
De janeiro a junho de 2023, São Luís registrou 2041 acidentes envolvendo motociclistas, com 1883 feridos. Os dados são da Secretaria de Trânsito e Transportes.
Imprudência e desrespeito às leis de trânsito são as infrações mais registradas pela central de videomonitoramento de São Luís. Já em relação aos locais, a Avenida Jerônimo de Albuquerque tem o maior número de acidentes envolvendo motos, com 146 registros desde o ano passado.
A pressa durante as horas de pico é a principal causa da maioria dos acidentes. Ao longo da avenida, é possível facilmente flagrar diversas infrações, como motoqueiros pilotando de chinelo e utilizando faixa de pedestre para fazer retorno, além de entrarem pela contramão.

“Fizemos um levantamento dos trechos críticos dessas avenidas. Geralmente, em primeiro lugar está a Avenida Jeronimo de Albuquerque, logo em seguida vem a Avenida dos Franceses, Guajajaras e Daniel de La Touche. Em todas essas avenidas, a gente buscou o trecho crítico para que a gente pudesse mover ações educativas com mais eficiência. Então não só nas vias, mas também buscar quais as empresas que estavam no trecho, quais as escolas, para a gente levar a educação para o trânsito para aqueles usuários da via”, afirmou Adriane Pinheiro, coordenadora de educação para o trânsito da SMTT.
Na região da Forquilha, em poucos minutos a equipe da TV Mirante flagrou motoqueiros fazendo retorno em local proibido, sendo eles as principais vítimas de acidentes na capital.
Aumento da frota preocupa
São Luís possui uma frota de mais de 1 milhão de motos, sendo que só em 2023 já circulam na cidade 34.547 novas motos.
Só nas rodovias federais, foram aplicadas 4.148 multas por falta de capacete tanto para motoristas quanto passageiros. Em São Luís, foram registradas 34 mil novas motocicletas em 2023.
“Esse problema envolvendo motocicleta e de muita gente se acidentando e ocupando os leitos de ortopedia nos hospitais. Em torno de 70% dos leitos de ortopedia dos hospitais no Maranhão é ocupado por gente que se acidentou com motocicleta. É um número considerado muito alto. Um absurdo, na verdade”, declarou o inspetor da PRF no Maranhão, Antonio Noberto.
G1ma
