições de vida, trabalho e o fim da Primeira Guerra Mundial.

De todas as teorias, a mais aceita é que a data nasceu após uma conferência na Dinamarca em busca de direitos igualitários, em 1910, e foi consolidada por um histórico incêndio na fábricaTriangle Shirtwaist Company, em Nova York, no ano de 1911. Em 1909, dois anos antes do incêndio, as mulheres nova-iorquinas que trabalhavam na fábrica têxtil haviam feito uma greve, reivindicando melhores condições de trabalho e o voto feminino. Em conjunto com os nascentes sindicatos e com o Partido Socialista da América, elas se reuniram em uma passeata que reuniu cerca de 15 mil mulheres. A fábrica, na época, recusou as reivindicações.

Um ano mais tarde, em 1910, esse movimento inspirou Clara Zetkin, famosa ativista alemã, a criar uma data anual para comemoração da luta das mulheres nas conferências de mulheres da Internacional Socialista, em Copenhague. O dia, no entanto, acabou não sendo definido.

Protesto na Triangle Shirtwaist Factory em 1910 (Reprodução)

Em 1911, mesmo diante de greves e manifestações, a Triangle Shirtwaist Company ainda mantinha suas funcionárias — maior parte de sua força de trabalho —, em uma jornada de trabalho de cerca de 14 horas ao dia, em semanas que ultrapassavam as 60 horas — e eram remuneradas com 6 a 10 dólares. Além da redução dessa jornada, as trabalhadoras também buscavam mais segurança no ambiente de trabalho, que tinha risco de incêndio por tecidos inflamáveis.

Em 25 de março daquele ano, a reivindicação das mulheres se tornou inegável e justificada: A fábrica pegou fogo naquele dia e, dos 600 funcionários, 146 pessoas morreram, sendo 23 homens e 129 mulheres. Diante da fatalidade das trabalhadoras, o mês de março ficou marcado na história como uma conscientização do desastre.

Leia também:Calendário de Feriados 2024: lista com todas as datas comemorativas
Por que é comemorado no dia 8 de março?
Alguns anos mais tarde, quando o mundo voltou os olhos para a Europa na Primeira Guerra Mundial, as mulheres aprofundaram a luta por direitos igualitários. Exaustas pela rotina dentro de casa e no trabalho, em uma qualidade de vida subjugada pelo gênero e assolada pelos anos da guerra, um grupo de mulheres russas passou a questionar sua função na nova sociedade que nascia em 1917, no estopim da Revolução Russa. E elas colocaram esse questionamento em voz alta.

No dia 8 de março de 1917, milhares de russas se reuniram em uma passeata pedindo os direitos para o gênero feminino, bem como o fim da guerra e do desemprego. Assim, nos anos seguintes, o Dia das Mulheres continuou a ser celebrado naquela data pelo movimento socialista, na Rússia e nos demais países do bloco soviético.

Oficialização da ONU
Décadas mais tarde, a luta feminista seguiu ativa, cada vez mais forte e presente: o direito ao voto se consolidou, as leis cresceram e se adequaram, assim como a sociedade como um foto. Mas foi só em 1975, no entanto, que a ONU reconheceu a data como uma celebração dos direitos do gênero feminino e estabeleceu, então, que o dia 8 de março seria o Dia Internacional das Mulheres.

Hoje, o evento é comemorado por mais de 100 países como um momento dedicado à luta pela igualdade de gênero, para celebrar as conquistas, cobrar direitos e relembrar as mulheres que foram vítimas de violência.

8 de março, Dia Internacional da Mulher é feriado?
O dia 8 de março não é um feriado no Brasil , apesar de ser uma data importante para o histórico de luta das mulheres em todo mundo.

Exame

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Estação do Café e Estação do Café Bistrô Celebram a Força e Inspiração das Mulheres neste 8 de Março

No Dia Internacional da Mulher, a Estação do Café e Estação do Café Bistrô prestam homenagem a todas as mulheres que fazem a diferença no mundo, com sua força, inteligência e sensibilidade.

Seja no trabalho, na família, nos sonhos que constroem ou nas batalhas que enfrentam, cada mulher carrega consigo uma história única e inspiradora. Hoje, celebramos essas histórias com gratidão e respeito.

Que este dia seja repleto de reconhecimento, carinho e, claro, bons momentos acompanhados de um café especial! Feliz Dia da Mulher!

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TJMA gastará mais de R$ 500 mil com iPhones

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) anunciou a aquisição de 50 unidades do modelo “iPhone 16 Pro Max” para serem entregues aos desembargadores maranhenses. Cada aparelho custará R$ 11.467,99, totalizando um investimento de R$ 573.399,50. A medida tem gerado questionamentos sobre a necessidade da compra de dispositivos de alto valor em um momento de restrições orçamentárias em diversas áreas do setor público.

A compra será realizada por meio do Edital de Pregão Eletrônico nº 90.010/2025 – SRP, e a justificativa apresentada pelo Tribunal para a aquisição dos dispositivos é a “necessidade de padronização tecnológica e integração dos dispositivos no ambiente institucional”. A proposta visa uniformizar os equipamentos utilizados pelos magistrados, garantindo, segundo o Tribunal, maior eficiência na comunicação e acesso a sistemas internos da Justiça.

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Atualmente, os desembargadores do Maranhão recebem, somando quinquênios e outros benefícios, mais de R$ 40 mil mensais. O processo licitatório do TJ-MA será conduzido pelo critério de menor preço, com formação de Ata de Registro de Preços, possibilitando a adesão de outros órgãos à compra, o que pode ampliar ainda mais o valor investido nessa aquisição. Os aparelhos a serem adquiridos deverão contar com tela de 6,9 polegadas, câmeras Pro de até 48 MP, 8GB de memória RAM e 256GB de armazenamento, além de uma garantia mínima de 12 meses e homologação pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Essas especificações são consideradas de ponta no mercado de telefonia móvel, sendo equipamentos voltados ao público premium. O contrato terá vigência de 12 meses e prevê que os dispositivos sejam entregues no prazo máximo de 45 dias após a emissão da ordem de fornecimento, na sede do TJ-MA, em São Luís. Essa medida visa garantir a rápida disponibilização dos aparelhos aos desembargadores, permitindo sua imediata integração aos sistemas do Tribunal.

A aquisição será custeada com recursos da Diretoria de Informática do Tribunal, conforme dotação orçamentária específica, e seguirá as diretrizes estabelecidas pela Lei nº 14.133/2021, que regulamenta licitações e contratos administrativos no Brasil. A decisão do TJ-MA ocorre em um contexto de cobranças por maior transparência e racionalização dos gastos públicos, especialmente no âmbito do Poder Judiciário.

Atualmente, o procedimento encontra-se em tramitação interna para a realização do processo licitatório, e a expectativa é que a licitação ocorra nos próximos meses. O tema pode gerar repercussão entre órgãos de controle e entidades da sociedade civil que monitoram os gastos da administração pública.

O Imparcial

Lula cogita “medidas drásticas” para conter alta dos alimentos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (7), que pode tomar medidas “mais drásticas” para baixar o custo dos alimentos aos consumidores e culpou os “atravessadores” pelo alta do preço dos ovos no país. Entretanto, Lula não explicou que medidas seriam essas, ao falar sobre o assunto durante evento em Campo do Meio (MG).

“Eu quero encontrar uma explicação para o preço do ovo”, disse. “O ovo está saindo do controle. Uns dizem que é o calor, outros dizem que é exportação e eu estou atrás [da explicação]”, acrescentou Lula.

O presidente diz que o governo quer encontrar uma solução pacífica, “mas se a gente não encontrar, a gente vai ter que tomar atitudes mais drásticas, porque o que interessa é levar a comida barata para mesa do povo brasileiro”, afirmou, defendendo que também é preciso pagar um preço justo aos produtores.

“A gente não quer que o produtor tenha prejuízo. O que nós precisamos é saber que tem atravessador no meio. Entre o produtor e o consumidor deve ter muita gente que mete o dedo no meio. E nós vamos descobrir quem é o responsável por isso”, reforçou.

Segundo o presidente, de janeiro de 2023 a janeiro de 2025, a caixa do ovo com 30 dúzias variou próximo de R$ 140. No mês de fevereiro deste ano, ela subiu para R$ 210.

“Eu quero saber porque que ela deu esse salto. Quem é que meteu o bedelho e chutou a bola para cima?”, questionou.

Produtividade
De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a alta no preço dos ovos é uma “situação sazonal, comum ao período pré e durante a quaresma [período em que algumas comunidades cristãs se preparam para a Páscoa]”, quando as famílias costumam substituir o consumo de carnes vermelhas por ovos.

A associação ainda cita aumento nos custos de produção, como o preço do milho e das embalagens, e as “temperaturas em níveis históricos”, que impactam na produtividade das aves.

Para a entidade, o mercado deverá se normalizar até o final do período da quaresma, com o restabelecimento dos patamares de consumo das diversas proteínas. A ABPA lembrou que, embora em alta, as exportações de ovos têm efeito praticamente nulo sobre a oferta interna, já que representam menos de 1% das 59 bilhões de unidades que deverão ser produzidas este ano.

Redução de impostos
Nesta quinta-feira (6), o governo federal anunciou algumas medidas para reduzir os preços dos alimentos ao consumidor, entre elas a isenção do imposto de importação de nove produtos alimentícios considerados essenciais.

A medida incidirá sobre:

café,
azeite,
açúcar,
milho,
óleo de girassol,
sardinha,
biscoitos,
macarrão,
carnes.


O governo federal anunciou a isenção do imposto de importação do café – TV Brasil/Caminhos da Reportagem
A redução das tarifas de importações sobre os itens entrará em vigor nos próximos dias, após serem aprovadas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex).

“Nós vamos encontrar uma solução, porque eu tenho certeza que nesse país todo mundo tem interesse que o povo possa comer bem. Comida de qualidade, comida saudável, comida, de preferência, orgânica para que a gente possa ter qualidade de vida. Nós, então, estamos muito ansiosos, o governo inteiro está preocupado, tem muito empresários também que está preocupado”, disse Lula.

Agência Brasil