Agroforte Suínos: Qualidade e Confiança em Suínos Vivos e Abatidos; ligue e faça sua encomenda!

A Agroforte Suínos é referência no mercado quando o assunto é qualidade e confiança na venda de suínos vivos e abatidos. Com atendimento especializado, a empresa garante seriedade, compromisso e produtos de excelência para seus clientes.


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Mulheres que lideram: as múltiplas versões de quem move o Maranhão com energia

_Com talento, visão e coragem, lideranças femininas da Equatorial Maranhão impulsionam o setor elétrico e transformam desafios em oportunidades_

Na semana do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a Equatorial Maranhão lança um olhar sensível para as mulheres que constroem, todos os dias, a história da Distribuidora no estado. Mais do que ocupar cargos de liderança, elas transformam rotinas, impulsionam resultados e inspiram equipes com competência e propósito.

A data convida à celebração de conquistas, à reflexão sobre os desafios ainda existentes e à renovação do compromisso com a equidade de gênero. Na Equatorial Maranhão, essa valorização se traduz na presença feminina em áreas estratégicas, operacionais e de decisão, espaços onde a liderança é exercida com firmeza, escuta ativa e visão de futuro.

*Liderança com propósito*

Na Região Leste do estado, quem representa essa força é Sarah Moura, há quase cinco anos na Equatorial Maranhão, onde atua como Engenheira de Distribuição. À frente de processos operacionais, Sarah contribui com olhar atento, sensibilidade e espírito colaborativo na condução das atividades.

“Ocupar um cargo de liderança representa a possibilidade de construir uma trajetória baseada em esforço, aprendizado e responsabilidade. É desafiador todos os dias, mas, quando olho para trás e vejo de onde comecei, onde estou e tudo o que ainda pretendo alcançar, sinto uma enorme gratidão e um forte senso de propósito”, destacou Sarah.

Fora do ambiente corporativo, Sarah vivencia um dos papéis mais transformadores de sua vida: o de gestar. À espera de sua primeira filha, ela encara este momento como sua missão mais especial.

*Inspiração que se multiplica*

Histórias como essa refletem uma realidade presente em diferentes áreas da Equatorial Maranhão. Mulheres lideram equipes, tomam decisões estratégicas e colaboram diretamente para o fortalecimento da empresa e do setor elétrico no estado.

Promover a equidade de gênero é um compromisso permanente da Distribuidora. A presença feminina em posições de liderança amplia a diversidade de pensamento, impulsiona a inovação e fortalece a construção de um ambiente cada vez mais inclusivo e representativo.

Além disso, a empresa apoia iniciativas que ampliam a participação feminina no setor elétrico, como turmas exclusivas para mulheres na Escola de Eletricistas, que oferecem capacitação técnica e novas oportunidades de carreira, e projetos do Instituto Equatorial, como o Energia Feminina, voltado ao empreendedorismo e ao fortalecimento da autonomia das mulheres.

Neste Dia Internacional da Mulher, a Equatorial Maranhão reafirma seu respeito e reconhecimento a todas as colaboradoras que, com talento e dedicação, evidenciam a força, a competência e o protagonismo da liderança feminina na construção de um setor elétrico mais diverso e inovador. Às clientes, a Distribuidora também dedica um reconhecimento especial, por serem parte essencial dessa trajetória, inspirando conquistas, fortalecendo comunidades e movendo o Maranhão com a força de sua própria energia.

*Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão*

Alô Trizidela!!!! Frigorífico Marcelo Rei do Frango espera por vocês na Rua Afonso Cunha número 100, bairro São Raimundo; Boas compras!!!!

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Senado aprova licença-paternidade de 20 dias com pagamento pelo INSS

O plenário do Senado Federal aprovou, nessa quarta-feira (4), um projeto de lei que amplia a licença-paternidade no Brasil e cria o chamado salário-paternidade, benefício que será pago no período de afastamento do trabalho. O texto agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pela proposta, a licença passará de cinco para até 20 dias, com remuneração integral ao trabalhador. A concessão será válida em casos de nascimento de filho, adoção ou guarda judicial para fins de adoção.

A ampliação, no entanto, não ocorrerá de forma imediata. O projeto estabelece um período de transição de quatro anos a partir da entrada em vigor da lei, prevista para 1º de janeiro de 2027. Nos dois primeiros anos, o prazo será de 10 dias; no terceiro ano, de 15 dias; e apenas a partir do quarto ano chegará a 20 dias.

O texto também condiciona a aplicação completa do benefício ao cumprimento da meta fiscal de 2028. Caso essa meta seja atingida, a licença de 20 dias passará a valer em 2029.

Durante o afastamento, o trabalhador receberá o salário-paternidade, que seguirá regras semelhantes às do salário-maternidade. Para empregados com carteira assinada, a empresa fará o pagamento e depois será compensada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Já para autônomos, segurados individuais e microempreendedores individuais (MEIs), o valor será pago diretamente pelo instituto.

O projeto também permite que o pai emende as férias com a licença-paternidade, desde que manifeste essa intenção ao empregador com pelo menos 30 dias de antecedência da data prevista para o parto ou da emissão do termo de guarda.

Outra novidade é a possibilidade de dividir o período de licença em duas partes. A primeira deverá corresponder a, no mínimo, metade do prazo total e ocorrer logo após o nascimento ou a adoção. O restante poderá ser utilizado em até 180 dias.

A proposta ainda estabelece estabilidade provisória no emprego desde a comunicação da licença ao empregador até um mês após o fim do afastamento, medida que busca evitar demissões ou retaliações contra o trabalhador durante esse período.

Segundo estimativas apresentadas durante a tramitação na Câmara dos Deputados, o impacto fiscal da medida pode chegar a R$ 2,2 bilhões em 2026 e crescer gradualmente até alcançar R$ 5,4 bilhões em 2029. As despesas serão custeadas com recursos da Seguridade Social previstos na Lei Orçamentária Anual.

O Imparcial

SUS passa a oferecer novo tratamento contra malária para crianças com dose única

O Ministério da Saúde iniciou a oferta de um novo tratamento contra a malária para crianças menores de 16 anos no Sistema Único de Saúde (SUS). A novidade é a utilização da tafenoquina na formulação pediátrica de 50 mg, indicada para crianças com peso entre 10 kg e 35 kg.

Até então, o medicamento era disponibilizado apenas para jovens e adultos a partir de 16 anos. Segundo o ministério, a ampliação do tratamento busca atender um público especialmente vulnerável, já que crianças concentram cerca de 50% dos casos da doença registrados no país.

A distribuição do medicamento ocorre de forma gradual, priorizando regiões da Amazônia, onde está concentrada a maior incidência da malária no Brasil. Com a medida, o país se torna o primeiro do mundo a disponibilizar esse tipo de tratamento para crianças.

Inicialmente, serão distribuídos 126.120 comprimidos da tafenoquina pediátrica para ampliar as ações de controle da doença no território nacional.

Tratamento mais simples e eficaz
O medicamento passou a ser indicado para pacientes diagnosticados com malária causada pelo parasita Plasmodium vivax, com peso acima de 10 kg e que não estejam grávidas ou em período de amamentação.

De acordo com o Ministério da Saúde, a principal vantagem da nova formulação é a simplificação do tratamento. Antes, o esquema terapêutico exigia medicação por até 14 dias, o que dificultava a adesão, principalmente entre crianças.

“A nova apresentação do fármaco será administrada em dose única, o que proporciona mais conforto e praticidade para as famílias e profissionais de saúde, maior adesão à terapia, eliminação completa do parasita e a prevenção de recaídas”, informou o ministério.

A pasta também destacou que o medicamento permite ajustar a dose de acordo com o peso da criança, aumentando a eficácia do tratamento e contribuindo para reduzir a transmissão da doença.

Distribuição prioriza áreas indígenas
O governo federal investiu cerca de R$ 970 mil na aquisição do medicamento. Até o momento, 64.800 doses já foram recebidas e começarão a ser distribuídas em regiões de maior incidência da doença.

Entre os territórios prioritários estão os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes. Essas áreas concentram aproximadamente metade dos casos de malária registrados em crianças e adolescentes de até 15 anos.

O primeiro território contemplado foi o DSEI Yanomami, que recebeu 14.550 comprimidos da versão pediátrica. A região já havia sido a primeira do país a receber a tafenoquina na dosagem de 150 mg, voltada para pacientes com mais de 16 anos, em 2024.

Avanços no combate à doença
Segundo o Ministério da Saúde, a malária continua sendo um dos principais desafios de saúde pública na região amazônica, principalmente em áreas remotas e em territórios indígenas, onde fatores geográficos e sociais aumentam a vulnerabilidade da população.

“A malária é um dos principais desafios de saúde pública na região Amazônica, especialmente em áreas de difícil acesso e territórios indígenas, onde fatores geográficos e sociais ampliam a vulnerabilidade à doença”, destacou a pasta.

O ministério informou ainda que mantém ações permanentes de monitoramento, controle do mosquito transmissor, busca ativa de casos e distribuição de testes rápidos.

Entre 2023 e 2025, apenas no território Yanomami, houve aumento de 103,7% na realização de testes e crescimento de 116,6% nos diagnósticos, além de uma redução de 70% no número de mortes causadas pela doença.

Em todo o país, 2025 registrou o menor número de casos de malária desde 1979, com 120.659 ocorrências, representando queda de 15% em relação a 2024. Nas áreas indígenas, a redução foi de 16% no mesmo período.

A região Amazônica segue concentrando a grande maioria das notificações, com cerca de 99% dos casos registrados no Brasil. Somente no último ano, foram contabilizados 117.879 casos na região.

Fonte: Agência Brasil

☕ Meu Café Completo: Confira as delícias da Estação do Café especial para o Dia Internacional da Mulher

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, aproveite o Meu Café Completo, uma proposta encantadora e cheia de sabor: a Estação do Café, pensada especialmente para homenagear as mulheres com um momento acolhedor, elegante e inesquecível.

A ideia é oferecer uma experiência diferenciada, perfeita para empresas, escolas, igrejas e eventos comemorativos que desejam valorizar e reconhecer a importância feminina. A Estação do Café reúne uma seleção especial de delícias cuidadosamente organizadas, proporcionando um ambiente agradável, sofisticado e cheio de carinho em cada detalhe.

Mais do que um simples café, a proposta é criar um momento de conexão, celebração e gratidão. Afinal, cada mulher merece ser lembrada, valorizada e celebrada não apenas nesta data, mas todos os dias.

Para quem deseja tornar o Dia Internacional da Mulher ainda mais especial, o Meu Café Completo surge como uma excelente opção para transformar a comemoração em uma experiência memorável. ✨

Cantinho do Presente apresenta novidades especiais para o Dia Internacional da Mulher

O Cantinho do Presente já está em clima de celebração e preparou novidades encantadoras para o Dia Internacional da Mulher. A data, que simboliza força, delicadeza e conquistas femininas, ganha ainda mais significado com opções pensadas especialmente para emocionar e surpreender.

Com propostas que unem beleza, sofisticação e carinho em cada detalhe, a loja traz sugestões perfeitas para homenagear mães, esposas, filhas, amigas e todas as mulheres que fazem a diferença no nosso dia a dia.

Mais do que um simples presente, a escolha ideal é aquela que transmite reconhecimento e afeto. E no Cantinho do Presente, cada item foi selecionado para transformar a lembrança em uma experiência especial.

Neste Dia Internacional da Mulher, celebre com quem você ama e escolha um presente que represente toda a admiração e gratidão por essas mulheres incríveis. ✨

Conflito no Oriente pode elevar exportações de combustível do Brasil

O agravamento das tensões no Oriente Médio pode trazer efeitos mistos para o comércio exterior brasileiro, com possível aumento nas exportações de combustíveis e impacto temporário negativo nas vendas de alimentos. A avaliação é do diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Herlon Brandão.

Em entrevista nesta quinta-feira (5) para comentar dados da balança comercial, Brandão afirmou que conflitos na região costumam pressionar o preço do petróleo no mercado internacional, o que tende a beneficiar o Brasil, que é exportador líquido do produto.

“O Brasil é um exportador líquido de petróleo e, na medida em que o preço do petróleo suba, o saldo do comércio de combustíveis tende a aumentar”, disse o diretor do Mdic.

Por outro lado, Brandão destacou que países do Oriente Médio são importantes compradores de alimentos brasileiros, como carne de frango, milho, açúcar e produtos halal (produzidos conforme as normas islâmicas).

Segundo o diretor, um eventual impacto negativo nas vendas desses produtos deve ser temporário. “A demanda por alimentos nesses países não vai desaparecer. Os fluxos tendem a se normalizar”, afirmou.

De acordo com dados do Mdic, cerca de 32% das exportações brasileiras de milho têm como destino o Oriente Médio. A participação chega a 30% no caso da carne de aves, 17% para o açúcar e 7% para a carne bovina.

Estados Unidos
Os números da balança comercial também mostram mudanças importantes no comércio do Brasil com os principais parceiros.

As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 2,523 bilhões em fevereiro, queda de 20,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. As importações também recuaram, diminuindo 16,5% e totalizando US$ 2,788 bilhões. Com isso, o saldo comercial com o país foi negativo em US$ 265 milhões.

Esta foi a sétima queda consecutiva nas vendas ao mercado estadunidense, movimento associado à sobretaxa de 50% imposta pelo governo do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros em meados de 2025. No fim de fevereiro, a Corte Suprema dos Estados Unidos derrubou a sobretaxa, mas as repercussões na balança comercial só devem aparecer nos próximos meses.

China
Em direção oposta, as exportações para a China registraram forte crescimento. Em fevereiro, as vendas brasileiras ao país asiático somaram US$ 7,220 bilhões, alta de 38,7% em comparação com os US$ 5,206 bilhões registrados no mesmo mês de 2025.

Já as importações vindas da China caíram 31,3% no período, totalizando US$ 5,494 bilhões. O resultado foi um superávit de US$ 1,73 bilhão na balança comercial com o país asiático.

Segundo Brandão, um dos fatores que influenciaram os números de importação foi a compra de uma plataforma de petróleo no valor de cerca de US$ 2,5 bilhões. O equipamento foi adquirido da Coreia do Sul, o que também impactou as estatísticas regionais de comércio.

União Europeia e Argentina
As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 34,7% em fevereiro, alcançando US$ 4,232 bilhões. As importações do bloco recuaram 10,8%, para US$ 3,301 bilhões, resultando em superávit de US$ 931 milhões.

No comércio com a Argentina, houve retração tanto nas vendas quanto nas compras. As exportações caíram 26,5%, somando US$ 1,057 bilhão, enquanto as importações recuaram 19,2%, para US$ 850 milhões. Ainda assim, o Brasil registrou superávit de US$ 207 milhões na relação comercial com o país vizinho.

China, Estados Unidos, União Europeia e Argentina estão entre os principais parceiros comerciais do Brasil e influenciam diretamente o desempenho da balança comercial do país.

Agência Brasil

Europa apoia guerra dos EUA e Israel contra Irã; Espanha diverge

Com exceção da Espanha, os principais países da Europa têm dado apoio político, ou mesmo de defesa, aos esforços de Israel e dos Estados Unidos (EUA) na guerra de agressão contra o Irã para promover “mudança de regime”.

O Reino Unido, a França e Alemanha não condenaram os ataques contra Teerã, que violam o direito internacional, mas buscaram justificar a guerra atribuindo ao Irã a responsabilidade pela deflagração do conflito. As potências europeias ainda exigem que o país persa aceite as condições impostas por EUA e Israel.

O direito internacional permite o uso da força apenas por meio de autorização do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

O Reino Unido não condenou os ataques contra o Irã, mas condenou as retaliações de Teerã contra bases dos EUA no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, Londres fornece suporte logístico das bases britânicas na região para Washington.

A França, ao mesmo tempo que promete aumentar o próprio estoque de ogivas nucleares, condena o programa nuclear iraniano, que seria para fins pacíficos. O presidente Emmanuel Macron enviou dois navios de guerra para o Oriente Médio, a fim de participar de “operações defensivas” europeias.

A Alemanha disse que não é hora de dar “lições” aos parceiros que agrediram o Irã; que Berlim compartilha dos objetivos dos EUA e de Israel de derrubar o governo de Teerã, se colocando ainda para contribuir com a “recuperação econômica do Irã”.

Em declaração conjunta, a Alemanha, França e o Reino Unido exigiram o fim dos “ataques imprudentes” do Irã e informaram que tomarão as ações “defensivas” necessárias para “destruir a capacidade do Irã de lançar mísseis e drones em sua origem”.

Por sua vez, Portugal deu autorização para os EUA usarem as bases militares dos portugueses no Açores, e a Itália tem costurado apoio de defesa aos países do Golfo, além de criticar a “repressão” do Irã contra a população civil.

Europa assumiu um lado
O historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Francisco Carlos Teixeira da Silva afirmou à Agência Brasil que a Europa, com exceção da Espanha, tomou posição na guerra a favor dos EUA e de Israel.

“No momento em que a Europa denomina o governo e o Estado iranianos como criminosos, em plena guerra, ela já assumiu um lado. Se esse lado é de participação efetiva na guerra, ai é outra coisa”, comentou.

Teixeira acrescenta que, em nenhum momento, França, Alemanha e Reino Unido, que são membros permanentes do Conselho de Segurança, convocaram alguma reunião na ONU.

“Isso atende claramente a posição americana de não trazer a discussão para as Nações Unidas. Não há nem mesmo uma condenação ética da guerra como ela foi travada”, acrescentou.

O especialista destaca que a posição da Europa é preocupante porque o ataque contra o Irã ocorreu em meio às negociações com os Estados Unidos.

“Isso transforma o direito e a legalidade internacionais em algo extremamente frágil porque negociar com o adversário não tem mais nenhum sentido”, completou o historiador.

Em resposta ao apoio europeu à guerra, a Guarda Revolucionária do Irã afirma que navios dos EUA, Israel e de países europeus não devem cruzar o Estreito de Ormuz, por onde passa boa parte do comércio mundial de petróleo.

Barganha com os EUA
Para o professor da UFRJ Chico Texeira, os países europeus tentam barganhar posição junto a Washington, “às custas do Irã”, em meio às ameaças de Trump de tomar um território europeu: a Groenlândia.

Para o especialista, a União Europeia tenta mostrar aos EUA que são aliados valiosos, que vão apoiar Israel, para, em troca, os EUA deixá-los em paz, não tomarem a Groenlândia, nem desmontarem a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“É uma velha política tradicional da Europa. Mas o que a gente viu até agora é que a Europa se tornou dispensável. Os Estados Unidos não precisam da Europa”, ponderou.

Para Teixeira, a posição mais pró-EUA é da Alemanha, onde o premier Friedrich Merz foi à Casa Branca em meio ao conflito.

“Mostrou a subserviência da Alemanha, inclusive com o Merz falando que o governo do Irã é assassino e bárbaro, coisa que ele jamais disse do massacre de Israel em Gaza”, completou.

O “não à guerra” da Espanha
O governo espanhol de Pedro Sánchez teve posição divergentes dos seus parceiros europeus, fazendo duras críticas à guerra movida por Donaldo Trump e Benjamin Netanyahu, alegando que não se trata de apoiar o regime dos aiatolás.

“A questão, no entanto, é se estamos ou não do lado do direito internacional e, portanto, da paz”, disse Sánchez, lembrando dos fracassos da Guerra do Iraque, movida pelos EUA.

“A Guerra do Iraque levou a um aumento dramático do terrorismo jihadista, a uma grave crise migratória no Mediterrâneo Oriental e a uma subida generalizada dos preços da energia e, consequentemente, do custo de vida”, disse.

A posição do primeiro-ministro espanhol fez o jornal britânico The Financial Times destacar que Sanchez disse ao presidente Trump “o que nenhum outro líder europeu se atreve a dizer”.

A posição da Espanha irritou Trump, que ameaçou cortar relações comerciais com Madri. Em seguida, o governo dos EUA recuou, informando que a Espanha teria concordado em cooperar com a guerra. Porém, o governo espanhol negou “categoricamente” que a posição em relação à guerra tenha mudado.

Portugal e Itália
O governo de Portugal, por sua vez, concedeu acesso aos Estados Unidos (EUA) às suas bases militares nos Açores, apesar de destacar que não está envolvido nos ataques e cobra do Irã o fim do programa nuclear.

“Portugal foi formalmente instado a conceder autorização para a utilização da base, tendo o governo dado uma autorização condicionada”, informou o primeiro-ministro português Luís Montenegro.

A Itália também não condenou a agressão contra o Irã, mas sim as retaliações de Teerã que atingiram bases dos EUA no Oriente Médio, fornecendo apoio aos países do Golfo para suas defesas.

O governo italiano ainda prestou solidariedade à “população civil” iraniana que, “corajosamente”, exige o respeito a seus direitos “apesar de sofrer repressão violenta e injustificável”.

Agência Brasil