Vendedor ambulante é morto a tiros durante assalto em Coelho Neto

Um vendedor ambulante identificado como Laurimar Araújo, de 38 anos, foi morto a tiros ao tentar fugir de dois assaltantes armados no povoado Itapirema em Coelho Neto, cidade a 385 km de São Luís. O caso aconteceu na segunda-feira (5).

De acordo com a Polícia Civil, Laurimar e um colega de trabalho estavam a caminho da cidade para vender mercadorias, dentre elas, confecções, quando ao fazerem uma parada, foram abordados por dois criminosos em uma moto que anunciaram o assalto.

Os assaltantes questionaram as vítimas sobre as mercadorias e em seguida, atiraram contra eles. O colega de Laurimar conseguiu fugir e se escondeu em uma casa próxima, entretanto, o vendedor ambulante, foi atingido por três disparos. Os criminosos fugiram levando toda a mercadoria.

A polícia foi acionada pelo colega de trabalho da vítima. Ao chegar no local, os policiais encontraram o corpo de Laurimar às margens da estrada. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML).

Laurimar Araújo era natural do Rio Grande do Norte mas viajava regularmente para o Maranhão onde vendia produtos e realizava cobranças. Ele havia chegado na região no domingo (4). A Polícia Civil investiga o caso.

g1ma

Caminhão desgovernado invade casa na cidade de Zé Doca, no MA

Caminhão desgovernado invade casa na cidade de Zé Doca — Foto: Reprodução/TV Mirante

Na tarde dessa segunda-feira (5), um caminhão invadiu uma residência na Vila Beck, em Zé Doca, a 227 km de São Luís. Segundo informações preliminares, o motorista teria perdido o controle do veículo ao tentar desviar de uma pedestre enquanto trafegava por uma rua em declive.

O caminhão acabou colidindo frontalmente com a casa, e a cabine adentrou o imóvel. No momento do acidente, não havia pessoas no cômodo atingido. Os moradores estavam em outras partes da residência.

Apesar do impacto, não houve feridos. Tanto os ocupantes do caminhão quanto os moradores saíram ilesos. Os danos foram apenas materiais, afetando principalmente a estrutura frontal da casa.

De acordo com informações repassadas pela TV Mirante com base na Polícia Militar, as autoridades não chegaram a ser acionadas. O motorista e os moradores teriam resolvido a situação diretamente, sem necessidade de intervenção policial.

Governo pede retirada de urgência a projeto que amplia isenção do IR para até R$ 5.000

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao Congresso Nacional, nesta segunda-feira (5), a retirada da urgência constitucional ao projeto de lei que amplia a faixa da isenção do IR (Imposto de Renda) para quem ganha até R$ 5.000. Com isso, a pauta da Casa foi destrancada.

Com a urgência anterior, o Legislativo tinha 45 dias para analisar a proposta, prazo que terminou em 3 de maio, por isso nenhum outro projeto podia ser votado pela Casa. A retirada da urgência ocorre às vésperas da instalação da comissão especial destinada a analisar a proposta na Câmara. O relator será o ex-presidente da Câmara deputado federal Arthur Lira (PP-AL). Já o presidente do colegiado vai ser o petista Rubens Pereira Jr. (MA).

A expectativa do governo Lula é de que Câmara e Senado votem o projeto até o fim deste ano para que a medida possa valer em 1° de janeiro de 2026. A ampliação da isenção é bem vista entre parlamentares, mas enfrenta resistência na forma de compensação dos gastos com a ampliação do benefício. O impacto estimado pela Fazenda é de R$ 25,8 bilhões.

Nos bastidores, o principal questionamento se volta para a forma de compensação da medida. A ideia é garantir que a ação possa ser aplicada sem interferir nos gastos públicos e sem aumentar impostos.

Uma das sugestões enviadas pelo governo é a cobrança da taxação dos super-ricos — com aplicação de tributo de 10% a quem ganha mais de R$ 50 mil. Outra frente dentro do Congresso sugere que esse patamar de valor passe para R$ 150 mil por mês.

A contraproposta já foi apresentada formalmente pelo partido de Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara e indicado para ser o responsável pela construção do projeto entre deputados.

R7

INSS 05/05 emite aviso para todos os aposentados!

Nos últimos anos, muitos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) enfrentaram um problema significativo: descontos irregulares em seus benefícios. Entre 2023 e 2024, uma investigação revelou que essas deduções não autorizadas estavam afetando a renda de muitos segurados. Em resposta, o INSS tomou medidas para cancelar essas cobranças e proteger os direitos dos beneficiários.

Para facilitar a contestação desses descontos, o INSS disponibilizou a plataforma Meu INSS. Através deste sistema, acessível via aplicativo ou site, os beneficiários podem verificar e contestar cobranças diretamente. Essa ferramenta garante que novos descontos só sejam aplicados com a autorização explícita do beneficiário, promovendo maior transparência e controle.

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Como o Meu INSS facilita o gerenciamento de descontos?

Desde agosto de 2023, o INSS implementou novas funcionalidades no Meu INSS para aprimorar o controle sobre os descontos. Beneficiários podem acessar essas ferramentas através do aplicativo, site ou Central de Atendimento 135, permitindo um monitoramento mais eficaz e o bloqueio de cobranças indevidas.

O sistema foi projetado para ser de fácil acesso, permitindo que os usuários visualizem suas deduções sem complicações. Isso promove um melhor controle financeiro e transparência, assegurando que os beneficiários tenham uma visão clara de suas finanças.

Idoso – Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy
Quais são as novas regras para descontos no INSS?
Em março de 2024, o INSS introduziu novas regras para regulamentar os descontos em benefícios. Conforme a Instrução Normativa PRES/INSS nº 162, os descontos são limitados a 1% do valor máximo dos benefícios. Além disso, qualquer dedução deve ser autorizada com assinatura eletrônica e biometria.

Essas medidas têm como objetivo proteger os beneficiários contra descontos não autorizados, garantindo que eles mantenham controle total sobre suas finanças e que seus dados estejam seguros. Isso representa um avanço significativo na proteção dos direitos dos segurados.

Como proceder em caso de descontos não autorizados?
Beneficiários que identificarem descontos não autorizados têm várias opções para buscar solução. Eles podem entrar em contato com a entidade responsável usando informações nos contracheques ou registrar reclamações em plataformas como Consumidor.Gov ou na Ouvidoria do INSS via Plataforma Fala BR.

Essas alternativas permitem que os beneficiários resolvam problemas de forma eficaz, assegurando que seus direitos sejam mantidos e que qualquer desconto indevido seja corrigido rapidamente. Isso proporciona uma camada adicional de segurança e confiança para os segurados.

Qual é o guia para cancelar descontos no Meu INSS?
Acesse o site Meu INSS e faça login com suas credenciais.
No menu principal, selecione “Novo pedido”.
Procure pela opção “Excluir mensalidade”.
Escolha “Excluir mensalidade de associação ou sindicato no benefício”.
Atualize suas informações pessoais, se necessário, e clique em “Avançar”.
Siga as instruções na tela para completar o formulário.
Preencha as informações solicitadas e anexe documentos, se necessário.
Escolha a unidade de atendimento mais conveniente e continue.
Revise o requerimento, concorde com os termos e finalize o processo.
Esses passos ajudam a garantir que os aposentados e pensionistas tenham controle sobre as deduções em seus benefícios, promovendo um ambiente mais seguro e transparente para a gestão de suas finanças previdenciárias.

Uai

Armas e roupas de guerra, bolo com fuzis: apontada como ‘RH do CV’ se orgulhava de ser ‘bandida

Bianca Duarte Franco, de 24 anos, chegou a postar fotos armadas de pistola. — Foto: Reprodução redes sociais

Pistolas, fuzis, roupas de guerra e até um bolo de aniversário com referências do crime organizado. Era assim que Bianca Duarte Franco, de 24 anos, gostava de aparecer em suas redes sociais. Ela foi apontada pela Polícia Civil do Pará como uma espécie de gerente de Recursos Humanos (RH) do Comando Vermelho no estado.

Bianca foi presa na última sexta-feira (2), em Cabo Frio, na Região dos Lagos, por suspeita de integrar uma organização criminosa, além de tráfico de drogas e associação ao tráfico.

Também conhecida como Ayna, ela costumava postar fotos e vídeos com fuzil em favelas do Rio de Janeiro. Em uma das gravações, Bianca apareceu dançando com um fuzil na mão. O vídeo foi gravado no bairro da Penha, na Zona Norte do Rio.

Entre as imagens que chamaram atenção dos policiais, Ayna aparece toda vestida para a guerra. Na imagem, é possível ver que ela está em uma pedra, provavelmente em uma região de mata, de colete e balaclava. Dois fuzis também aparecem na foto. Na legenda, um desabafo:

“Só ódio nessa desgraça de vida”, postou Bianca.

Natural do Maranhão, Bianca atuava no Pará como “diretora de Recursos Humanos” do Comando Vermelho (CV), responsável por cadastrar novos integrantes da facção, segundo as investigações.

“Ela era responsável por pegar todos os dados, tirar foto, ver se ele tem algum contra de algum superior na organização criminosa. E ai, estando tudo ok, ela pega e faz esse formulário dele (traficante)”, explicou o delegado Gustavo Fossati, da Delegacia de Repressão a Facções Criminosas da Polícia Civil do Pará.

Bolo com fuzis

Em uma de suas redes, Bianca postou seu bolo de aniversário de 24 anos. A decoração sugere forte ligação com o crime e a ‘Tropa do 41’, uma referência ao traficante Leonardo Costa Araújo, o Leo 41, chefe do tráfico de drogas no Pará que foi morto em uma operação da polícia no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, em 2023.

Bolo de Ayna faz referência ao traficante Leonardo Costa Araújo, o Leo 41. — Foto: Reprodução

Leo é apontado como um dos responsáveis por uma série de ataques que mataram vários agentes de segurança pública no estado do Norte do país.

O bolo de Ayna conta ainda com imagens de fuzis, fotos da bandeira do Pará e o nome de guerra de Bianca no topo.

Em outra foto, ela aparece em uma casa no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, com uma pistola na mão e uma camisa escrito: “Ayna 41”.

Confissão: ‘sou bandida’

A presença de Bianca nas redes sociais não era de muito cuidado, talvez por ela ter a certeza da impunidade.

Em um vídeo postado por ela, a traficante admitiu que tinha envolvimento com o crime. Ela inclusive reclamou de quem, supostamente, estaria enviando fotos dela armada para a sua mãe.

“Minha mãe sabe que eu tiro plantão, minha mãe sabe que eu sou bandida, sabe que eu trafico, tudo o que eu faço ela sabe. Sabe que eu ando armada, tudo o que eu faço ela sabe”, confessou Bianca.

Mundo dos espertos

Enquanto vivia sua vida criminosa, ela também parecia não temer a cadeia. Após postar nas redes uma foto sua, ela recebeu uma mensagem dizendo que a polícia do Pará estava atrás dela. A resposta foi imediata: “O mundo é dos espertos”.

Na sexta, ao ser presa em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, Bianca ouviu do delegado Gustavo Fossati, da Delegacia de Repressão a Facções Criminosas da Polícia Civil do Pará, se sabia por que estava sendo presa. Ao responder que não, ouviu a frase que publicou há dias nas redes sociais:

“Porque o mundo é dos espertos”, disse o delegado.

No momento da prisão, ao ser abordada por policiais do Pará e da 64ª DP (São João de Meriti), Bianca estava acompanhada de duas amigas: a paraense Layane Tharlita Santos Santana e a brasiliense Kalita Eduarda Ataíde.

Bianca Duarte Franco, de 24 anos, apontada como 'RH do CV' se orgulhava de ser 'bandida' nas redes — Foto: Reprodução redes sociais

Bianca Duarte Franco, de 24 anos, apontada como ‘RH do CV’ se orgulhava de ser ‘bandida’ nas redes — Foto: Reprodução redes sociais

A ação foi filmada pela polícia e a todo momento Bianca parecia não acreditar que estava sendo presa. Sem entender muito bem, ela tentou questionar um dos policiais que filmava sua prisão.

“Você vai ficar me gravando? Pelo amor de Deus”, disse.

Na segunda-feira (5), o juiz Pedro Ivo Martins Caruso D’ippolito (2ª Vara Criminal de São João de Meriti) determinou a prisão preventiva de Bianca e das duas outras mulheres (Layane Tharlita e Kalita Eduarda), acusadas de tráfico e associação criminosa.

Mudança de perfil do Comando Vermelho

Nas últimas duas semanas, 35 criminosos foram presos no Rio em vários estados numa operação da Polícia Civil do Pará, financiada pelo Ministério da Justiça. Na sexta, a ação teve o apoio da 64ª DP. O objetivo é frear a expansão do Comando Vermelha, registrada nos últimos meses.

g1

Tudo para o seu Dia das Mães você encontra no Comercial São João; e concorra a 20.000 reais em prêmios pela campanha Amor de Mãe CDL

Tudo para o seu Dia das Mães você encontra no Comercial São João; e concorra a 20.000 reais em prêmios pela campanha Amor de Mãe CDL

E nas compras você ainda participa dos sorteios da Campanha AMOR DE MÃE CDL 2025. A 13ª edição vai distribuir R$ 1.000 no primeiro prêmio, R$ 2 mil no segundo e também no terceiro prêmio. A partir do quarto prêmio até o sexto a premiação será de R$ 3.000. Já o sétimo e último prêmio será de R$ 5.000. Serão distribuídos R$ 20.000,00 em premiação. Cada vendedor de loja que aparecer no cupom sorteado também ganhará R$ 300.

Trump diz que imigrantes ‘autodeportados’ terão chance de voltar aos EUA; especialista aponta possíveis contras do processo

Imigrante ilegal preso por agentes do governo Trump em Chicago em 26 de janeiro de 2025. — Foto: Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA

O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (5) que os imigrantes que deixarem os Estados Unidos voluntariamente terão uma chance de voltar ao país se forem “boas pessoas” e amarem a nação norte-americana. A informação é da agência de notícias Associated Press (AP).

“E se não forem [boas pessoas], não vão voltar”, completou.

Trump não deixou claro como funcionaria esse retorno, nem se há um tempo mínimo para que a entrada dos imigrantes seja permitida novamente no país.

Quem optar pela “autodeportação” também receberá assistência para a viagem e será retirado da lista de detenção da agência de imigração do país — o governo norte-americano vem prendendo qualquer imigrante sem permissão de residência nos EUA, cumprindo uma promessa de campanha de Trump.

Especialista vê contras no processo

Aaron Reichlen-Melnick, pesquisador do Conselho Americano de Imigração – ONG que defende os direitos dos imigrantes -, vê desvantagens no processo de saída voluntária. Ouvido pela AP, ele afirmou que sair do país e não contestar o caso na Justiça pode ser prejudicial, especialmente se o imigrante já estiver em processo de deportação.

“O status migratório das pessoas não é tão simples quanto estão tentando fazer parecer”, disse.

Ele também questionou a origem dos recursos da DHS e a autorização legal para fazer esses pagamentos. Ele ainda sugeriu que isso demonstra que o governo não consegue prender e deportar tantas pessoas quanto prometeu, por isso precisa incentivar que elas saiam por vontade própria.

“Eles não estão conseguindo atingir seus números”, disse.

Mark Krikorian, diretor do Center for Immigration Studies — organização que defende políticas migratórias mais restritas —, disse não ver a oferta de pagamento como um sinal de que algo está falhando na política de imigração do governo Trump.

Diante dos milhões de imigrantes ilegais no país, ele comentou que é impossível deportar todos, e por isso, é necessário combinar esforços de fiscalização com o incentivo para que deixem o país voluntariamente.

Krikorian disse apoiar a ideia de pagar para que migrantes deixem o país, embora questione a viabilidade prática da proposta.

“Como garantir que eles realmente voltaram para casa? Fazem eles assinarem um acordo em que prometem não contestar a deportação caso retornem?”, questionou. “A execução importa, mas o conceito é válido.”

Proposta da Casa Branca

Anunciado nesta segunda (5), o programa prevê o pagamento de US$ 1.000 aos imigrantes que se “autodeportarem”. A quantia será paga por cidadão, e não por família. Mas quem for aprovado no programa só receberá o valor após ser confirmado que chegaram de volta a seu país de origem, disse Kristi Noem.

As passagens para os países de origem dos “autodeportados” serão custeadas pelo governo norte-americano, afirmou a secretária-assistente do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughin, em entrevista à TV norte-americana Fox News.

“Se você está aqui (nos EUA) ilegalmente, a autodeportação é a melhor, mais segura e mais econômica maneira de deixar os Estados Unidos e evitar a prisão. O DHS (Departamento de Segurança Interna) agora oferece assistência financeira para viagens a imigrantes ilegais e um auxílio para retornar ao seu país de origem por meio do aplicativo CBP Home”, disse a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.

O governo dos EUA estima também um prazo de até 21 dias para a viagem de volta de estrangeiros, a partir da data da aprovação no programa. Só são elegíveis estrangeiros que residam de forma irregular nos Estados Unidos.

A secretária de Segurança Interna chamou o programa de “oportunidade histórica para estrangeiros em situação irregular”. Mas o programa também pode significar uma economia para o próprio governo norte-americano, já que o custo médio por cidadão estrangeiro deportado no país é de US$ 17.121 (cerca de R$ 96,9 mil), segundo o próprio Departamento de Segurança Interna.

O departamento afirmou prever uma economia de 70% nos custos de deportação com o programa que já entrou em vigor.

Segundo o governo dos EUA, um cidadão de Honduras foi o primeiro a utilizá-lo para retornar a seu país desde Chicago, e “bilhetes já foram reservados para esta e a próxima semana”.

Quem quiser ter acesso ao programa deverá fazer uma solicitação de “intenção de partir” através do CBP Home, o aplicativo do governo dos Estados Unidos para imigrantes que solicitam asilo e visto de residência no país.

Embora novo nos EUA, o programa de “autodeportação” já existe em diversos países da Europa, onde é chamado de “programa de retorno voluntário”.

No Reino Unido, por exemplo, os cidadãos aprovados recebem um auxílio de 3 mil libras (cerca de R$ 22,5 mil), mas não podem regressar ao país durante os próximos cinco anos.

g1

Aumento do número de deputados pode custar R$ 39,1 milhões por ano aos cofres públicos, diz levantamento

Deputados durante sessão da Câmara em abril de 2025 — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A proposta de aumento no número de deputados federais, que pode ser votada pela Câmara dos Deputados, deve gerar impacto de dezenas de milhões ao ano para os cofres públicos.

⚖️A Casa corre contra o tempo para atender a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e evitar que a decisão final sobre o tamanho das bancadas estaduais fique com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em 2023, a Corte ordenou que o Congresso atualize — até 30 de junho deste ano — a distribuição de cadeiras com base nos dados do último Censo, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se o prazo não for cumprido, caberá ao TSE fazer a redistribuição.

Uma solução que a Câmara está cogitando é aumentar o número de deputados para 527 — 14 a mais que hoje. A decisão do STF não fala em aumento de deputados.

Atualmente, cada parlamentar custa cerca de R$ 230 mil, considerando apenas gastos com salários, verbas de gabinete, cota parlamentar e auxílio-moradia. Assim, os 513 deputados atuais geram um custo médio de R$ 1,4 bilhão por ano.

Com a possível adição de 14 novos deputados, o gasto anual adicional pode aumentar em R$ 39,1 milhões, de acordo com um cálculo feito pelo Departamento Sindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) a pedido do g1.

Com isso, os gastos anuais teriam um acréscimo de 2.73%. Os cálculos não incluem viagens oficiais.

De acordo com o deputado Damião Feliciano (União-PB), que é o relator do projeto, a área técnica da Câmara dos Deputados está fazendo os cálculos de quanto será o impacto do aumento do número de parlamentares.

“Estamos estudando formas de realocar recursos internos da Câmara para que não haja custos adicionais aos cofres públicos”, disse Feliciano ao g1.

Mas técnicos da Câmara lembram que não é possível reduzir os salários atuais dos deputados, que hoje está em R$ 46 mil mensais.

Também há uma avaliação de que o aumento da composição da Câmara poderia levar a um efeito cascata nos estados.

Isso porque, pela Constituição, o tamanho das assembleias estaduais está relacionado com o tamanho das bancadas estaduais.

O texto final do projeto ainda não está concluído e será apresentado amanhã, no início da tarde, aos parlamentares. Segundo o relator, o mérito deverá ser votado ainda amanhã.

Hoje, o salário de um deputado federal é de R$ 46.366,19 por mês. Mas, além do salário, cada parlamentar tem uma verba de R$ 133 mil para contratação de secretários parlamentares que não sejam servidores públicos.

Deputados dispõem ainda de R$ 45 mil por mês da chamada cota parlamentar para gastos com passagens, telefonia, condomínio entre outros. Os parlamentares de fora do Distrito Federal recebem também R$ 4.253 de auxílio-moradia.

g1