




Autor: Alberto Barros
Pesquisador da Uema apresenta resultado de estudo sobre a produção do couro no Maranhão

O professor do curso de Engenharia de Produção da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Moisés dos Santos Rocha, concluiu no ano passado um estudo muito significativo sobre o processamento do couro e a estrutura dos curtumes, com verificação in-loco em alguns municípios do estado, sob o título: Proposta de otimização das operações da cadeia produtiva do couro no Maranhão.
O trabalho, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), teve como objetivo otimizar as operações desse produto, utilizando metodologia que combinou pesquisa bibliográfica, levantamento de campo, modelagem de problemas e aplicação de ferramentas de pesquisa operacional implementadas computacionalmente.
Realizada entre junho de 2022 e julho de 2024, a pesquisa revelou desafios estruturais importantes na cadeia produtiva do couro, como: problemas relacionados à qualidade intrínseca do couro, dificuldades logísticas, redução da margem de contribuição dos produtores devido à desvalorização no mercado nacional, baixa competitividade em comparação a outros entes da federação que possuem tradição consolidada ou maior eficiência no setor.
O pesquisador explica que, durante o estudo, aplicou a Análise Envoltória de Dados (DEA), que permitiu identificar ineficiências e propor melhorias para aumentar a eficácia do Maranhão como unidade tomadora de decisão no setor coureiro. E alerta: “A produção do couro no Maranhão enfrenta desafios mais complexos e abrangentes do que os identificados neste estudo. Para aumentar a competitividade do setor, torna-se essencial realizar investimentos em pesquisa científica e tecnológica para fortalecer os elos da cadeia que operam essa atividade”.
Ainda, de acordo com o professor, boa parte da produção do couro no Maranhão vai para outros estados, por falta de uma logística mais sofisticada e tecnologia. Os artesãos, segundo ele, para utilizarem um material de qualidade, sentem-se obrigados a comprar couro de fora, porque não existe uma cadeia produtiva estruturada no estado. “O consumo aqui é incipiente, acaba sendo usado apenas na confecção de cintos, bolsas e celas, e quando pretende-se consumir um produto de qualidade, com valor agregado, esses produtores vão buscar fora do Maranhão”, declara Moisés.
Além disso, o pesquisador ressalta que até a exportação é muito pequena, ele alega que os produtores que trabalham nesse ramo reclamam que o valor do couro está mais barato que o sal utilizado para conservá-lo, e, isso, acaba sendo inviável na atividade de comercialização com sustentabilidade para a manutenção dos trabalhos.
O estudo identificou, no Guia Industrial do Maranhão, que existem 41 curtumes no estado do Maranhão, localizados em 17 cidades: Governador Edison Lobão, São Luís, Peritoró, Timon, Bacabal, Buriticupu, Estreito, Açailândia, Caxias, Coco Grande, Imperatriz, Joselândia, Pedreiras, Pinheiro, Santa Inês, São Luís Gonzaga do Maranhão e Trizidela do Vale.
Moisés apurou, também, que o Maranhão apresenta um total de 8.323.445 cabeças de gado, ocupando o décimo segundo lugar com relação ao rebanho bovino do Brasil. Entre os 217 municípios do Maranhão, os 10 que apresentam os maiores rebanhos são: Açailândia, Amarante do Maranhão, Santa Luzia, Grajaú, Bom Jardim, Arame, Sítio Novo, Buriticupu, Bom Jesus das Selvas e Zé Doca. Os municípios de Açailândia, Amarante do Maranhão, Santa Luzia e Grajaú concentram percentuais de cabeças de gado acima de 2% com relação ao rebanho total do Maranhão.
Por Alcindo Barros
Fotografia do pesquisador
Fim das capinhas de celulares: veja nova tendência no uso de smartphones

Com os avanços na resistência dos smartphones, as tradicionais capas de proteção estão sendo questionadas. Seriam elas realmente indispensáveis? Empresas de tecnologia não fazem questão de vendê-las, mas certamente não reclamam quando você compra.
Para investigar o tema, o jornalista Thomas Germain, da BBC, passou um mês usando seu celular sem proteção – ciente de que o jornal não se responsabilizaria por eventuais danos. O resultado? Está logo abaixo.
Um movimento contra as capinhas
Hoje, existem usuários que defendem o uso dos celulares sem capas, alegando que o design moderno e minimalista dos aparelhos é prejudicado com a proteção extra. Segundo eles, além da estética, o manuseio também melhora.
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Um amigo do jornalista (que vez o teste de 30 dias sem capinha), entusiasta dessa ideia, afirmou: “Eles fabricam celulares mais resistentes agora. Eu deixo o meu cair o tempo todo, e está tudo bem”. Fabricantes de películas de proteção reforçam essa opinião.
De fato, os smartphones atuais são muito mais robustos que seus antecessores. Mesmo assim, a maioria das pessoas continua optando pelo uso de capas.
Entre os adeptos do uso “livre”, exibir o celular sem proteção virou também um símbolo de status – um jeito de mostrar toda a beleza de um produto que representa o ápice da tecnologia.
“Parece insano ter um aparelho de luxo de US$ 1.000 [cerca de R$ 5.870] conhecido por seu design e materiais premium, e passar o dia todo tocando em uma capinha de plástico de US$ 30 [R$ 176]”, argumenta Yousef Ali, diretor executivo da Blast Radio, plataforma de áudio ao vivo para DJs.
“É como colocar capa de vinil no sofá para preservar o tecido”, emenda.
Vidro cada vez mais resistente
Boa parte dos smartphones da Samsung, Xiaomi, Sony, Google e Motorola utilizam Gorilla Glass, vidro que é usado no visor do celular fabricado pela americana Corning.
O processo de produção envolve a imersão do vidro em um banho de sal fundido a 400°C. “Esse processo extrai íons menores, como o lítio, e os substitui por íons maiores, como o potássio”, explica Lori Hamilton, diretora de tecnologia da Corning.
Essa troca cria uma camada de tensão compressiva que dificulta a propagação de trincas, tornando o vidro mais resistente a impactos.
Segundo Hamilton, os resultados evoluíram significativamente nos últimos anos. “Os smartphones de hoje são muito mais duráveis do que eram há uma década”, afirma.
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Teste de resistência
De acordo com Germain, o produto mais recente da Corning, presente no Galaxy S25 Ultra – o Gorilla Armor 2 – resistiu a quedas de até 2,2 metros em testes de laboratório.
Os números parecem confirmar essa evolução: um levantamento da seguradora americana Allstate mostrou que, em 2024, 78 milhões de norte-americanos relataram danos aos seus aparelhos. Em 2020, o número foi 11% maior.
Ainda assim, Hamilton faz um alerta: os aparelhos não são indestrutíveis. “Haverá falhas. Sempre há situações em que uma fissura se forma ou o impacto é forte o suficiente para causar danos.”
Consumer Reports
A revista Consumer Reports, que há quase 90 anos realiza testes laboratoriais de durabilidade, também tem acompanhado essa evolução. Um dos principais exames é o “teste de queda”, que lança os celulares repetidamente contra painéis de concreto.
“Quando começamos, um terço dos aparelhos falhava nos testes. Hoje, o desempenho é muito melhor”, conta Rich Fisco, responsável pelos testes eletrônicos da entidade.
“Faz muito tempo que não vemos um telefone falhar no teste de queda. O vidro melhorou. Hoje em dia, eles parecem estar se saindo muito melhor”, continua.
Apesar do progresso, Fisco pondera: “É verdade, você não precisa mais usar capa de celular. Mas a verdadeira pergunta é: você gosta de apostar?” E confessa, com bom humor, que ainda protege o seu. “Sou pão-duro”.
Vale a pena arriscar?
Durante o experimento de um mês, o smartphone de Germain sofreu apenas uma queda significativa, no 26º dia. Ao sair apressado de casa, o aparelho escorregou das mãos e desceu batendo três vezes pela escada até parar no último degrau.
O dano? Um pequeno corte em uma das laterais do iPhone.
A conclusão do jornalista resume bem o dilema: é possível viver sem capinha, mas exige sangue frio – e talvez uma dose de sorte.
Gazeta de São Paulo
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F10 Sports/Codó conquista o IV Top 10 Caxias de Futsal Adulto Feminino 2025
Após vencer em Teresina a V Copa APCEF de Futsal Adulto Feminino, a equipe codoense de futsal sub 21 feminino F10 Sports, viajou até Caxias juntamente com outras duas equipes, River e Primavera, com objetivo de representar Codó no IV Top 10 de futsal adulto feminino, com equipes de Caxias, Presidente Dutra e Teresina.
Em 2024, o F10 Sports disputou o III Top 10 em Caxias e foi eliminado nos pênaltis nas quartas de finais. Já em 2025, fez dois jogos no sabado (26/04) e três no domingo (27/04), obtendo os seguites resultados:
– F10 Sports 4×1 Primavera (Codó);
– F10 Sports 1×1 TPM (Teresina);
– F10 Sports 2×1 Snakes (Caxias) – quartas de finais;
– F10 Sports (3) 1×1 (2) TPM (Teresina) – semifinal;
– F10 Sports (3) 3×3 (2) HMQ (Teresina) – final.
F10 Sports/Codó: Campeão do IV Top 10 Caxias de Futsal Adulto Feminino 2025
O F10 Sports conquistou pela primeira vez o Top 10 Caxias, fazendo jogos dificílimos, com equipes qualificadas e com excelente organização da desportista caxiense Gi Rolim.
Mariana Izabely
A capitã campeã e aniversariante do dia, Mariana Izabely, levantou o 4º troféu em 2025 e falou: “Está sendo uma ano especial, com muitos títulos conquistados e tabus quebrados. Graças à união e dedicação de toda a equipe, que mesmo com as aulas na escola, na universidade e com estágios e trabalhos, procura sempre está comparecendo aos treinos uma ou duas vezes na semana, tentando corrigir as falhas e aperfeiçoar os acertos!”
O F10 Sports teve os seguintes apoios logísticos: Prefeito Francisco Carlos Oliveira, Secretário Ricardo Torres, Secretário Milson da Gabriela, Duetto Engenharia e Arquitetura, Gabriela Construções e Colégio Olympus.
Nesta terça, 29/04 as garotas do Projeto Social Esportivo F10 Sports retornam aos treinos no ginásio Carlos Fernando, nas categorias infantil, infanto e sub 21, visando as próximas competições.
Fredson Ricardo – CREF 3573/g-MA
Homem é preso suspeito de abusar de duas crianças em Paço do Lumiar
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Um homem de 58 anos foi preso nessa segunda-feira (28), em Paço do Lumiar, Região Metropolitana de São Luís, suspeito de estuprar duas crianças, de 11 e 12 anos de idade. Ele é companheiro da avó materna das vítimas.
O caso veio à tona em junho de 2024, quando uma das meninas contou à tia que o suspeito havia tocado suas partes íntimas. A denúncia foi encaminhada à Polícia Civil, que abriu inquérito para investigar o caso. No decorrer das apurações, foi identificado que a irmã da vítima também teria sido abusada.
De acordo com os depoimentos prestados por familiares, os crimes teriam ocorrido dentro da casa onde as crianças moravam com a avó e o suspeito, no Conjunto Jaguarema.
Agentes da Polícia Civil cumpriram mandado de prisão temporária contra o investigado. Após os procedimentos legais, ele, que atua como professor, será encaminhado a uma unidade prisional em São Luís.
g1ma
Entrega de cadeira de rodas marca agenda solidária de Roberto Cobel no povoado Alegre

Nesta segunda-feira (28), o presidente da Câmara de Codó, Roberto Cobel, realizou a entrega de uma cadeira de rodas no povoado Alegre, localizado na região da BR-316. A ação foi registrada em suas redes sociais, onde ele destacou a emoção de proporcionar mais qualidade de vida a quem precisa.
“Hoje vivi um daqueles momentos que nos mostram que estamos no caminho certo. Entreguei uma cadeira de rodas e pude sentir de perto a emoção e a esperança que um gesto simples pode levar para uma família inteira”, escreveu.

Roberto reafirmou seu compromisso de seguir trabalhando por quem mais precisa e agradeceu a Deus pela oportunidade de fazer a diferença na vida das pessoas. A cadeira, feita para pessoas com mais de 100 kg, foi solicitada pessoalmente pelo vereador através da internet, com o objetivo de atender às necessidades específicas da beneficiária.
Governo autoriza convocação de 4,3 mil aprovados no Concurso Unificado

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou a convocação de 4.330 candidatos aprovados na primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU).
Com a Portaria nº 3.114 publicada em edição extra do Diário Oficial da União de sexta-feira (25), 16 órgãos e entidades federais poderão iniciar a nomeação dos candidatos aprovados em cargos que não têm o curso de formação inicial como etapa do certame. Caberá a cada órgão fazer a nomeação e dar posse aos novos servidores.
A expectativa do Ministério da Gestão é que as primeiras nomeações sejam publicadas em maio. As vagas com provimento autorizado são para os cargos de nível médio e também os de nível superior dos oito blocos temáticos. Entre eles estão os de analistas, técnicos, especialistas e pesquisadores, em áreas como administração, educação, estatística, engenharia, comunicação, tecnologia e políticas públicas.
>> “Nem felicidade descreve”: aprovados no concurso unificado comemoram
Para conferir os cargos e órgãos que tiveram autorizações para convocar os aprovados, clique aqui.
Entre os órgãos contemplados estão ministérios como o da Gestão e da Inovação, Agricultura e Pecuária, Cultura, Saúde e do Planejamento, além de instituições como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai); Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Advocacia-Geral da União (AGU).
A portaria do MGI se baseia na Lei Orçamentária Anual de 2025 sancionada, que garante os recursos necessários para as nomeações.
Concurso unificado
O chamado Enem dos Concursos é considerado o maior concurso público já realizado no Brasil. Em 2024, o número de inscritos somou 2.144.397 para disputar 6.640 vagas de cargos públicos de níveis superior, médio e técnico para diversas especialidades, em 21 órgãos da administração pública federal. As remunerações dos futuros servidores federais variam de R$ 3.741,84 a R$ 22.921,71.
A primeira edição do certame foi realizada em 18 de agosto do ano passado, simultaneamente, em 218 cidades de todas as unidades das federações, mediante o pagamento de uma única taxa de inscrição. Cerca de 1 milhão de candidatos realizaram as provas objetivas e discursivas. O objetivo do governo federal foi democratizar o acesso da população às vagas do serviço público.
A segunda edição do CNU deve ser realizada no segundo semestre deste ano, conforme previsto pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.
Agência Brasil
Inscrições para o Encceja 2025 terminam sexta-feira

O período de inscrições do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2025 termina nesta sexta-feira (2).
Os interessados devem se inscrever diretamente no site do Sistema Encceja com o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF).
O prazo vale também para as solicitações de atendimento especializado e para tratamento pelo nome social, que é como a pessoa se autoidentifica e que expressa sua identidade de gênero diferente do nome que consta nos documentos de registro civil.
Aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o exame é uma oportunidade gratuita e voluntária para jovens e adultos que não concluíram o ensino básico na idade apropriada e que buscam a certificação do ensino fundamental ou médio.
Provas
As provas são aplicadas em um único dia, nos turnos matutino e vespertino. Neste ano, o Inpe marcou a realização do Encceja para 3 de agosto.
O exame obedece aos requisitos básicos, estabelecidos pela legislação em vigor, para o ensino fundamental e para o ensino médio. Ao todo, são quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, e uma prova de redação.
As provas objetivas avaliam as seguintes áreas de conhecimento:
ensino fundamental: ciências naturais; matemática; língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física e redação; história e geografia;
ensino médio: química, física, biologia, matemática, língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física, redação, história, geografia, filosofia e sociologia.
Encceja
Desde 2002, o Encceja é usado como instrumento para a certificação dos conhecimentos de jovens e adultos adquiridos tanto no ambiente escolar, quanto em experiências de vida e de trabalho.
Os resultados são usados pelas secretarias de Educação e pelos institutos federais como base para emissão dos certificados de conclusão do ensino fundamental e médio.
As informações do Encceja também ajudam a planejar e implementar programas educacionais mais eficazes e adequados às necessidades específicas desse público, com objetivo de melhorar a formação integral e a inserção social e profissional dessas pessoas.
Agência Brasil