Acampamentos bolsonaristas são desmontados no Maranhão, diz governo

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), anunciou, na manhã desta terça-feira (10), por meio das redes sociais, que o acampamento de bolsonaristas que estava formado em frente ao 24º Batalhão de Infantaria Selva (BIS), no bairro João Paulo, em São Luís, já não existe mais. O desmonte do acampamento na capital maranhense foi em cumprimento à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após os atos terroristas registrados em Brasília, no domingo (8).

“Seguimos monitorando toda e qualquer atividade antidemocrática no Maranhão e não permitiremos que atos como os que aconteceram em Brasília sejam disseminados pelos estados”, publicou o governador do Maranhão.

Em São Luís, durante mais de 60 dias, os bolsonaristas ficaram acampados em frente ao 24º BIS, onde foram instalados banheiros químicos, barracas e, até mesmo, uma cozinha improvisada foi montada no local.

Carlos Brandão, também por meio das redes sociais, anunciou que não há acampamentos bolsonaristas antidemocráticas nas imediações do 50º BIS em Imperatriz.

Envio de tropas maranhenses

Carlos Brandão informou, em coletiva de imprensa realizada nessa segunda-feira (9), que o Maranhão enviará, nesta terça-feira, mais 30 militares para Brasília, que se juntarão aos 48 policiais maranhenses que já estão no Distrito Federal.

“O Maranhão e outros estados colocaram à disposição enviar força local, com policiais militares, para Brasília. Nós já temos 48 e estamos enviando mais 30, a partir de amanhã. E é lógico que estamos monitorando tudo, a questão desses movimentos”, disse.

Afronta à democracia

Após os ataques, no domingo, o governador do Maranhão classificou os ataques como “mais um grande absurdo de extremistas que não aceitam o resultado das urnas”. Ainda segundo o governador do Maranhão, não há como mudar à força um governo legitimamente eleito.

Ordem do supremo

A desocupação atendeu a uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo dos atos antidemocráticos no Supremo Tribunal Federal (STF) — na mesma decisão, Moraes afastou Ibaneis Rocha do cargo de governador do Distrito Federal.

Na peça, Moraes determinou “a desocupação e dissolução total, em 24 horas, dos acampamentos realizados nas imediações dos Quartéis Generais e outras unidades militares para a prática de atos antidemocráticos e prisão em flagrante de seus participantes”.

Ataques terroristas em Brasília

Bolsonaristas radicais invadiram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, neste domingo (8). Os participantes de atos antidemocráticos estavam com pedaços de paus e pedras.

Policiais militares tentaram conter os bolsonaristas com uso de spray de pimenta, no entanto, eles invadiram a área de contenção que cercava o Congresso Nacional. Imagens do local mostram que um veículo da Força Nacional caiu no espelho d’água do Congresso.

Vidraças da sede do Congresso foram quebradas. Os bolsonaristas radicais também alcançaram a Câmara dos Deputados e o Palácio do Planalto, onde depredaram os espaços, além do STF.

Intervenção federal

Com os atos antidemocráticos, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decretou intervenção federal na área de segurança pública do Distrito Federal para manter a ordem pública. Ricardo Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública e ex-secretário de Comunicação do estado do Maranhão, será o interventor.

O jornalista foi anunciado por Dino para compor o ministério ainda em dezembro de 2022, poucos dias após o presidente Lula anunciar Dino como ministro.

G1ma

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