Por que os táxis do Rio são amarelos?

Os táxis estrearam no Rio de Janeiro em 1969. Antes deles, desde o início do século já existiam os “choferes de praça”, profissionais que carregavam passageiros em charretes e, depois, em automóveis. A palavra táxi vem do francês “taximètre”. O termo une o latim taxa (taxar, cobrar ou pôr preço) com o grego métron (medida).

A diferença é que os “choferes de praça” eram profissionais autônomos, enquanto os taxistas eram assalariados, contratados por empresas que bancavam e organizavam a operação.

Inicialmente, os carros usados para táxis eram todos ultrapassados: modelos Chevrolet, Ford, Dodge e Plymouth fabricados entre meados da década de 1930 e 1956 (ano em que as importações de carros montados foram restringidas). Em 1958, foi lançado o sedã DKW-Vemag, o primeiro automóvel de quatro portas produzido no Brasil. Esse modelo era mais barato e quem era motorista profissional conseguia financiar por meio do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas (Iapetec). Por isso, foi um dos modelos mais usados como táxi no Brasil na década de 1960.

Nos primeiros anos do serviço de táxi, eles podiam ser de qualquer cor e tinham apenas faixas quadriculadas para identificá-los. No fim dos anos 1970 e no início dos anos 1980, os veículos da frota foram padronizados na cor amarela. O tom adotado como padrão oficial foi o Amarelo Java, uma cor que era de fábrica da Volkswagen na época e cobria os icônicos Fuscas que dominavam as ruas.

A inspiração eram os táxis amarelos dos EUA, que começavam a se popularizar no imaginário nacional por meio dos filmes e séries importados. Naquele país, quem teve a ideia de tornar os táxis amarelos foi o empresário John Hertz, fundador da Yellow Cab, uma das primeiras empresas de transporte particular do país. Por meio da cor específica, argumentava ele, era mais fácil para os pedestres localizarem os táxis na rua.

Hoje, os táxis do Rio são caracterizados pela cor amarela, com uma faixa azul escura em sua lateral e a placa na cor vermelha, além do dispositivo luminoso na capota com a palavra TAXI, chamado bigorrilho. Em 2017, um decreto da Prefeitura declarou o táxi comum como Patrimônio Cultural Carioca.

Revista Galileu

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