Consumo de água do Rio Tocantins deve ser evitado em 19 cidades

Autoridades do Tocantins e do Maranhão lançaram um alerta para a população evitar o consumo, utilização e banhos nas águas do Rio Tocantins, na região onde caiu a ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga os dois estados. Ontem (22), o vão central da ponte, com 533 metros de extensão, cedeu, derrubando pelo menos 10 veículos, dos quais quatro caminhões, três veículos de passeio e três motocicletas.

O alerta foi lançado após a confirmação da presença de cargas com substâncias perigosas, incluindo defensivos agrícolas e produtos químicos corrosivos, como ácido sulfúrico. Segundo as secretarias de estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e da Defesa Civil Estadual do Tocantins, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Maranhão (Sema) e Prefeitura de Estreito, o alerta se dá em razão do “alto risco à saúde pública e ao meio ambiente devido à possível queda de cargas com produtos químicos”.

A recomendação é para que os moradores dos municípios afetados evitem qualquer contato direto com a água do Rio Tocantins no trecho atingido pelo acidente, incluindo banhos e o consumo de água. A orientação é destinada, especialmente, às populações de Aguiarnópolis, Maurilândia do Tocantins, Tocantinópolis, São Miguel do Tocantins, Praia Norte, Carrasco Bonito, Sampaio, Itaguatins, São Sebastião do Tocantins e Esperantina, no Tocantins.

Já no Maranhão, o alerta vale para as cidades de Estreito, Porto Franco, Campestre, Ribamar Fiquene, Governador Edison Lobão, Imperatriz, Cidelândia, Vila Nova dos Martírios e São Pedro da Água Branca. “Equipes técnicas dos dois estados, em parceria com outros órgãos competentes, estão mobilizadas para monitorar a situação. Os trabalhos incluem a avaliação da qualidade da água e possíveis impactos ambientais, planejamento e execução de ações para conter a contaminação do rio e operações para a remoção dos veículos submersos”, informou o governo do Tocantins.

A situação fez com que a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) determinasse a paralisação temporária dos sistemas de captação, tratamento e produção de água em Imperatriz, distante pouco mais de 120 km de Estreito.

A empresa pediu à população que economize água até que a situação seja normalizada. Segundo o governo do Maranhão, a Caema enviará caminhões-pipa para os locais afetados, que fornecerão água em locais públicos, como: unidades de saúde e delegacia.

A possível contaminação também foi responsável pela suspensão das buscas aos desaparecidos. Segundo a Defesa Civil de Estreito, até o momento 16 pessoas estão desaparecidas. Uma morreu e uma segue hospitalizada.

Agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estão na região para verificar a situação da qualidade da água e também impactos sobre a flora e fauna locais, a exemplo da possível contaminação de peixes.

Reconstrução

Após sobrevoar a região do acidente, o Ministro dos Transportes, Renan Filho, disse que foi decretada situação de emergência na região e que o governo federal destinará mais de R$ 100 milhões para as obras de recuperação da ponte e retirada dos escombros.

Equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) estão avaliando a situação, apurando as possíveis causas e para “tomar as medidas necessárias”, informou o ministro. “Temos todas as condições técnicas para a reconstrução e os recursos técnicos necessários para a reconstrução para que se consiga ter esta obra no que concerne não apenas à reconstrução, mas também à retirada dos escombros, avaliação dos danos causados, acompanhamento da obra e a execução das futuras obras. Iremos reconstruir uma ponte com todos os itens de garantia de segurança”, afirmou.

Segundo o ministro, a pasta trabalha para que os recursos sejam liberados ainda este ano. “Com a emergência decretada queremos contratar a reconstrução da ponte ainda dentro do exercício de 2024. Isso será um trabalho de muita resolutividade do ministério”, completou.

* Fonte: Agência Brasil

Mega da Virada: quanto rendem R$ 600 milhões na poupança, Tesouro Direto ou CDB

A Caixa Econômica Federal realiza na terça-feira (31) o sorteio da Mega da Virada, com prêmio recorde de R$ 600 milhões.

As apostas podem ser realizadas até as 18h do mesmo dia do sorteio. O sorteio está previsto para ser realizado às 20h, em São Paulo.

Esse prêmio pode servir para quitar dívidas, fazer compras ou realizar a viagem do sonho. Mas, investir a quantia e aumentar o dinheiro também é uma opção.

A pedido da CNN, o estrategista da Casa do Investidor, Michael Viriato, realizou um levantamento mostrando quanto renderia o prêmio da Mega da Virada em diferentes aplicações.

Com a alíquota de Imposto de Renda (IR) a 20% e a taxa Selic atualmente no patamar de 12,25%, a poupança é o investimento que traria menor retorno.

O prêmio renderia ganhos de R$ 3.744.892 por mês e R$ 46.020.000 por ano.

A melhor opção estaria nos CDB de bancos médios, considerando uma remuneração de 110% do CDI.

Neste caso, os mesmos R$ 600 milhões renderiam R$ 4.826.880,43 em um mês e R$ 63.149.625,00 nos 12 meses completos.

Flourish logoA Flourish table
Além desses investimentos, Viriato também calculou quanto renderiam aplicações no mercado imobiliário e financeiro.

Com uma alíquota de IR de 27,5%, investir em imóveis (com a taxa de aluguel a 0,4%) poderia render ganhos mensais de 0,29% e anuais de 3,48%.

Já os fundos imobiliários e ações — opções isentas de IR, mas com riscos maiores —, trazem ganhos com dividendos de 0,9% e 0,6%, respectivamente.

No ano, os ganhos seriam de 10,8% para fundos imobiliários e 7,20% para ações.

Onde conferir o resultado?
O resultado do sorteio pode ser acompanhado através da transmissão ao vivo pelo canal do YouTube ou perfil do Facebook da Caixa.

O apostador também pode conferir as dezenas sorteadas pelo site Loterias Caixa. Além disso, o site permite que após o resultado o valor final do prêmio e o rateio final entre os apostadores sejam conferidos.

Como apostar?
Para apostar na Mega da Virada, é necessário ir até uma casa lotérica ou realizar a compra pelo site e aplicativo da Loterias Caixa. Na compra online, há um valor mínimo de R$ 20 para a compra, o equivalente a 4 apostas simples.

Para os clientes da Caixa, também é possível realizar a aposta no sorteio pelo Internet Banking, a plataforma digital do banco.

O apostador pode escolher de seis a 20 números no volante, composto por 60 no total. O valor da aposta simples, com 6 números, é de R$ 5.

As regras para jogar na Mega da Virada são as mesmas dos concursos regulares da Mega-Sena. A diferença é que o sorteio do último dia do ano não acumula.

Ao todo, é possível apostar de 3 formas diferentes no sorteio:

Apostas simples: Basta marcar de 6 a 20 números dentre os 60 disponíveis no volante. O valor muda conforme a quantidade de número escolhidos;
Surpresinha: O sistema das Loterias escolhe de forma aleatória os números para o jogador;
Bolão: Apostas realizadas em grupo também é uma possibilidade, disponível para indicar em cada volante.

CNN Brasil

Mudanças no MEI em 2025 traz alegria para brasileiros empresários!

A partir de abril de 2025, o cenário para o Microempreendedor Individual (MEI) no Brasil irá passar por diversas mudanças. Criado em 2008, o regime MEI tem possibilitado a formalização de trabalhadores informais, oferecendo benefícios previdenciários e simplificação no pagamento de impostos. Representando uma grande parcela dos negócios no país, as novas alterações prometem impactar diretamente o seu funcionamento.

Essas mudanças visam atualizar e melhorar a fiscalização e transparência do MEI. É importante que os microempresários se preparem para estas alterações, garantindo que seus negócios estejam em conformidade com as novas normas. As atualizações incluem desde exigências fiscais até modificações nos códigos usados em transações, exigindo uma adaptação rápida e eficaz por parte dos empreendedores.

Quais são as novas demandas fiscais para o MEI?

Entre as principais alterações fiscais que entram em vigor em abril de 2025, destaca-se a nova exigência para os MEIs que emitem Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) ou Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Estes empreendedores deverão incluir o Código de Regime Tributário (CRT) “4 – Simples Nacional – Microempreendedor Individual – MEI” em suas operações. Tal mudança foi implementada pela Receita Federal para garantir maior controle fiscal e distinção clara das atividades realizadas pelo MEI comparadas a outros regimes tributários no país.

Atualizações nos Códigos Fiscais de Operações e Prestações (CFOPs)
Além das mudanças no CRT, a partir do próximo ano, também ocorrerão atualizações nos Códigos Fiscais de Operações e Prestações (CFOPs) aplicáveis ao MEI. Estes códigos têm a função de classificar a natureza das atividades comerciais realizadas e, portanto, é crucial para a adequação e boa prática burocrática. Tal ajuste permitirá que as operações do MEI sejam geridas com maior precisão, agilizando processos e evitando problemas com a Receita Federal.

Como se adaptar a essas mudanças?
Os microempreendedores precisam estar atentos e tomar medidas para se adaptar prontamente às novas exigências. Algumas recomendações para facilitar essa transição incluem:

Atualizar o sistema de emissão de notas fiscais para alinhar-se às novas regras fiscais.
Manter-se informado sobre as atualizações da Receita Federal através de canais oficiais.
Formar e treinar a equipe para garantir que todos estejam cientes e preparados para implementar as novas regras.
Procurar auxílio de um contador ou instituições de apoio ao empreendedorismo para esclarecimento de dúvidas.
Monitorar prazos importantes para fazer as adaptações necessárias oportunamente.

As implicações das mudanças para o MEI
Embora as mudanças exijam uma adaptação por parte dos empreendedores, elas também oferecem oportunidades. Com maior precisão e transparência fiscal, os MEIs poderão atuar de forma mais estruturada no mercado. Além disso, essas mudanças facilitam a fiscalização e reduzem as chances de incorrer em problemas fiscais futuros. Portanto, adotar uma postura proativa na adaptação a esses novos regulamentos pode resultar em melhorias significativas na gestão dos negócios MEI.

Perfil

Conheça o Camu-Camu: a fruta brasileira que tem mais vitamina C que a laranja

A fruta, conhecida como “ouro amazônico”, é uma fonte poderosa de vitamina C, tendo maior concentração do que a laranja e a acerola. Conheça mais sobre essa fruta da Amazônia.

O camu-camu, também chamado de “caçari”, “araçá-d’água” e “camocamo”, é uma árvore frutífera da região Amazônica, e muito conhecida como “ouro amazônico” por ser uma das maiores fontes naturais de vitamina C do mundo e ter grande potencial nutricional e bioativo.

A árvore cresce naturalmente nas margens dos rios e em áreas alagadas, sendo uma importante fonte de renda para as populações ribeirinhas da Amazônia. E seu nome (camu-camu) vem da língua quechua, falada por comunidades indígenas da América do Sul, e significa “fruta azeda” – uma referência ao sabor marcante do fruto.

Curiosidade: o camu-camu é da mesma família da goiaba e da jabuticaba.
O camu-camu tem um teor de vitamina C extraordinariamente alto, na ordem de 2 a 3% do seu peso fresco, perdendo apenas para a fruta australiana Kakadu plum. Descubra abaixo mais informações sobre essa poderosa fruta brasileira.

O potencial da superfruta camu-camu
O camu-camu (Myrciaria dubia) é um fruto avermelhado pequeno, com polpa macia e branca, rico em vitamina C, como já comentamos. Por exemplo: comparando a cada 100 gramas, enquanto uma laranja possui 47,3 mg desse nutriente, o camu-camu chega a ter 1,7 mil mg. A acerola tem até 1,6 mil mg nessa mesma quantidade.

A vitamina C ajuda a fortalecer o sistema imunológico, e a melhorar a resposta para prevenir e combater infecções agudas, crônicas e recorrentes como infecções do trato respiratório. A deficiência dessa vitamina pode comprometer a imunidade, aumentando a suscetibilidade a gripes, resfriados e outras infecções.

Além disso, a vitamina C ajuda na produção de colágeno, uma proteína que mantém a elasticidade e a firmeza da pele, e na absorção de ferro dos alimentos. Também ajuda a diminuir os níveis de colesterol “ruim” (o LDL) no sangue.

E para quem tem curiosidade sobre o sabor, o camu-camu tem um gosto intensamente cítrico e azedo. Por isso, não se costuma consumir a fruta in natura, sendo usada principalmente no preparo de sucos e sobremesas.

Outros benefícios do camu-camu
Essa pequena fruta da Amazônia é um verdadeiro tesouro da natureza. Além da vitamina C, apresenta também uma quantidade significativa de polifenóis, carotenóides e minerais, compostos com efeito antidiabético, cardioprotetores e antioxidantes.

Ela ajuda a reduzir a constipação intestinal, atuando na regulação do intestino de forma natural. Também controla a hipertensão, ao contribuir para a regulação da pressão arterial; e auxilia no controle da glicemia.

Como consumir o camu-camu
Como o fruto tem um sabor ácido, geralmente é consumido na forma de sucos, geleias, chás e suplementos em pó ou em cápsulas. Se você preferir experimentar in natura, pode misturá-lo com outras frutas mais doces para equilibrar o sabor e aliviar o azedo.

Tempo.com

Nova presidente da Associação Pestalozzi assume em Codó

Na última sexta-feira (20), a Associação Pestalozzi de Codó, reconhecida por seu trabalho em prol da inclusão e desenvolvimento de pessoas com deficiência, celebrou a posse de sua nova diretoria. Na ocasião, a ex primeira-dama, empresária e filantropa, senhora Maria Mohana Zaidan foi empossada como a nova presidente da entidade. O evento, realizado na sede da instituição, reuniu colaboradores, voluntários, beneficiários e autoridades locais, marcando um momento de renovação e esperança para os próximos anos.

Na cerimônia de posse, a nova presidente destacou a importância do papel da Pestalozzi na comunidade, enfatizando os desafios e avanços alcançados ao longo dos anos. Mostrando bastante entusiasmo, dona Maria Zaidan comprometeu-se a fortalecer as ações da fundação, ampliar parcerias e desenvolver novos projetos voltados à educação, saúde e inclusão social. “Temos a certeza que a Pestalozzi de Codó irá entrar numa nova era de crescimento e muitas benfeitorias para todo o seu público e familiares. Dona Maria Zaidan possui toda competência, empatia e amor por esta causa”, declarou o terceiro vice-presidente, Iedo Barros.

“Nossa principal missão será contribuir, fortalecer e ajudar, com muito comprometimento e amor a Pestalozzi de Codó, junto com todos os nossos colaboradores e parceiros. O objetivo maior é o aprendizado, a dignidade, conforto e bem estar de nossas crianças e adolescentes assistidos aqui. Nossa missão é continuar transformando vidas. Acreditamos que a inclusão vai além das palavras; ela está no compromisso diário de criar oportunidades e oferecer apoio a quem mais precisa.”, declarou a nova presidente.

A Associação Pestalozzi é uma instituição referência no atendimento a pessoas com deficiência em Codó e região, oferecendo serviços como fisioterapia, psicopedagogia, apoio escolar, entre outros. A nova gestão chega com o desafio de enfrentar limitações financeiras e de infraestrutura, mas com a motivação de superar obstáculos em prol do bem-estar coletivo. A comunidade codoense celebra este novo ciclo, com a certeza de que a Fundação Pestalozzi continuará sendo um pilar essencial na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. E toda a Mídia Digital deseja a nova presidente e sua diretoria boa sorte em todos os projetos.

Marinha se junta às buscas por desaparecidos após queda da ponte Juscelino Kubitschek

A equipe de mergulho da Marinha será mobilizada para ajudar nas buscas por desaparecidos após o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga Aguiarnópolis (TO) a Estreito (MA). Até a noite desta segunda-feira (23), as autoridades estimavam que 16 pessoas ainda estivessem desaparecidas.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou que os mergulhadores estarão prontos para atuar na área a partir desta terça-feira (24). “Continuaremos vigilantes, acompanhando todas as ações necessárias”, afirmou.

As buscas haviam sido suspensas no domingo (22) devido a preocupações com uma possível contaminação da água, já que há suspeitas de que cargas tóxicas de caminhões que estavam sobre a ponte no momento do desabamento tenham sido derramadas no rio Tocantins.

Em relação à reconstrução da ponte, Renan Filho também anunciou que o governo federal prevê a entrega da obra até 2025, com investimentos entre R$ 100 e R$ 150 milhões. “É um compromisso entregar essa ponte reconstruída até 2025 e tornar esse processo um exemplo de organização e capacidade resolutiva do Ministério dos Transportes. A ponte é fundamental para a logística nacional”, destacou o ministro. O valor total da obra poderá variar conforme a necessidade de retirada de veículos e outros materiais submersos, além de custos adicionais.

O Imparcial

16 pessoas seguem desaparecidas após queda de ponte entre MA e TO

Dezesseis pessoas continuam desaparecidas após o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga os estados do Maranhão e Tocantins, no domingo (22). De acordo com informações do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) divulgadas nesta segunda-feira (23), uma pessoa morreu.

Um dos corpos localizado é de Lorena Ribeiro Rodrigues, de 25 anos. Os bombeiros retomaram as buscas pelos desaparecidos apenas com botes, sem mergulhadores, devido presença do produto químico nas águas e a preocupação com a segurança das equipes de resgate, já que houve derramamento de ácido sulfúrico de um dos caminhões.

De acordo com o coronel Magnum Coelho, amostras de água foram coletadas para análises químicas, com o objetivo de verificar se os materiais tóxicos ainda estão presentes no rio ou já se dissiparam.

Nessa segunda (23), o ministro dos Transportes Renan Filho esteve na cidade de Estreito, decretou estado de emergência e disse que irá destinar mais de R$ 100 milhões para garantir a reconstrução imediata da ponte. Renan Filho também disse que foi aberta uma sindicância para avaliar as causas e as responsabilidades do desabamento.

O desabamento
O acidente aconteceu na ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre os estados de Maranhão e Tocantins, na tarde deste domingo (22). Segundo autoridades, quatro caminhões, dois automóveis e duas motocicletas estavam na parte da ponte que caiu.

A ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira foi construída na década de 1960, tem 533 metros de extensão e liga as cidades de Estreito, no Maranhão, e Aguiarnópolis, no Tocantins, pela BR-226.

CNB

MPF apura danos ambientais causados pela queda de ponte sobre o Rio Tocantins, em Estreito

O Ministério Público Federal (MPF) iniciou o processo de apuração dos fatos e das responsabilidades acerca do caso de desabamento do vão central da ponte Juscelino Kubitschek, localizada entre os municípios de Estreito e Aguiarnópolis (TO), no Rio Tocantins. A ponte ligava os estados do Maranhão e Tocantins. Ao menos 14 pessoas estão desaparecidas, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

De acordo com documento assinado pelos procuradores da República Alexandre Silva Soares e Thayná Freire de Oliveira, a queda da ponte, ocorrida em 22 de dezembro, gerou preocupação quanto a uma possível contaminação da água do Rio Tocantins e outros impactos socioambientais, pela queda de veículos no rio, incluindo caminhões carregados com ácido sulfúrico e agrotóxicos. Além disso, a possível contaminação levou a suspensão de atividades de abastecimento dos serviços locais.

O MPF instaurou inicialmente um procedimento inicial conhecido como notícia de fato, para avaliar as consequências ambientais e os riscos causados. O documento tomou por base as notas informativas da Companhia de Saneamento do Maranhão (Caema) e da Prefeitura de Estreito e determinou a urgente expedição de ofícios à Secretaria de Meio Ambiente do estado e ao Ibama, solicitando o deslocamento de equipes ao local. Também determinou, caso necessário, coleta de matérias para ser examinado, isolamento de locais contaminados e identificação de providências de contenção de poluição.

Também foi solicitado à Caema que forneça informações sobre a contaminação das águas e sobre paralisação dos serviços motivados pela possível contaminação. Foram expedidos, ainda, ofícios à Prefeitura de Imperatriz e Estreito, pedindo informações sobre a suspensão do fornecimento de água na região.

O foco da investigação, ainda em fase inicial e conduzida pelo MPF, abrangerá a apuração das causas do desabamento, os danos ambientais ocasionados pela queda dos caminhões e os impactos causados na fauna, flora e abastecimento de água da região local. O MPF buscará a responsabilização dos envolvidos e a reparação dos danos, garantindo a proteção do meio ambiente e a segurança da população.

* Fonte: MPF