Moraes ordena a prisão do ex-comandante da Polícia Militar do DF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordenou a prisão do ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal Fabio Augusto Vieira.
O militar era o responsável pelo comando da corporação no domingo (8) quando bolsonaristas atacaram os prédios do Congresso, Palácio do Planalto e do STF. Ele já havia sido afastado do cargo pelo interventor federal Ricardo Capelli.

O governo federal, integrantes da Polícia Federal e do Judiciário creditam à PM do DF a responsabilidade pela invasão da Praça dos três Poderes.

Nesta terça (10), o interventor na Segurança Pública do Distrito Federal, Ricardo Capelli afirmou que a manifestação golpista promovida por militantes bolsonaristas foi possível por causa da “operação de sabotagem” nas forças de segurança locais, naquele momento comandadas por Anderson Torres, ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) e secretario de Segurança Pública exonerado.

A Polícia Militar tentou conter a invasão, mas, com baixo número de efetivo no local, não conseguiram evitar o avanço dos golpistas.
Integrantes do governo federal relatam à Folha de S.Paulo que, no sábado (7), foi realizada uma reunião com representantes da segurança do DF. Nesse encontro, segundo essas pessoas, o governo de Ibaneis Rocha (MDB) garantiu a segurança da Esplanada dos Ministérios.
A reunião foi realizada após o aumento do deslocamento de bolsonaristas para Brasília a partir da sexta (6).

“Havia um efetivo planejado e um efetivo real, em um certo momento esse efetivo era 3 ou 4 vezes menor que o planejado. Por que aconteceu isso? Realmente a cadeia de comando da polícia do DF que vai responder”, disse o ministro da Justiça Flávio Dino nesta terça (10).

JULIA CHAIB – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

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Fotos mostram o antes e depois de acampamento bolsonarista após a desmobilização em São Luís

O acampamento de bolsonaristas que estavam formado em frente ao 24º Batalhão de Infantaria da Selva (BIS), no bairro João Paulo, em São Luís, foi desmobilizado pelo Governo do Estado.

O desmonte foi em cumprimento à uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após os atos terroristas registrados em Brasília, no domingo (8).

A Praça Duque de Caxias, em frente ao 24º BIS, era o ponto principal de mobilização dos bolsonaristas, mas já voltou à ficar livre para o uso da população. A ocupação no local durou mais de dois meses.

O g1 Maranhão reuniu, em fotos, um antes e depois do local após a desocupação. Veja, abaixo, uma galeria de fotos.

Acampamentos desmontados no MA

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), anunciou, na manhã desta terça-feira (10), que o acampamento de bolsonaristas que estava formado em frente ao 24º Batalhão de Infantaria Selva (BIS), em São Luís, foi desmobilizado.

Em São Luís, durante mais de 60 dias, os bolsonaristas ficaram acampados em frente ao 24º BIS, onde foram instalados banheiros químicos, barracas e, até mesmo, uma cozinha improvisada foi montada no local. O governador também afirmou que não há acampamentos bolsonaristas antidemocráticas nas imediações do 50º BIS em Imperatriz.

Ataques terroristas em Brasília

Bolsonaristas radicais invadiram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, neste domingo (8). Os participantes de atos antidemocráticos estavam com pedaços de paus e pedras.

Policiais militares tentaram conter os bolsonaristas com uso de spray de pimenta, no entanto, eles invadiram a área de contenção que cercava o Congresso Nacional. Imagens do local mostram que um veículo da Força Nacional caiu no espelho d’água do Congresso.

Vidraças da sede do Congresso foram quebradas. Os bolsonaristas radicais também alcançaram a Câmara dos Deputados e o Palácio do Planalto, onde depredaram os espaços, além do STF.

Intervenção federal

Com os atos antidemocráticos, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decretou intervenção federal na área de segurança pública do Distrito Federal para manter a ordem pública. Ricardo Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública e ex-secretário de Comunicação do estado do Maranhão, será o interventor.

O jornalista foi anunciado por Dino para compor o ministério ainda em dezembro de 2022, poucos dias após o presidente Lula anunciar Dino como ministro.

G1ma

Acampamentos bolsonaristas são desmontados no Maranhão, diz governo

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), anunciou, na manhã desta terça-feira (10), por meio das redes sociais, que o acampamento de bolsonaristas que estava formado em frente ao 24º Batalhão de Infantaria Selva (BIS), no bairro João Paulo, em São Luís, já não existe mais. O desmonte do acampamento na capital maranhense foi em cumprimento à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após os atos terroristas registrados em Brasília, no domingo (8).

“Seguimos monitorando toda e qualquer atividade antidemocrática no Maranhão e não permitiremos que atos como os que aconteceram em Brasília sejam disseminados pelos estados”, publicou o governador do Maranhão.

Em São Luís, durante mais de 60 dias, os bolsonaristas ficaram acampados em frente ao 24º BIS, onde foram instalados banheiros químicos, barracas e, até mesmo, uma cozinha improvisada foi montada no local.

Carlos Brandão, também por meio das redes sociais, anunciou que não há acampamentos bolsonaristas antidemocráticas nas imediações do 50º BIS em Imperatriz.

Envio de tropas maranhenses

Carlos Brandão informou, em coletiva de imprensa realizada nessa segunda-feira (9), que o Maranhão enviará, nesta terça-feira, mais 30 militares para Brasília, que se juntarão aos 48 policiais maranhenses que já estão no Distrito Federal.

“O Maranhão e outros estados colocaram à disposição enviar força local, com policiais militares, para Brasília. Nós já temos 48 e estamos enviando mais 30, a partir de amanhã. E é lógico que estamos monitorando tudo, a questão desses movimentos”, disse.

Afronta à democracia

Após os ataques, no domingo, o governador do Maranhão classificou os ataques como “mais um grande absurdo de extremistas que não aceitam o resultado das urnas”. Ainda segundo o governador do Maranhão, não há como mudar à força um governo legitimamente eleito.

Ordem do supremo

A desocupação atendeu a uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo dos atos antidemocráticos no Supremo Tribunal Federal (STF) — na mesma decisão, Moraes afastou Ibaneis Rocha do cargo de governador do Distrito Federal.

Na peça, Moraes determinou “a desocupação e dissolução total, em 24 horas, dos acampamentos realizados nas imediações dos Quartéis Generais e outras unidades militares para a prática de atos antidemocráticos e prisão em flagrante de seus participantes”.

Ataques terroristas em Brasília

Bolsonaristas radicais invadiram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, neste domingo (8). Os participantes de atos antidemocráticos estavam com pedaços de paus e pedras.

Policiais militares tentaram conter os bolsonaristas com uso de spray de pimenta, no entanto, eles invadiram a área de contenção que cercava o Congresso Nacional. Imagens do local mostram que um veículo da Força Nacional caiu no espelho d’água do Congresso.

Vidraças da sede do Congresso foram quebradas. Os bolsonaristas radicais também alcançaram a Câmara dos Deputados e o Palácio do Planalto, onde depredaram os espaços, além do STF.

Intervenção federal

Com os atos antidemocráticos, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decretou intervenção federal na área de segurança pública do Distrito Federal para manter a ordem pública. Ricardo Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública e ex-secretário de Comunicação do estado do Maranhão, será o interventor.

O jornalista foi anunciado por Dino para compor o ministério ainda em dezembro de 2022, poucos dias após o presidente Lula anunciar Dino como ministro.

G1ma

Moraes manda prender Anderson Torres, ex-ministro de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a prisão do ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL) Anderson Torres.

Torres reassumiu o comando da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal no dia 2 de janeiro e viajou de férias para os EUA cinco dias depois. Ele não estava no Brasil no domingo (8) quando bolsonaristas atacaram os prédios do STF, Congresso e Palácio do Planalto.

O ex-ministro ainda está nos EUA. O retorno estava previsto para o fim do mês. A Polícia Federal deve cumprir a prisão no momento da chegada de Torres ao Brasil.
Ainda no domingo, ele foi exonerado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).
A decisão foi dada em resposta a pedido do advogado-geral da União, Jorge Messias, que solicitou a detenção em flagrante de Torres e de demais agentes públicos que tiveram participação ou se omitiram para facilitar a invasão dos prédios dos Três Poderes.

Nomeação e polêmica
Antes de ser ministro do governo Bolsonaro, Anderson Torres foi secretário de Segurança Pública do DF, entre 2019 e 2021. Após deixar o governo federal, ele voltou ao cargo e foi nomeado por Ibaneis Rocha em 2 de janeiro, um dia após a posse.
Segundo apuração da colunista do g1 Andreia Sadi, o pedido para retornar à pasta partiu do próprio Anderson Torres, e causou reações em integrantes do governo Lula (PT) e até de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), já que o ex-ministro era considerado “homem forte” de Bolsonaro, e a escolha ocorreu em meio a uma escalada de tensões.

Julia Chaib
Camila Mattoso-BRASÍLIA

Advogado é esfaqueado durante tentativa de assalto em São Luís

O advogado Ulisses César Martins de Sousa, de 50 anos, foi esfaqueado durante uma tentativa de assalto em São Luís. O caso aconteceu no bairro Calhau, na noite de segunda (9) para terça-feira (10).

De acordo com a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), o crime aconteceu no escritório do advogado. Ulisses César foi esfaqueado por um suspeito, que não foi identificado, na região do tórax e abdômen.

Ulisses César foi socorrido e levado para um hospital de São Luís. Ele está internado e o estado de saúde dele é considerado estável.

G1ma

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Idoso suspeito de estuprar a neta de companheira é preso em União

A Polícia Civil do Estado do Piauí, através da Delegacia de União (20º DP), realizou na manhã desta terça-feira (10), a prisão de um idoso de 62 anos, identificado apenas pelas iniciais M.A, pelo crime de Estupro de Vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima é neta da esposa do preso, a qual afirmou em seu depoimento que vinha sendo abusada sexualmente desde os 11 anos de idade e que os abusos aconteciam dentro da casa de sua avó materna. Diante das informações, as autoridades representaram por sua prisão, cumprido de forma preventiva na manhã de hoje. Ele ficará à disposição da justiça.

A Delegacia de Polícia Civil disponibiliza o número de telefone (86) 9 9486-9440 para informações e denúncias anônimas.

MN