Supercondutor encontrado na natureza abala a ciência: um passo mais perto de transferir energia sem resistência

Cientistas americanos adicionaram um mineral chamado miassita ao grupo de materiais supercondutores. De acordo com uma pesquisa publicada no Communications Material, esse mineral raro pode ser encontrado na natureza e exibe propriedades de supercondutividade não convencionais. Este é um marco importante, pois até agora essas propriedades só haviam sido alcançadas em laboratórios.

Esta descoberta não apenas expande o catálogo de materiais com potencial tecnológico, como também revoluciona a compreensão anteriormente mantida da supercondutividade em minerais naturais. Pela primeira vez, um composto com estrutura mineralógica conhecida demonstra que pode conduzir eletricidade sem perda de energia e sem a necessidade de condições extremas, como o zero absoluto.

A miassita foi descoberta perto do rio Miass, na Rússia. Segundo a Wired, é um composto de ródio e enxofre (Rh17S15) que possui uma estrutura cristalina cujas ligações atômicas permitem a supercondutividade. Este mineral não necessita de exposição a temperaturas extremamente baixas para apresentar suas propriedades, o que pode facilitar sua aplicação em diversos campos.

Até agora, acreditava-se que a supercondutividade não convencional só seria possível com materiais feitos em laboratório, cuidadosamente projetados para fazer os elétrons se comportarem de uma determinada maneira. É por isso que a descoberta dos pesquisadores é tão relevante, pois eles conseguiram demonstrar, por meio de um experimento, que mesmo com uma estrutura mineral, a miassita reúne características de um supercondutor não convencional.

Mas nem tudo são flores. Ainda de acordo com a Wired, embora a miassita exista na natureza, versões “brutas” do mineral contêm muitas impurezas, como ferro, níquel, cobre ou platina, que alteram seu comportamento. É por isso que não basta extraí-la diretamente das minas para uso tecnológico. Pesquisadores dizem que mais estudos são necessários para desenvolver melhores materiais baseados na fórmula da miassita.

O que torna um supercondutor “não convencional”?

Em condições naturais, quando um fio conduz eletricidade, parte da energia é perdida na forma de calor devido ao atrito entre os elétrons e átomos do material. Isto é conhecido como resistência elétrica. Entretanto, existem materiais capazes de transportar eletricidade sem perder energia porque seus elétrons se movem sem colidir uns com os outros. Esses materiais são chamados de supercondutores.

Os primeiros supercondutores descobertos só funcionavam em temperaturas próximas do zero absoluto (-273,15°C). Tais condições são difíceis de alcançar fora de um laboratório. Entretanto, desde a década de 1980, cientistas descobriram materiais que exibem esse comportamento em temperaturas mais altas. Eles são conhecidos como supercondutores de “alta temperatura”.

Dentro dos supercondutores, há uma categoria ainda mais especial: os supercondutores não convencionais. Como o próprio nome sugere, esses materiais não seguem as regras dos supercondutores, como a formação de pares de elétrons ou a necessidade de temperaturas extremamente baixas. Em vez disso, sua estrutura atômica fornece novas maneiras de conduzir energia elétrica sem resistência.

A empresa que pode trazer carros voadores ao Brasil já escolheu seu alvo

A empresa que pode trazer carros voadores ao Brasil já escolheu seu alvo

XPeng, uma das principais fabricantes chinesas de veículos elétricos, está avaliando a possibilidade de expandir suas operações para a América Latina, com foco especial no Brasil e no México. Essa estratégia faz parte de um movimento para diversificar suas operações em resposta a mudanças políticas e comerciais em seus mercados tradicionais. Atualmente, a XPeng já possui uma presença consolidada em 30 países, incluindo a China, Estados Unidos, além de partes da Ásia e do Oriente Médio.

O interesse pelo Brasil se deve à sua vasta extensão territorial e ao tamanho significativo do mercado consumidor. Com uma população numerosa e uma demanda crescente por soluções de mobilidade elétrica, o país se apresenta como um potencial candidato para a expansão da XPeng. No entanto, a empresa ainda não confirmou planos concretos para sua entrada no mercado brasileiro

O Brasil é visto como um mercado promissor para a XPeng devido a vários fatores. A combinação de uma população grande, desafios logísticos e uma crescente demanda por veículos elétricos tornam o país um destino atraente para a expansão. Além disso, o cenário de tarifas comerciais elevadas em outras regiões está impulsionando a busca por novos mercados, e a América Latina surge como uma alternativa viável.

A XPeng é conhecida por sua forte aposta em tecnologia e conectividade, características que podem atrair consumidores brasileiros em busca de inovação. Os veículos da empresa são equipados com recursos avançados, como assistente de direção, comandos de voz e sistemas de automação, oferecendo uma experiência integrada entre motorista, veículo e ambiente.

Quais são os planos da XPeng para a mobilidade aérea?

Além dos veículos terrestres, a XPeng está investindo na mobilidade aérea por meio de sua subsidiária XPeng AeroHT. A empresa está desenvolvendo veículos voadores com foco em transporte urbano, incluindo o ambicioso projeto Land Aircraft Carrier, uma mistura de caminhonete com drone, previsto para lançamento em 2026. Outro modelo em destaque é o Voyager X2, que já passou por testes de voo bem-sucedidos na China.

A possível entrada da XPeng no Brasil pode ter um impacto significativo no mercado local de veículos elétricos. A oferta de modelos mais tecnológicos e acessíveis pode estimular a concorrência e acelerar a adoção de carros elétricos no país. Além disso, a presença de uma montadora com foco em inteligência artificial pode transformar a percepção dos consumidores brasileiros sobre mobilidade.

 

Prédio mais alto de Miami Downtown será entregue por brasileiro em 2028

Mais de mil empregos estão sendo gerados com a construção do Absolute One, que promete ser o maior prédio de Miami Downtown.

Mais de mil empregos diretos e indiretos estão sendo gerados com a construção do Absolute One, que promete ser o maior prédio de Miami Downtown. O ambicioso empreendimento contará com mais de 300 unidades de alto padrão, sendo 160 suítes de hotel, atendendo tanto à demanda residencial quanto hoteleira. À frente do projeto de 600 milhões de dólares está João Souza, de 37 anos, brasileiro radicado nos Estados Unidos há sete anos e que já tem planos semelhantes para Nova York e Portugal.
As obras do Absolute One estão previstas para começar ainda neste ano e o lançamento das vendas nos Estados Unidos ocorre daqui três meses. A entrega do prédio de 88 andares e de 300 metros está programada para 2028. Unidades residenciais vão custar a partir de 1,5 milhão de dólares.
O Valor Geral de Venda (VGV) do empreendimento está estimado em 1 bilhão de dólares. Além de ser um marco arquitetônico, o Absolute One, como diz o próprio nome, tem credenciais que o tornam único, segundo Souza: terá a piscina mais alta dos Estados Unidos, no terraço; será o prédio com heliponto mais alto de Miami; e contará com tecnologia de ponta para eficiência energética e sustentabilidade:
“Somente com o Absolute One, estamos criando em Miami Downtown mais de mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos. O prédio, que será o maior da cidade com heliponto e piscina, é ideal para quem quer investir em imóveis de alto padrão, seja para residência ou hospedagem. Levaremos este modelo de negócio também para Nova York; e em Portugal, trabalharemos com o conceito de apartamentos boutique, muito em breve”, destaca o empresário, CEO da 4 Hands Capital, responsável pela construção do empreendimento.

Referência no mercado imobiliário americano

A história de João Souza não começou nos altos edifícios de Miami. Natural do subúrbio do Rio de Janeiro, o filho de uma professora e de um militar trabalhou como vendedor de paraquedas de brinquedo na praia, durante a infância e parte da juventude. Ao fundar uma empresa de logística no Brasil, tempos depois, aprendeu a lidar com crises e a escalar negócios.
Há sete anos, se mudou para os Estados Unidos, onde se tornou destaque no empreendedorismo internacional. O brasileiro é diretor-presidente da Empire Group, que abarca mais de 20 empresas que atuam em diferentes segmentos, como imobiliário, aviação, editorial e financeiro.
Fazem parte do conglomerado a 4 Hands Capital, a 4 Hands Realty, e a Asap [todas do setor imobiliário]; a King Solar US, de produtos de energia solar; a Black Eagle, de voos em jatos; e a Business Office, plataforma de negócios e investimentos imobiliários.

Maior prédio de Miami Downtown impulsiona faturamento de holding

Em 2024, a holding faturou 122 milhões de dólares – um crescimento de 230% em relação a 2023. Para 2025, a estimativa é atingir 235 milhões de dólares em faturamento. O carro-chefe do grupo de empresas é a 4 Hands Real Estate, que tornou Souza referência no mercado imobiliário americano.
Residente na Flórida, o brasileiro detém o visto EB-1, concedido a profissionais com “habilidades extraordinárias”.
Com MBA em Empreendedorismo, Gestão e Inovação Pública e Privada; e em Gestão de Pessoas e Liderança para a Inovação, Souza é comendador da República no Brasil; estudou no Colégio Militar de Brasília-DF; e cursou Administração de Empresas, na Universidade de Fortaleza (Unifor).
Como empreendedor do ano em 2022, recebeu o Troféu JK e a Medalha Cruz do Mérito – símbolo maior do Empreendedorismo brasileiro. É autor dos livros “O Poder da Escala” e “Como Fazer Dinheiro Com Real Estate”.
Reconhecido por ter visão estratégica e capacidade de inovação, o empresário, recentemente, esteve no Brasil para palestrar no “Ebulição 2025”, evento realizado em São Paulo. No palco, dividiu espaço com Paulo Guedes, ex-ministro da Economia, e com Jordan Belfort, o icônico “Lobo de Wall Street”, que inspirou o filme homônimo estrelado por Leonardo DiCaprio.

A instalação é uma das barreiras para o sucesso dos painéis solares; a China quer consertar isso com “adesivos”

Apostar na instalação de painéis solares é algo que se mostra fundamental na corrida pela descarbonização. E o país que se propôs a dominar a produção e venda desses painéis é a China. Diversas empresas entraram no ramo da produção de painéis fotovoltaicos, a ponto de se originar uma guerra de preços que não tem favorecido a própria indústria.

E, nesse cenário de competitividade selvagem, apostar na inovação é essencial. Como resultado disso, uma dessas empresas apresentou recentemente seus novos produtos. O objetivo: cobrir todos os telhados com esses painéis solares flexíveis.

Os destaques
Essa empresa é a Polyshine Solar, uma companhia com sede em Xangai que há anos se concentra em fabricar painéis solares que possam ostentar uma característica muito singular: serem leves. Isso não é nada simples, mas, na abertura da Semana Mundial da Energia Inteligente, realizada em Tóquio, a empresa chinesa apresentou seus novos painéis flexíveis.

Esses painéis se destacam por três características principais: sua instalação simples com uma camada adesiva que permite uma implantação rápida, sua flexibilidade para se adaptar a diversas superfícies e seu peso 70% menor do que os painéis de vidro convencionais.

Terra

Homem é preso com armas de fogo e munição em Santa Inês, na região do Vale do Pindaré

Um homem foi preso, em flagrante, nesse sábado (12), pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo e munições. A prisão foi feita na cidade de Santa Inês, na região do Vale do Pindaré.

Segundo o 1°Distrito Policial de Santa Inês, a polícia chegou ao suspeito após investigar um roubo praticado contra um estabelecimento comercial da cidade. Assim que tomaram ciência do fato, os policiais realizaram diligências a fim de identificar e prender os autores do crime.

No decorrer das buscas, os investigadores conseguiram prender um homem com várias armas de fogo, munições, drogas, entre outros materiais utilizados para cometer crimes.

Com ele também foram apreendidas diversas munições prontas para uso, inclusive de calibre .40, além de armas de fogo e carregadores, entorpecentes embalados para comercialização, balanças de precisão, invólucros para uso no tráfico de drogas, aparelhos de celular, uma máscara de palhaço comumente utilizada por criminosos em suas ações, entre outros materiais.

Após os procedimentos legais, o conduzido foi encaminhado à Unidade Prisional de Santa Inês, onde ficará à disposição do Poder Judiciário.

G1ma

China começa a travar a exportação de minerais críticos para montadoras

Diante da intensificação da “guerra tarifária”, a China passou a restringir a exportação de uma ampla variedade de minerais e ímãs essenciais. A medida impacta diretamente o fornecimento de componentes estratégicos para diversas indústrias globais, como montadoras, fabricantes do setor aeroespacial, empresas de semicondutores e o segmento de defesa.

Remessas de ímãs usados em carros, drones, robôs e mísseis foram suspensas em portos chineses, enquanto o país prepara novas regras de exportação que podem vetar o envio a empresas, inclusive ligadas às Forças Armadas dos EUA.

A medida faz parte da retaliação da China ao aumento acentuado das tarifas imposto pelo presidente Donald Trump em 2 de abril. Em 4 de abril, a China impôs restrições à exportação de seis metais e ímãs de terras raras, exigindo licenças especiais para o envio desses materiais, cuja produção é majoritariamente chinesa.

A China ainda está nos estágios iniciais de implementação do sistema de licenças, o que tem causado preocupação entre executivos do setor. Eles temem atrasos no processo e o risco de escassez nos estoques globais.

MN