
Seis dias após o acidente que matou o menino Álvaro Leal Santana Campelo, de dois anos, a Polícia Civil já tem algumas pistas e certezas do que aconteceu durante o atropelamento no playground do condomínio Village Joia, em Timon, na região Leste do Maranhão.
Veja o que se sabe sobre o caso:
Contexto anterior ao acidente
Era uma noite de diversão no Village Joia e acontecia uma festa em uma das residências, no dia 23 de janeiro. Várias pessoas foram convidadas, incluindo vizinhos e moradores de fora do condomínio.
Havia um animador para as crianças e ele chamou várias para brincar no playground do condomínio, incluindo o Álvaro Leal, de 2 anos. Segundo a polícia, ele não tinha sido convidado para a festa, mas estava nos arredores e foi brincar também.
O acidente

Em determinado momento da festa, volta das 20h, uma mulher que tinha sido convidada por um vizinho aparece próximo ao playground, tentando estacionar o veículo. A Polícia Civil informou que há imagens de câmeras de segurança que mostram esse momento.
O carro estava desacelerando, quase parando próximo ao playground, quando, repentinamente, o veículo – que é de câmbio automático – acelera e vai em direção ao local onde estavam duas crianças, um adolescente e uma mulher adulta (mãe de Álvaro).
Todos ficaram feridos, mas Álvaro foi o mais atingido. Uma das moradoras do condomínio, que é médica, tentou reanimar a criança até a chegada de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas menino morreu ainda no local. As investigações apontaram que as tentativas de reanimação do garoto duraram mais de 40 minutos.
A mãe de Álvaro teve uma fratura na mão. Uma outra criança ainda ficou debaixo do carro, mas foi socorrida e sobreviveu, assim como um adolescente de 15 anos que teve cortes na cabeça e na perna.
Reação da motorista
Além da motorista, outras três pessoas estavam no veículo e já foram ouvidas pela polícia. Testemunhas apontaram que ela foi vista muito abalada no local do acidente e depois foi embora de carona.

O carro envolvido no acidente passou por uma perícia e foi confirmado que a motorista também é a proprietária do veículo. Na última quinta-feira (26), a motorista prestou depoimento e, segundo a polícia, ela seguia em estado de choque pelo que aconteceu.
Aos investigadores, no entanto, a motorista disse ‘não se lembrar’ do que aconteceu e como aconteceu o acidente.
“Não acrescentou muito nas investigações. Ela disse que não lembra. Lembra até o momento em que chegou com o veículo no estacionamento, daí, depois disso, o veículo acelerou abruptamente e ela não sabe o que ocorreu”, declarou o delegado Renato Cordeiro.
Comoção e demais investigações
A princípio, uma das linhas de investigação apontam que a mulher teria prendido o salto do calçado no pedal do acelerador do veículo. Essa é a principal hipótese, mas a polícia também tenta descobrir se houve alguma falha mecânica.
O velório de Álvaro aconteceu sob forte comoção na manhã de terça-feira (24) na Funerária Pax União, Zona Centro-Sul de Teresina. Durante toda a manhã, muitas pessoas estiveram no velório que foi marcado por muita tristeza.
Diversos familiares, amigos e moradores do condomínio em que a criança foi morta se despediram do menino. O corpo foi sepultado no Cemitério São José, em Teresina. Álvaro Campelo era aluno do Maternal II, no colégio Pro Campus Baby, em Teresina. Em nota, o Grupo Educacional Pro Campus lamentou o falecimento e prestou solidariedade aos familiares.
“O Grupo Educacional Pro Campus, por meio da sua direção, professores e funcionários, manifesta seu profundo pesar e solidariedade à família do pequeno ÁLVARO LEAL SANTANA CAMPELO, aluno do Pro Campus Baby, pelo seu falecimento nesta segunda-feira (23). Neste momento de dor, a Instituição presta sua solidariedade à família enlutada, aos professores e amigos de Álvaro”, diz a nota.
G1ma
