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Quatro frutas que não existem mais ou que vão sumir do planeta em breve

A destruição ambiental e as mudanças climáticas estão impactando não apenas a fauna e a flora, mas também a segurança alimentar global. De acordo com especialistas em biodiversidade, diversas frutas correm o risco de desaparecer completamente nos próximos anos, devido a fatores como desmatamento, monocultura e alterações no clima.

Neste cenário, algumas espécies já são consideradas extintas na natureza, enquanto outras estão à beira do desaparecimento. Conheça quatro frutas que podem sumir do planeta em breve.

Lista de frutas que estão prestes a sumir
Ameixa Murray (Prunus Murrayana): Esta é uma fruta pouco conhecida, descoberta em 1928 no Texas, Estados Unidos. Esse arbusto espinhoso, de folhas brancas e peludas, produz pequenos frutos vermelhos pontilhados. Desde sua identificação, os registros da espécie são escassos, o que leva os cientistas a acreditarem que ela pode já estar extinta na natureza.

As principais ameaças à Ameixa Murray incluem a perda de habitat devido ao desmatamento e às mudanças ambientais que comprometem sua reprodução.

Banana de Madagascar (Ensete perrieri): Esta é uma espécie rara e ameaçada, encontrada apenas no oeste da ilha africana. Diferente da banana comum, essa variedade tem potencial genético para combater a doença do Panamá, um fungo que afeta as lavouras de banana em todo o mundo.

Apesar de sua importância para a biodiversidade e a segurança alimentar, a Banana de Madagascar está em risco crítico de extinção, principalmente devido à degradação do seu habitat natural.

Goiaba Jamaicana (Psidium dumetorum): ela pertence à família das Myrtaceae e era nativa de uma pequena região da Jamaica. Embora fosse uma espécie resiliente, os últimos registros confirmados de sua existência datam de 1976.

A destruição de florestas tropicais, somada à falta de iniciativas para sua conservação, levou a Goiaba Jamaicana à extinção. O desaparecimento de espécies como essa reduz a diversidade genética das frutas, tornando as variedades cultivadas mais vulneráveis a pragas e doenças.

Tamareira da Judeia: já esta era amplamente cultivada nas margens do Mar Morto, do Mar da Galileia e no Vale de Hula, em Israel. Seu fruto foi essencial na alimentação das civilizações antigas, mas a espécie entrou em colapso devido às condições climáticas extremas da região.

O aumento da aridez e a escassez de recursos hídricos inviabilizaram o cultivo da Tamareira da Judeia, levando-a à extinção. Tentativas de ressuscitar a espécie a partir de sementes antigas foram realizadas, mas a planta original já desapareceu da natureza.

Tribuna de Minas

Mulheres são responsáveis por 33% dos lares

Separada há 5 anos, e com dois filhos, um de 7 e outro de 6 anos, a representante comercial Ana C. Luz se desdobra para sustentar a casa e a família. O ex-companheiro sumiu após a separação. E sobrou para ela todas as responsabilidades. “Ainda bem que conto com a minha família para me dar suporte com os meus filhos, mas a parte financeira é só comigo mesmo. Só posso contar comigo mesmo. Infelizmente essa é uma realidade de muitas mulheres”, disse.

Ana tem razão. Essa é a luta de muitas mulheres Brasil afora. Trabalhar, cuidar dos filhos, da casa, cuidar de si. Tarefa árdua, mas que se impõe, conforme aponta um levantamento realizado pelo Instituto Opinion Box entre 14 e 24 de fevereiro de 2025, com 1.383 entrevistas com mulheres de todo o país, para marcar o Dia Internacional da Mulher.

Em um mundo onde as mulheres são cada vez mais protagonistas de suas histórias, elas assumiram de vez a liderança no controle financeiro das famílias, em especial as de menor renda. Isso, muito em função da necessidade, mas em outros casos, por uma questão de independência financeira mesmo.

“Sempre vi a luta da minha mãe dentro de casa, sendo mãe, dona de casa, cuidado de tudo, trabalhando dentro de casa e sofrendo privações porque não tinha renda. Então, mesmo com todas as dificuldades me empenhei em trabalhar desde cedo para não passar pelo que ela passou. É muito bom, embora que seja pouco, você ter a sua independência financeira, e de alguma forma poder prover dentro de casa”, disse a autônoma Maria Clarice Sousa.

De acordo com o levantamento, 93% das mulheres contribuem financeiramente para o sustento do lar, sendo que, em 33% das famílias, elas são as únicas responsáveis pela geração de renda. Em 2023, o índice de mulheres que participavam das finanças das casas era de 88%.

Desafio maior para mulheres das classes D e E
O desafio é maior para as mulheres das classes D e E, que são as únicas responsáveis financeiras em 43% dos lares. Há uma grande diferença social ao comparar com as classes A e B, quando a responsabilidade feminina pelo sustento familiar cai para 18%. O destaque delas se reforça em relação ao planejamento econômico: 64% das entrevistadas pelo Instituto Opinion Box afirmam liderar a organização financeira da família.

Dados do Nordeste

No recorte específico do Nordeste, a liderança feminina no sustento da casa também é expressiva. 33,2% das entrevistadas na região informam que bancam sozinhas todas as despesas, enquanto 17,9% se dizem as principais provedoras, porém com alguma colaboração. Quando o assunto é dificuldade de acesso a crédito 54,7% das mulheres apontam esse fator como um dos maiores entraves para organizar suas finanças — porcentual superior à média nacional de 46,8%. Por outro lado, o endividamento afeta 26,31% das mulheres nordestinas, ligeiramente abaixo dos 30,9% verificados no país.

Dupla jornada

O protagonismo, porém, traz impactos preocupantes, como revelam 90% das entrevistadas em nível nacional: além do trabalho profissional de gerar renda fora de casa, as mulheres não têm a opção de renunciar às responsabilidades domésticas, tendo de equilibrar as duas frentes ao mesmo tempo. Mesmo assim, 85% delas celebram o fato de conquistarem espaços no mundo das finanças, um terreno predominantemente masculino por décadas.

Chama a atenção, negativamente, o fato de que somente 66% das entrevistadas percebem que o trabalho externo de geração de renda é valorizado dentro da própria casa, um percentual que melhora conforme a renda (83% para alta renda e 73% para média renda) e cai nas famílias de baixa renda (60% para classe D e 53% entre a classe E).

“Felizmente percebemos o crescimento do papel das mulheres na gestão financeira dos lares, tomando esse papel de garantia de um orçamento familiar sob controle”, afirma Patrícia Camillo, gerente da Serasa. “Acostumadas a gerenciar a rotina e até situações de escassez, elas conseguem equilibrar as reais necessidades à renda disponível e se mostram mais preocupadas em evitar o endividamento familiar”, confirma a especialista em educação financeira.

Felizmente percebemos o crescimento do papel das mulheres na gestão financeira dos lares

Outros dados da pesquisa
A dificuldade de obter crédito (47%) e o endividamento (31%) são os principais desafios enfrentados pelas mulheres no Brasil. No NE, os percentuais são 54,79% e 26,31%, respectivamente.
Quanto mais jovens, mais dificuldades as mulheres têm de conseguir crédito: são 62% das mulheres da Geração Z, 48% entre Millennials, 40% entre a Geração X e 16% entre as Baby Boomers.
8 em cada 10 mulheres pediram crédito nos últimos 12 meses: pagar uma despesa inesperada (26%), pagar dívidas de cartão (22%) e limpar o nome (21%) são os principais motivos da solicitação.
85% das mulheres entrevistadas já tiveram algum pedido de crédito negado.
As redes sociais são a maior fonte de aprendizado sobre finanças entre as mulheres (33%), seguido pelas informações em site/app de banco (28%) e buscadores na internet (26%).
3 em cada 4 mulheres se sentem representadas e mais confiantes quando escutam mulheres falando sobre economia.

O Imparcial

DNIT libera travessia de pedestres e ciclistas em ponte sobre o rio Pindaré, na BR-316, no MA

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) decidiu liberar a passagem de pedestres e ciclistas pela ponte que passa pelo rio Pindaré, e que está interditada para a passagem de veículos porque apresentou problemas na estrutura.

O problema tem afetado milhares de moradores na região de Bom Jardim, Pindaré-Mirim e Santa Inês, e que precisam fazer a travessia pela ponte, que também é um trecho da BR-316.

A interdição aconteceu após indígenas da Terra Indígena Pindaré detectarem que, embaixo do vão central da ponte há uma corrosão que fez parte da estrutura ceder e cair. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Por causa das necessidades, muitas pessoas, como indígenas Guajajara, estavam passando a pé pela ponte, mesmo com as proibições anteriores do DNIT.

Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) decidiu liberar a passagem de pedestres e ciclistas pela ponte que passa pelo rio Pindaré, e que está interditada para a passagem de veículos porque apresentou problemas na estrutura.

O problema tem afetado milhares de moradores na região de Bom Jardim, Pindaré-Mirim e Santa Inês, e que precisam fazer a travessia pela ponte, que também é um trecho da BR-316.

A interdição aconteceu após indígenas da Terra Indígena Pindaré detectarem que, embaixo do vão central da ponte há uma corrosão que fez parte da estrutura ceder e cair.

Por causa das necessidades, muitas pessoas, como indígenas Guajajara, estavam passando a pé pela ponte, mesmo com as proibições anteriores do DNIT.

A ponte sobre o rio Pindaré é importante para a região, pois a BR-316 é a principal ligação entre as regiões Nordeste e Norte do país. O comércio de frutas, legumes e verduras entre as duas regiões e produtos da zona franca de Manaus, dependem dessa rodovia e dos portos de Belém e Barcarena, no Pará.

Veja as rotas alternativas

➡️ De Teresina (PI) para Belém (PA): seguir na BR-316 até Santa Inês (MA) para acessar a BR-222 e seguir em direção à Açailândia (MA). Em Açailândia (MA), entrar na BR-010 e seguir em direção à Santa Maria (PA) para entrar novamente na BR-316 e continuar em direção à Belém (PA).

Para os que se deslocam de Belém (PA) em direção à Teresina (PI), seguir a rota inversa

➡️ De São Luís (MA) para Belém (PA): sair de São Luís (MA) pela BR-135 até Miranda do Norte (MA) para acessar a BR-222. Seguir na BR-222 até Vitória do Mearim (MA) para acessar a MA-014 em direção à Pinheiro (MA). Em Pinheiro (MA), entrar na MA-106 e seguir em direção à Governador Nunes Freire (MA) para ingressar na BR-316 e continuar em direção à Belém (PA).

G1ma

Quando começa a declaração de Imposto de Renda 2025? Confira aqui

A temporada 2025 da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física começará perto da primeira quinzena deste mês. Considerando que o dia 15 de março, data escolhida pela Receita Federal em 2024, cai em um sábado neste ano, a expectativa é que o começo do prazo para o envio das declarações passe para o primeiro dia útil subsequente, que será na segunda-feira, dia 17 de março.

O limite tradicional para o fim do período de envio da declaração é 31 de maio. Neste ano, a data também cai em um sábado.

O calendário definitivo da temporada, as regras para declarar e potenciais alterações serão divulgados pela Receita Federal ainda nesta primeira quinzena de março, segundo declaração do Fisco enviada ao InfoMoney.

Vale lembrar: a declaração do Imposto de Renda 2025 é referente ao ano-base 2024, ou seja, deve conter os rendimentos, despesas dedutíveis e comprovantes de patrimônio (bens e direitos) do contribuinte, que faz parte do grupo obrigado a declarar, entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2024.

Quem está obrigado a declarar?
A Receita Federal confirmará todas as informações sobre quem está obrigado a declarar, mas a expectativa de especialistas é que as regras mantenham-se as mesmas (considerando o salário mínimo de R$ 1.412, vigente em 2024).

Quem ganhou, em 2024, até R$ 2.259,20 por mês, atual limite máximo da alíquota zero, não precisará entregar a declaração em 2025, bem como:

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Quem teve rendimentos acima de R$ 30.639,90 no ano-base 2024;
Quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 40.000,00;
Quem possuía bens e direitos acima de R$ 300.000,00 em 2024;
Quem obteve ganho de capital na venda de bens ou direitos sujeitos à tributação;
Quem teve rendimentos de atividade rural acima de R$ 169.520,00 ou deseja compensar prejuízos anteriores.
Onde declarar?
O contribuinte poderá fazer a sua declaração usando o Programa Gerador da Declaração de 2025 ou o site Meu Imposto de Renda (para quem tem conta nível ouro gov.br)

Da mesma forma, quem quiser fazer a declaração por meio de smartphones ou tablets também poderá baixar o aplicativo “Meu Imposto de Renda”.

Infomoney

Nasa transmite pouso de módulo na Lua, previsão é que o objeto toque o solo às 14h32

A Nasa transmite ao vivo o pouco do módulo Athena na Lua, previsto para tocar o tocar o solo do satélite natural da Terra por volta das 14h32 desta quinta-feira, 6, no horário de Brasília. A transmissão está sendo feita no canal do Youtube da organização e mostrará o fim da viagem do veículo IM-2 Nova-C em Mons Mouton, um planalto próximo ao Polo Sul lunar.

À bordo do módulo de pouso lunar, há dois equipamentos essenciais para a missão: o que inclui uma broca robótica responsável pela perfuração do solo em busca de água, já o Trailblazer é uma sonda com o objetivo de produzir mapas de alta resolução da água na Lua.

O módulo Athena foi lançado a bordo de um foguete SpaceX Falcon 9 na noite desta quarta-feira (26). A nave espacial decolou do Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida, Estados Unidos.

A região é considerada crucial para a atual corrida espacial lunar, pois os cientistas acreditam que seja rica em depósitos de gelo de água, um recurso que pode ser convertido em ar respirável, água potável ou até mesmo combustível para foguetes.

A Athena foi construída pela Intuitive Machines, uma empresa com sede em Houston que, até agora, é a única do setor privado na Terra a ter realizado um pouso seguro na Lua.

A missão
Os objetos trabalharão em conjunto em busca de informações sobre o volume de água na Lua, o que poderia fornecer recursos para uma exploração expandida do satélite. A partir da descoberta, os cientistas poderão iniciar o processo de criação de combustível a 384 mil quilômetros da Terra com as matérias-primas retiradas a partir da água.

Durante sua missão científica, o Lunar Trailblazer fará 12 órbitas ao redor da Lua por dia, observando a superfície em uma variedade de momentos diferentes do dia ao longo da missão.

Os cientistas sabem desde 2009 que essa água existe, mas querem saber muito mais sobre onde ela está e quanto existe. As duas novas espaçonaves “estão indo atrás de peças realmente importantes desse quebra-cabeça”, diz Parvathy Prem, cientista planetária do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland.

O módulo foi lançado do Centro Espacial Kenney da Nasa, na Flórida, a bordo do foguete SpaceX Falcon 9 em uma carona com a missão IM-2 da Intuitive Machines, uma iniciativa privada. Durante sua missão científica, o Lunar Trailblazer fará 12 órbitas ao redor da Lua por dia, observando a superfície em uma variedade de momentos diferentes do dia ao longo da missão.

Busca por água em toda Via Lactea
O telescópio espacial SPHEREx da NASA, lançado ontem pela NASA, tem missão de explorar os segredos das nuvens moleculares da Via Láctea – vastos berçários estelares onde estrelas e planetas nascem. O objetivo é mapear depósitos de gelo cósmico e identificar os ingredientes essenciais para a vida, como água, dióxido de carbono e monóxido de carbono, que podem estar armazenados em grãos de poeira interestrelar. Os cientistas acreditam que esses “reservatórios de gelo” podem ser a chave para explicar como a água chegou a plantas e luas, incluindo a Terra.

O Spectro-Photometer for the History of the Universe, Epoch of Reionization and Ices Explorer (SPHEREx) é uma missão planeada de dois anos que irá mapear o céu em luz óptica e infravermelha próxima que, embora não seja visível ao olho humano, serve como uma ferramenta poderosa para responder a questões cósmicas. Na Via Láctea, a missão procurará água e moléculas orgânicas – essenciais para a vida, como a conhecemos – em berçários estelares, regiões onde as estrelas nascem de gás e poeira, bem como discos em torno de estrelas onde novos planetas podem estar se formando.

Os astrônomos usarão a missão para coletar dados sobre mais de 450 milhões de galáxias, bem como mais de 100 milhões de estrelas em nossa própria Via Láctea. A missão pesquisará centenas de milhões de galáxias próximas, algumas tão distantes que a luz levou 10 bilhões de anos para chegar à Terra. A cada seis meses, o SPHEREx examinará todo o céu usando tecnologias adaptadas de satélites terrestres e espaçonaves interplanetárias. A missão criará um mapa de todo o céu em 102 faixas de cores diferentes, excedendo em muito a resolução de cores dos mapas anteriores de todo o céu.

Jornal Opção

Preço futuro do boi gordo iniciou março com queda maior para o curto prazo

O preço futuro do boi gordo iniciou março em queda, com o efeito da suspensão de 3 plantas exportadoras para a China prevalecendo.
Como temos destacado no Farmnews, apesar do momento de maior pressão negativa no preço do boi gordo no curto prazo (clique aqui), com reflexo na queda de preço também no mercado futuro do boi gordo, a tendência é que os preços se recuperem ao longo do ano (primeira Figura).

A Figura abaixo apresenta dados de preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros, segundo B3, entre março e outubro de 2025, em Reais por arroba, no dia 5 de março, considerando os valores do after-market.

O preço futuro do boi gordo caiu nesse início de março, também como resultado da suspensão temporária de 3 plantas habilitadas a exportar carne bovina do Brasil para a China.
Esses movimentos pontuais relacionados a suspensão de compra de carne bovina brasileira pela China não é novidade e novamente pressionaram o preço no curto prazo, mas talvez não como muitos imaginavam. Em outras palavras, o investidor sabe cada vez mais que esses movimentos pontuais pouco ou nada alteram a tendência de longo prazo e, além disso, o mercado já precifica uma perda no curto prazo (Figura acima) e talvez esteja receoso em precificar quedas ainda mais significativa.

Lembra do tamanho da queda em 2021, quando a China suspendeu temporariamente as compras de carne bovina do Brasil devido ao caso atípico de vaca louca? Clique aqui e relembre! O mesmo aconteceu em 2023 e o efeito no preço futuro do boi gordo foi menor.

Nesse início de março, em um cenário muito mais restrito comparado a 2021 e 2023, o efeito da suspensão temporária dessas 3 plantas exportadoras foi bem menor. Mas o importante aqui é mencionar que casos como esse poderiam trazer quedas ainda mais significativas e aumentar a insegurança dos investidores, afastando muitos deles da B3 (e com isso ninguém ganha já que precisamos de mais liquidez nesse mercado). Por isso focamos nos fundamentos, já que movimentos pontuais acontecem e a gestão de risco é parte essencial para aqueles que participam da B3.

O Farmnews inclusive comparou o preço esperado do boi gordo para os contratos com vencimento até outubro, com a referência no físico (Datagro) no final de fevereiro mostrando que tanto os valores mínimos como máximos seguem relativamente próximos do físico.

A Figura ilustra a relação entre o preço esperado (B3) e atual (Datagro) para os vencimentos entre março e outubro de 2025, conforme dados de março (5).

E mudando de assunto, você sabia que o controle de indicadores econômicos na pecuária ainda acontece, em geral, de modo fragmentado, com retrabalho, defasagem e limitações nas tomadas de decisões?

Farmnews

Geração Z desenvolveu “telefobia”: 56% dos jovens acreditam que atender a uma chamada significa receber más notícias

Você é o tipo de pessoa que vê uma chamada no iPhone e seu coração começa a bater como se tivesse acabado de correr uma maratona, ou prefere esperar que ela termine de tocar e depois dizer “E aí?” por mensagem de texto? Se sim, você faz parte de uma tendência que está crescendo, especialmente entre os jovens da Geração Z. Embora essa geração tenha crescido com um iPhone na mão, 56% admitem associar as ligações a más notícias. Além disso, 23% nunca atendem o telefone.

O que é a telefobia?
A telefobia vai além de uma simples preferência por enviar mensagens no WhatsApp. Para muitos jovens, atender a uma ligação significa expor-se ao desconhecido, romper a bolha de controle e enfrentar uma conversa que não pode ser planejada. De acordo com especialistas, isso gera ansiedade, especialmente em uma época em que as mensagens escritas permitem que você revise, edite e exclua antes de enviar. E, acima de tudo, não se afaste do que está fazendo. É como entrar em sua casa sem avisar.

Zoia Tarasova, antropóloga social, explica que esse fenômeno reflete algo maior: “uma rebelião contra o imediatismo e a urgência. Os jovens valorizam cada vez mais o tempo que levam para responder. E isso faz sentido. Em um mundo inundado de spams telefônicos, golpes e urgências desnecessárias, quem gostaria de atender a uma ligação e acabar dizendo “Não, obrigado, não estou interessado em assinar seu contrato de serviço de eletricidade”?

É justamente em resposta a esse tipo de spam telefônico que o governo espanhol apresentou sua iniciativa para enfrentar o problema, que será implementada nas próximas semanas. Espera-se que as chamadas para nossos telefones sejam reduzidas. E se eles quiserem nos vender algo, pelo menos saberemos que estão vindo de um número especial, pois terão que ter um prefixo 800 ou 900.

O problema surge quando a rejeição do telefone entra em conflito com as necessidades de emprego. Atualmente, muitas empresas se deparam com o simples fato de que os candidatos não atendem às suas ligações para marcar uma entrevista de emprego, muito menos para falar com outros departamentos por telefone. Um exemplo dessa nova realidade é fornecido por Casey Halloran, CEO de uma agência de viagens on-line. De acordo com Halloran, sua equipe investiu em treinamento, incentivos e até mesmo em psicólogos para ajudar os funcionários mais jovens a superar essa fobia. O resultado? Depois de dois anos, eles estão considerando abandonar completamente as chamadas em favor do SMS e do WebChat. Se 23% dos seus funcionários nem sequer atendem o telefone em casa, como você pode esperar que eles o façam no trabalho?

Por que a Geração Z evita telefonemas?
56% dos jovens associam as ligações telefônicas a más notícias. E não é de se admirar. Durante anos, muitas comunicações importantes e urgentes (boas ou ruins) foram feitas por telefone: doenças, mortes, acidentes, algo tão importante que você precisa atender a ligação, não importa o que aconteça. Se quiser saber como estou, envie-me um áudio, mas não me ligue. Eu lhe responderei imediatamente ou em cinco minutos. Mas eu decido o que e quando responder. Os jovens preferem manter o controle de suas conversas, tomar seu tempo e evitar mal-entendidos que podem surgir com o imediatismo do telefone. E, sim, ouvir o interlocutor sem poder pausar ou retroceder também não ajuda.

Existe uma cura para a telefobia?
Algumas instituições acreditam que sim. A Nottingham College University lançou sessões especiais para ajudar os jovens a superar a ansiedade do telefone. Durante essas aulas, os alunos praticam chamadas simuladas e fazem exercícios como fazer reservas em restaurantes ou verificar preços de produtos. Tudo isso faz parte do treinamento criado para recuperar a confiança em um meio que, embora esteja em declínio entre a Geração Z, ainda é essencial em muitas áreas.

É fácil criticar a Geração Z por evitar ligações telefônicas. Mas, como sempre, tudo tem um outro lado – por que ver isso como um problema só deles? A realidade é que cada geração se adaptou ao seu tempo. O que fazia sentido para nossos avós (buscar informações pessoalmente ou fazer uma ligação telefônica para qualquer tipo de procedimento) pode parecer coisa do passado para os mais jovens.

A resposta não está em forçar os jovens a voltarem a usar o telefone, mas em encontrar um equilíbrio entre as formas de comunicação. Porque, no final das contas, não se trata apenas de “pegar o telefone”, mas de entender como cada geração muda com o tempo. Da carta para telefone. Do telefone para o celular. E dos celulares para as mensagens. Muitos preferem fazer o pedido em um restaurante que permite reserva on-line a fazer uma ligação telefônica para o mesmo fim. Muitos outros preferem um Uber a chamar um táxi. E sim, muitos também preferem fazer compras on-line em vez de irem até a umaa loja física.

IGN