“IEQ Codó celebra 44 anos com Conferência ‘O Mover do Espírito’ e grande noite de louvor com Armando Filho”

A Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ) de Codó está em festa! Em comemoração aos seus 44 anos de história, fé e transformação de vidas, a IEQ realizará, entre os dias 23 e 25 de maio, a poderosa Conferência “O Mover do Espírito”, reunindo grandes nomes da fé e da música cristã.

O evento acontecerá na sede da IEQ Codó, na Rua 13 de maio, n° 2325, sempre às 19h, e contará com a ministração dos pastores locais, Rafael Sena e Fátima Sena, além do pastor Juraci Ribeiro de Teresina, dia 23 e pastor José Rildo, de Caxias dia 24. Será um tempo de renovação, cura e avivamento, com palavras impactantes e um ambiente cheio da presença de Deus.

Mas a grande noite será no domingo, dia 25 de maio, com um momento especial que promete marcar a história da igreja e da cidade: o renomado cantor Armando Filho e Banda estarão presentes, conduzindo um louvor emocionante com canções que marcaram época e continuam tocando corações por gerações. Prepare-se para uma noite de adoração intensa e profunda comunhão!

A inscrição para participar da conferência custa apenas 20 reais, e com certeza, será um investimento eterno na sua vida espiritual.

Venha celebrar conosco! Vai ser bênção!

Justiça Federal condena ex-prefeito de Buriti a devolver verbas federais desviadas na Secretaria Municipal de Saúde

A Justiça Federal condenou o ex-prefeito de Buriti, Francisco Evandro Freitas Costa Mourão, conhecido como “Neném Mourão”, um ex-secretário de Saúde e um ex-tesoureiro do município a devolverem R$ 895.129,49 à União.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), que pediu a condenação dos réus, o valor foi desviado de recursos do Ministério da Saúde, repassados ao município por meio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), e deve ser corrigido pela inflação e acrescido de juros. Ainda cabe recurso da decisão.

Além disso, os ex-gestores terão de pagar uma multa civil no mesmo valor, equivalente ao dano causado aos cofres públicos.

Os réus também foram condenados à perda de funções ou cargos públicos que exerçam e à suspensão dos seus direitos políticos por cinco anos. E estarão proibidos, ainda, de firmar contratos com a administração pública federal e receber benefícios ou incentivos fiscais, pelo mesmo prazo.

Entenda o caso
A condenação teve como base uma ação proposta pelo MPF em 2013, após serem encontradas irregularidades na Secretaria de Saúde do município, especificamente, nas folhas de gratificações do Programa de Atenção Básica (PAB) no Centro de Saúde, no período de junho de 2005 até junho de 2006.

Os desvios, segundo o MPF, aconteceram por meio da inclusão de gratificações incorretas nas folhas de pagamento da Secretaria Municipal de Saúde. Muitos servidores relataram que não recebiam as gratificações ou recebiam quantias menores do que as registradas. As folhas de pagamentos eram elaboradas pelo ex-secretário de saúde e mais um servidor envolvido no esquema, tendo sido aprovadas pelo ex-prefeito e pelo ex-tesoureiro, que eram responsáveis pela liberação dos recursos.

Além disso, a análise da perícia do MPF sobre as movimentações bancárias municipais revelou que os recursos foram transferidos das contas específicas para a conta única do município ou retirados em dinheiro. Os valores em espécie eram sacados na “boca do caixa”, por meio da apresentação de cheques assinados pelos três acusados, o então prefeito, o secretário de saúde e o tesoureiro.

Na sentença, a Justiça considerou que houve a prática de ato de improbidade administrativa, que causou lesão ao erário, cometidos pelos ex-gestores do município de Buriti.

G1ma

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TJRJ afasta Ednaldo da CBF, nomeia Sarney interventor e determina eleição

Principal articulador da contratação do técnico italiano Carlo Ancelotti, Ednaldo Rodrigues não é mais presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Pelo menos essa é a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) tomada na tarde desta quinta-feira pelo desembargador desembargador Gabriel Zefiro.

Esse desfecho se encaminhava desde a semana passada, quando a denúncia de uma suposta assinatura falsa de Antônio Carlos Nunes de Lima, o coronel Nunes, ex-presidente interino da entidade e vice da CBF, colocou em xeque a validade do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal dando ligitimidade ao mandato conquistado por Ednaldo Rodrigues em março de 2022. Além de Nunes, assinaram Fernando Sarney, Castellar Neto, Rogério Caboclo, Gustavo Feijó e a Federação Mineira de Futebol e a própria CBF.

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Na última segunda-feira, Fernando Sarney apresentou petição de afastamento de Ednaldo Rodrigues e pediu urgência na análise do caso. O despacho do TJRJ diz o seguinte:

“Pelo exposto, determino: 1 – o afastamento da atual diretoria da CBF; 2 – que o Vice-Presidente da CBF, Fernando José Sarney, realize a eleição para os cargos diretivos da CBF, na qualidade de interventor, o mais rápido possível, obedecendo-se os prazos estatutários, ficando a seu cargo, até a posse da diretoria eleita, os poderes inerentes à administração da instituição, dispostos no art.7º do Estatuto da Entidade”.

De acordo com o Estatuto da CBF, quem deve assumir na ausência de Ednaldo Rodrigues é o vice-presidente mais velho. Neste caso, Rubens Lopes, presidente da Federação do Estado do Rio de Janeiro. A intervenção também pode ser atribuída ao presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Otávio Noronha.

O desembargador acrescenta no texto: “A robustez dos indícios trazidos aos autos leva à inarredável conclusão acerca de um fato, até mesmo óbvio: há muito o Coronel Nunes não tem condições de expressar de forma consciente sua vontade. Seus atos são guiados. Não emanam da sua vontade livre e consciente”, escreveu Zefiro na decisão publicada hoje.

Ednaldo Rodrigues está no Paraguai em uma Assembleia da Fifa com a presença do presidente da entidade máxima do futebol, Gianni Infantino. Ele falou sobre o imbróglio em entrevista à imprensa 20 minutos antes de tomar conhecimento do afastamento. “Não, me sinto tranquilo. Quem faz as coisas corretas, não tem o que temer. Respeitar os posicionamentos e acreditar na Justiça”, disse o dirigente na sede da Conmebol, em Luque.

O dirigente defendeu mais uma vez a legitimidade da assinatura do coronel Nunes. “Olha, com certeza, foi o diretor jurídico que tem total autonomia e respaldo. Ele na presença de sua esposa, Dona Rosa, e da sua filha que é advogada, o coronel Nunes assinou com toda convicção”, afirmou.

*Fonte: Marcos Paulo Lima/Correio Braziliense

Promotora detalha esquema de fraudes em aposentadorias no DF em 2018

A promotora de Justiça Fabiana Giusti se surpreendeu ao saber, no último dia 23, dos detalhes da megaoperação que a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) tinham deflagrado naquela manhã, em 13 estados e no Distrito Federal.

“Senti que estava vendo algo familiar. Pensei comigo mesma: “Meu Deus! Tudo o que já tínhamos apurado aqui, no Distrito Federal, anos antes, estava, agora, acontecendo em uma esfera maior”, comentou a promotora, em entrevista à Agência Brasil.

Fabiana logo compreendeu o alcance do esquema de descontos ilegais em benefícios previdenciários que lesou milhões de aposentados e pensionistas em todo o Brasil. Afinal, entre 2018 e 2020, ela e outros servidores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) se dedicaram a compreender e identificar os responsáveis por um golpe semelhante, embora de âmbito regional.

“São dois casos que revelam a fragilidade de um sistema. Principalmente, a fragilidade de idosos em relação a esse sistema [de cobranças em folha]”, disse a promotora.

O alvo inicial da apuração distrital era uma suposta organização criminosa acusada de aplicar golpes dos precatórios em ex-servidores públicos do Distrito Federal. Até que, em dezembro de 2018, a Polícia Civil deflagrou a Operação Strike. Com os investigados, os policiais apreenderam fichas de associação a diferentes organizações sociais e autorizações para débitos em folha em favor destas mesmas entidades, além de contracheques e dados pessoais e funcionais de servidores distritais aposentados.

“Isso serviu de alerta. O que aquelas pessoas suspeitas de envolvimento em fraudes estariam fazendo com todos aqueles documentos e informações?”, indagou a promotora, acrescentando que as autorizações para que as mensalidades associativas fossem descontadas em folha eram entregues aos órgãos públicos distritais aos quais as vítimas eram vinculadas, e não ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), conforme ocorria no golpe nacional.

No curso das investigações, as autoridades distritais ouviram aposentados e pensionistas que, segundo as entidades, teriam autorizado o desconto de mensalidades associativas. Quase todos afirmaram ter sido vítimas de um golpe.

Os investigadores também pesquisaram as denúncias por cobranças indevidas registradas em delegacias do DF. As apurações indicaram irregularidades em seis associações, conforme consta no processo que a 2ª Vara Criminal de Brasília julgou em novembro de 2023.

Segundo a promotora Fabiana Giusti, peritos apontaram que, entre julho de 2017 e abril de 2019, as seis entidades receberam, juntas, cerca de R$ 763,67 mil provenientes de mensalidades associativas descontadas de aposentados e pensionistas distritais. Contudo, não é possível precisar quanto desse valor foi descontado ilegalmente, já que nem todas as vítimas foram identificadas.

“O processo distrital tem um número de vítimas expressivo. E também de réus, pois se trata de uma organização com grande número de pessoas. Acreditamos ter conseguido identificar grande parte das vítimas, mas a dificuldade para localizar todas é muito grande, já que muitas só souberam dos descontos ao serem chamadas para depor. Outras sequer estavam seguras de não ter se associado a uma entidade e autorizado os descontos. E há aquelas que faleceram no curso do processo – casos em que tivemos que ouvir parentes próximos para apurar os fatos. Então, só podemos considerar vítimas àquelas que conseguimos comprovar documentalmente”, comentou a promotora, fornecendo detalhes de como o golpe apurado no Distrito Federal funcionava.

“Havia pessoas que se revezavam à frente de entidades de fachada e havia os [falsos] corretores. Em geral, os dirigentes recebiam os documentos; pleiteavam os descontos junto às secretarias às quais as vítimas eram vinculadas e cuidavam da contabilidade. Os [falsos] corretores iam até às vítimas e as enganavam em troca de comissões. Via de regra, eles recebiam o equivalente às duas primeiras mensalidades e um percentual de 10% a 15% de tudo o que era descontado posteriormente”, disse Fabiana.

“Durante as investigações, constatamos as relações entre os dirigentes das entidades. Um que era presidente de uma organização, dali a pouco era secretário ou diretor em outra. Com autorização da Justiça, foram gravadas conversas nas quais um investigado pede a outro que lhe indique alguém para assumir um cargo na associação, e o segundo sugere um parente seu”.

Ainda de acordo com a promotora, no Distrito Federal, as fraudes contaram com a conivência de agentes públicos, que teriam facilitado o acesso dos réus a informações pessoais e funcionais das vítimas – a maioria delas, ex-servidores das secretarias de Saúde e de Educação.

“De posse das informações iniciais, os [falsos] corretores procuravam às vítimas já cientes de quanto elas recebiam de benefício e quanto tinham de limite para novos descontos”, acrescentou a promotora, explicando que, para enganar suas vítimas, os falsos corretores usavam vários subterfúgios, chegando a frequentar as casas das vítimas por longos períodos.

“Eles recorriam a toda sorte de expediente para ludibriá-las. Diziam que precisavam recadastrar a pessoa para atualizar ou oferecer a ela condições mais vantajosas para algum serviço, como um seguro, por exemplo. Tomavam um cafezinho, batiam papo, e então pediam que a vítima assinasse papeis que, na verdade, eram fichas de associações às entidades investigadas e autorizações para descontos. Alguns cobriam o cabeçalho da ficha com uma folha ou outro objeto, para que a vítima não conseguisse ver do que se tratava”, detalhou Fabiana.

“Quando as vítimas descobriam, se descobriram, já era tarde. Em conversas gravadas com autorização da Justiça, os réus conversam sobre como agir, chegando a apontar os médicos como as melhores vítimas porque, geralmente, [mesmo quando aposentados,] têm mais de uma fonte de renda, ganham bem, não checam o contracheque e não perceberiam os descontos”, acrescentou a promotora.

Em 2020, o MPDFT denunciou 26 pessoas. Em novembro de 2023, a Justiça do Distrito Federal condenou 17 delas em primeira instância. Entre essas, Domingos Sávio de Castro, a quem ao menos quatro vítimas do golpe nacional revelado pela Operação Sem Desconto acusam de tê-las enganado e que está recorrendo da sentença.

Conforme a Agência Brasil noticiou nesta quarta-feira (13), Castro também é citado na Operação Sem Desconto, na condição de sócio de Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, em duas empresas de telemarketing que prestavam serviços para organizações sociais implicadas no esquema nacional. O que não surpreendeu a promotora.

“No curso do processo [distrital], ou seja, após 2020, algumas das pessoas que estavam sendo processadas foram detidas em flagrante [em outra investigação] pela prática de crimes semelhantes [cometidos] aqui mesmo, no Distrito Federal”, comentou a promotora, destacando não estar se referindo a Castro.

“E quando digo que isso não me causa surpresa é porque, infelizmente, a pena para este tipo de crime é muito pequena. Para prender um estelionatário, ele tem que ter uma ficha bem extensa, com várias condenações”, concluiu a promotora.

Agência Brasil

Primeiro foco de gripe aviária em granja comercial é confirmado no Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou, na quinta-feira (15/5), a detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade em granja de aves comerciais. O caso ocorreu no Rio Grande do Sul, no município de Montenegro. A publicação oficial sobre o caso foi feita nas primeiras horas desta sexta-feira (16/5).

Esse é o primeiro foco do vírus detectado em sistema de avicultura comercial no Brasil. Desde 2006, ocorre a circulação do vírus, principalmente na Ásia, África e no norte da Europa.

O Ministério da Agricultura, alerta que a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves e nem de ovos. “A população brasileira e mundial pode se manter tranquila em relação à segurança dos produtos inspecionados, não havendo qualquer restrição ao seu consumo. O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas)”, cita.

Ainda segundo a pasta, as medidas de contenção e erradicação do foco previstas no plano nacional de contingência já foram iniciadas e visam não somente erradicar a doença, mas também manter a capacidade produtiva do setor, garantindo o abastecimento e, assim, a segurança alimentar da população.

“O Mapa também está realizando a comunicação oficial aos entes das cadeias produtivas envolvidas, à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), aos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, bem como aos parceiros comerciais do Brasil. O Serviço Veterinário brasileiro vem sendo treinado e equipado para o enfrentamento dessa doença desde a primeira década dos anos 2000”, diz o Ministério.

Correio Braziliense

Janja: de Musk a Xi Jinping, por que primeira-dama acumula polêmicas?

Novembro de 2024. No Rio de Janeiro, a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, discursa em um evento do G20 e xinga, em inglês, o homem mais rico do mundo, Elon Musk. A plateia, composta na maioria por jovens, aplaude. Dois dias antes, ele havia acabado de ser anunciado como membro do futuro governo do presidente norte-americano, Donald Trump.

Maio de 2025. Em Pequim, segundo relatos dos jornalistas Andreia Sadi e Valdo Cruz, da Rede Globo, Janja, como é conhecida, interpelou o presidente da China, Xi Jinping, sobre a atuação do aplicativo chinês TikTok ao redor do mundo. Desta vez, a plateia composta por políticos brasileiros e chineses teria reagido com embaraço por conta da quebra de protocolo e porque o tema é considerado extremamente sensível para as autoridades chinesas.

Os dois casos são apenas alguns dos episódios em que a primeira-dama esteve envolvida que chamaram atenção da opinião pública e ensejaram críticas de analistas políticos e de membros da oposição.

Diferentemente de outras mulheres que estiveram em sua posição na história recente do Brasil, Janja se manifesta sobre temas polêmicos e é vista no Palácio do Planalto como alguém com relativa influência política no governo.

Até que ponto Janja representa o governo brasileiro, à medida em que não foi eleita e nem tem cargo público? Além disso: quais os riscos (e as vantagens) de o Brasil ter uma primeira-dama tão vocal quanto ela?

Elas também afirmam que, à medida em que Janja se expõe opinando sobre diferentes temas, ao contrário de outras primeiras-damas na história recente do Brasil, ela fica passível às críticas em torno de sua atuação.

Por outro lado, as especialistas também afirmam que uma parte considerável das críticas sobre Janja seria resultado de uma mistura de machismo e misoginia que perseguiria mulheres com engajamento político no Brasil e no mundo.

Procurada, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República enviou uma nota afirmando que, como primeira-dama, Janja não ocupa cargo na administração pública.

A nota diz ainda que “ao longo da história, o cônjuge chefe do Executivo sempre assumiu um papel representativo simbólico” e que “a atual primeira-dama brasileira recebe tratamento idêntico ao conferido às que a precederam, sendo reconhecida como figura pública de liderança social”.

Rosângela Lula da Silva tem 58 anos, é cientista social e trabalhou na coordenação de programas voltados ao desenvolvimento sustentável da estatal Itaipu Binacional, no Paraná. Ela é a terceira mulher de Lula.

O relacionamento dos dois veio à tona em 2019, quando o petista ainda estava preso na Superintendência da Polícia Federal no Paraná, em Curitiba. Em 2022, já depois de ser solto, Lula se casou com Janja, em uma cerimônia realizada em São Paulo.

Ela acompanhou Lula durante toda a campanha presidencial que resultou na vitória do petista sobre Bolsonaro.

Os primeiros meses na condição de primeira-dama foram marcados por uma polêmica. No início do ano, Janja deu entrevistas afirmando que dezenas de móveis do Palácio da Alvorada (residência oficial da Presidência da República) haviam desaparecido durante a passagem da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo imóvel.

A informação, no entanto, foi desmentida pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro e, em seguida, o próprio governo teve que admitir que os móveis supostamente desaparecidos estavam em um depósito do Palácio.

Em setembro de 2024, a Justiça Federal do Distrito Federal condenou Lula e Janja a pagar R$ 15 mil à família Bolsonaro por danos morais relacionados às declarações sobre o mobiliário.

Nos meses que se seguiram, sua atuação voltou a chamar atenção por seus posicionamentos em momentos considerados delicados do atual governo.

Em meio à crise em torno das denúncias de assédio sexual supostamente praticado pelo ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida, Janja se manifestou à favor da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, ao postar uma foto em suas redes sociais em que aparece beijando a testa de Franco.

O termo “primeira-dama” vem sendo usado no Brasil nos mesmos moldes do adotado pelos Estados Unidos, desde as primeiras décadas da república norte-americana. Mas apesar de o termo ser de amplo uso no Brasil, o posto de primeira-dama presidencial, suas limitações e atribuições, não estão previstos na Constituição Federal.

Em meio às polêmicas em torno da atuação de Janja nesta posição e à pressão da opinião pública sobre suas viagens e sua agenda, a Advocacia-Geral da União (AGU) divulgou uma orientação normativa sobre a atuação do “cônjuge do presidente da República”. O documento não cita o termo “primeira-dama”.

No documento, a AGU diz que o “cônjuge” do presidente da República exerce “um papel representativo simbólico em nome do Presidente da República de caráter social, cultural, cerimonial, político e/ou diplomático”.

O documento também indica o que especialistas apontam como uma “ambiguidade” em torno desta posição.

Segundo ele, o cônjuge do presidente da República não estaria autorizado a assumir compromissos formais em nome do Estado brasileiro, mas permite que ele, “em certa medida”, represente o presidente de forma simbólica.

Ele classifica a atuação do cônjuge como “sui generis” (única em seu gênero).

“Esta função sui generis é voluntária, não remunerada e não autoriza a assunção de compromissos formais em nome do Estado brasileiro, mas lhe atribui a capacidade de exercer, em certa medida, a representação do Presidente da República, no âmbito de uma linguagem simbólica que detém significação reconhecida à luz do costume”, diz o documento.

A ambiguidade continua à medida em que não há uma definição específica sobre qual deve ser a estrutura de governo em torno da primeira-dama. Um levantamento feito pelo portal Poder 360 em 2024 indicou que o custo das atividades de Janja, incluindo salários e despesas com viagens e assessores era de R$ 2 milhões por ano.

Segundo o levantamento, Janja teria o auxílio de oito servidores, entre assessores, seguranças e jornalistas.

Para a doutora em Sociologia e Filosofia Política pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade de Granada, na Espanha, Jéssica Rivetti Melo, a falta de uma definição mais específica sobre o papel da primeira-dama é um problema.

“O que eu reivindico é que essa posição seja formalizada, porque a partir do momento em que existe uma certa formalização, você tem protocolos efetivos de como a mulher ou o acompanhante nessa posição tenha ou não que se posicionar […] Uma vez em que este é um papel protocolar simbólico, você não tem muito como fazer cobranças”, afirma à BBC News Brasil.

A professora de Ciência Política da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Luciana Santana lembra que o Brasil já teve primeiras-damas com perfis protagonistas, como Ruth Cardoso, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002), e Michelle Bolsonaro, durante o governo de Jair Bolsonaro (2019 a 2022).

“Ruth Cardoso fazia isso muito bem porque ela tinha um papel muito delimitado por Fernando Henrique, que era a atuação em projetos sociais […]No caso da Janja, esse papel não foi dado claramente e a vemos perpassando vários assuntos […] Michelle Bolsonaro tinha clareza sobre sua pauta, que era a das pessoas com deficiência. Talvez, a ausência de uma pauta mais clara cause esses ruídos”.

Luciana Santana diz, no entanto, que o atual momento do país também ajuda a explicar as críticas a Janja. Enquanto Ruth Cardoso e Michelle Bolsonaro teriam tido uma atuação mais discretas, Janja, por sua vez, teria um perfil mais altivo.

“A atuação dela é questionada bastante porque o presidente Lula foi eleito num momento de muita polarização política. Tem uma parcela da população que é muito crítica a ela”, diz a professora à BBC News Brasil.

Um exemplo dessa polarização foi a atuação do ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR), ex-coordenador da Operação Lava Jato que prendeu Lula. Por meio de advogados, ele fez diversos pedidos de acesso à informação sobre a agenda de Janja enquanto exerceu seu mandato de deputado.

Em maio de 2023, no entanto, ele foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por crimes eleitorais.

Michelle Bolsonaro fala em frente ao marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em evento do Partido Liberal Mulher na Assembleia Legislativa de São Paulo, em 6 de maio de 2023
Crédito,Reuters
Legenda da foto,Michelle Bolsonaro teve protagonismo durante governo do marido, mas com atuação mais delimitado, segundo professora
Excessos?
Na avaliação de Luciana Santana, o episódio envolvendo Xi Jinping não deveria ser considerado um erro grave na conduta de Janja. Já as ofensas dirigidas pela primeira-dama a Elon Musk, sim.

“Ela não poderia ofendê-lo. Tanto que coube ao presidente Lula tentar remediar […] ali houve, claramente, um excesso. Uma fala que ela, talvez, pudesse ter uma mesa de bar, de forma mais livre, mas não no exercício da figura de primeira-dama”.

A menção a Lula feita por Santana é relativa à declaração do presidente após as falas de Janja sobre Elon Musk.

“Eu queria dizer para vocês que essa é uma campanha em que a gente não tem que ofender ninguém, não temos que xingar ninguém”, disse Lula em um evento naquela mesma semana.

O comportamento do presidente foi semelhante agora. Após o episódio na China, ele saiu, novamente, em defesa de Janja.

Em entrevista coletiva em Pequim, Lula disse que teria sido ele que iniciou a conversa sobre o TikTok com Xi Jinping e que Janja poderia falar sobre o assunto porque entende mais do que ele sobre o tema.

“O fato da minha mulher pedir a palavra é porque ela não é cidadã de segunda classe. Ela entende mais de direito digital do que eu e resolveu falar”, disse o presidente.

“Eu perguntei ao companheiro Xi Jinping se era possível ele enviar para o Brasil uma pessoa da confiança para a gente discutir a questão digital – sobretudo o TikTok”, declarou o presidente. “E aí a Janja pediu a palavra para explicar o que está acontecendo no Brasil, sobretudo contra as mulheres e as crianças. Foi só isso.”

Segundo o presidente brasileiro, a resposta de Xi Jinping foi a de que o Brasil tem o direito e o poder de fazer a regulamentação das redes sociais e até banir a plataforma do país.

Para a professora de Relações Internacionais da ESPM Denilde Holzhacker, parte das críticas a Janja decorrem do que ela chama de confusão entre seu papel de primeira-dama e de militante política.

“Há uma confusão entre a pessoa que tem uma militância política histórica e o seu papel como esposa de um presidente. Esse é que é o grande problema que gera as críticas com relação a ela”.

Para Luciana Santana, não há dúvidas de que Janja, assim como outras primeiras-damas, é uma agente política e, como tal, vai atrair críticas.

“Queira ou não queira, ela (Janja) tem uma representatividade política. Ela assume esse papel e acaba recebendo os bônus e o ônus da função política que ela exerce.”

Machismo e misoginia
Todas as especialistas ouvidas pela BBC News Brasil disseram avaliar que um dos elementos que também ajuda a explicar o escrutínio sobre Janja é o machismo.

“Todas as mulheres sofrem misoginia no ambiente político”, diz Denilde Holzhacker, da ESPM.

Para Jéssica Rivetti Melo, Janja receberia tantas críticas por, em tese, romper com um padrão de atuação de primeiras-damas que ficou conhecido após uma reportagem descrevendo a ex-primeira-dama Marcela Temer, mulher do ex-presidente Michel Temer (MDB): “bela, recatada e do lar”.

Segundo esse padrão, caberia à primeira-dama brasileira uma atuação discreta e quase figurativa, a exemplo do que também teria ocorrido durante os dois primeiros mandatos de Lula, quando ele era casado com Marisa Letícia, sua segunda esposa, que faleceu em 2017.

“Janja recebe diversos comentários misóginos e machistas porque ela rompe com as expectativas de que ela fosse agir como Marisa Letícia, que era uma agente política muito mais discreta e que atuava mais nos bastidores políticos.”

Para a socióloga, esse machismo não afetaria apenas Janja, mas todas as mulheres que fazem parte do que ela classifica como “elite política”.

“Quando as mulheres estão em posição de destaque, elas são alvos mais fáceis de críticas, de discursos odiosos”, diz.

Para Luciana Santana, apesar de reconhecer que Janja está sujeita à crítica por assumir um papel de agente política, ela diz acreditar que, por ser mulher, a primeira-dama tem um tratamento diferente do que teria se fosse homem.

“Todos os agentes que se colocam nessa posição de representantes do Estado estão sujeitos a erros e acertos. O que eu vejo é que o fato de ela ser mulher tem um peso que a gente não pode desconsiderar”, diz.

Jéssica Rivetti Melo diz que o machismo não afetaria apenas a atuação de Janja.

“Temos visto recentemente que as mulheres que ocupam o governo do Lula têm sido as mais afetadas, principalmente nesse terceiro governo dele. São elas que são depostas dos espaços ministeriais e dos cargos de chefia”, afirma.

Janja e Lula durante a chegada a Pequim para a visita oficial à China em maio de 2025
Crédito,Reuters
Legenda da foto,Lula defendeu a atuação de Janja durante encontro na China em que cobrou o presidente Xi Jinping pela atuação do TikTok
Vantagens e desvantagens
Para Luciana Santana, a forma como Janja ocupa o cargo de primeira-dama pode trazer vantagens e desvantagens para o governo.

“Um dos lados positivos é que, a depender da formação e da experiência prévia da primeira-dama, ela pode catalisar determinadas pautas e contribuir na ampliação do diálogo com diversos setores da sociedade”, diz.

Por outro lado, diz a professora, a proximidade de Janja com os movimentos sociais pode acabar criando problemas para o governo.

“Justamente por estar muito próxima a movimentos sociais, talvez ela não consiga encontrar o limite entre ser ativista e ser primeira-dama. Ela precisa entender que o govenro é heterogêneo e com interesses que, muitas vezes, precisam ser acomodados”, complementa.

Para Denilde Holzhacker, o principal risco à forma como Janja vem ocupando o cargo de primeira-dama é o impacto negativo doméstico.

“Nos casos de Elon Musk e Xi Jinping, os impactos são muito mais internos que externos. Ela é foco porque tem essa posição e assumiu o papel de porta-voz sem as amarras institucionais que Lula tem. Ela assumiu esse papel e por isso gera as críticas pelo lado da direita e de outros opositores”, diz.

Por outro lado, Denilde também vê possíveis vantagens na forma como Janja se comporta.

“De outro lado, ela cria cria na militância a ideia de que tem alguém preocupado e voltado para defender a população de situações consideradas prejudiciais.”

Para Jéssica Melo, Janja acaba se convertendo em um alvo no governo Lula.

“Estamos vivendo um momento de neoconservadorismo e avanço do autoritarismo. Quando a gente vê uma mulher com uma posição mais forte […] obviamente, ela vai ser o caminho mais fácil para se atingir e criticar o governo Lula. As mulheres sempre vão ser a ponta mais fraca”.

BBC

Convênio entre Prefeitura de Codó e UFMA garante mestrado para docentes da rede municipal

A Prefeitura Municipal de Codó, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação – SEMECTI, divulgou um convênio intersetorial realizado com a Universidade Federal do Maranhão – UFMA Campus Codó para formação de uma turma especial do Programa de Pós-Graduação em Ensino na Educação Básica (PPEEB), destinada para professores da rede municipal de ensino.

A cerimônia foi realizada nesta quarta-feira (14), na Instituição, e contou com a presença do prefeito Chiquinho FC (PT), do secretário municipal de educação, Ricardo Torres, do diretor geral da UFMA Campus Codó, Arlane Vieira e a classe de professores.

O programa é coordenado pelos professores Dra. Cristiane Dias e Dr. José Carlos Aragão e tem o objetivo de ampliar a formação continuada dos profissionais da rede municipal de ensino, alinhando-se às políticas públicas de valorização docente e qualificação pedagógica.

A turma do mestrado especial em educação tem previsão de início ainda neste ano, com duração prevista de dois anos, no quantitativo de 30 vagas disponíveis, onde 90% das vagas serão destinadas aos profissionais de educação do quadro efetivo e 10% para contratados.

O prefeito Chiquinho FC ressaltou o apoio da gestão aos professores e reafirmou o compromisso com o fortalecimento da educação no município de Codó.

“Tenho certeza de que os frutos serão colhidos. O maior presente que vocês podem me dar é a educação do nosso município restaurada, para que daqui a 4 anos possamos ter orgulho e garantir o futuro das nossas crianças.”, destacou o prefeito.

Assessoria de Comunicação
Prefeitura Municipal de Codó