“Lula é quem precisa do Brandão, não o contrário”, diz Pedro Lucas Fernandes

O deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) foi o entrevistado da semana no Programa Palpite, da Rádio O Imparcial. Em um bate-papo marcado pela franqueza, o líder do União Brasil na Câmara Federal falou sobre sua trajetória política, analisou os cenários em Brasília e no Maranhão e comentou temas polêmicos que estão em pauta no Congresso, como a PEC da Blindagem, a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro e os rumos das eleições de 2026.

De família tradicionalmente ligada à política, Pedro Lucas seguiu os passos do pai, o ex-deputado Pedro Fernandes, e também do tio, o ex-deputado estadual Manoel Ribeiro. Antes de chegar à Câmara dos Deputados, foi vereador de São Luís por dois mandatos (2012 e 2016), experiência que, segundo ele, moldou sua visão sobre gestão pública e proximidade com a população.

Na entrevista, ele relembrou um episódio que acabou sendo decisivo para sua entrada na política federal: a escolha de seu pai para compor a chapa da então governadora Roseana Sarney. Embora o convite tenha sido retirado devido à conjuntura, abriu caminho para que Pedro Lucas se lançasse como candidato a deputado federal naquele mesmo ano.

“A política é como um ônibus: muita gente entra, muita gente sai, mas o importante é que esteja sempre cheio. Os amigos que meu pai fez ao longo da vida foram fundamentais na minha caminhada. Essa rede de relações me ajudou a chegar onde estou, mas é claro que eu também precisei construir meu próprio espaço.”

Hoje, além da atuação parlamentar, Pedro Lucas é irmão do secretário de Desenvolvimento Social do governo Carlos Brandão: Casé Fernandes, o que reforça o peso político de sua família no cenário maranhense.

Maranhão Livre da Fome e a agenda estadual

O deputado abriu a entrevista elogiando o Maranhão Livre da Fome, programa que garante um complemento financeiro de R$200 a famílias beneficiárias do Bolsa Família que ainda vivem abaixo da linha da extrema pobreza.

A iniciativa, segundo ele, é um dos mais importantes legados da atual gestão estadual, tendo impactado mais 1 milhão de pessoas até o momento. Nos últimos meses, Pedro Lucas tem acompanhado de perto as entregas do programa em municípios do estado. Nessas agendas, destacou o papel do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, sobrinho do governador.

“Orleans tem se mostrado extremamente preparado e domina todos os detalhes das ações do governo. Fico feliz em ver seu amadurecimento político e não tenho dúvida de que está pronto para assumir qualquer desafio que o futuro lhe reservar.”

Judicialização da política : entrave para desenvolvimento
Um dos pontos mais duros da entrevista foi a crítica ao que chamou de “judicialização excessiva da política maranhense”. Para o deputado, esse processo trava decisões, gera instabilidade e, no fim, prejudica principalmente a população mais carente.

“É terrível o que está acontecendo. O Maranhão poderia estar colhendo muitos frutos do momento favorável que vive, mas essa tentativa de criar instabilidade só afasta investidores e prejudica o estado.”

Pedro Lucas ressaltou o perfil conciliador do governador Carlos Brandão, a quem chamou de “líder respeitado e agregador”. Ele relembrou que, mesmo quando esteve na oposição ao então prefeito de Colinas, nunca deixou de dialogar por melhorias para a cidade. “Hoje faço parte do grupo de Brandão e admiro sua postura. Ele merece ter seu governo respeitado e não pode ser alvo de disputas que apenas enfraquecem a imagem do Maranhão.”

União Brasil e o papel de “ponto de equilíbrio”

Na avaliação do deputado, o União Progressista — federação formada por União Brasil e Progressistas — é hoje a maior força política do Congresso, com 109 deputados e 15 senadores. Esse peso dá ao grupo a condição de arbitrar decisões cruciais para o país. “Temos de um lado o PT e de outro o PL, mas é o centro quem define para onde o Brasil vai caminhar. Zanga não resolve nada na política. É preciso paciência e equilíbrio para construir consensos.”

Como exemplo, citou a aprovação recente da MP que ampliou a tarifa social de energia para 60 milhões de brasileiros, medida que só passou graças ao apoio da federação.

PEC da Blindagem: defesa da independência parlamentar

Entre as votações mais polêmicas das últimas semanas, está a chamada PEC da Blindagem, aprovada em regime de urgência. O texto prevê que deputados e senadores só possam ser julgados mediante autorização das Casas Legislativas.

Pedro Lucas, que votou a favor, explicou sua posição: “Vivemos um momento de desequilíbrio institucional. Parlamentares sofrem pressões e ameaças durante votações, o que compromete a independência do Congresso. A PEC não é para proteger quem comete irregularidades, mas para devolver autonomia ao Legislativo.” Ele também defendeu o voto secreto para esse tipo de decisão, como forma de reduzir a vulnerabilidade dos parlamentares diante da opinião pública e de eventuais retaliações.

Anistia aos envolvidos no 8 de janeiro

Outro tema controverso debatido na entrevista foi a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Pedro Lucas reconheceu a divisão da opinião pública, mas argumentou que a medida pode ser um passo para a pacificação política do país.

Segundo ele, até o presidente Lula teria sinalizado que poderia sancionar um projeto reduzindo as penas, o que reforça a possibilidade de um acordo. “Não se trata de perdoar ou esquecer, mas de encontrar um caminho que permita virar essa página e pacificar o Brasil.”

Cenário eleitoral de 2026
Ao falar sobre as eleições presidenciais, Pedro Lucas avaliou que o presidente Lula tem recuperado protagonismo político diante de pautas nacionais e embates internacionais, e deve usar esse cenário a seu favor para buscar a reeleição.

No entanto, acredita que nomes de centro-direita podem quebrar a polarização. “Vejo em Tarcísio de Freitas um excelente candidato, assim como Ronaldo Caiado, que faz um trabalho extraordinário em Goiás. São lideranças capazes de disputar espaço real contra os extremos.”

Futuro político e alinhamento com Brandão

No campo estadual, Pedro Lucas é apontado como potencial candidato ao Senado ou mesmo vice-governador em 2026, mas deixou claro que seguirá as decisões do grupo governista. Disse estar pronto para qualquer missão que o governador Carlos Brandão lhe destinar. “Seja para disputar o Senado ou compor uma chapa, estarei pronto para o jogo. Mas a palavra final é sempre do governador.”

“Lula precisa de Brandão, não o contrário”

Encerrando a entrevista, o deputado foi enfático ao defender o protagonismo de Brandão dentro do cenário nacional. “Hoje Lula precisa do apoio de Brandão, não o contrário. O governador tem obras em todas as regiões e é respeitado em todo o Maranhão. Essa conversa sobre a chapa de 2026 vai acontecer, e Lula sabe que não pode abrir mão desse apoio.”

O Imparcial

Trump elogia Lula e anuncia encontro após troca de críticas na ONU

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (23), durante a abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que pretende se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima semana. Apesar das divergências públicas, o líder norte-americano elogiou Lula, chamando-o de “homem muito agradável” e destacando ter tido com ele “uma química excelente” em um breve encontro nos bastidores do evento.

Tradicionalmente, o Brasil abre os discursos anuais da Assembleia-Geral, seguido pelos Estados Unidos. Na tribuna, Lula fez duras críticas às sanções impostas por Washington ao Brasil, classificando-as como arbitrárias e como ingerência em assuntos internos. Logo depois, Trump defendeu as tarifas de 50% aplicadas a produtos brasileiros, alegando que o país teria tratado de forma injusta os Estados Unidos ao impor “tarifas imensas e desiguais”.

O presidente norte-americano disse que as medidas fazem parte de uma estratégia de defesa da soberania dos EUA.

“Fiz isso porque, como presidente, eu defendo os direitos de cidadãos americanos. Sem a gente, eles [Brasil] vão falhar como outros falharam”, declarou. Ele acusou ainda o Brasil de “censura, repressão e uso do sistema judicial como arma”, mas deixou aberta a possibilidade de maior cooperação: “O Brasil pode se dar bem se trabalhar em conjunto com os EUA.”

A escalada das tensões começou em julho, quando o governo norte-americano iniciou uma ofensiva tarifária e passou a questionar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Como resposta, o governo brasileiro destacou que os Estados Unidos acumularam, nos últimos 15 anos, superávit comercial superior a US$ 400 bilhões em suas relações com o Brasil, argumento que, segundo Brasília, deslegitima as novas tarifas.

O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, também reagiu. Em carta, rejeitou as acusações de censura feitas por Trump e disse que as decisões da Corte têm como objetivo proteger a liberdade de expressão e o Estado de Direito. “No Brasil de hoje, não se persegue ninguém”, afirmou.

No discurso, Trump ainda aproveitou para exaltar ações de sua gestão em política externa e criticar a atuação da ONU, alegando que a organização não teria se empenhado em resolver conflitos internacionais. De forma irônica, mencionou problemas técnicos durante sua subida ao púlpito, como a escada rolante que parou de funcionar e falhas no teleprompter.

Apesar da retórica dura, Trump encerrou sua fala reiterando a intenção de estreitar relações com o Brasil e confirmou que terá um encontro oficial com Lula na próxima semana.

*Fonte: Agência Brasil

Locomotiva recebe “Prévía da Recaída Du Loco” nesta sexta (26) com muito agito e diversão

A animação já está garantida para esta sexta-feira, dia 26 de setembro, no Locomotiva! A casa de eventos será palco da “Prévía da Recaída Du Loco”, prometendo uma noite inesquecível de música, energia e descontração.

Entre as atrações confirmadas, o público poderá curtir o som contagiante de Formiga Beats e o carisma marcante de Carlos Cantor, que levarão ao palco um show repleto de sucessos e ritmos envolventes.

Os portões estarão abertos a partir das 20h, e a expectativa é de casa cheia para celebrar mais uma edição desse evento que já se tornou tradição entre os amantes da boa música e da diversão.

Prepare-se para dançar, cantar e viver momentos especiais na Locomotiva com a “Prévía da Recaída Du Loco”!

CGU sanciona mais de R$ 34 milhões em multas para empresas no MA

A Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou nesta segunda-feira, 22 de setembro, no Diário Oficial da União, as punições aplicadas a quatro empresas envolvidas em esquemas de fraudes em processos licitatórios. As sanções impostas são severas: multas que totalizam mais de R$ 34 milhões, declaração de inidoneidade, proibição de contratar com a administração pública e a exigência de publicar as decisões em jornais de grande circulação.

Um dos casos de destaque é o da SPA Engenharia, que teve mantida sua inidoneidade por participação em um conluio fraudulento em licitações da antiga VALEC Engenharia, relacionadas à construção de um trecho da Ferrovia Norte-Sul. Conforme a CGU, a empresa fazia parte de um cartel que simulava a concorrência e efetuou pagamentos de propina que ultrapassam os R$ 9 milhões.

Outras duas empresas sediadas no Piauí também foram alvo de sanções, desta vez no contexto da Operação Topique, que investigou fraudes no transporte escolar que utilizavam verbas públicas destinadas aos estados do Piauí e Maranhão. A TY Jerônimo e Silva Ltda. foi multada em R$ 14,6 milhões e ficou impedida de firmar contratos com a União por um período de quatro anos.

A Jerônimo e Nunes Ltda. também foi punida, com uma multa de R$ 1,8 milhão e a mesma restrição. Ambas as companhias deverão divulgar as decisões em veículos de grande circulação e em seus respectivos portais online.

O Imparcial

Cidade de Itapecuru firma parceria inovadora com empresa chinesa

Pela primeira vez, a cidade centenária de Itapecuru Mirim terá um empreendimento em parceria com empresa Chinesa. Considerado uma grande oportunidade social, e econômica na região, a ideia inovadora é da vereadora de primeiro mandato, professora Cláudia.

Segundo a parlamentar, a proposta deverá alavancar o empreendedorismo direto e indireto na cidade e região, com a geração de emprego e renda, com foco na valorização das comunidades rurais através da agricultura familiar.

Ela explica que a cidade é centenária e nunca teve uma atividade dessa magnitude no campo internacional, por meio da Confederação Nacional da Agricultura Familiar (CONAF).

“Com o proposito de ver minha cidade inserida no processo do desenvolvimento local e sustentável, eu procurei a confederação, para juntas fazermos um projeto visando a geração de empregos e renda, de acordo com a realidade da nossa cidade e região. E como a instituição vem realizando esse trabalho de aproximar parcerias fora do Estado, ou até mesmo fora do país, iniciamos tratativas para podermos desenvolver uma atividade em Itapecuru”, explica.

A presidente da CONFAF, Sandra Aguiar, destacou que a parceria vai permitir um grande desenvolvimento econômico sustentável na região.

“A ideia é promissora e o melhor de tudo foi que os chineses estão interessados. Oferecemos a implantação do projeto em assentamentos e comunidades rurais, com não só esse seguimento do frango, produto altamente requisitado lá na China”

Diante da oferta diferenciada na produção que envolve a agricultura familiar, a proposta despertou ainda mais interesse por parte dos investidores.

A representante da empresa chinesa, Kichein, afirma que esta pretende investir mais de R$ 100 milhões no empreendimento local, e região, de modo que toda a produção seja absorvida, com a estimativa da produção de 1 milhão de frangos por mês.

A população da China é hoje um da maiores consumidora de frango. De acordo com o planejamento inicial, serão construídos galpões aviários nos quatro municípios, também gerando mão de obra nas cidades vizinhas.

Sandra Aguiar menciona que está previsto para junho de 2026 o início da operacionalização de criação e abate e fábrica de ração. Além disso, também já existem outras iniciativas sendo tratadas com a governança da China para executar atividades no Maranhão, dentre elas na cadeia produtiva do babaçu.

O Imparcial

Direito Religioso no dia a dia: Como o Brasil se tornou um país de liberdade religiosa

A religião sempre teve um papel fundamental na formação da sociedade brasileira. Desde a colonização, valores religiosos, especialmente do Catolicismo Romano, ajudaram a moldar a forma como o país se desenvolveu, influenciando ideias de justiça e respeito.

No início, o Brasil era um Estado confessional, o que significa que tinha uma religião oficial: o Catolicismo. Isso começou em 1500, com a primeira missa no país, e foi oficializado na Constituição do Império de 1824. Embora outras religiões pudessem existir, elas enfrentavam muitas limitações.

Com a Proclamação da República, em 1890, o Brasil se transformou em um Estado laico. Isso quer dizer que o governo não pode apoiar ou atrapalhar nenhuma religião, garantindo a liberdade de culto para todos. Esse foi um passo muito importante para separar a religião do governo.

A Constituição de 1988 reforçou essa ideia, confirmando que o Brasil é um Estado laico colaborativo. Ela proíbe o governo de financiar religiões, mas permite que o Estado e as religiões trabalhem juntos em projetos importantes para a sociedade, como ações sociais e educação.

Exemplo no dia a dia

Imagine uma escola com alunos de várias religiões, como católicos, evangélicos, umbandistas, espíritas e outras. O Estado laico garante que nenhuma religião seja preferida. Todos têm o direito de expressar suas crenças, desde que respeitem os outros. A escola pode até mesmo criar projetos voluntários onde alunos de diferentes religiões trabalham juntos para ajudar a comunidade, sem dar favoritismo a nenhuma crença em particular.