Mais de 20 suspeitos de integrarem organizações criminosas no Maranhão são presos durante a Operação Cangalha

Mais de 200 kg de maconha foram apreendidos durante a Operação Cangalha, no Maranhão. — Foto: Divulgação

Entre os dias 15 de agosto e 14 de setembro de 2022, foram presas 22 pessoas, suspeitas de integrarem organizações criminosas no Maranhão. As prisões foram realizadas durante a segunda edição da Operação Cangalha, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em parceria com a Polícia Civil do Maranhão.

A Operação Cangalha teve como foco a repressão qualificada a organizações criminosas, ações em presídios e erradicação de plantações de maconha.

No decorrer da operação no Maranhão, a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), através do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), executou 16 mandados de busca e apreensão em endereços nas cidades de São LuísTimonCaxiasParnaramaCururupuImperatriz e Bacabal. Além disso, foram apreendidos 204 kg de maconha, avaliados em R$ 900 mil; três veículos de luxo e uma carga roubada, com valor estimado em quase R$ 1 milhão.

Segundo o MJSP, a operação foi realizada nos nove Estados da região Nordeste, com a adesão de todas as unidades da Polícia Federal, das Secretarias Estaduais de Segurança Pública e engajamento das polícias civis e militares, das Secretarias Estaduais de Administração Penitenciária, com suas polícias penais, do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e da Polícia Rodoviária Federal, além das Forças-Tarefas de Combate ao Crime Organizado em Fortaleza, Mossoró, Natal, João Pessoa e Piauí.

Esta é a segunda edição da Operação Cangalha, que visa combater organizações criminosas levando em consideração as peculiaridades regionais do país. Parte do trabalho teve articulação no âmbito do projeto M.O.S.A.I.C.O., que fomenta a integração de policiais encarregados de investigar organizações criminosas com foco na sua descapitalização.

G1ma

Homem é preso em posse de conteúdos pornográficos infantis em Timbiras

Homem é preso em posse de conteúdos pornográficos infantis no Maranhão  — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

Nessa quinta-feira (15), um homem foi preso em flagrante pelo crime de pedofilia, na cidade de Timbiras, a 280 km de São Luís. Segundo a Polícia Civil do Maranhão, homem foi preso em posse de diversos conteúdos pornográficos infantis.

Na casa do suspeito a polícia apreendeu uma arma caseira, tipo bate-bucha, e um aparelho celular contendo diversas imagens de crianças em poses sensuais. O detido foi recambiado ao Complexo Penitenciário, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A prisão foi realizada pelo Departamento de Combate ao Crime Tecnológico (DCCT/SEIC) com apoio da 4ª Delegacia Regional de Codó, durante uma ação de combate ao crime de pedofilia.

A ação policial, foi realizada no âmbito da ‘Operação Rapina’, coordenada pelo Ministério da Justiça e Polícia Federal, que tem como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão com intuito de identificar pessoas que armazenam e comercializam imagens e vídeos com conteúdo pornográfico infantil no território maranhense.

G1ma

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Policial que matou ex a tiros fez TCC sobre violência contra a mulher

O policial militar Dyegho Henrique Almeida da Silva, que matou a ex-esposa a tiros em uma rua de Curitiba (PR),  fez um trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre violência doméstica.

O homem de 33 anos fez um curso tecnólogo à distância de Segurança Pública no Instituto Federal do Paraná.

O soldado da Polícia Militar Dyegho Henrique Almeida da Silva atirou oito vezes em direção ao carro da ex-mulher em Curitiba (PR)

O soldado da Polícia Militar Dyegho Henrique Almeida da Silva atirou oito vezes em direção ao carro da ex-mulher em Curitiba (PR)

O tema do trabalho de conclusão apresentado foi “Violência Doméstica: uma análise sobre os atendimentos em Curitiba”.

Em 2008, o PM passou no concurso público para estudar e se tornar fuzileiro naval no Rio de Janeiro, estado onde nasceu, mas logo se mudou para o sul do país.

Em 2012, ele chegou a prestar vestibular para o curso de medicina na Universidade Federal da Fronteira do Sul em Chapecó (SC), mas não entrou.

A paixão de Dyegho era o direito. Ele se rendeu ao curso somente depois de passar no cargo de soldado da PM. Ele iria concluir a graduação tão sonhada no mês de dezembro deste ano.

O soldado da Polícia Militar passou por alguns processos administrativos, respondeu procedimentos na corregedoria e recentemente chegou a ser afastado por problemas psiquiátricos. Os casos teriam atrasado a promoção do militar.

Nas redes sociais, muitos amigos do PM lamentaram o ato de suicídio dele e também a morte da jovem enfermeira. Em algumas publicações, colegas relataram que Dyegho era muito estudioso e esforçado.

“Foram momentos incríveis e inesquecíveis que vivemos juntos, o tanto que aprendi, o tanto que sorri. Sempre foi o irmão mais velho que eu não tive, mesmo tão longe, estava tão perto, um cara exemplar, sensato, honesto, amigável, companheiro”, disse Leo Medeiros.

Relembre o caso

O soldado da Polícia Militar Dyegho Henrique Almeida da Silva atirou oito vezes em direção ao carro da ex-mulher em Curitiba (PR). Segundo a PM, depois dos disparos, ele entrou no veículo e fez Franciele de refém. A vítima morreu após passar mais de três horas na mira do ex-companheiro, que cometeu suicídio em seguida.

Segundo testemunhas, a ação aconteceu às 17h12 e foi flagrada por câmeras de segurança da região. Na imagem, é possível ver o policial chegando em uma moto e fechando o carro da ex-companheira. Ele desce e aponta a arma. Em seguida, a condutora dá ré e atinge outro automóvel que está atrás. O PM atira várias vezes.

Durante toda a negociação, o homem foi irredutível e disse que não iria se entregar.

MN

Maioria do Supremo vota para manter suspenso piso da enfermagem

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos para manter a suspensão da lei que criou o piso salarial dos profissionais de enfermagem.

A lei aprovada pelo Congresso e sancionada em agosto pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) fixou em R$ 4.750 os pisos salariais para enfermeiros dos setores público e privado. O valor ainda serve de referência para o cálculo do mínimo salarial de técnicos de enfermagem (70%), auxiliares de enfermagem (50%) e parteiras (50%).

Ministros do Supremo votam para manter suspenso o piso dos profissionais da enfermagem | FOTO: Divulgação

Ministros do Supremo votam para manter suspenso o piso dos profissionais da enfermagem | FOTO: Divulgação

STF julga uma ação apresentada pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos de Serviços (CNSaúde), que questiona a validade da medida por entender que a fixação de um salário-base para a categoria terá impactos nas contas de unidades de saúde particulares pelo país e nas contas públicas de estados e municípios.

Voto dos ministros

Os ministros julgam no plenário virtual a decisão individual do relator, ministro Luís Roberto Barroso, que suspendeu a norma até que sejam analisados os impactos da medida na qualidade dos serviços de saúde e no orçamento de municípios e estados.

O entendimento de Barroso foi seguido pelos ministros Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Já os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Edson Fachin votaram para derrubar a suspensão.

No voto em que foi alcançada a maioria, o decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, afirmou que “não se pode perder de vista os eventuais efeitos perversos que a lei, cheia de boas intenções, pode produzir na prática”.

“É evidente o estado de penúria pelo qual atravessam alguns estados e municípios brasileiros e a dependência significativa desses entes em relação aos Fundos de Participação dos Estados e Municípios, para o atendimento de suas despesas básicas. Nesse contexto, é preocupante o resultado que medidas normativas como essas podem vir a gerar”, argumentou.

Em relação ao setor privado, Mendes defendeu que é preciso discutir as divergências locais para a fixação do piso.

Voto do relator

Barroso se posicionou a favor de manter sua decisão individual no domingo (4), ou seja, tornar sem efeitos o piso até que sejam analisados os dados dos estados, municípios, órgãos do governo federal, conselhos e entidades da área da saúde sobre os seguintes impactos:

  • financeiro para os atendimentos;
  • nos serviços de saúde;
  • e os riscos de demissões diante da implementação do piso.

O prazo para que essas informações sejam enviadas ao STF é de 60 dias.

“[…] é preciso atentar, neste momento, aos eventuais impactos negativos da adoção dos pisos salariais impugnados. Pela plausibilidade jurídica das alegações, trata-se de ponto que merece esclarecimento antes que se possa cogitar da aplicação da lei”, afirmou o ministro.

Divergência

ministro André Mendonça foi o primeiro a discordar do relator. Ele entendeu que não há elementos que justifiquem uma interferência do Judiciário para suspender a norma.

O ministro Nunes Marques também defendeu uma autocontenção do STF no caso e disse que vários estados pagam salários superiores ao piso fixado. “Conforme dados do Conselho Federal da Enfermagem, a maior parte dos profissionais está em entes subnacionais cuja média salarial, aliás, até supera ou ao menos se aproxima bastante do piso salarial ora objeto da ação”.

Marques disse ainda que o Supremo não possui “todas as variáveis desta delicada equação, ao menos neste momento. Isto é, não se sabe ao certo se haverá mesmo demissões em massa ou não, bem como se haverá falta de leitos hospitalares”.

ministro Edson Fachin disse que suspender o piso pode dificultar a busca por soluções orçamentárias e o diálogo entre os poderes.

“No presente caso, são os próprios titulares dos direitos fundamentais sociais (ou seja, os trabalhadores) que reclamaram a norma exaustivamente debatida no Congresso Nacional. Nada justifica, teórica ou empiricamente, que esta Corte Suprema tenha melhores condições de definir o que os próprios representantes do povo, com a reivindicação da sociedade civil organizada em diversas etapas do processo legislativo, deliberaram”, escreveu.

Com informações do g1

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