
O vice-presidente Geraldo Alckmin disse segunda-feira que o gestão Luiz Inácio Lula da Silva mantém conversas reservadas com o governo de Donald Trump sobre o tarifaço de 50% contra produtos brasileiros, previsto para entrar em vigor em agosto. Alckmin, que também é ministro da Indústria, Comércio e Serviços, evitou entrar em detalhes sobre as negociações.
— Estamos em conversa com o governo americano pelos canais institucionais e de forma reservada. As conversas estão caminhando pelos canais institucionais e de forma reservada — disse Alckmin, que nesta segunda é o presidente da República em exercício, por conta da viagem de Lula ao Chile.
Alckmin reuniu-se nesta segunda-feira com representantes de big techs para discutir o tarifaço. O encontro no Palácio do Planalto.
A reunião foi convocada pela comissão interministerial, coordenada por Alckmin, que conversa com os setores da economia afetados pela imposição da tarifa sobre os produtos brasileiros.
Participaram representantes de Visa, Apple, Expedia, Meta e Google.
Na semana passada, o governo Trump anunciou a abertura de uma investigação comercial contra o Brasil por supostas práticas desleais. O documento cita a corrupção, o desmatamento, decisões que limitam a atuação das big techs no Brasil e o Pix, que prejudicaria empresas financeiras estadunidenses.
— Elas são importantes investidores no Brasil, demonstraram a importância do Brasil no trabalho delas. Têm tudo para crescer no país. E ficaram de nos encaminhar na sequência questões que para eles são relevantes. Abrimos um bom diálogo com as empresas de tecnologia — disse o vice.
Alckmin ainda defendeu o Pix, alvo de investigação de Trump e disse que as empresas falaram em “Pix para todos”
Falaram que defendem o chamado Pix para todos. O que é importante? É que tem que ser de graça. O Pix é um sucesso, porque você não paga e ele é rápido, ele é um sucesso, o Pix. Ele é um exemplo para o mundo, muita gente vem ao Brasil para ver como fazer.
O vice disse ainda que não discutiu taxação das bigtechs com as empresas.
O Globo
