Deolane se pronuncia após pedido de indiciamento na CPI das Bets: ”Minha luta é contra o sistema”

Após Virginia Fonseca, foi a vez de Deolane Bezerra se pronunciar após seu pedido de indiciamento feito pela senadora Soraya Thronicke no relatório final da CPI das Bets.

Ela prometeu que vai prestar esclarecimentos aos seus seguidores na próxima terça-feira (17) após a votação do relatório no Senado.

”Indgnada? Não estou, talvez aprendi a conviver com esse preconceito estrutural assolado em um país que uma mulher nunca pode nada, principalmente ”se meter” a fazer algo liberado por homens que no presente caso foram isentos de uma propositura de indiciamento, não é?’’, iniciou.

Bezerra disse que sua luta é contra o sistema e quem usa a máquina do Judiciário para satisfazer interesses próprios.

‘’Eu sempre trabalhei dentro dos limites da lei, sempre declarei meus impostos e fui transparente nas minhas publicidades, diferente de muitos que estão por aí livres e passando batido. Mas por que? Vamos entender juntos? A pessoa aqui não tem dom pra vítima’’, completou.

A advogada é acusada de contravenções penais de jogo de azar e loteria não autorizada e pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa.

MN

CPI das Bets: divórcio de Virginia pode ser tentativa de blindar bens?

Poucos dias depois de depor como testemunha na CPI das Bets, Virginia Fonseca anunciou o fim do casamento com o cantor Zé Felipe. A separação, revelada em 27 de maio, passou a ser alvo de especulação nas redes sociais, especialmente após a influenciadora ser incluída no pedido de indiciamento apresentado pela relatora da comissão, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), nesta terça-feira (10/6).

Diante da proximidade dos fatos, uma dúvida ganhou força: o divórcio poderia ser uma tentativa de proteger bens da influenciadora de um eventual bloqueio judicial?

Ao Metrópoles, o advogado Leonardo Marcondes, especialista em direito de família, explica que Virgínia e Zé Felipe eram casados em comunhão parcial de bens, regime que determina a divisão igualitária de todos os bens adquiridos durante a união — mesmo que estejam registrados em nome de apenas um dos cônjuges.

“Uma empresa no nome da Virgínia, criada durante o casamento, também pertence parcialmente ao Zé Felipe. O mesmo vale para contratos de publicidade, royalties, imóveis, investimentos. Tudo isso entra na partilha”, afirma o advogado.

O termo “blindar bens” não tem respaldo jurídico, mas é usado para se referir a estratégias de proteção patrimonial diante de possíveis sanções, dívidas ou investigações. No caso de Virgínia, a suspeita seria de que o divórcio permitiria transferir parte dos bens para o nome do ex-marido, fora do alcance de uma possível decisão judicial.

No entanto, segundo Marcondes, a separação só teria efeito sobre o patrimônio se for de fato verdadeira. “Se a Justiça entender que o casal continua junto e que o divórcio foi usado apenas para esconder bens, a partilha pode ser anulada. Nesses casos, os bens podem ser bloqueados mesmo que estejam no nome do ex-cônjuge”, explica.

Ele destaca que, mesmo após o divórcio, a Justiça pode estender bloqueios patrimoniais ao ex-cônjuge, caso haja indícios de que ele está servindo como laranja. “A teoria da fraude à execução permite alcançar bens mesmo que estejam formalmente no nome de terceiros, como ex-marido, filhos ou parentes próximos.”

Outro ponto levantado pelo advogado diz respeito ao momento da separação. “O divórcio pode ser feito a qualquer tempo. Mas, se ficar comprovado que a motivação foi burlar uma investigação ou execução judicial, ele perde sua validade jurídica”.

O relatório final da CPI das Bets pede o indiciamento de 16 pessoas por possíveis crimes como estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O nome de Virgínia foi incluído sob suspeita de envolvimento com divulgação de plataformas de apostas online investigadas pela comissão. Ela nega qualquer irregularidade. Procurada pela reportagem, a defesa da influenciadora afirmou que vai contestar o pedido de indiciamento.

Mesmo casados, patrimônio de Zé Felipe poderia ser preservado
Apesar das especulações, o advogado Jaylton Lopes Jr., especialista em direito das sucessões e de família, lembra que uma eventual responsabilização de Virginia após a CPI das Bets poderia não atingir o patrimônio de Zé Felipe.

/Caso o Sr. Zé Felipe não seja indiciado ou responsabilizado de alguma forma, a sua meação (50% do patrimônio comum) será resguardada”, afirma.

“Vale ressaltar que tal proteção poderia ser garantida ainda que não houvesse o divórcio do casal. Isso porque, nos termos do art. 1.659, inciso IV, do Código Civil, as obrigações decorrentes de ato ilícito não se comunicam, salvo se houver reversão em proveito do casal”, completa.

Ou seja, se não for comprovado que um eventual crime cometido por Virginia tenha beneficiado o casal, o patrimônio de Zé Felipe não poderia ser bloqueado.

Metrópoles

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Integração com a comunidade; Ação Especial da Óticas AHP na Praça Ferreira Bayma irá até a próxima segunda, dia 16

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Vereadora Leda Torres destaca grande eventos e ações do Executivo em benefício de Codó

Em seu discurso durante a 17ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Codó, a vereadora Leda Torres utilizou seu tempo na tribuna para pontuar sobre os grandes eventos e ações realizadas pelo Poder Executivo Municipal em benefício de Codó. A vereadora destacou os feitos na educação, esporte e lazer, agricultura e na saúde do município

No último dia 30 de maio participamos da cerimônia de abertura da nossa Trigésima Quarta Edição dos Jogos Escolares Codoenses, um momento brilhante da nossa educação, um evento muito bem organizado, comtemplando nossas crianças e jovens com essa grande celebração do esporte. Parabenizo aqui o Secretário Municipal de Esportes, meu amigo Milson da Gabriela, ao Secretário Municipal de Educação, meu querido amigo Ricardo Torres, ao Secretário de Cultura Luís Claudino e ao nosso Prefeito Chiquinho FC, pela grande valorização da nossa educação, cultura e esporte dos nossos jovens codoenses”, ressaltou a edil.

A parlamentar também parabenizou a gestão e ao secretário Pedro Belo pela realização da 1º Feira da Agricultura Familiar e Artesanato, realizada no início do mês e que levou milhares de pessoas a Praça Antônio Oseas. “Na última sexta-feira, dia 06 de junho, participamos também da 1º Feira da Agricultura Familiar e Artesanato, do Governo Fé, Trabalho e Futuro, organizada pelo meu amigo e competente Secretário de Agricultura, Pedro Belo, com apoio do Nosso Prefeito Chiquinho FC. A Feira foi um grande sucesso, fortalece nossa economia, gera renda e mostra o quanto nossa gente é rica em talento, dedicação e amor pela nossa terra”, afirmou.

Vereadora Leda Torres finalizou sua participação relatando sobre mais uma conquista para a saúde de Codó, como a aquisição de uma nova ambulância, que irá atender diversos povoados da região da Trizidela.

O equipamento irá reforçar o atendimento de urgência e emergência na UBS Procópio Araújo Silva, na comunidade Boa Vista do Procópio e contará com atendimento 24 horas, feito por uma equipe dedicada: 3 profissionais de enfermagem e 2 motoristas à disposição da população. Gostaria de parabenizar o nosso Presidente, Roberto Cobel, que estava lá presente na entrega, parabenizo também ao Vereador André Janssen, que já fez essa solicitação, como eu também já tinha feito esse pedido. É muito importante ver o nosso Parlamento trabalhando em união em prol de benefícios para a nossa população Codoense. Encerro parabenizando ao nosso Prefeito, Chiquinho FC, por todas as obras que vem executando em nossa querida Codó, por valorizar o esporte, a educação, a agricultura familiar e a saúde, e que Deus nos abençoe a todos”, concluiu.

Defesa de Virgínia alega “surpresa e espanto” com pedido de indiciamento em CPI

A defesa de Virgínia Fonseca se pronunciou, nesta terça-feira (10/6), após a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Apostas Esportivas, apresentar o relatório final com o pedido de indiciamento de 16 pessoas. Entre os nomes listados estão a influenciadora digital Virgínia Fonseca e a advogada e também influenciadora Deolane Bezerra.

Por meio de comunicado oficial enviado à Revista Quem, o advogado de Virgínia, Michel Saliba, afirmou que recebeu a notícia de maneira inesperada e ressaltou o respeito que a cliente sempre demonstrou à CPI.

“A defesa técnica de Virgínia Fonseca, com o respeito sempre demonstrado à CPI das Bets do Senado Federal e à sua Relatora, recebeu com surpresa e espanto o relatório e voto pelo indiciamento da influenciadora digital, apresentado pela senadora Soraya Thronicke”, afirmou.

No documento, a defesa também diz confiar no julgamento final dos senadores que compõem a comissão. “Apesar disso, aguarda e confia no justo discernimento a ser dado pelo colegiado da CPI na votação final do relatório, quando haverá a manifestação dos eminentes senadores integrantes da referida Comissão Parlamentar de Inquérito”, completou Saliba.

A expectativa da equipe jurídica de Virgínia é de que ela receba o mesmo tratamento dado a outros influenciadores digitais que, segundo a nota, também fizeram publicidade para sites de apostas, mas não foram incluídos na lista de indiciamentos.

Indiciamento
Além de influenciadores, o relatório de Soraya Thronicke também inclui empresários e donos de sites de apostas que, segundo a investigação, teriam atuado de forma irregular no setor. O parecer ainda será votado pelos senadores da comissão, que podem aprovar, modificar ou rejeitar o conteúdo apresentado.

A CPI das Apostas Esportivas foi criada para investigar esquemas de manipulação de resultados em eventos esportivos e a atuação de plataformas de apostas que operam no Brasil. O trabalho da comissão vem ganhando destaque pelo envolvimento de personalidades conhecidas nas redes sociais, o que tem gerado grande repercussão pública.

A equipe de Virgínia Fonseca afirmou que continuará acompanhando os desdobramentos e que se manifestará novamente após a decisão final da CPI.

Correio Braziliense

Análise: Bolsonaro minimiza atos golpistas e politiza julgamento

O depoimento de Jair Bolsonaro, nesta terça-feira, no julgamento que apura sua responsabilidade na tentativa de golpe de Estado foi pautado pela naturalização dos atos golpistas nos quais esteve envolvido e pela politização da ação penal. O ex-presidente aproveitou a transmissão ao vivo da sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) para enaltecer o seu governo. Elogiou seu ministério “excepcional”, disse que levou água para o Nordeste, dobrou o valor do Bolsa Família, criou o Pix e entregou o Porto de Santos e Itaipu Binacional com superavit. “Quando a gente começa a tapar os ralos da corrupção, aparecem as inimizades”, ironizou.

Descontraído, Bolsonaro convidou o ministro Alexandre de Moraes para ser seu vice-presidente em 2026. O ex-presidente falava de suas viagens pelo país e anunciou que pretende ir ao Rio Grande do Norte na próxima semana. Nesse momento, perguntou a Moraes se queria que lhe enviasse as imagens da viagem, e o ministro declinou, laconicamente. Bolsonaro então perguntou se poderia fazer uma brincadeira com Moraes, e o ministro sugeriu que perguntasse aos seus advogados antes. Foi aí que Bolsonaro convidou Moraes “para ser meu vice em 2026”. Rindo, Moraes respondeu: “Eu declino novamente”.

O depoimento transcorreu com tranquilidade, mesmo quando inquirido mais incisivamente por Moraes. Bolsonaro sustentou que se manteve na legalidade: “Sempre joguei nas quatro linhas da Constituição”. Mais uma vez, afirmou que sofreu perseguição do STF, que o teria impedido de governar, de baixar preços de combustíveis. Minimizou suas suspeitas de fraude em relação às urnas eletrônicas: “Não é algo privativo meu”. Disse que o ministro Flávio Dino e Carlos Lupi também questionam as urnas eletrônicas brasileiras. Pediu para passar um vídeo de Dino, mas isso não foi permitido por Moraes.

Para justificar seus ataques à urna eletrônica, Bolsonaro alegou que o ex-secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Giuseppe Janino entrou no sistema pela senha do ministro do TSE Sérgio Banhos, o que o fez se preocupar com a segurança dos sistemas da Justiça Eleitoral. Sobre as acusações que fez durante uma reunião ministerial, de que os ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin teriam recebido R$ 30 milhões, e Moraes, R$ 50 milhões, Bolsonaro disse que falou de forma retórica e pediu desculpas, porque ele não tinha indícios que os magistrados receberam esses valores.

Na condição de réu, foi o primeiro depoimento de Bolsonaro sobre a tentativa de golpe, o sexto interrogado do chamado “núcleo duro” da trama golpista. Como era de se esperar, negou categoricamente qualquer tentativa de golpe. Disse que nunca cogitou ações extremas como estado de defesa ou sítio; rebateu relatos de interferência militar, dizendo nunca ter sido avisado de prisão por generais, e que “as Forças Armadas sempre primaram pela disciplina”. Ao insistir que teria respeitado os limites constitucionais, admitiu diálogos com militares, mas dentro do que ele considerou constitucional. O tempo todo manteve postura altiva e evitou autoincriminação.

Palanque político
Bolsonaro é apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como o centro do esquema golpista, com base na delação do tenente-coronel Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens, que relata ter presenciado Bolsonaro revisar a chamada minuta do decreto para anular o resultado eleitoral e que se recusou a deter manifestações pró-intervenção militar. O ex-presidente contesta e diz que agiu conforme a lei.

Não basta ao tribunal a delação de Mauro Cid, é preciso avaliar provas materiais de seu envolvimento nos atos golpistas: documentos, gravações e mensagens. O seu depoimento mostrou o que já era de se esperar: o julgamento será um palanque político para o ex-presidente, sobretudo se avançar no tempo em direção a 2026. Por essa razão, Moraes pisou no acelerador dos depoimentos, como ficou claro desde segunda feira, quando os depoimentos avançaram noite adentro.

Embora inelegível até 2030, Bolsonaro segue sendo um grande ator político e dá como favas contadas a derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no próximo ano. A chave da estratégia de Bolsonaro é combinar a negação técnica das acusações, refutando o tempo todo ter falado em golpe, com a vitimização, na qual minimiza os fatos e alega perseguição política.

A aposta da defesa de Bolsonaro é a falta de provas robustas sobre o envolvimento direto do ex-presidente na tentativa de golpe. Essa tese foi a mesma apresentada pelos demais réus, que também minimizaram os fatos. Entretanto, Bolsonaro e seus ex-ministros enfrentam uma acusação estruturada, com delações, provas documentais e relatos de testemunhas.

Resumindo a ópera, Bolsonaro negou qualquer envolvimento em plano golpista, disse que não discutiu medidas como estado de sítio ou defesa e que nunca autorizou nenhum tipo de movimento antidemocrático. Tentou construir a imagem de que teria atuado dentro da legalidade constitucional, ainda que em diálogo constante com militares. Transformou parte do depoimento em discurso político, o que foi interpretado por analistas como tentativa de mobilizar sua base eleitoral mesmo no ambiente judicial.

Confronta, porém, as acusações do MPF, de que editou minutas de decreto para intervir no resultado eleitoral; reuniu comandantes militares para tentar apoio à ação golpista; e tinha conhecimento de manifestações golpistas e não agiu para contê-las.

Correio Braziliense

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Brasil vai à Copa sem brilho com gol de Vini no aniversário de Ancelotti

Os Estados Unidos dão boas-vindas à Rota 66 de Carlo Ancelotti. O caminho para o hexa passa pela estrada mais badalada do mundo, cortando um dos três países sede da Copa de Leste a Oeste, e desafia o italiano de 66 anos a quebrar um tabu. O Mundial jamais teve um técnico estrangeiro campeão. Ele tem bagagem para isso. Ganhou até um mosaico de presente na entrada da Seleção em campo, ontem na Neo Química Arena, pela 16ª rodada das Eliminatórias, mas o futebol verde-amarelo está longe de honrar um dos sobrenomes dele: Michelangelo. A exibição não foi uma obra de arte.

O Brasil chega à Copa com duas rodadas de antecipação sem fazer força em meio à maior crise em 111 anos. Fernando Diniz iniciou a campanha trôpega com seis partidas. Passou o bastão a Dorival Júnior em outros oito jogos. Carlo Ancelotti precisa de uma mísera vitória para carimbar o passaporte da única Seleção presente em todas as 23 edições. A vitória do Uruguai contra a Venezuela consumou a vaga. As partidas contra o Chile e a Bolívia, ambas em setembro, servirão para o novo treinador fazer testes e achar o rumo.

Uma das promessas de Carletto era entregar ao Brasil a melhor versão de Vinicius Junior. O melhor do mundo para a Fifa fez o gol do Brasil em uma posição diferente no 4-4-2 de Carletto. Era o parceiro de ataque de Matheus Cunha. A boa notícia é a seguinte: ambos se procuraram. Matheus Cunha deu uma assistência para Vini. Ele não alcançou a bola. Solidário, tentou outra vez em uma cabeçada na qual ele deveria ter finalizado.

Na terceira tentativa, ele aproveitou um lance iniciado lá atrás, com o goleiro Alisson, passando pelos pés dos zagueiros Marquinhos e Alexsandro, dos volantes Bruno Guimarães e Casemiro até Raphinha lutar bravamente com três marcadores e Matheus Cunha dar mais uma assistência para Vinicius Junior. O camisa 10 não desperdiçou e fez o primeiro gol da era Carlo Ancelotti. Empolgou, porém, momentaneamente.

O Brasil era praticamente samba de uma nota só. Insistia a exaustão com Gabriel Martinelli pela esquerda. Era bola nele, espera por um drible e cruzamento para a área. Repertório pobre, mas insistente. Vini e Raphinha pareciam com pouco espaço para repetirem na Seleção as exibições de gala com as camisas do Barça e do Real, respectivamente.

O Brasil alternou modelos de construção. O posicionamento inicial era o 4-4-2. Com a bola, notavam-se mutações para o 4-2-4 e algumas ações ofensivas no 3-2-5. Casemiro ou Alex Sandro ficavam com Marquinhos e Alexsandro para formar a linha de três defensores. Havia insistência pelas pontas e muita carência de tramas pelo meio. Faltava um homem de criação e um centroavante capaz de fazer o pivô. Matheus Cunha é diferente. Sai da área, colabora e vai se consolidando como candidato a 9. Fez gol contra a Argentina.

Incapaz de manter a intensidade e de sufocar o Paraguai, o Brasil se expôs algumas vezes aos contra-ataques do Paraguai. As bolas aéreas eram uma tormenta. Gustavo Gómez tentava irritar o sistema defensivo e os atacantes da Seleção impondo jogo físico e uma guerra de nervos. Recuado à espera do contra-ataque na etapa final, em um erro do Paraguai. Raphinha finalizou e Gabriel Martinelli foi travado na finalização. Raphinha quase marcou o segundo em um chute cruzado defendido por Gatito.

O Brasil está na primeira Copa com 48 seleções porque era impossível ficar fora, mesmo. Daí a dizer estamos prontos para brigar com Argentina, Espanha, França e Portugal há um longo caminho. Do tamanho da Rota 66 pela qual pode passar o roteiro da sexta estrela.

Correio Braziliense