
Os gestores dos fundos de investimentos da Kinea, uma das maiores gestoras do Brasil, com R$ 147 bilhões sob gestão, estão cautelosos com a bolsa brasileira no ano que vem. Com a expectativa de inflação e juros altos, eles aconselham aproveitar as oportunidades na renda fixa que estão mais claras, como os títulos atrelados à inflação no Tesouro Direto (leia-se os papéis Tesouro IPCA+), e as alternativas menos óbvias também, como os fundos imobiliários de papel e de infraestrutura, que contam com papéis de renda fixa na carteira. Ainda, o conselho é dolarizar uma fatia do patrimônio, investindo no exterior.
Apesar do anúncio de corte de gastos pelo governo, os brasileiros conviverão com inflação e juros altos por mais tempo do que se imaginava e esse ambiente não é bom para a bolsa brasileira, na análise de Marco Freire, sócio e gestor de fundos de ações, multimercados e renda fixa da Kinea. “No Brasil, o cenário é desafiador. O governo precisa fazer o dever de casa de diminuir os gastos para a inflação ficar sob controle, mas o que está sendo discutido é insuficiente. Por isso, estamos cautelosos”, afirma.
Na contramão, a bolsa americana e o dólar tendem a se valorizar, na sua avaliação. Ele diz que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ganhou de forma “contundente” e que boa parte do que ele anda dizendo que fará será de fato realizado.
Valor investe
