Prefeitos miram comando da Famem, mas montagem de chapas é obstáculo

A disputa pela presidência da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem) já movimenta prefeitos, mas esbarra na dificuldade de reunir os 25 nomes exigidos para formar cada chapa. A eleição deve ocorrer até 20 de janeiro de 2027 e promete ser um dos primeiros testes políticos do governo de Eduardo Braide (PSD).

Rildo Amaral (PP), de Imperatriz, Dr. Júnior (PP), de Peritoró, e Adriano Freitas (União Brasil), de São Vicente Ferrer, estão entre os interessados. Dr. Júnior e Adriano afirmam contar, cada um, com 80 a 85 votos, embora ainda precisem completar suas chapas.

Rildo, por sua vez, teria diminuído a empolgação com a disputa após ser alertado de que precisará deixar a presidência em abril de 2028 para cumprir as regras de desincompatibilização eleitoral.

O calendário depende do atual presidente, Roberto Costa (MDB), prefeito de Bacabal, que, segundo o estatuto, tem até 31 de dezembro para editar as regras da eleição. Ele poderia ter convocado o pleito desde julho, mas preferiu aguardar o resultado das urnas antes de encaminhar a sucessão. Costa mantém o acordo de não concorrer à reeleição.

Quem assumir a Famem deve encontrar R$ 1 milhão em caixa, receita mensal de R$ 650 mil em contribuições descontadas diretamente das contas das prefeituras e cerca de 25 cargos para preencher. Costa ocupou apenas três deles. Único prefeito a chegar ao comando da entidade ainda no primeiro mandato, ele priorizou a gestão de Bacabal, apontada nos bastidores como motivo de seu descaso com a federação.

Marrapá

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