Em Timbiras alunos recebem material didático complementar para fortalecer alfabetização

A prefeitura por meio da secretaria municipal de Educação iniciou hoje dia 09, a distribuição do Material Didático Complementar (MDC), para alunos do 1º e 2º ano da rede municipal de ensino.

O material faz parte de um pacto do estado com os municípios através do regime de colaboração desenvolvido em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Associação Bem Comum, Associação Nova Escola e Fundação Getúlio Vargas (FGV), o projeto vai beneficiar em todo o estado mais de 190 mil estudantes e 8,9 mil professores do ciclo inicial do Ensino Fundamental.

Em Timbiras a escola Luís Felix do bairro Mutirão, Paulino dos Santos na Forquilha e Jovita Sales no centro foram as primeiras a receber o material que tem como objetivo, ampliar o repertório cultural dos alunos, promover equidade e estimular o protagonismo infantil por meio da língua escrita, como fala o secretário de Educação Raimundo Nonato.

“Hoje fizemos aqui na escola Luís Felix e mais duas escolas, o lançamento e a entrega dos livros do primeiro e segundo ano desse programa que é de fundamental importância para nos ajudar alfabetizar e desenvolver a escrita dos nossos alunos do primeiro e segundo ano. Quero informar também que todas as escolas do município com essas series irão receber, conforme determinação do nosso prefeito”, disse o secretário.

Legendários: como é o retiro cristão que virou febre entre famosos em busca de transformação

Um boné numerado, uma mochila com “itens de sobrevivência” e nenhuma conexão com o mundo exterior. Assim começa a jornada dos homens que decidem embarcar no Legendários, um retiro cristão masculino que vem ganhando destaque nas redes sociais — e também a atenção de celebridades.

Apesar de dividir o nome e as cores preto e laranja com o antigo programa de TV de Marcos Mion, o movimento não tem relação com a atração televisiva.

Criado em 2015 na Guatemala, o Legendários se expandiu rapidamente e já passou por 13 países, 70 cidades e impactou mais de 52 mil homens, segundo os organizadores. No Brasil, tem atraído milhares, entre eles nomes como o influenciador Eliezer, o empresário Thiago Nigro, o evangelista Deive Leonardo e Kaká Diniz, marido da cantora Simone.

O que é o “Legendários”?

A inscrição custa R$ 1.490, e cada participante recebe um número próprio e uma lista de itens obrigatórios para levar na mochila. (Foto: Reprodução)

Legendários é um retiro cristão exclusivo para homens, com imersão de 72 horas na natureza, que busca promover transformação espiritual e pessoal. (Foto: Reprodução)

O movimento surgiu em 2015 na Guatemala e já impactou mais de 52 mil participantes em 13 países e 70 cidades. (Foto: Reprodução)

Celebridades como Eliezer, Thiago Nigro, Deive Leonardo e Kaká Diniz já participaram do programa, que tem despertado curiosidade nas redes sociais. (Fotos: Reprodução)

Durante o retiro, celulares são proibidos, e os participantes seguem um cronograma secreto, com desafios e reflexões espirituais. (Foto: Reprodução)

A inscrição custa R$ 1.490, e cada participante recebe um número próprio e uma lista de itens obrigatórios para levar na mochila. (Foto: Reprodução)

Legendários é um retiro cristão exclusivo para homens, com imersão de 72 horas na natureza, que busca promover transformação espiritual e pessoal.

Imersão de 72 horas e a busca pelo “herói da família”
A proposta é clara: oferecer uma experiência de imersão na natureza por 72 horas que provoque uma transformação interior profunda. Voltado exclusivamente para homens, o retiro busca despertar “a melhor versão de si mesmos e seu novo potencial”.

“Queremos formar um herói por família”, diz a missão do projeto em seu site oficial. O movimento se define como um grupo de homens “inquebrantáveis diante do pecado, mas quebrantados diante de Deus”.

Durante o período, os participantes ficam sem celular, entregam documentos e contatos de emergência e seguem um cronograma que mistura espiritualidade, desafios físicos e reflexões. Para manter o mistério e preservar as experiências, há uma convenção silenciosa entre os que já passaram pela jornada: não se fala publicamente sobre o que acontece na montanha.

“Sociedade secreta”? Nada disso, dizem os adeptos
Nas redes, o Legendários já foi apelidado de “sociedade secreta cristã”, especialmente por conta do clima de mistério e dos relatos emocionados pós-evento. No entanto, participantes ressaltam que não há nada de místico ou sobrenatural. O segredo estaria justamente na vivência individual de cada homem, que é única e intensa.

O movimento também criou uma linguagem própria: Jesus Cristo é o Legendário nº 1, e cada participante recebe um número próprio, estampado no boné. As turmas são chamadas de “Tops”, como o Top 1009 e Top 1011, previstos para maio, em Curitiba.

Como participar do Legendários?
O retiro é aberto a homens de todas as idades, inclusive solteiros — desde que a turma seja voltada para esse público, conforme sinalização no site. A inscrição é feita exclusivamente pela plataforma oficial e exige o pagamento de uma taxa de R$ 1.490, valor que pode ser parcelado.

Antes de embarcar, cada inscrito recebe uma lista com os itens obrigatórios — como barraca, lanterna e roupas adequadas —, tudo dentro de uma mochila de até 60 litros e no máximo 14 kg. Celulares e outros eletrônicos são proibidos.

Ao que tudo indica, o evento continua crescendo, reunindo fiéis, curiosos e celebridades em torno de um mesmo ideal: reencontrar o propósito, a fé e a força interior.

NSC Total

Tarifaço: negociação individual é fim do multilateralismo, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a se dizer preocupado com as decisões unilaterais dos Estados Unidos de aplicar tarifas em produtos de todos os parceiros comerciais do planeta e apontou riscos de um “efeito devastador” na economia mundial.

“Nós não sabemos qual vai ser o efeito devastador disso na economia. É preciso saber quanto vai custar isso do ponto de vista do preço dos produtos, da relação multilateral”, criticou Lula nesta quarta-feira (9), em entrevista a jornalistas brasileiros, após participação na Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), em Tegucigalpa, capital de Honduras.

O presidente observou a nova decisão do presidente dos Estados Unidos (EUA), que aumentou ainda mais as tarifas contra a China, ao mesmo tempo em que reduziu as cobranças adicionais para outros 75 países. Para Lula, o método sinaliza a intenção de um confronto direto com os asiáticos e põe em xeque a sustentabilidade do multilateralismo e equilíbrio entre os países

“Me parece que tá ficando cada vez mais visível que é uma briga pessoal [de Trump] com a China. Ora, querer fazer negociação individual é colocar fim no multilateralismo. E o multilateralismo é muito importante para a tranquilidade econômica que o mundo precisa. Não é aceitável a hegemonia deum país, nem militar, nem cultural, nem industrial, nem tecnológica e nem econômica sobre os outros”, apontou.

Em discurso durante a Cúpula, ele já havia criticado a adoção de tarifas unilaterais.

Sobre a postura do governo brasileiro frente a essa pressão, Lula disse que haverá reciprocidade, caso, ao final das negociações, as tarifas se mantenham.

“Vamos utilizar todas as palavras de negociação que o dicionário permitir. Depois que acabar, nós vamos tomar as decisões que entendermos serem cabíveis”, garantiu.

Tentativa de veto
Ainda sobre a Cúpula da Celac, Lula criticou a postura de países que tentaram barrar a aprovação da declaração final. Na assembleia de chefes de Estado e de governo, as delegações de Paraguai e Argentina tentaram vetar o texto final, mas ele foi aprovado com a indicação de contrariedade dos dois países.

“É muito importante que a gente distribua sempre a ideia do consenso, mas o consenso não pode ser o direito de veto. Você não pode ter 40 países e um só decidir que não gosta de alguma coisa e não assinar um documento. É melhor você assinar o documento e colocar no rodapé que tal país não quis assinar. É mais democrático e as coisas andam, evoluem”.

Mulher na ONU
Já em relação à proposta feita pelo Brasil para a Celac propor candidatura única de uma mulher da América Latina e Caribe para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2026, Lula demonstrou confiança com a iniciativa e destacou o papel das lideranças femininas do mundo atual.

“Eu acho que vai dar certo porque as mulheres estão em ascensão, ocupando espaço cada vez melhores, as mulheres estão provando que têm mais competência que os homens em muitas coisas, têm mais sensibilidade. O século 21 pode ser verdadeiramente o século das mulheres”, afirmou.

Após a cúpula da Celac, Lula está retornando ao Brasil, onde deve desembarcar na madrugada desta quinta-feira (10), em Brasília.

Agência Brasil

Preços dos alimentos cairão mais nas próximas semanas, diz ministro

A recente queda global nos preços das commodities (bens primários com cotação internacional) fará os preços dos alimentos caírem ainda mais nas próximas semanas, disse nesta quarta-feira (9) o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Segundo ele, o recuo também ocorrerá por outros fatores, como a renovação dos estoques e a queda da demanda por ovos após a Páscoa.

“Hoje, eu recebi um dado do varejo e do atacado para a carne bovina. No varejo, ela já caiu e, no atacado, caiu muito mais. É o tempo de consumir o estoque pelo preço antigo, vai cair mais ainda no varejo, como já está se mostrando no atacado. Isso serve para óleo de soja, para arroz, para feijão. Após a Páscoa, os preços dos ovos também venham a ceder um pouco”, declarou Fávaro.

Segundo o ministro, o governo está começando a colher os resultados de medidas tomadas sem intervenção direta no mercado, preferindo agir pelo estímulo à safra e à ampliação da oferta.

“A gente está muito confiante de que, com as medidas tomadas de forma ortodoxa, sem nenhum tipo de pirotecnia, de estímulo à safra brasileira, os preços dos alimentos vão ceder na ponta para o supermercado, para o consumidor, mais do que hoje”, acrescentou.

Plano Safra
Fávaro reuniu-se nesta tarde com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir o Plano Safra 2025-2026, que entrará em vigor em 1º de julho. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, a prioridade da pasta será a subvenção das linhas de crédito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

“A ideia é que a gente gaste o máximo possível de recursos do Tesouro para manter o Pronamp nos níveis atuais, com juros de 8% ao ano. Mas isso requer muito mais recursos do Tesouro”, disse Fávaro.

O Plano Safra atual tem R$ 65 bilhões para a equalização de juros. Com a alta da Taxa Selic (juros básicos da economia) para 14,25% ao ano, a manutenção dos juros do Plano Safra em um dígito exigirá mais recursos do Orçamento. Isso porque o Tesouro Nacional cobre a diferença entre os juros subsidiados do Plano Safra e as taxas de mercado.

Grandes produtores
Para os produtores de grande porte, Fávaro diz que o Ministério da Agricultura e Pecuária negocia a ampliação de oferta de linhas vinculadas ao dólar. Segundo ele, o grande produtor está protegido da alta do dólar porque exporta boa parte da produção, que segue cotações internacionais.

“A linha dolarizada tem custo zero para o Tesouro, mas juros ainda abaixo de 10% [ao ano], sendo praticado hoje em 8,5% ao ano e custo da variação cambial para produtores que têm hedge natural [proteção contra o câmbio]. Serão as linhas gerais do novo Plano Safra para que possamos ter um Plano Safra maior que o do ano passado, apesar da Selic elevada”, observou o ministro.

Fávaro informou que se reuniu com o Banco do Brasil e que pretende discutir com outros bancos que operam o crédito rural o aumento da oferta de linhas de crédito dolarizadas.

Agência Brasil

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Dólar desaba e fecha em R$ 5,84 após Trump adiar “tarifaço”

Em dia marcado por intensa volatilidade no mercado financeiro, o dólar voltou a fechar o pregão em queda, nesta quarta-feira (9/4), com baixa de 2,54% ao final da tarde, cotado a R$ 5,84. O câmbio sentiu os efeitos da tensão e distensão na guerra comercial protagonizada por Estados Unidos e China e teve intensas variações ao longo do dia, até se desvalorizar de maneira mais forte no término da sessão.

Para se ter ideia, a divisa norte-americana fechou em R$ 5,99 na véspera e abriu o pregão durante a manhã em forte alta, atingindo R$ 6,09 na máxima do dia. A moeda manteve o patamar acima de R$ 6 até o momento do anúncio feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de adiar em 90 dias a aplicação das tarifas anunciadas no último dia 2 de abril. Depois disso, a queda da divisa foi acentuada.

A única exceção na decisão de Trump foi a China, no qual o presidente dos Estados Unidos ainda elevou as tarifas de importação para 125%, após o país asiático ter retaliado novamente a taxa norte-americana, elevando a tarifa sobre produtos dos EUA para 84%. Para os demais países, o presidente reduziu para 10%, igualitariamente, a alíquota adicional aplicada sobre os produtos estrangeiros.

Na avaliação do especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, a pressão sofrida pelo mercado parece ter desempenhado um papel importante na decisão, sugerindo que o chamado “Trump put” — termo que se refere à expectativa dos investidores de que o republicano interviria com medidas para apoiar os mercados em caso de quedas acentuadas — continua sendo relevante.

“Nesse contexto, observamos uma melhora significativa no humor dos mercados globais com o real devolvendo as perdas obtidas ao longo da semana. A melhora vinda do fator externo foi o grande evento de hoje, que beneficiou os ativos brasileiros, impulsionando principalmente a bolsa e aliviando as pressões recentes sobre o câmbio e os juros futuros.”, avalia o especialista.

Para o analista da Levante Inside Corp, Gerson Brilhante, a queda do dólar reflete um ajuste após a euforia inicial com as tarifas de Trump, combinada com temores de recessão global e uma postura mais negociadora do presidente americano, que anunciou uma pausa de 90 dias no “tarifaço”.

“O mercado internacional está em compasso de espera, digerindo os próximos passos dessa disputa comercial e os dados econômicos que virão, como a decisão do Federal Reserve na próxima semana. Aqui no Brasil, o momento favorece o real, mas a volatilidade deve persistir enquanto o mundo assiste a esse ‘show’ econômico”, avalia.

Correio Braziliense

TCU determina auditoria para investigar rombo de R$ 17,6 bilhões da Previ

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nesta quarta-feira (9/4) a abertura de uma auditoria para investigar as causas de um rombo de R$ 17,6 bilhões em 2024 e verificar se a política de investimentos da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ). Os ministros também determinaram a apuração de um possível conflito de interesses envolvendo o presidente da entidade, João Luiz Fukunaga, que ocupa cargo no conselho de administração da Vale.

O Correio tenta contato com Fukunaga através da comunicação da Previ. Em caso de manifestação, o texto será atualizado.

De acordo com a área técnica da Corte, os investimentos da Previ podem estar sendo usados como pretexto para garantir cargos em conselhos de empresas. Determinados aportes, como a compra de ações da Vibra (antiga BR Distribuidora), podem ter contrariado a política da instituição de reduzir a exposição em renda variável.

“Deve ser avaliada a correção ética e legal da ocupação, pelo atual presidente da Previ, desde 2023, de assento no Conselho de Administração da empresa. Deve ser averiguado se a manutenção do significativo valor investido pela Previ, de mais de R$ 20 bilhões, tem também por objeto proporcionar ao sr. Fukunaga assento no conselho e a extraordinária remuneração de mais de R$ 2 milhões de reais por ano, condição milionária que poderia ser perdida com a redução da participação da Previ na Vale”, destacou o relator da ação no TCU, ministro Walton Alencar Rodrigues.

Conforme o relatório da Corte, as decisões de investimento podem ter tido como objetivo viabilizar assentos em conselhos de administração, favorecendo pessoas próximas à atual gestão.

“Cumpre saber se a remuneração bem superior a R$ 160 mil por mês poderia objetivamente colocar em risco a imparcialidade do conselheiro da Vale e presidente da Previ, em relação aos interesses da empresa que preside e vice-versa”, disse o relator.

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O ministro Walton Alencar Rodrigues apontou as viagens de Fukunaga para países como Japão e Portugal “em íntima confraternização com notórios negociantes do mercado”. Segundo ele, os fatos não passaram despercebidas pelo TCU.

Para o relator, o padrão dos encontros e o perfil das pessoas envolvidas revela “a proximidade da alta direção da Previ com pessoas de fora da Previ, bastante conhecidas pelos métodos não ortodoxos de atuação nos vários setores da administração pública”.

O relatório também as mudanças nos critérios de nomeação dos representantes da Previ nos conselhos das instituições. Esses cargos eram ocupados normalmente por pessoas com formação acadêmica e técnica. No entanto, essas exigências teriam sido flexibilizadas, abrindo espaço para indicações políticas ou sindicais.

“É fato a alteração dos critérios de seleção da Previ para favorecer candidatos do sindicato, absolutamente despreparados, sem habilitação técnica condizente com os misteres de conselheiros de administração e fiscal, candidatos sem experiência profissional e formação sindical desconexa com o universo empresarial, para atuar nos conselhos de grandes empresas”, disse o relator.

O caso também deve ser acompanhado pela Política Federal, Ministério Público Federal (MPF), Controladoria-Geral da União e ao Congresso Nacional, segundo o TCU. O ministro Bruno Dantas destacou a importância da integração entre os órgãos.

“O TCU não dispõe de instrumentos de persecução penal. Tampouco condições de levantar junto às companhias aéreas a lista de passageiros. Mas isso certamente o MPF e PF terão condições de levantar”, disse o ministro.

Correio Braziliense