“Se eu ver um pobre, não vou ajudar”, diz influencer piauiense após derrota

Na tarde deste domingo (31), uma influencer piauiense causou polêmica nas redes sociais. Amanda Brito, de 22 anos, discutiu com os seguidores o resultado das eleições, gerando comentários ofensivos. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente do Brasil pela terceira vez neste domingo (30). Ele derrotou Jair Bolsonaro (PL), que buscava a reeleição.

A jovem, que atua no agronegócio e mora no município de Bertolínia, a 402 Km de Teresina, no Piauí, afirmou que não ajudará os pobres, em uma crítica aos eleitores de Lula. “E se eu vejo um pobre, eu não vou ajudar, porque o Lula já vai ajudar vocês, ainda bem!”, publicou.

Amanda relatou que havia realizado uma aposta de R$ 18 mil no segundo turno, e ao sair o resultado, ela causou alvoroço nos stories da rede social. A influencer criticou a atitude dos piauienses ao analisar a vitória do presidente eleito, que teve o seu melhor desempenho no 2º turno da eleição de 2022 no Piauí, com 76,86% dos votos válidos.

Após a repercussão, Amanda voltou atrás e explicou o motivo e a intenção do seu posicionamento, que havia passado por mal interpretação dos seguidores. “O Lula tirou o pobre da pobreza, estou recebendo muito essa msg [sic]. E o ‘pobre’ da postagem que eu falei: é o pobre que diz que é pobre! E eu repito, eu preciso de pessoas, e sempre vou precisar! Eu não estou chamando ninguém de pobre: estou falando do pobre que falou que precisava e depois sai falando mal, porém eu tenho humildade e caráter! E foi de coração a minha ajuda, sempre vai ser! Então Deus sabe do meu coração! Eu não ajudo (essa pessoa)”, finaliza.

MN

Bolsonaro chega ao Planalto ainda em silêncio após derrota nas eleições

Já se passaram mais de 13 horas que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente do Brasil. E enquanto isso, Jair Bolsonaro (PL) continua em silêncio.

Desde o início do funcionamento das urnas eletrônicas nas eleições presidenciais, em 1998, esta é a primeira vez que um candidato derrotado evitou fazer declarações públicas após o resultado. Na manhã desta segunda-feira, o atual mandatário recebeu no Palácio do Alvorada o seu parceiro de chapa, o general Braga Netto, e o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Às 9h24, um comboio deixou a residência oficial em direção ao Palácio do Planalto.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR) chegou ao Palácio do Planalto pouco depois do presidente. O deputado, no entanto, não falou com a imprensa e não confirmou se os dois iriam se reunir. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido de Bolsonaro, também ainda não se manifestou. A legenda informou que ele vai se pronunciar em um momento “oportuno”.

Aliados têm a expectativa de que o mandatário se manifeste publicamente ainda nesta segunda-feira, mas não arriscam dizer se ele cumprirá o protocolo de candidato derrotado e telefonará para Lula.

Na reta final do segundo turno, Bolsonaro disse em entrevista à TV Globo que “quem tiver mais votos leva”, porque “é isso que é a democracia”. Durante a campanha, o presidente já havia afirmado que só falaria sobre o resultado das urnas após se conversar com militares. As Forças Armadas fizeram ações de fiscalização nas seções eleitorais durantes o primeiro e segundo turno.

Segundo o colunista Lauro Jardim, Bolsonaro acompanhou a apuração na casa do senador Flávio Bolsonaro, após votar pela manhã no Rio, e evitou contato com aliados ao longo do dia. Integrantes de sua campanha tentaram encontrá-lo durante a apuração, mas o presidente sequer os atendeu. Pediu a assessores para avisar que preferia permanecer sozinho e que entraria em contato na segunda-feira de manhã.

Por volta das 22h, as luzes do Alvorada se apagaram, e a informação era de que ele foi dormir.

MN

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Lula vence com 71,14% dos votos válidos no Maranhão

O candidato a presidência da República eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), obteve 71,14% dos votos válidos no Maranhão durante o segundo turno das eleições no Brasil. O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 22h17, com 100% das urnas apuradas.

Ao todo, o petista obteve 2.668.245 de votos válidos. O segundo colocado, o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), teve 28,87% dos votos, com 1.082.749 votos, segundo o TSE.

O desempenho de Lula no Maranhão foi o terceiro melhor de todo o país, atrás dos estados do Piauí com 76,84% e da Bahia com 72%.

No segundo turno, o Maranhão teve um abstenção geral de 23,51%, com 1.184.503 eleitores que deixaram de votar. Votos brancos totalizaram 0,93% (35.807) e nulos 1,76% (67.823).

Em números gerais, Lula foi eleito, neste domingo, com 50,90% dos votos válidos enquanto o atual presidente ficou com 49,10%. A diferença percentual entre os dois candidatos é a menor desde a redemocratização.

Primeiro turno

No primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também venceu com ampla vantagem no Maranhão e obteve 68,84% dos votos, contra 26,02% de Jair Bolsonaro (PL).

Dos 217 municípios maranhenses, Lula venceu em 214. O atual presidente da República conquistou a maioria dos votos válidos somente nas cidades de Imperatriz, Açailândia e São Pedro dos Crentes, que são conhecidas por serem redutos de Bolsonaro no Maranhão.

Central do Maranhão, a cidade mais ‘lulista’ do país em 2006, deu uma expressiva votação a Lula durante o primeiro turno das eleições em 2022. Ao todo, o petista recebeu 88,51% dos votos, enquanto o segundo colocado, Jair Bolsonaro (PL), teve votos de apenas 8,95% dos eleitores.

Entretanto, neste ano, Serrano do Maranhão foi considerada a cidade mais ‘lulista’ do estado, que garantiu 89,37% dos votos ao ex-presidente. No segundo turno, o petista manteve a mesma porcentagem de votos.

G1ma

Após vitória de Lula, caminhoneiros fecham vias e pedem intervenção militar

Após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições, neste domingo (30/10), caminhoneiros apoiadores do presidente fecharam trechos de estradas no Mato Grosso. Outras lideranças da categoria se organizam para bloquear BRs em Minas Gerais, Bahia, Goiás e no Sul do país.

Os apoiadores do presidente derrotado nas urnas alegam não aceitar a vitória do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito com 50,90% dos votos válidos, e pedem por uma intervenção militar. “72 horas para o exército tomar conta […] Não tem político nenhum que vai chegar perto de nós e só saímos da rua quando o Exército intervir. É o nosso futuro que está em jogo”, afirmou um dos integrantes do movimento em vídeo publicado na internet.

Alguns caminhoneiros estão usando os próprios caminhões para bloquear as vias, outros estão queimando pneus. Os protestos são acompanhados do hino nacional, como trilha sonora, e manifestantes vestidos com a camisa do Brasil e a bandeira do país amarrada ao corpo. Eles também reivindicam o artigo 142 da Constituição Federal, que estabelece que as Forças Armadas “destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

De acordo com os caminhoneiros, eles “só voltarão para casa quando o exército tomar o Brasil”. Alguns integrantes da categoria estão usando as redes sociais para convocar eleitores de Bolsonaro para os protestos e, segundo alguns manifestantes no Twitter, representantes do agronegócio também estão aderindo à paralisação. “Ou lutamos agora ou perderemos o Brasil para o resto da vida”, disse um bolsonarista em vídeo.

Correio Braziliense

Empresário no MA que perdeu R$ 800 mil em aposta na vitória de Bolsonaro nas eleições garante que vai pagar

O empresário Gildenberg de Sá apostou na vitória de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022 e perdeu o equivalente a R$ 800 mil em uma aposta com Artu Oliveira, também empresário, que acreditava na vitória de Lula (PT).

Nascido em Pernambuco, ele é empresário do ramo da mineração e mora há cerca de 25 anos em Grajaú, no interior do Maranhão. Antes das eleições, observou Artu realizando várias apostas com bolsonaristas e decidiu colocar à sorte 11.111 toneladas de pedras de gesso (avaliada em R$ 800 mil).

Já Artu colocou em disputa uma chácara de 23 hectares, localizada a 41 km de Grajaú, também avaliada em R$ 800 mil. Essa foi a maior aposta de Artu, que chegou a ter 16 apostas com bolsonaristas após o 1º turno.

Com a derrota, o empresário afirmou ao g1 que lamenta pelo resultado com o país mais do que a perda financeira que ele obteve.

“A derrota não foi minha, a derrota foi do Brasil, infelizmente. Sobre a minha aposta, isso é o de menos. O que está em jogo é a nação. Mas Deus sabe de todas as coisas”, afirmou.

‘Berguinho’, como também é conhecido, também disse que irá honrar a aposta, que chegou a ser registrada no 1º Ofício do Cartório de Grajaú, no dia 1º de setembro. Essa foi a única aposta realizada por ele nessas eleições.

“Vou me encontrar com ele [Artu]. Eu cheguei de viagem, vou sentar e combinar com ele [a entrega] tudo direitinho”, garantiu o empresário.

G1ma

Cresce o número de eleitores maranhenses que deixaram de comparecer às urnas no 2° turno

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam um crescimento no número de eleitores maranhenses que não compareceram às urnas nas eleições desse domingo (2). No 2° turno, o Maranhão teve uma abstenção geral de 23,51%, com 1.184.503 eleitores que deixaram de votar, enquanto no 1° turno o percentual foi de 22,20% (1.118.852).

Ainda segundo o TSE, no estado, os votos brancos totalizaram 0,93% (35.807) e nulos 1,76% (67.823). Esses últimos dados tiveram uma redução em comparação ao 1° turno, no qual o percentual de votos brancos foi de 0,91% (35.605) e o de votos nulos foi de 2,63% (103.185).

Desempenho de Lula no Maranhão

O candidato à presidência da República eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), obteve 71,14% dos votos válidos no Maranhão durante o segundo turno das eleições no Brasil. O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 22h17, com 100% das urnas apuradas.

Ao todo, o petista obteve 2.668.245 de votos válidos. O segundo colocado, o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), teve 28,87% dos votos, com 1.082.749 votos, segundo o TSE.

O desempenho de Lula no Maranhão foi o terceiro melhor de todo o país, atrás dos estados do Piauí com 76,84% e da Bahia com 72%.

G1ma

Prefeitura de Peritoró realiza grande festa para celebrar o Dia do Servidor Público Municipal

Em comemoração ao Dia do Servidor Público Municipal, a Prefeitura de Peritoró realizou nesta última quinta-feira, dia 27 de outubro, a 2ª grande festa em homenagem aos servidores da gestão O Progresso Chegou. O Evento, que lotou as instalações da cerâmica Mayara, contou com música ao vivo de Tony Guerra e Forró Sacode e as presenças do Prefeito Dr. Júnior, da primeira-dama, Samira Raquel, secretários de governo, vereadores, servidores do município e familiares.

Durante a confraternização foi realizado sorteio de prêmios para os servidores, como fogões, geladeiras, eletrodomésticos, bicicleta e uma motocicleta Factor zero km. Cerca de 4 mil pessoas participaram do encontro. Para o prefeito Dr. Júnior, a valorização do servidor público é um dos pilares para uma gestão mais humana, eficiente e que atenda os munícipes com a dignidade merecida.

“Esta é uma forma de demonstrar o nosso carinho com quem trabalha todos os dias para o desenvolvimento de nosso município, por isso, nada mais justo oferecer uma grande confraternização a todos, que são com certeza, merecedores de nossa homenagem. Um momento em que refletimos o que temos feito e oferecido de bom ao nosso município. Quero com muita satisfação parabenizar a todos pela passagem dessa data tão festejada e reafirmar minha confiança em cada um de vocês para fazermos Peritoró crescer mais e mais e avançando sempre, se tornando referência no Maranhão. Obrigado”, agradeceu o gestor.

Asscom – PMP

É hora de restabelecer a paz’, diz Lula após ser eleito presidente

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o seu primeiro discurso após ser eleito presidente do Brasil na noite deste domingo (30). Ele afirmou que o momento é de “restabelecer a paz entre os divergentes”.

Lula faz pronunciamento após ser eleito presidente do Brasil 

Lula faz pronunciamento após ser eleito presidente do Brasil 

Lula afirmou que vai governar para todos os brasileiros, e não só para os que votaram nele. Para o presidente eleito, “não existem dois Brasis”.

“Meus amigos e minhas amigas. A partir de 1º de janeiro de 2023, vou governar para 215 milhões de brasileiros e brasileiras, e não apenas para aqueles que votaram em mim. Não existem dois Brasis, somos um único país, um único povo, uma grande nação”, afirmou Lula.

“Estou aqui para governar esse país numa situação muito difícil. Mas tenho fé que com a ajuda do povo, nós vamos encontrar uma saída para que esse país volte a viver democraticamente, harmonicamente. E a gente possa inclusive restabelecer a paz entre as famílias, os divergentes, para que a gente possa construir o mundo que nós precisamos, e o Brasil”, completou.

Ele disse que não interessa a ninguém viver em um país em eterno estado de guerra. Lula disse ainda que o ódio foi propagado de forma criminosa no Brasil.

“Não interessa a ninguém viver numa família onde reina a discórdia. É hora de reunir de novo as famílias, refazer os laços de amizade rompidos pela propagação criminosa do ódio. A ninguém interessa viver em um país dividido, em permanente estado de guerra”, argumentou.

Combate à miséria

No discurso, Lula afirmou que o combate à fome e à miséria é o “compromisso número 1” do governo eleito.

“Nosso compromisso mais urgente é acabar outra vez com a fome. Não podemos aceitar como normal que milhões de homens, mulheres e crianças neste país não tenham o que comer, ou que consumam menos calorias e proteínas do que o necessário”, disse Lula.

“Se somos o terceiro maior produtor mundial de alimentos e o primeiro de proteína animal, se temos tecnologia e uma imensidão de terras agricultáveis, se somos capazes de exportar para o mundo inteiro, temos o dever de garantir que todo brasileiro possa tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias”, prosseguiu o petista.

“Este será, novamente, o compromisso número 1 do nosso governo.”

Lula também repetiu a promessa, já anunciada durante a campanha, de retomar o Minha Casa, Minha Vida. Durante o governo Jair Bolsonaro, a iniciativa foi substituída pelo programa Casa Verde Amarela, com formato diferente.

“Não podemos aceitar como normal que famílias inteiras sejam obrigadas a dormir nas ruas, expostas ao frio, à chuva e à violência. Por isso, vamos retomar o Minha Casa Minha Vida, com prioridade para as famílias de baixa renda, e trazer de volta os programas de inclusão que tiraram 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza.”

Relação com o mundo político

No discurso da vitória, Lula disse que a história reservou a ele uma missão de “magnitude” e que, para cumpri-la, precisará de “todos os partidos políticos, trabalhadores, empresários, parlamentares, governadores, prefeitos e gente de todas as religiões”.

“O Brasil tem jeito, todos juntos seremos capazes de consertar este país e construir um Brasil do tamanho dos nossos sonhos, com oportunidade para transformar em realidade”, afirmou.

Lula também agradeceu ao antigo rival Geraldo Alckmin, eleito próximo vice-presidente do Brasil, que, segundo o petista, deu uma “contribuição extraordinária” à campanha.

Amazônia

Outro tema que Lula destacou em seu discurso foi a proteção da Amazônia. Ele afirmou que o novo governo terá meta de desmatamento zero.

Leia a íntegra do pronunciamento do presidente eleito

Meus amigos e minhas amigas.

Chegamos ao final de uma das mais importantes eleições da nossa história. Uma eleição que colocou frente a frente dois projetos opostos de país, e que hoje tem um único e grande vencedor: o povo brasileiro.

Esta não é uma vitória minha, nem do PT, nem dos partidos que me apoiaram nessa campanha. É a vitória de um imenso movimento democrático que se formou, acima dos partidos políticos, dos interesses pessoais e das ideologias, para que a democracia saísse vencedora.

Neste 30 de outubro histórico, a maioria do povo brasileiro deixou bem claro que deseja mais – e não menos democracia.

Deseja mais – e não menos inclusão social e oportunidades para todos. Deseja mais – e não menos respeito e entendimento entre os brasileiros. Em suma, deseja mais – e não menos liberdade, igualdade e fraternidade em nosso país.

O povo brasileiro mostrou hoje que deseja mais do que exercer o direito sagrado de escolher quem vai governar a sua vida. Ele quer participar ativamente das decisões do governo.

O povo brasileiro mostrou hoje que deseja mais do que o direito de apenas protestar que está com fome, que não há emprego, que o seu salário é insuficiente para viver com dignidade, que não tem acesso a saúde e educação, que lhe falta um teto para viver e criar seus filhos em segurança, que não há nenhuma perspectiva de futuro.

O povo brasileiro quer viver bem, comer bem, morar bem. Quer um bom emprego, um salário reajustado sempre acima da inflação, quer ter saúde e educação públicas de qualidade.

Quer liberdade religiosa. Quer livros em vez de armas. Quer ir ao teatro, ver cinema, ter acesso a todos os bens culturais, porque a cultura alimenta nossa alma.

O povo brasileiro quer ter de volta a esperança.

É assim que eu entendo a democracia. Não apenas como uma palavra bonita inscrita na Lei, mas como algo palpável, que sentimos na pele, e que podemos construir no dia-dia.

Foi essa democracia, no sentido mais amplo do termo, que o povo brasileiro escolheu hoje nas urnas. Foi com essa democracia – real, concreta – que nós assumimos o compromisso ao longo de toda a nossa campanha.

E é essa democracia que nós vamos buscar construir a cada dia do nosso governo. Com crescimento econômico repartido entre toda a população, porque é assim que a economia deve funcionar – como instrumento para melhorar a vida de todos, e não para perpetuar desigualdades.

A roda da economia vai voltar a girar, com geração de empregos, valorização dos salários e renegociação das dívidas das famílias que perderam seu poder de compra.

A roda da economia vai voltar a girar com os pobres fazendo parte do orçamento. Com apoio aos pequenos e médios produtores rurais, responsáveis por 70% dos alimentos que chegam às nossas mesas.

Com todos os incentivos possíveis aos micros e pequenos empreendedores, para que eles possam colocar seu extraordinário potencial criativo a serviço do desenvolvimento do país.

É preciso ir além. Fortalecer as políticas de combate à violência contra as mulheres, e garantir que elas ganhem o mesmo salários que os homens no exercício de igual função.

Enfrentar sem tréguas o racismo, o preconceito e a discriminação, para que brancos, negros e indígenas tenham os mesmos direitos e oportunidades.

Só assim seremos capazes de construir um país de todos. Um Brasil igualitário, cuja prioridade sejam as pessoas que mais precisam.

Um Brasil com paz, democracia e oportunidades.

Minhas amigas e meus amigos.

A partir de 1º de janeiro de 2023 vou governar para 215 milhões de brasileiros, e não apenas para aqueles que votaram em mim. Não existem dois Brasis. Somo um único país, um único povo, uma grande nação.

Não interessa a ninguém viver numa família onde reina a discórdia. É hora de reunir de novo as famílias, refazer os laços de amizade rompidos pela propagação criminosa do ódio.

A ninguém interessa viver num país dividido, em permanente estado de guerra.

Este país precisa de paz e de união. Esse povo não quer mais brigar. Esse povo está cansado de enxergar no outro um inimigo a ser temido ou destruído.

É hora de baixar as armas, que jamais deveriam ter sido empunhadas. Armas matam. E nós escolhemos a vida.

O desafio é imenso. É preciso reconstruir este país em todas as suas dimensões. Na política, na economia, na gestão pública, na harmonia institucional, nas relações internacionais e, sobretudo, no cuidado com os mais necessitados.

É preciso reconstruir a própria alma deste país. Recuperar a generosidade, a solidariedade, o respeito às diferenças e o amor ao próximo.

Trazer de volta a alegria de sermos brasileiros, e o orgulho que sempre tivemos do verde-amarelo e da bandeira do nosso país. Esse verde-amarelo e essa bandeira que não pertencem a ninguém, a não ser ao povo brasileiro.

MN