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Rede de restaurantes anuncia mais de 100 vagas de emprego em Bauru — Foto: Outback/Divulgação
O Ministério Público do Trabalho do Maranhão (MPT-MA) recebeu uma denúncia, na segunda-feira (20), de um caso envolvendo funcionários do Outback, que estariam sendo obrigados a ficar de joelhos em atendimentos aos clientes, na franquia da empresa em São Luís. O episódio aconteceu em 16 de março e viralizou nas redes sociais.
Em nota, o Outback Brasil informou que a prática era opcional e que jamais obrigou nenhum funcionário a se ajoelhar durante os atendimentos (leia mais abaixo).
Ao g1, a advogada Beatriz Salgado, que fez a denúncia em um vídeo, disse que ficou muito surpresa com o episódio, já que havia ido a franquias da empresa em outras cidades do país e não tinha passado por nada semelhante.
A advogada afirmou que, questionados por ela sobre a prática durante o atendimento, funcionário da unidade do Outback em São Luís disseram que se tratava de uma “tradição” do restaurante (veja o vídeo acima).
“A mulher veio me atender e aí, do nada, ela abaixa. Não percebi de primeiro momento. Aí, logo depois, vem outro funcionário me atender e ajoelha de novo. E nessa hora eu perguntei ‘moça, por que você está de joelho?’, ela me respondeu que era ‘tradição’ do Outback”, relatou a advogada.
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A advogada Beatriz Salgado fez a denúncia por meio de um vídeo nas redes sociais — Foto: Reprodução/Redes sociais
A advogada conta ainda que chegou a pedir para a funcionária não a atender de joelhos. Entretanto, a mulher respondeu que não poderia, já que se tratava de norma da empresa, que determinava que os funcionários tinham que ficar no “mesmo patamar” dos clientes durante os atendimentos.
“Não foi a minha primeira vez no Outback. Já tinha ido em outros estabelecimentos pelo Brasil e não tinha visto antes, por isso a minha estranheza. Depois que perguntei a funcionária o porquê daquilo até pensei que fosse um modo de xenofobia. E isso me deixou ainda mais chateada. Todos os outros funcionários estavam com comportamento semelhante perto da minha mesa”, explicou Beatriz Salgado ao g1.
De acordo com Beatriz Salgado, após fazer a denúncia na internet, outras pessoas a procuraram para relatar experiências parecidas na franquia. “Várias pessoas me procuraram depois que fiz a denúncia, inclusive com fotos. Além disso, outros funcionários me mandaram relatos de que tiverem seus joelhos bem machucados”, disse.
A maranhense disse que não chegou a fazer uma denúncia formal, mas que empresa a procurou e informou que a atitude era algo “opcional” e que, após a repercussão do caso, vão extinguir a prática.
Investigação
Em nota ao g1, o Ministério Público do Trabalho informou que recebeu a denúncia que, em seguida, será distribuída pelo sistema e escolherá, de forma aleatória, qual o procurador ficará responsável pelo caso. Após esse procedimento, o caso vai começar a ser investigado.
Empresa diz que extinguiu prática
Procurado pelo g1, o Outback Brasil informou que extinguiu um processo que era opcional entre os funcionários da empresa e que jamais obrigou nenhum funcionário a se ajoelhar durante os atendimentos (Leia a nota na íntegra abaixo).
